Conarem dá dicas de diagnóstico de motor para quem dirige o veículo

O Conarem (Conselho Nacional de Retíficas) divulgou dicas de diagnóstico de problemas no motor que o mecânico deve repassar aos motoristas, tanto de pesados quanto de leves, para identificarem se o veículo precisa de manutenção. De acordo com a entidade, perda de potência, ruídos e fumaça são indícios aos quais quem dirige o veículo deve ficar atento.

“Um dos principais sinais de desgaste é a perda de potência. Já a fumaça pode ser proveniente da injeção eletrônica, mas a fumaça mais escura saindo do escapamento pode ser desgaste de anéis”, afirma o presidente do Conarem, José Arnaldo Laguna. Segundo José, os motoristas profissionais de caminhão, acostumados com a performance do veículo, podem notar essas características facilmente.

Quanto aos motoristas de automóveis que, geralmente, não têm tanta experiência, é identificar a deterioração do motor é mais difícil, por isso, é importante a orientação do mecânico especializado. “Já vi automóveis circulando nas ruas com um barulho considerável e o motorista insistindo em guiar nestas condições”, comenta o presidente da entidade. “Às vezes, acaba fundindo o motor do carro e o prejuízo é grande”, alerta.

Ruídos na motorização indicam que o veículo pode estar “batendo o pino”. “E isto é muito sério porque começa a ‘castanhar’, o que eleva a temperatura no cilindro e fura a cabeça do pistão”, analisa José. O mecânico deve orientar o motorista a, quando ouvir um ruído, parar imediatamente o veículo e avisá-lo. Rodar com o automóvel ou caminhão nestas condições pode danificar ainda mais o motor, alerta José.

O presidente do Conarem sublinha que a escolha da retífica é uma questão importante para garantir um serviço de qualidade. “Retificar é um processo de usinagem de alta precisão nas peças internas do motor. Portanto, é fundamental selecionar a empresa que executará o serviço já que deverá ter equipamentos apropriados para cada operação e instrumentos de precisão com medição aferida periodicamente em laboratórios especializados”, ressalta Laguna.

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