Artigo – ABS e Airbag: Eles chegaram… E agora?

Eles chegaram…E agora?

 

Texto: Fernando Landulfo
Fotos: Fernando Landulfo

 

Já estava previsto. E por sinal, foi bastante divulgado. Desde 2014, a produção de veículos obrigatoriamente equipados com ABS e airbag faz parte da
nossa realidade.

 

Sim, demorou e gerou bastante polêmica. Mas, finalmente, aquilo que era quase que uma exclusividade dos modelos mais luxuosos agora está presente nos modelos mais baratos.

 

E não se trata de perfumaria. Esses equipamentos de segurança não só ajudam reduzir a quantidade de acidentes como diminuem as lesões provocadas por estes (sempre dentro das devidas limitações). O ABS pode evitar colisões, principalmente em pisos escorregadios. Quem já precisou e usou, sabe que unciona. E o airbag, então! Inúmeras vidas já foram salvas por essas benditas bolsas de gás, que evitam o choque direto da pessoa contra superfícies duras. Para os céticos, a internet está repleta de vídeos demonstrativos da eficiência dos mesmos.

 

Mas é preciso lembrar: os equipamentos não fazem milagres. E nem foram projetados para isso. Se o veículo for mal utilizado (velocidades extremas), os dispositivos pouco podem fazer. Afinal de contas, eles funcionam a partir das leis da física e não podem mudá-las.

 

No entanto, existe um outro fator que influencia diretamente o desempenho do ABS e do airbag: manutenção. Sim, eles necessitam de manutenção. Tanto preventiva como corretiva.

 

Freios ABS

 

Continuam funcionando com base no atrito (pastilha x disco e lona x tambor), na hidráulica (veículos leves) e na pneumática (veículos pesados). Logo, todos aqueles procedimentos clássicos de manutenção (troca de fluido, secagem do ar, troca de pastilhas, discos, lonas e tambores etc.) continuam valendo. No entanto, a modernidade exige cuidados extras. Exemplos:

 

– “Sangria” feita em uma determinada sequência, com a ajuda do equipamento de diagnóstico (scanner);

 

– Relês de alimentação cujo mau contato pode levar a uma falsa condenação da caríssima unidade hidráulica;

 

– Sensores de roda que devem ser montados na posição correta em relação às respectivas rodas fônicas e cujos cabos não toleram emendas e conectores que não podem ter mau contato;

 

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– Unidades de comando conectadas em rede de comunicação, que exigem treinamento específico;

 

– Circuitos complexos que exigem literatura técnica exclusiva e não toleram acessórios pendurados nos mesmos;

 

– Unidades hidráulicas dotadas de bomba(s) cujos testes exigem instrumentos especiais.

 

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Airbag

 

Segue a mesma linha dos freios ABS, porém obedecendo as suas particularidades:

 

– Validade das bolsas;

 

– Sensores de impacto mal posicionados;

 

– Mola-Relógio quebrada.

 

Para um profissional treinado e bem equipado, os procedimentos de manutenção são bastante “tranquilos”, haja vista que já existe no mercado uma larga gama de equipamentos e literatura técnica. Isso sem falar nos diversos cursos de formação e atualização no assunto, disponibilizados por montadoras, sistemistas e escolas técnicas.

 

Tentar reparar um sistema desses a olho é perigoso. Um erro pode deixar o sistema inoperante. Sistema esse que pode ser necessário a qualquer momento. Ao se liberar o veículo, é preciso ter certeza que o sistema opera e opera corretamente.

 

Ou seja, antes de se colocar a mão em um sistema de segurança, seja ativo (aquele que ajuda a evitar o acidente) ou passivo (aquele que minimiza os efeitos do acidente), é preciso saber o que fazer e estar devidamente equipado.

 

Existem casos onde “falsos profissionais”, dependendo do grau de sofisticação do painel de instrumentos do veículo, fazem com que as luzes de advertência acendam no momento da partida, estando o sistema totalmente inoperante. Um verdadeiro crime. Até mesmo um verdadeiro “Guerreiro das Oficinas” pode ser enganado por essa “gambiarra”. É preciso estar atento.

 

Não se pode economizar com equipamentos e informações na hora de se adentrar nesse ramo da reparação. Um erro pode ser fatal.

 

Além do mais, quanto mais equipado e informado está o mecânico, mais rápido é feito o diagnóstico e o reparo. Ou seja: maior é o “giro” da oficina.

 

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Mas o que comprar?

 

Scanner: o que proporcionar maior abrangência e o melhor suporte técnico (esclarecimento de duvidas, atualizações etc.)

 

Literatura técnica: A mais abrangente e detalhada possível.

 

Treinamentos: Todos os disponíveis.

 

Equipamentos de teste (manômetros etc.): Aqueles recomendados pelos sistemistas em seus treinamentos.

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