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Por: Fernando Landulfo

Pois é, bastou faltar combustível nos postos que o já quase esquecido GNV voltou aos holofotes. E não é por menos. Com exceção dos raríssimos modelos movidos 100% a eletricidade, os veículos movidos a GNV foram os únicos que nada sofreram com a breve, porém muito grave, crise de abastecimento que abalou o país. E nada mais complicado para a nossa sociedade que, ainda depende dos motores de combustão interna, do que ficar sem o precioso combustível.

Mas será que o GNV ainda vale a pena?

Bem, de acordo com os usuários, durante e principalmente após a crise de abastecimento, a resposta para esta pergunta é um grande e sonoro sim. Graças ao combustível encanado, muitos taxistas, motoristas de aplicativo e entregadores que utilizam pequenos VUC (Veículo Urbano de Carga) puderam trabalhar tranquilamente durante a paralisação dos caminhoneiros. E para ajudar ainda mais, o preço por metro cúbico do GNV praticamente não se alterou.

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Mas é claro que a amortização e compensação financeira dependem diretamente do quanto se roda. Ou seja: quem roda pouco vai levar muito tempo para amortizar o investimento. Além disso, tem a perda de espaço no porta malas (para os veículos que não podem ter os cilindros montados na parte inferior dos mesmos), que deve ser levada em consideração e a perda de potência, que gira em torno de 20%. Isso sem falar na quantidade de postos de abastecimento que sofreu uma sensível redução.
Mas indubitavelmente, o custo de rodagem continua sendo menor do que a gasolina e o etanol.

O que mudou nesses últimos anos?

Falando tecnicamente, é claro que os equipamentos (kits) evoluíram juntamente com os veículos e motores. Atualmente, já não se ouve mais falar nos famosos “estouros”, provocados pelos retornos de chama, que ocorriam nos coletores de admissão e nas mangueiras dos filtros de ar. Os kits modernos (geração 5) trabalham com injeção de GNV com pressão positiva, quase que no interior das câmaras de combustão. Além disso, a interação das unidades de comando também melhorou muito. Com isso, o rendimento dos motores também melhorou.

Mas continua sendo uma modificação do projeto original do veículo. Uma modificação não aprovada pelas montadoras (possível perda de garantia) e cujos efeitos estão diretamente ligados ao capricho da instalação. Uma modificação, que pode interferir em muitos sistemas do veículo: desde o gerenciamento até a parte estrutural. Além disso, ainda não ficou provado que o uso do GNV não provoca desgaste prematuro das válvulas do motor. É preciso pesar todas essas variáveis ante de se tomar uma decisão.

Mas o que o Guerreiro das Oficinas tem a ver com isso?

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Simplesmente tudo! O mecânico é o oráculo técnico de todo dono de veículo automotor. É ele que vai:
– Orientar o cliente sobre instalar ou não o sistema no veículo;

– Orientar na escolha do sistema e do instalador (se não for ele mesmo): existem estabelecimentos especializados na instalação dos kits;

– Instalar da melhor forma possível (se for ele o instalador);

– Manter o sistema sempre com bom funcionamento (se for ele o instalador);

– Reparar os estragos feitos por maus instaladores, consolar o cliente e orientá-lo mais uma vez.

Loja-modelo da Comgás no bairro do Brás em São Paulo/SP
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