Procedimento correto ajuda a eliminar bolhas de ar do sistema hidráulico e garante maior eficiência na frenagem de veículos equipados com ABS
Um pedal de freio com sensação “fofa” pode ser mais do que um simples incômodo ao volante. Em muitos casos, o sintoma indica a presença de ar no sistema hidráulico, problema que compromete a eficiência da frenagem e exige atenção imediata da oficina. Quando o automóvel é equipado com freios ABS, o procedimento de sangria requer um cuidado adicional.
Segundo a Controil, a utilização de um scanner automotivo é indispensável durante a sangria em sistemas com ABS. Isso porque o equipamento permite acionar as eletroválvulas do módulo eletrônico, garantindo a remoção completa das bolhas de ar e evitando que o serviço seja realizado de forma incompleta.
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Scanner é indispensável na sangria do sistema ABS
A sangria consiste na retirada do ar que eventualmente entra nas linhas hidráulicas do sistema de freio. Como o ar é compressível, ele reduz a capacidade de transmitir a força aplicada ao pedal, diferentemente do fluido de freio, que mantém essa transmissão de forma eficiente.
Na prática, um dos primeiros sinais é o pedal perder firmeza, levando muitos motoristas a bombear o freio para recuperar a pressão. No entanto, apenas esse procedimento não elimina a causa do problema. De acordo com Vagner Marchiniak, consultor de marketing de produto da Controil, a presença do módulo ABS altera a forma de executar o serviço.
Sem o processo realizado pelo scanner, parte do ar pode permanecer retida no módulo hidráulico, comprometendo o funcionamento do sistema mesmo após a substituição do fluido ou a realização da manutenção.
Material técnico reúne orientações para mecânicos
As recomendações fazem parte do e-book “Sangria do Sistema de Freio – Guia Completo para Reparadores”. Desenvolvido pela Controil, o material serve para auxiliar os mecânicos na execução correta desse procedimento.
Além de detalhar quando a sangria deve ser realizada, o material reúne informações sobre as principais ferramentas utilizadas na oficina, métodos convencionais e uso de pressurizadores. Ainda nesse sentido, o conteúdo aborda procedimentos específicos para veículos equipados com ABS e formas de identificar falhas no sistema hidráulico.
O guia também aborda temas como inspeção de vazamentos, importância da troca do fluido de freio, testes no cilindro mestre e as causas mais frequentes de perda de eficiência da frenagem.
A fabricante ainda pontua que sintomas como pedal baixo ou “fofo”, vazamentos aparentes e redução da capacidade de frenagem nunca devem ser ignorados. Esses sinais podem indicar desde a presença de ar nas tubulações até falhas em componentes hidráulicos, tornando indispensável um diagnóstico preciso antes da liberação do veículo.


