Cesvi orienta como reparar peças plásticas na oficina

reparo peça plástica

Com a adesão cada vez maior às peças de plásticos nos carros, saber reparar a peça pode ajudar no orçamento, saindo mais barato que a sua substituição

 

O Cesvi Brasil orienta como reparar peças plásticas na oficina de funilaria e pintura. Segundo a entidade, um carro de porte médio possui quase 120 kg de seu peso em plástico. Por isso, o reparo dessas peças é cada vez mais comum – e custa menos do que a sua substituição.

“As peças de plástico de um automóvel também podem ser reparadas, em vez de substituídas, o que implicaria um custo maior ao processo de reparação”, afirma Emerson Feliciano, gerente sênior de Conteúdo e Desenvolvimento do CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária). “Muito usado na produção dos para-choques, o termoplástico pode ser reparado mesmo quando tiver sofrido ruptura ou trincas.”

O Cesvi explica que as técnicas de reparo a serem utilizadas podem variar de acordo com o código de identificação de cada plástico. A seguir, veja o passo a passo para reparar uma trinca em peça plástica por meio de soldagem com técnicas de adesão.

1° – Confira o código de identificação do plástico, localizado na parte interna da peça

 Depois limpe a superfície a ser soldada com desengraxante antiestático e pano que não solte fibras

 – Remova então a tinta

4º – Limpe a superfície novamente

5º – Faça então um furo com cerca de 2 mm ou 3mm no final da trinca para evitar a sua propagação – isso ajuda a eliminar as tensões internas do material

6º – Faça um desnível em “V” na parte externa para melhorar a penetração da soldagem e, com a ajuda de um raspador ou de um cortador frontal, essa fenda em “V” deverá ser chanfrada, aumentando a área de contato entre o material de base e o material de entrada. É importante que o “V” tenha um ângulo aproximado entre 60 e 70 graus e que sua profundidade não será maior que 2/3 da espessura do material. A recomendação é começar com cerca de 10 mm no início da trinca e ir aprofundando progressivamente

7º – Prenda as duas partes da trinca utilizando um clipador térmico na parte interna da peça, o que alinha a ruptura

8º – Espere resfriar e então corte as pontas dos grampos com alicate

9º – A seguir, corte uma tela de aço ou alumínio de acordo com o tamanho dos danos

10º – Utilizando um soprador térmico, faça a fundição da tela no plástico na parte interna da área a ser reparada – use uma espátula para pressionar essa tela na peça aquecida. Aqui, use tacos e apoie a peça com a mão para não deformar o plástico.

11º – Faça a soldagem autógena ao longo de toda a área do reparo com um bocal em forma de cunha – faça isso continuamente, deslizando a tocha do início até o final da área chanfrada. Utilize o bocal inclinado formando um ângulo de cerca de 20 graus com a superfície da peça para facilitar que o ar quente amacie o plástico – com o material em um estado pastoso, será mais fácil unir pela pressão exercida pelo próprio bocal. Essa operação permite que as bordas da trinca sejam mantidas alinhadas e unidas, facilitando a soldagem final.

12º – Após a fusão da tela na parte interna, faça a soldagem na parte externa usando vareta de solda plástica. Use o soprador térmico com bico específico para cada soldagem. Preencha então a fenda do dano passando quantas camadas forem necessárias.

O Cesvi esclarece que essa é a soldagem que fornecerá a resistência mecânica necessária ao reparo. A regra na soldagem de plásticos é: só é possível soldá-los com o mesmo material, então o primeiro passo será identificá-lo e selecionar o material de entrada correspondente.

13º – Após o resfriamento, faça a raspagem com uma rasquete para remover o excesso de material e dar acabamento ao reparo. Depois desse procedimento, a peça de plástico está liberada para a preparação e pintura.

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