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Especialista afirma que motor desregulado compromete o catalisador

Entre os fatores que podem prejudicar o funcionamento do sistema de exaustão, um motor desregulado também pode comprometer o tempo de vida útil do sistema. A queima inadequada dentro da câmara de combustão pode fazer com que combustível não queimado chegue ao catalisador, superaquecendo o componente. “Além do choque mecânico, o combustível adulterado ou de má qualidade pode ocasionar derretimento da cerâmica do catalisador”, afirma o gerente de engenharia de produtos da Tuper Escapamentos e Catalisadores, Henry Grosskopf.

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Segundo explica a Umicore, que desenvolve catalisadores em parceria com a Tuper, as reações químicas que fazem o funcionamento do catalisador são exotérmicas, ou seja, liberam calor. Assim, a temperatura da peça pode chegar a mais de 1.000°C. Caso a combustão no cilindro não ocorra dentro dos parâmetros previstos durante o funcionamento do motor, o combustível não queimado pode chegar ao catalisador e, então, será queimado ali, devido às altas temperaturas da peça. Isso vai aumentar ainda mais a temperatura e pode causar o derretimento do catalisador, prejudicando todo o sistema de exaustão do veículo.

Henry adverte que derretimento, entupimento ou trincas são motivos para a troca, imediata, do componente. “Quando o catalisador está danificado, além de prejudicar o meio ambiente, pode afetar também o bolso dos motoristas já que aumenta o consumo de combustível em até 20%”, avisa o especialista.

Os mecânicos devem orientar os proprietários de veículos a ficar atentos à lâmpada LIM instalada no painel do veículo, que acende quando há alguma anomalia no funcionamento do catalisador. Se a peça tiver de ser trocada, Henry lembra que o catalisador novo deve possuir o selo do Inmetro, obrigatório desde abril de 2011 para o mercado de reposição.

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