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Cesvi apresenta dicas salvar o carro de alagamentos

O risco de o motorista enfrentar enchentes neste verão é bastante grande, levando-se em conta o volume de chuvas nesta época do ano. Esse tipo de situação resulta em danos aos veículos, e pode até mesmo colocar em risco a própria vida dos ocupantes. Por isso, o Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) dá recomendações que o mecânico deve repassar para o seu cliente preservar o veículo em áreas alagadas.

– Caso o motor morra durante a travessia de uma via alagada, o motorista jamais deve tentar dar a partida. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico. O carro deve ficar desligado e ser removido até uma oficina.

– Durante o alagamento, o carro deve ser dirigido em baixa velocidade, mantendo a rotação do motor alta e constante, em torno de 2.500 rpm, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar no motor, dificultando sua admissão e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.

– Em veículos com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo fica com a rotação maior e velocidade mais baixa. Outra alternativa é alternar a troca de marchas entre as posições “N” e “1”, para manter a velocidade do veículo baixa e a rotação do motor alta, sempre em torno de 2.500 RPM.

– Alguns veículos automáticos oferecem o ajuste da tração, conhecido como “winter” ou “snow”. Embora sua função seja a de proporcionar mais segurança em situações de baixa aderência, o controle de tração é útil em alagamentos porque facilita o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.

– O motorista deve manter a calma se, durante a travessia, acontecerem avisos luminosos, sonoros e malfuncionamento de itens como tração 4×4 ou direção hidráulica. Provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (em veículo diesel): na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. O motorista tem que apenas tomar cuidado redobrado e manter o menor número possível de equipamentos ligados. Recomenda-se desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico.

– Carros rebaixados e turbinados apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter o carro original. No caso de carro modificado, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.

– Nos casos mais sérios de alagamento, é recomendado fazer o check-up do sistema de injeção eletrônica (que pode apresentar defeitos imperceptíveis no início, mas que podem gerar grandes transtornos). Nos veículos de tração traseira ou 4×4, pode acontecer a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), reduzindo a vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de prováveis falhas na embreagem, suspensão e freios. O mecânico deve orientar o motorista a procurar rapidamente a oficina e solicitar a avaliação desses itens.

– Havendo travessias consecutivas de alagamentos, o mecânico deve fazer no carro a limpeza do sistema de ventilação, que estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias.

Para mais informações, acesse: https://www.cesvibrasil.com.br

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