De Carro Por Aí | Honda Fit se aprimora para 2018

Por Roberto Nasser*

Pela Internet Honda apresentou a linha 2018 para seu bem sucedido Fit. Uma espécie de Geração 3 e ½, identificada visualmente por alterações nos para choques, faróis e grade frontal. Mudança principal, relatada na Coluna passada, foi o incremento em itens de segurança usuais a versões de maior hierarquia. Segue o caminho traçado nos modelos equivalentes nos EUA e Europa.
O ESP, iniciais do sistema de controle de estabilidade; o TC, controle de tração – artifício faz a transmissão arrancar em marcha fraca para evitar patinagem -; o manjado assistente de partida em rampa, o Hill Holder; e luzes de freadas emergenciais, são itens eletrônicos cujo crescimento na escala de uso permite reduzir preços e tornar-se atrativos mesmo ante o lento crescimento de aceitação e demanda pelos clientes brasileiros. A postura mercadológica pelo emprego de itens eletrônicos de segurança talvez encontre justificativa ante as exportações para a Argentina. O aliado do Mercosul pressiona o governo brasileiro para exigir o ESP nos produtos nacionais – o Brasil remancha, titubeia, engasga para regulamentar a obrigatoriedade. Somos lentos em adotar legislação pró segurança.

Versões
São quatro degraus de conteúdo e preço, mas há padrão básico: parte dos equipamentos listados, o pequeno motor L4, 1,5 litro, i-VTEC, variador de sincronia e abertura das 16 válvulas, 116/115 cv com gasálcool e álcool, flex; transmissão automática CVT, com polias variáveis; novo sistema de direção elétrico; freios ABS, o sistema anti bloqueio -, com EBD, distribuidor eletrônico da pressão hidráulica forçada pelo pisar no pedal do freio. Em segurança, cintos com ancoragem em três pontos para todos os passageiros, e fixadores Isofix para cadeirinha infantil.

A tecnologia vem-se democratizando, como exposto na escalada de conteúdo. Na versão básica DX, exceção está no uso de quase órfã transmissão mecânica de 5 marchas – um mico ‘a hora da revenda, e obrigatório par de almofadas de ar frontais. Versões superiores, transmissão automática por polias deslizantes, o sistema CVT, com simulação para sete marchas, com acionamento por alavanquinhas sub volante. Na EX, além das bolsas de ar frontais, também as há laterais. Em seguida EXL amplia o oferecimento com bolsas laterais tipo cortina, totalizando seis unidades. Nas duas versões superiores, ar condicionado digital.

Topo, a EXL contém novo módulo multimídia com conexão para SmartPhones Apple Car Play e Android Auto.
A novidade fica por conta da versão Personal, partindo de R$ 68.700 e permite a combinação de equipamentos pelo consumidor, optando por um item, sem pagar por todo pacote de versão superior.



Novidade é a versão Personal, admitindo escolha pontual dos itens sem a necessidade da compra de pacote completo. Experiência à busca de resultados.

Fit 2018, sutis mudanças, maior conteúdo



TVR Griffit surpreende mantendo tradição
Fazendo surpresa, inglesa TVR apresentou seu novo modelo, o Griffith. Esportivo, motor entre eixos dianteiro, Ford V8 com 500 CV, com baixo peso, consegue excepcionais resultados: acelera de 0 a 100 km/h em menos de 4 s e supera os 320 km/h em velocidade final. Surpresa está no fato de todo o leque de marcas da indústria automobilística britânica, uma das maiores do mundo até a II Guerra Mundial, hoje estar resumida a dois fabricantes com grandes carros e pequenos quantitativos. A TVR, quase desaparecida, depois vendida ao russo Nikolay Smolensko, foi recomprada por grupo britânico. Construiu nova fábrica, formulou novo produto, pequena capacidade de produção, 500 unidades anuais. Outra, a MacLaren, mesmo diapasão, mas apta a entregar 3.000 unidades/ano. Marcas inglesas, outrora míticos exemplos de britanicidade são comandadas por capital estrangeiro: Rolls-Royce, BMW; Bentley, Volkswagen; Jaguar Land Rover, da indiana Tata; Mini, BMW; Lotus, investimento malaio…

Projeto para performance, emprega materiais leves para estrutura e carroceria, muito compósito em carbono, aço e alumínio colados sob pressão, consegue segurar o ponteiro da balança em 1.250 kg. É mais leve e menor ante concorrentes Porsche 911, Jaguar F Type e Aston Martin Vantage.

Projeto primoroso com apoio da Gordon Murray Design, autora do projeto da Mc Laren, motor Ford Coyote V8 5 litros desenvolvido pela Cosworth, aspirado produz 500 saudáveis e longevos cavalos, com a característica de durabilidade, aversão a oficinas, e grandes intervalos entre revisões. Entre eixos dianteiro permite excepcional distribuição de peso, sonho de qualquer projetista: 50% em cada eixo. Tração traseira, transmissão de seis velocidades.

Aerodinâmica privilegiada para estabilidade e refrigeração dos freios. Rótulo principal, deve ser visto como o último grito de uma tecnologia em descenso, a dos carros puramente movidos por motor a combustão interna, sem engenhos elétricos para hibridizá-lo.

Série de lançamento, a Launch Edition, porta revestimento em couro; rodas leves em desenho especial, pintura exclusiva, grande painel incluindo tela por toque, e botão de arranque imitando os utilizados nos jatos disparadores de foguetes, com pequena tampa a ser basculada para permitir premer o botão.

Projeto, charme, quase exclusividade não custam caro neste universo de carros personalizantes e de performance: 90 mil libras – uns R$ 381 mil. Caro ? Não, em tempos de Lava Jato, merreca. As malas do importante Dr. Geddel permitiriam para comprar 133 Griffith, quase 4 meses da produção do automóvel, e surfar entre seus fiéis eleitores baianos.

TVR Griffith, surpresa inglesa. Barato: 0,138 Geddel



Roda-a-Roda
Pesquisa – Fiat desenvolve soluções para manter a liderança do Strada dentre picapes pequenos. Uma delas, preservar a plataforma atual, resistente, testada, trocando a cabine por outra. Uma das possibilidades, a do Mobi. Questão é segurar custos para evitar concorrer com o Toro, líder na categoria superior.

Ajustes – Nas adequações sugere-se contrair a relação de versões, limitando o Strada a duas portas e poucos equipamentos. E simplificar o Toro para reduzir preço e conquistar clientes dos Strada das antigas versões mais equipadas.

Conforto – Citroën confirmou lançamento próximo dia 10 da van Jumpy, montada no Uruguai, objeto de informações na Coluna 1117, aos 15.março. Formato inicial de furgão – após, passageiros -, e característica principal e diferenciativa do projeto é um olhar automobilístico sobre a ergonomia, a posição de conduzir, comandos, e os dois passageiros. Quer destacá-lo como o de maior conforto para usuários – motorista e auxiliares – ou caronas.

De volta – Da Coréia SsangYang confirmou volta do país. Como Coluna informou anteriormente, retorno será através de polivalente Venko, responsável pela chegada da chinesa Chery ao Brasil – após a marca chinesa assumiu a operação. Importações a partir do cancelamento do super IPI. Representação com prazo de 10 anos. Produto inicial, inescapável SUV.

Vantagem – Governo Federal baixou Medida Provisória satisfazendo concessionárias das estradas. Os investimentos nas vias – obras de arte, duplicação, etccc – não cumpridos nos últimos 5 anos terão mais 9 para ser viabilizados.

Razão – Generosidade dar-se-á com o dinheiro do usuário, pois a tarifa cobrada para cobrir os investimentos não realizados, em vez de ser suprimida, será mantida. Há triste frase a definir nossa concessiva estrutura legal: no Brasil quem faz a lei é a mãe do bandido.

Congraçamento – Ante a evidência de serem poucos os usuários a ter utilizado veículos com tração 4×4, marcha reduzida, aptidões fora de estrada, Troller aproveitou a boa experiência da Mitsubishi com provas reunindo proprietários da marca.

Caminho – Juntou clientes para amplo passeio pela Serra da Canastra, MG, com duração de quatro dias, por trechos para uso das habilidades dos veículos, mesclando turismo e aventura. Quer repetir e reunir 500 Trolleiros em Campos do Jordão, SP, novembro. Tens Troller? Estás afim ? www.troller.com.br.

Boa idéia – Jornalistas Scheila Canto e Paulo Cruz realizam segunda edição do Salão do MiniAutomóvel, interessante mescla de automóveis em várias escalas, desde 1:87 até 1:1, no caso Nissan GT/R e Chevrolet Camaro.

Fórmula – São mais de 4.000 unidades dos modelos em escala. Caminho novo ao juntar carrinhos de brinquedo e de verdade, com apoio dos fabricantes. No Shopping do Bosque, até set.24, Campo Grande, MS.

Ampliação – Toys for Boys Brasil, importadora de brinquedos para homens, ampliou linha de produtos. Além de automóveis esportivos, aeronaves e iates, traz, sob encomenda, lanchas Tigé.

lancha Tigé, brinquedo de homens



Fórmula 1 – Mudanças redesenham a principal categoria do antomobilismo:
União Mc Laren Honda abriu. Equipe inglesa utilizará motores Renault. O asturiano Alonso permanecerá na equipe;
Toro Rosso com Honda – Parece um meio termo para negócio maior, fornecer à controladora Red Bull em 2019;
Sainz Jr saiu da Toro Rosso, indo para a Renault;
Kubica não irá para a Renault. Piloto finlandês procura equipe;

O P1800 antes de da. Gordon ter-lhe moído o motor



Recorde – Irv Gordon, 79, ex professor de Nova Iorque, coleciona recorde sempre aumentado, o de ter dirigido a maior quilometragem, num mesmo carro, em uso privado. Com Volvo P1800 de 1966, sólido e charmoso sueco recém completou 5M de Km, e no período retificou-o apenas duas vezes. Um recorde.

Celebridade – Transformou-se em referência para recomendar cuidados, manutenção em oficina autorizada, lubrificante indicado pelo Manual, de qualidade e troca nos intervalos nele indicados pela fabricante.

Mas – Porém, todavia, entretanto, sempre os há, o até então indestrutível motor do Volvo não resistiu ao descompromisso feminino. Razão descoberta pelo velho mecânico do automóvel, Da. Gordon, também provecta condutora, não soltou o freio de mão; rodou até queimar as lonas de freio; forçou o motor até debulhá-lo. Problemas não são solitários: ao saber da notícia, o velho mestre enfartou.

One, um passo acima



Concept One. Mercedes-AMG escreve o manual dos Hypercars
Mercedes-AMG surpreendeu o mundo apresentando seu novo ponto de exclamação, o Concept One. Mescla tecnologia de carros da Fórmula 1 com as mais recentes conquistas de tração elétrica. Resultado prático, um gran turismo classificado como Hypercar, muito acima dos concorrentes escreve as regras para a nova categoria.

Três motores elétricos – 120 KW, 160 cv em cada roda frontal, o terceiro tocado pela ponta do virabrequim do motor entre eixos traseiro – ciclo Otto, V6, 1,6 litro, o dos carros da Mercedes na Fórmula 1. Limite de giros e potência reduzidos relativamente aos carros de competição para oferecer durabilidade e confiabilidade ao uso nas ruas e estradas, e o turbo passou a ser elétrico, um motor com 80 kW – uns 107 cv – novo caminho para este soprador de potência.

Confiança patente, após longos 50 mil km motor e câmbio são retirados e, como nos Fórmula 1, inteiramente desmontados para aferir desgaste.

O Concept One, nas palavras de Thomas Moers, CEO da Mercedes-AMG, é o primeiro automóvel a tornar a tecnologia de Fórmula 1 utilizável nas vias, e a tomada de ar do motor expõe tal herança. O comportamento dinâmico também busca semelhanças. Com mais de 1.000 cv de potência, o conjunto de quatro motores o impulsionam do Zero aos 200 km/h em menos de 6s – o Bugatti Chiron, com 1500 cv fazem 6,2s; velocidade final de 350 km/h. Transmissão para as rodas traseiras, com 8 marchas, embreagem por monodisco seco. Dianteira por tração elétrica.

Outros dados: supera os Fórmula 1 em estabilidade; suas baterias pesam 100 kg; marcha lenta reduzida de 4.500 rpm para 1.100 rpm; funciona com gasolina de 95 octanas, como a Podium nacional; usa pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 285x35x19 à frente e 335x30x20 atrás. Projeta-se a construção de 275 unidades a US$ 2,7M – uns R$ 8,4M – na Inglaterra, onde produzido.
Não é apenas um degrau acima do pico dos esportivos, mas bandeira para exibir tecnologia a migrar para os futuros AMG e Mercedes.




Alta Roda | Ponto de partida

Por Fernando Calmon


No próximo dia 14, quando se abrirem as portas do maior salão de automóveis do mundo em área de exposição, na cidade alemã de Frankfurt, o público verá o primeiro carro autônomo homologado para circular em vias públicas. Trata-se da nova geração do Audi A8, um dos sedãs grandes mais caros da indústria, que poderá se valer das novas regras de trânsito implantadas pela Alemanha em maio último, porém passível de revisão dentro de dois anos.

É um avanço histórico, sem dúvida. Classificado no nível três, entre cinco possíveis, marca o início de uma era sobre a qual ainda pairam incertezas. Embora algumas demonstrações na vida cotidiana já tenham sido feitas para convidados em Munique, somente em outubro os jornalistas poderão assumir o volante em um teste real. Os equipamentos específicos serão acrescentados paulatinamente à produção seriada, em 2018. Só estarão disponíveis de acordo com legislação e infraestrutura viária de cada país.



Quem estiver no comando, com todos os recursos incluídos, poderá circular pela primeira vez sem a obrigatoriedade de colocar pelo menos uma das mãos no volante a intervalos regulares, como ocorre nos sistemas semiautônomos atuais. Manuseio de qualquer dispositivo de comunicação está autorizado, inclusive assistir a um filme na central multimídia. Mesmo assim haverá limitações: deve existir uma barreira física para separar o tráfego contrário, a velocidade se limita a 60 km/h e o veículo poderá exigir do motorista reassumir o volante de acordo com parâmetros computacionais de segurança.

Estreia do A8 não encerra as discussões sobre alcance, viabilidade ou se os compradores vão de fato mostrar entusiasmo por um assistente virtual em congestionamentos (ou mesmo sem estes) assim que a produção aumentar e o preço começar a cair. A fabricante ainda está por anunciar o valor dessa opção.

Em pesquisa recente internacional com 2.000 motoristas, a pedido da Continental Pneus, apareceram respostas desconcertantes em proporção surpreendentemente alta: “as pessoas ficarão preguiçosas e confiantes demais na tecnologia”; “haverá riscos de interferências, inclusive de hackers (piratas eletrônicos)”. Mas outros participantes reconheceram que aumentará a segurança do trânsito.

O risco regulatório também não se pode desprezar. Países com frotas imensas de veículos, como os EUA, impõem cautela e tendem a estudar de forma ainda mais profunda as implicações. Uma das discussões na Alemanha levou a decidir que os softwares devem ser programados para diminuir ao máximo ferimentos ou mortes de humanos, mesmo à custa da vida de um animal ou de maiores danos a veículos e propriedades. Uma longa discussão entre especialistas de ética, lei e tecnologia.

No entanto, existem outros aspectos ligados à direção autônoma muito agradáveis oferecidos no A8. O principal é ordenar por meio de aplicativo de telefone inteligente que o carro procure um local para estacionar, coloque-o na vaga e, na ordem inversa, dirija-se de volta até onde está o seu dono. Todas as manobras podem ser transmitidas pelas câmeras de visão externa em 360° do veículo e exibidas em tempo real na tela do celular.

Para tudo tem que haver um ponto de partida. Essa hora chegou.

RODA VIVA
IMPRENSA argentina confirma produção do VW Tharu na fábrica de General Pacheco (Grande Buenos Aires), a partir de 2020. Para alcançar preço competitivo, sem abrir mão da filosofia de segurança estrutural da marca alemã, a subsidiária checa Skoda será responsável pelo modelo. Visa especificamente a concorrer com Jeep Compass que dá as cartas entre SUVs médios-compactos.

MAIS um modelo tem redução nominal de preço em razão da forte retração de mercado. Agora as versões superiores do Ka sofreram realinhamento para baixo entre R$ 600,00 e R$ 1.000,00. Há tempos preços reais mostram quedas de forma disfarçada por meio de bônus, promoções, valorização na troca e, em especial, equipamentos agregados sem repasse na etiqueta.

USO cotidiano mostra que o Fiat Argo Precision, com motor de 1,8 litro e câmbio automático, forma um conjunto bem equilibrado. Respostas ao acelerador (de curso exagerado) são bem progressivas, assim como a direção (faz falta regulagem de distância do volante). Atmosfera interna é um dos pontos altos. Incomoda, porém, o puxador da porta muito próximo ao joelho do motorista.

SEGUNDO a Confederação Nacional do Transporte, as agruras fiscais levaram o Governo Federal a alocar mais verbas em manutenção do que em adequação e construção de novas rodovias, processo agravado no ano passado. Trata-se de uma herança pesada em um país onde apenas 12% de toda a malha rodoviária é pavimentada.

ANUNCIADA em fevereiro deste ano para valer em 2018, inspeção ambiental de toda a frota a diesel do Estado de São Paulo continua a patinar. Não se falou mais no assunto. Enquanto isso é cada vez mais comum ver caminhões e vans (de carga e de passageiros) com liberação de fumaça preta. Mesmo sem emissão visível há necessidade de controlar esse tipo de motor.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2




De Carro Por Aí | Há 60 anos Volkswagen começava no Brasil

Por Roberto Nasser


Visto o espelho retrovisor da história, passados seis décadas, a então pequena fábrica VW iniciou produzir seu primeiro veículo, a Kombi, em São Bernardo do Campo, SP, então município dedicado a atividade agro pastoril e atividades de cerâmica. Foi produto único até novembro de 1958, quando iniciou montar o VW 1200 sedan.

Era o segundo passo da marca no país, agora de mãos dadas com o poderoso grupo econômico Monteiro Aranha, cujas providências e lobby convenceram a marca a se instalar aqui. A data assinala o fim da operação CDK – desmontada, em peças -, em instalação alugada à rua do Manifesto, bairro do Ipiranga, S Paulo, seu tíquete de ingresso para o projeto de motorização no país. O índice de nacionalização era baixo, contadas a mão de obra de montagem e algumas partes fornecidas pela nascente indústria de autopeças.

Fazer a Kombi foi o projeto mais longevo do país. Sem concorrentes – na origem alemã disputava clientes como a assemelhada Schnellaster Auto Union, não contratada pela Vemag, a credenciada local, para ser montada no Brasil. Sem provocação nunca sofreu atualização relativamente ao modelo alemão. Aqui produziram-se os tipos 1 e 2, e ao final de sua carreira trocou o motor VW 1600 cm3 de cilindros contrapostos, por um moderno 1400 L4.

Como referencia, além da longevidade, da passividade do mercado em não exigir atualização, sua história, princípio e fim estão marcados pela política. Para iniciar, financiamento do antigo BNDE e braços abertos pelo governo JK foram os definidores. Para encerrar, agradando a base política no ABC paulista, o governo petista dilatou o prazo de exigência de bolsas de ar e freios ABS, e por isto sua Última Série de 600 unidades foi levada a quase 1.500. Governos tratam a indústria como evento de marketing, e a consequência pagaram a VW, revendedores e compradores. Ao não definir peremptoriamente o final na unidade 600, deixando rolar como conquista de pressão de funcionários, deprimiu o valor para vendas – um comprador processou a fábrica e ganhou, pois sua unidade, com preço superior pelo rótulo da exclusividade em quantitativo fechado, desvalorizou-se. Passados 4 anos do encerrar, ainda há exemplares O Km no mercado.

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Uma Kombi especial, com 470 cavalos
Do milhão e meio de Kombis produzidas por 61 anos, em múltiplas aplicações – seis portas; oficina, gabinetes médico e dentário, escritório de advogado na implantação de Brasília, picape, carro de preso, micro ônibus, entrega de jornais, … – a mim há unidade bem característica de suas características e habilidades. É de penúltima série e pertence ao tri campeão de Fórmula 1 Nelson Piquet. Para normal, não serve – nenhum dos dois … Piquet, car guy assumido, envolvendo-se direta e diuturnamente com sua enorme frota, mandou mudar o interior, bancos, isolamento acústico, e desenvolveu e montou a mecânica: poderosos freios a disco nas 4 rodas; suspensão revista; amortecedores a gás; rodas de Porsche; pneus radiais; motor Audi 20 válvulas, turbo, 420 cv; transmissão ZF de cinco velocidades. Segundo diz, na hora de deixar os boys para trás, remapeia o sistema de injeção e o turbo salta de 1,0 para 1,3 atmosferas de pressão. A potência a 470 cv, e chega a 200 km/h bem rapidinho. (RN)

A Kombi do Piquet. Sob demanda vai a 470 cv! (Foto Nelson Piquet)



Os 50 anos do Patinho Feio
O apelido é honesto: o protótipo nascido há 50 anos em Brasília sobre um VW 1200 capotado, em carroceria de chapa fina, moldada à mão, estruturada por eletro dutos é, digamos, descompromissado em linhas, estilo ou design, e mesmo re paginado manteve a essência.
Chegou em segundo na corrida de estreia, os 500 Km de Brasília edição 1967, muitas voltas atrás do Alfa Romeo primeiro colocado. Mas a distância se perdeu ante o impacto da surpresa, e o improvisado veículo e seu feito ganharam a mídia, iniciando simpática carreira.
Mas tem característica ímpar. Colocou no cenário nacional o nome da Camber, pequena oficina brasiliense criada por quatro jovens amigos – Alex Ribeiro, Heládio Monteiro, Jean-Louis Fonseca e José Álvaro Vassalo. Dentre seus feitos é imbatida a relação entre produção de pilotos de Fórmula 1 x m2. Do pequeno espaço saíram Alex Ribeiro; Roberto Pupo Moreno, o Mirim; e Nelson Piquet, único a vencer com ele, e depois tri campeão.

Ainda existente, o Patinho estará em destaque na festa de cinquentenário para saudar seu aparecimento, na noite do dia 12, no Brasília Palace Hotel, na Capital Federal. Convites a 500 pessoas do universo automobilístico da época. Uma festa no tempo, com direito a recordações e livro para marcar o inusitado momento.

Patinho Feio, d-e em rotação: Jean, Alex, Heládio, Zeca. (Foto Camber)



O Honda Fit 3 e 1/2
Honda finaliza preparação das mudanças de meio de ciclo da terceira geração do Fit. Alterações contidas: para choques, faróis, agora em LEDs. Foco principal, aumentar o nível de equipamento da versão de topo. Em segurança, muita eletrônica e aplicação de sistemas existentes em veículos de faixa superior: estabilizador eletrônico, implemento ao sistema de freios, auxílio para partida em rampas, direção por motor elétrico sem escovas. Parte mecânica intocada, motor L4, 1,5 litro, 16V, 115/116 cv, flex, transmissão por polias variáveis, CVT.

Apresentação quase inovadora, por circuito virtual a 800 (!) jornalistas especializados, de surpreendente existência. Quanto ao contato físico com o produto, apresentações regionais.

Como referência, apresentação virtual com tecnologia de época, dos anos ’80, a Fiat apresentou seu curioso produto Panorama por circuito interno da Embratel.

Roda-a-Roda
Jogo duro – Para participar do segmento de ônibus escolar com tração 4×4 para transportar alunos em estradas ínvias nas compras do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Agrale criou versão sobre seu jipe militar Marruá.

Maquiagem – Apto a disposição vencer caminhos difíceis por construção, com ângulos de entrada e saída para off road.

Oferece Dispositivo de Poltrona Móvel – uma das poltronas se desloca até o nível do piso, atendendo aluno com dificuldade especial.

Mais – Na mesma trilha faz versão para 10 adultos, criada para Bombeiros, mineradores, policiais ambientais.

Marruá, ônibus 4×4 jogo duro ( foto Julio Soares/divulgação)



Dividindo – Mais vendido dentre os picapes no Mercosul, Toyota prepara nova linha para apresentar em outubro – como a Coluna antecipou. Poucas mudanças, muitas versões. Empresa trilhará o caminho ora adotado pela Ford, criando variáveis sobre cada produto para reduzir preços e aumentar vendas.

Fórmula – Não há mágica, mas a providência prática de olhar a prateleira de acessórios e equipamentos, escolhendo para embonecar versões mais simples, as de tração 4×2. Opção da transmissão automática também se ampliará.

Idem – Ford Ranger 2018 lidera na receita: opção de motor diesel menor, 2,2 litros, e tração 4×2 mais equipada – com a referencial caixa automática de marchas. Também agregou como versão de linha a série especial Sportrac – 2,2; automática; 4×4. Linha dispõe de três motores: 2,2 e 3.2 diesel; e 2,5 Flex.

Assunto – Por décadas há movimento cíclico no Brasil para a adoção do óleo diesel como combustível em automóveis. Haverá mercado ? Os motores do ciclo Diesel oferecem melhor rendimento térmico e, isto permite menor consumo.

Questão – Entretanto custam muito mais relativamente aos de ciclo Otto, a gasolina ou Flex. O uso mais econômico permitiria pagar a diferença de custos?

Exemplo – Mercado vizinho, muito assemelhado ao nosso, responde: vendas de veículos leves a diesel caíram 80% em uma década.

Porquê – Questões várias: qualidade do diesel ante os novos motores; fator Brasil, onde seu uso é proibido veículos leves. Sendo maior cliente dos carros argentinos, os projetos locais deixaram de desenvolver tal opção.

Ao contrário – Se o Brasil permitir uso de diesel nos leves, a Argentina voltará a oferecer a opção. Hoje, lá, apenas Citroën e Peugeots.

Tacada – Em época de retração no mercado dos veículos comerciais, Volkswagen vendeu 417 caminhões para Ambev renovar frota de entregadores de bebidas. Maior venda do ano, modelos Delivery 13.160 e Worker 17.190 e 23.230. Compra é medida de confiança na retomada da economia.

Caminho – Aliança Renault-Nissan e Dongfeng Motor Group criaram terceira empresa – eGT New Energy Automotive Co, Ltd. Soma competências para fornecer veículos elétricos ao maior mercado do mundo, o chinês. Aliança, com conhecimento veicular; Dongfeng com o saber fazer carros a baixo custo.

Abertura – Primeiro modelo sobre plataforma de utilitário esportivo Renault-Nissan focando interconectividade inteligente. Junção das empresas em torno do mesmo objetivo é tratada como Triângulo de Ouro. Mercado chinês para elétrico prevê 330 mil unidades em 2017.

Catarata – Brasil, leia-se os formuladores de políticas públicas, mormente o Ministério do Desenvolvimento, não enxerga a enorme mudança do mercado, onde o carro elétrico puxa a preferência mundial. Não olha o futuro.

Reincidência – Já perdemos o bonde da história com o álcool combustível. Desenvolvemos tecnologia para ganho de produtividade litros x hectares plantados, mas não reduzimos o consumo dos motores a álcool.

Futuro – Gol anuncia aceleração na troca de aeronaves: 13 Boeing 737Max para 186 passageiros e dois 737 800 Next Generation. Diz, os Max, por aerodinâmica e novos motores, são 20% mais econômicos ante os 737 NG.

Mercado – Iniciarão chegar segundo semestre de 2018, mantido plano de fechar o ano com frota de 123 unidades. Do interesse aos passageiros: com maior autonomia substituirão os 737 800, voando direto à Flórida.

Performance – Quer melhorar o rendimento do seu carro? Importadora FW sugere aplicar o Sprint Booster e filtros de ar K&N. Primeiro reduz o tempo de resposta entre a demanda via acelerador e a resposta do motor. Possui função acessória Valet, limite de rendimento para evitar entusiasmo de manobristas.

Economia – Filtros K&N reduzem resistência á admissão de ar ao motor, permitindo ganhos em rendimento e consumo.

Interpretação – Mercado de usados tem vocabulário próprio. Nele, citar BMV pode não significar aportuguesamento da marca bávara BMW, porém Brasília Muito Velha … E a indicação ABS pode diferir do poderoso sistema de equilíbrio nas freadas viris, apenas descrevendo o método frenante em carros velhos e descuidados: Aperte: Bombeie; Segure …

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Compass em edição especial
Fato auxiliar para manter a liderança no segmento, após vender 35 mil unidades em oito meses de mercado, FCA definiu nova versão sobre a de entrada do Jeep Compass. Combina o bom motor Tigershark 2,0 litro, 4 cilindros em linha, com transmissão automática Jeep Active Drive, com nove velocidades e tração nas 4 rodas. Torna-o detentor da inédita posição dentro da linha Jeep, de oferecer tração total com motor flex.

Carro tem outros predicados complementares, além do bom comportamento permitido pela combinação motor 2 litros, transmissão automática com 9 marchas tomada emprestada à versão diesel, e tração total. Também oferece o sistema Stop/Start, desligando o motor nas paradas, e bomba de combustível e alternador funcionando sob demanda. Aspecto ir ao encontro do cliente para entender suas exigências também foi contemplado pelo uso de tela plana e 17,5 cm, sensível a toque, compatível com sistemas Android Auto e Apple Car Play. Outros itens, equipamentos de série, como o ar condicionado digital de duas zonas, controle de estabilidade ESP, controle anti capotamento, câmera de ré, freios a disco nas 4 rodas, freio elétrico para estacionamento, auxiliar de partida em subida. Seu valor de venda sugerido é R$ 117.900.

Jeep Compass, série especial Sport tração total




De Carro Por Aí | RS, o Sandero espevitado

Por Roberto Nasser


Sandero RS, o hot hatch
Dentre as muitas classificações de veículos surgidas recentemente, nem sempre há tanta precisão quanto à descritiva para os automóveis de traseira truncada dotados de comportamento superlativo. São os hot hatches. Na categoria o nacional Renault Sandero RS desponta pelo equilíbrio entre performance e preço. É o carro para os sensíveis às respostas mecânicas refinadas, sem abrir mão da missão básica, transportar quatro pessoas confortavelmente, incluindo crianças pequenas devidamente ancoradas aos engates ISO.

É um exercício Renault Sport, área de engenharia esportiva da marca francesa, e no caso integrante de série restrita a 1.500 unidades, nas quais uma plaqueta de colocação desvalorizada – sob a alavanca do freio de mão … – indica tratar-se de Renault Spirit.

Para identificar, habitáculo com teto preto, apliques vermelhos nas saídas de ar, nos instrumentos, nas costuras dos bancos. Fora nas capas das pinças dos freios a disco nas 4 rodas em liga leve e aro 17” com bons Michelin 205×45. Cor externa apenas branco, prata e preto.

RS, o Sandero espevitado



Para identificar, habitáculo com teto preto, apliques vermelhos nas saídas de ar, nos instrumentos, nas costuras dos bancos. Fora nas capas das pinças dos freios a disco nas 4 rodas em liga leve e aro 17” com bons Michelin 205×45. Cor externa apenas branco, prata e preto.

Renault implementou os sistemas do automóvel – plataforma, freios, suspensão com amortecedores mais rígidos e barra estabilizadora mais espessa, direção eletro-hidráulica, câmbio reduzido em suas seis marchas. Não mexeu no motor, um 2,0 litros, L4, 16 válvulas, produtor de 150 cv e 200 Nm de torque – a álcool. Prática de uso, de O a 100 km/h em ótimos 8s. Se o condutor aspirar a piloto, o sistema RS Drive oferece três modos de comportamento. Desde o mais contido, mantendo ligado o controle de estabilidade; ao Sport, com respostas mais rápidas ao acelerador, marcha menos lenta; Sport+ é para os nascidos com GPS, os que se acham, e aí se permitem desligar o controle de estabilidade e voltar ao tempo dos homens sem medo. Quem sabe e gosta, encontrará parceiro sempre disposto, e com confortos como alarme sonoro para a troca de marchas, dispensando olhar para o ponteiro do conta giros.

É bom ao uso normal, apesar do motor não ter sido melhorado, e pelo fato de sua potência específica – cavalos x litro de cilindrada – ser inferior a outros carros sem pretensões esportivas, SUVs coreanos ou o inimaginável Ford EcoSport, o conjunto muito auxilia a bons resultados e boas sensações.

Média de consumo em cidade civilizada, circa 11 km/litro, gasálcool.

Poderia ser melhorado: um pouco mais de trabalho no motor e re mapeamento da injeção ganharia uns 10% de potência; a Renault poderia examinar um trambulador de marchas de qualquer Volkswagen para absorver o DNA, o cloc de engates precisos. E relocar a plaquinha, expondo-a como carteira de identidade da versão especial e competente. R$ 66.400.

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Uruguai, base de utilitários Peugeot e Citroën
Em seu bem sucedido processo de sobrevivência e rentabilidade, grupo PSA, das marcas Peugeot e Citroën, seguiu tendência mundial e racionalizou produção de todos seus veículos em apenas três plataformas. No caso, na América Latina duas se distribuem entre Argentina e Brasil. Terceira, comercial, sem semelhança com as outras, baseará utilitários. No Continente, montados no Uruguai.

Sistema muito assemelhado ao realizado – ou cometido – no Brasil para os carros Premium – Audi, BMW, Jaguar, Land Rover e Mercedes: quase a totalidade de partes importadas e poucas mão de obra e partes de produção regionalizada – no Mercosul. No caso uruguaio, os pequenos furgões Peugeot Expert e Citroën Jumpy utilizam bancos, pneus, bateria, rádio e instalação elétrica. O mais vem da França, e o índice de regionalização parte de 30%.

Furgões iniciais com capacidade de carga de 1,5 t, motor diesel de 4 cilindros, 1,6 HDI, 115 cv, transmissão manual de 6 velocidades, tração dianteira. Após, versões mistas para passageiros e cargas, e depois as exclusivas a passageiros. São de tamanho médio, concorrentes ao Mercedes-Benz Vito feitos na Argentina.

Montagem por operação indireta, somando a PSA, seus importadores no Uruguai e a Nordex, fábrica especializada em montagem no vizinho país – é autêntica montadora – recebe partes e as agrega, e tem intimidade com nosso mercado: faz-nos o Kia Bongo.
Esforço consumirá total de US$ 20M, incluindo adequação da planta, individualizar e desenvolver fornecedores, e construir pista de testes com 1,2 km. Capacidade instalada de 6.000 unidades anuais, 10% do pretendido pela PSA como vendas regionais rca em 2021.

Picape
Decisão da PSA fazer picape não é novidade. Foi tomada há meses e a Coluna a divulgou. Fato novo é definir produzi-lo, até 2021, no Uruguai, anunciada por Pablo Averame, no. 1 em produtos para América Latina, em entrevista a Rodrigo Barcia do Autoblog Uruguay. Não se trata do recém lançado modelo Peugeot Pick Up 4×4 feito com a associada chinesa Dongfeng para o mercado africano, mas produto centrado nos lucrativos similares feitos no Mercosul.

Peugeot Express mantém-se importado, Citroën Berlingo voltará a sê-lo, idem para Boxer e Jumper, antes construídos pela Fiat sobre base Ducato, com a saída da operação no Brasil.

Lançamento de Jumpy e Expert na Fenatran, outubro, S Paulo.

Nordex, em Montevidéu iniciou montar Expert e Jumpy (foto Rodrigo Barcia)



Roda-a-Roda
De novo – Mercedes-Benz não digere o enorme prejuízo e a oportunidade perdida para fazer a Maybach, sua marca de super luxo, superar Rolls-Royce. Foi ao Pebble Beach Concours d’Élegance, Monterey, Ca, com evolução do conceito mostrado ano passado na mesma festa de automóveis antigos.

Tempos de glória – Levou o conversível Vision 6. Quase 7 m de automóvel, bela distribuição de espaços, uma escultura impositiva e móvel por motorização elétrica. Fará bonito até em Mônaco em frente a longos iates e seus helicópteros.

Realidade – Muita eletrônica, motor elétrico 750 cv, autonomia de 320 km, 0 a 100 km/h em 4s. Motor menor ante o V12 Mercedes, permite adicional compartimento de bagagens sob o capô – como uma cesta de pic nic…

Bom – Boa notícia. Produção até o final da década. Não precificado, mas dá tempo para você se capitalizar por trabalho; pelo previsto boom no valor das ações em Bolsa; ou vender a guarda de segredo nestes tempos de Lava Jato.

Conceito Mercedes-Maybach Vision 6 é do tipo chegou, está chegado.



Novo Cayenne muda para parecer igual.



Caixa – Porsche apresentou o novo Cayenne, mais esportivo e atlético. Mudou tudo para parecer não ter mudado. Entende-se a cautela: o Cayenne é seu produto mais rentável, trampolim da marca. Afinal, convenhamos, casa de carro esporte fazer SUV, ter sucesso e lucros, foi caminho corajoso.

Como – As novas barras frontais cromadas remetem-no à matriz Volkswagen. Grupo óptico menor para exibir ter evoluído tecnologicamente, maiores tomadas de ar para identificá-lo com carro esporte, e linha mais baixa do teto.

Por baixo – Mais equipamentos comuns com o Panamera, sedã esportivo da marca: eixo traseiro elétrico, direcional, e sistema 4D Chassis Control. Perdeu 55 kg, embora não seja uma ninfeta aos 2.040 kg. Duas versões: Cayenne, 3,0 litros, turbo, 340 cv e 450 Nm de torque; Cayenne S, V6 2,9 l bi turbo, 440 cv e 550 Nm de torque. Transmissão automática Tiptronic, 8 marchas, tração integral.

Local – GM Argentina construtora do Cruze, iniciou fazer os motores 1,4 turbo, injeção direta, nele aplicados. Antes importava do México. Carros enviados ao Brasil serão quase totalmente argentinos.

Ensaio – Líder de vendas entre os picapes da marca, Ranger diesel 2,2 litro ganhou série especial: cabine dupla, automática, 4×4, eletrônica para estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, vidros, travas e retrovisores elétricos. É a Sportrack, e se bem aceita será produto de linha.

Caminho – Randon, de implementos de transportes está na Expedição da Rota de Integração Latino-Americana. Busca desenvolver nova rota comercial entre Mato Grosso do Sul e o Chile, para usar portos do Pacífico para cargas nacionais.

Ações – Para viabilizar há necessidade de redução burocrática, de entraves alfandegários, melhoria das estradas, e construção de ponte bi nacional sobre o Rio Paraguai. O caminho pelo Pacífico reduz 8.000 km ante o do Atlântico.

Mais um – Exceção entre os muitos prometidos e não viabilizados, Foton Caminhões iniciou vender primeiras unidades. São Minitruck de 3,5t, e Citytruck de 10t, produzidos na fábrica da Agrale, Caxias do Sul, e empregam componentes nacionais, motor Cummins; câmbio ZF; diferencial Dana.

Futuro – Eagle, protótipo de pneu do futuro, inteligentes e conectados, foi trazido pela Goodyear ao Brasil. Movido por inteligência artificial, rede de sensores coleta dados sobre o meio ambiente, incluindo superfície da pista.

Super Super – Michelin trará à América Latina seu pneu Pilot Sport4S. É reposição a automóveis de hierarquia – Porsches, Ferraris, Mercedes-AMG -, mas utilizáveis por automóveis com rodas adequadas. Aderem mais, freiam mais, mais estáveis, duram mais e, charme adicional, anel circundante impede danos às rodas em caso de raspadas nos meio-fio.

Preço ? – Caso igual a consumo de lancha: quem pergunta não pode comprar…

Ajuda – Porto Seguro Transportes ampliou a extensão do guincho gratuito aos seus segurados: em caso de acidente, 400 km. Mais ? https://goo.gl/PdMqQC.

Anúncio – Capacidade industrial esgotada pela demanda ao Kwid, sem necessidade de anunciá-lo, Renault tentou fazer campanha publicitária para todos os seus produtos. Um incentivo a viagens de automóveis.

Proposta – Conceitualmente ideia boa, quebrar estereótipos regionais – baianos lentos, cariocas malandros, nordestinos preguiçosos –, mas não foi entendida. Ante reclamações nordestinas, por onde começou, retirou-a do ar.

Imagem – Para exibir ligação entre consumidores e seus carros Shell, pela agencia Wunderman, fez filme onde paraquedista Arthur Zanella salta, e seu GM Montana é jogado de avião. https://www.youtube.com/watch?v=tZQHPl3d_JY

Lei – Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal aprovou prazo de 180 dias para análise de Defesa Prévia dos motoristas multados. Matéria ainda irá a Plenário, permitindo esclarecimentos e pressões dos interessados sobre os deputados. É Projeto de Lei 6857/2017 da deputada Elcione Barbalho, PMDB-Pa.

Marcha a ré – Emenda, da deputada Christiane Yared, PR-Pr, é desfaçatez: 45 dias para motorista se defender. E 4 vezes mais para Detrans analisar. País recolhe muitos impostos sem retribuir em serviços; Detrans se transformaram em usina de formação de recursos por multas. Prazos deviam ser iguais.

Gente –Lee Jae-yong, executivo, 3o. homem mais rico da Coreia do Sul, vice chairman do conglomerado Samsung, preso. OOOO Doações a entidades não governamentais ligadas à ex presidente Park Geun-hye, deposta e também presa, em troca de favorecimentos. OOOO 5 anos de prisão: entre ser ouvido e condenado, 9 meses. OOOO Gerald Lautenschläger, alemão, desafio. OOOO Diretor de Operações Europa na recém renascida Borgward. OOOO Do ramo, ex Opel, preparará volta da marca. OOOO




Alta Roda | Em busca de rumos corretos

Por Fernando Calmon*


O Brasil parece estar deixando de pensar só no curto prazo e planeja estratégias de crescimento e inserção mundial mais em longo prazo. Embora a instabilidade política atrapalhe, até novembro se esperam as diretrizes governamentais que orientarão para onde e em que ritmo a indústria automobilística instalada no País deve chegar. O programa Rota 2030 estabelece, pela primeira vez, um prazo de 13 anos, incluído o ano de 2018, para que metas de eficiência energética, segurança veicular e novas tecnologias agreguem valor ao veículo brasileiro. Isso sem escalada descontrolada de aumento de custos, que poderia elevar demais o preço final ao consumidor.

Conciliar curto, médio e longo prazos foi o principal escopo do workshop Planejamento Automotivo 2018, organizado em São Paulo pela Automotive Business. O humor dos compradores de veículos leves começa a melhorar, porém nem todos os palestrantes mostraram-se otimistas. Sindipeças, por exemplo, preferiu manter posição cautelosa até mesmo sobre a recuperação deste ano. Anfavea espera crescimento de 4% sobre 2016, mas pode revisar a projeção para cima, em breve.



A consultoria IHS Markit, representada pelo francês Carlos da Silva, projetou que não antes de 2024 o mercado brasileiro voltará aos mesmos 3,6 milhões de veículos leves (mais 200.000 de pesados) registrados em 2013. Apesar de o País este ano prever um novo recorde de exportação de produtos montados, Silva afirmou não acreditar em vendas externas crescentes além do patamar atual de 700.000 unidades. Uma conclusão algo incoerente pois ele mesmo imagina que a moeda continuará a se desvalorizar – em geral impulsiona exportações – até passar de R$ 4,00 por dólar em 2020.

Vitor Klizas, da Jato Dynamics, detectou uma série de mudanças no mercado brasileiro. A escolha de câmbio automático, por exemplo, subiu de 9% para 40% das vendas de automóveis novos em 11 anos. Ar-condicionado estava em 32% dos modelos e cresceu para 91% ao longo de 10 anos. Na opinião da coluna, parte desse avanço se deu por queda de poder aquisitivo que alijou uma grande leva de compradores da base da pirâmide social brasileira pelos equívocos de política econômica entre 2011 e 2015. Quem continuou no mercado manteve sua capacidade financeira e, naturalmente, pôde gastar mais em equipamentos.

Quanto ao comportamento futuro do comprador de automóveis no Brasil, o mexicano Alberto Torrijos, da Deloitte Consulting, o identificou como receptivo a tecnologias de automação ao volante e de segurança veicular, mas nem tanto aos apelos ecológicos. Quanto ao automóvel compartilhado as gerações de pessoas mais velhas não aderem muito à ideia, ao contrário dos jovens.

Apesar de ainda se desconhecer pormenores do Rota 2030, sabe-se que haverá metas severas tanto para consumo como para itens de segurança com prazos pertinentes. Também algum estímulo se concederá a propulsões alternativas como veículos híbridos – solução mais racional – e até elétricos. Nada que não tenha sido debatido com todos os atores, nem que possa se corrigir caso os objetivos de médio e longo não sejam alcançados ou enfrentem dificuldades de implantação.

RODA VIVA
PICAPE que a VW lançará no início de 2019, fabricada no Paraná, será maior que a Saveiro, mas não concorrente direta da Fiat Toro. Esta pode carregar até uma tonelada e para isso a VW já tem Amarok. Porte da nova opção com arquitetura MQB do Polo/Virtus/T-Cross estará mais próximo ao da Duster Oroch. Nome ainda sem definição. Conviverá com a Saveiro.

MITSUBISHI acaba de entrar no clube de marcas centenárias e hoje ativas. Em ordem alfabética: Alfa Romeo, Aston Martin, Audi, BMW, Buick, Cadillac, Chevrolet, Daihatsu, Dodge, Fiat, Ford, Lancia, Mercedes-Benz, Opel, Peugeot, Renault, Rolls-Royce, Skoda e Vauxhall. Maserati só produziu carros a partir de 1926. Spyker, de 1898, permaneceu 70 anos inativa.

MAIS recente entre as picapes médias renovadas, Nissan Frontier se destaca pela dirigibilidade. Afinal, é a única de chassis convencional (tipo escada) com molas helicoidais nos dois eixos. Podia ir melhor se tivesse direção eletroassistida e não hidráulica. Visibilidade, também muito boa, pelo banco alto do motorista e capô de desenho côncavo.

PARA se enquadrar na redução de consumo médio da frota à venda, exigência do Inovar-Auto a partir de 1º setembro (último prazo), Renault teve que segurar a venda de motores de 2 litros. Compensação é pelo menor consumo do Kwid, mas este modelo ainda está em curva de aceleração de produção. Em outubro, entregas começam a atender demanda reprimida.

PNEU do futuro poderá ser esférico, capaz de manter pressão sempre correta e banda de rodagem se regenerar em caso de cortes ou furos. Apresentado em março, no recente no Salão de Genebra, a Goodyear trouxe ao Brasil o Eagle 360 Urban. Exigirá carro e pavimentação específicos, em cidades (ou trechos) futurísticas, que a empresa ainda não ousa prever.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2




De Carro Por Aí | Mercedes ajusta GLA para crescer vendas

Por Roberto Nasser


Nas modificações em sua linha de caminhões, empresa resume: As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve. No caso dos automóveis feitos no Brasil, C e CLA, caminho assemelhado: Mercado fala, Mercedes ouve. Daí, para aproveitar previsão de aumento de consumo, Mercedes ajusta o GLA para crescer vendas. Automóvel feito em Iracemápolis, SP, ao lado do modelo C, sofreu pequenos ajustes em seus pontos de relevo, como o design frontal enfatizando o caráter de robustez do modelo.

Nova grade com aberturas retangulares, inspirada no GLS, maior da marca, novos para choques com tomadas para refrigeração, suspensão antes adotada na versão 250 elevou a altura livre do solo em 30 mm sugerindo visual off road. No grupo óptico buscou-se eficiência pela substituição dos faróis a Xenon por outros com iluminação em LEDs. Na traseira, novo para choques, e grandes lanternas com tecnologia Stardust, aproveitada dos automóveis Classe E.

Trato interno, nova tela delgada, instrumentação com ponteiros vermelhos, itens cromados, novos botões.
Mecanicamente, mantido o motor 1.600 cm3,156 cv, 250 Nm, Flex nas versões 200. Na 250, cilindrada maior, 2.000 cm3, 211 cv, 350 Nm, e topo da linha, o AMG 45 Matic exuda 381 cv e 475 Nm, pelo motor dois litros mais potente do mundo. Para mantê-lo no solo, tratamento de suspensão, freios e direção pela AMG. Em todos o câmbio de duas embreagens e 7 marchas.

Mercedes GLA



Muita eletrônica pró-segurança: assistente de curvas; detector de sono; luzes de freio piscando em pulsos nas frenagens de emergência; sistemas Hold para facilitar saídas em subida; de pré carregamento dos freios em caso de chuva; o estacionador automático sem acionar o volante.

Já à venda. Versão com o mínimo a esperar num Mercedes é a Advance.



O Km. Qual o melhor financiamento?
Se você quer financiar a compra de seu novo veículo leve O Km, uma observação da Associação de Compradores Proteste, será do seu interesse. Qual o melhor financiamento para o O KM? Talvez após fazer contas e comparações você saberá a melhor escolha e, ante possível economia, se pode buscar produto superior. Um estudo de campo em praças e bancos diferentes, indicou diferenças de até R$ 4.500 nos juros de financiamentos sobre veículos ditos populares. A Proteste lista alguns cuidados:

Medida própria – Antes da compra, simule: quanto o custo da prestação influirá no seu orçamento? E o custo operacional, o combustível, as revisões, os impostos, seguro, estacionamentos? Que valor você pode suportar sem sacrifícios?

Entrada maior – Quanto mais elevado o percentual pago à vista, maiores as facilidades para negociar o saldo com descontos nas parcelas. Se você for financiar diretamente no seu banco, sem a intermediação do concessionário, quando o valor for depositado em sua conta, pesquise e vá ao revendedor para negociar redução de preço e pagá-lo à vista;

Taxa Zero – Desconfie de tal oferta. É inexistente, e os custos com certeza estarão embutidos em algum lugar des
conhecido – como o preço sem desconto.

Confira o CET – Sigla significa Custo Efetivo Total. Despreze a informação do percentual da taxa de juros, calcule o valor da prestação em diferentes bancos. Pode variar muitíssimo e é a sua referência para chegar ao valor das prestações. O CET é fator fundamental para aumentar ou reduzir o custo das prestações.

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Um novo picape GM e muito mais
GM acabou de delinear novo plano para mercados em desenvolvimento – os com maior expectativa de expansão e lucros -, India, Sudeste Asiático, América Latina.

É projeto de sobrevivência para a GM, criando um novo picape e muito mais. Internamente chamam-no GEM 2, indicando utilizar plataforma global para mercados emergentes, como era plano da Companhia, e a entrada da chinesa SAIC nos negócios da GM através de joint-venture, associação para atuar no mercado indiano. Incentivos e facilidades são oferecidos pelo governo para tornar seu mercado o terceiro do mundo em quatro anos. A GM decidira sair do país após pífia participação no mercado, e a associação permitirá produzir para exportar, em especial para México e América do Sul. Operação de valor impreciso, nele agregado o US$ 1B anunciado em 2016 para expandir a operação indiana.

Coreia será outra base de produção – exportando para EUA, Sudeste Ásia, Austrália e Paquistão. Na América Latina o Brasil o fará para consumo interno e exportação continental.

Nova plataforma supera os projetos E-Car e Ambar, para substituir os carros de base na América Latina, e a sociedade com os chineses, com produção na China e Índia busca reduzir custos, criar sinergia, economia de escala, fornecedores, e processos de marketing e pós-venda. Na América Latina mudará o atual leque de produtos – Prisma, Ônix, Sonic, Cobalt, Spin, um utilitário esportivo, e a novidade de um picape. A operação GM/SAIC pelo projeto GEM 2 quer vender 2M unidades/ano.

O que vem
Brasil produzirá novo picape entre a atual Montana e a linha maior, S10. Morfologia focará os participantes do novo segmento, Renault Oroch e pelo líder Fiat Toro, o mais vendido do país. O novo GM, com chegada prevista ao final de 2019, terá tração dianteira e opção 4×4. Dado importante, pelo projeto Brasil também fará nova família de motores de três cilindros, versões aspirada e turbo.

Roda-a-Roda

Tivoli marcará retorno SsangYong ao Brasil



De volta – Em terceira tentativa a marca coreana SsangYong voltará ao Brasil. Desta vez representada pela JLJ, empresa da cidade de Salto, SP, responsável pela vinda das chinesas Chery – depois assumida pela controladora – e Rely.

Breve – Atuação deverá ser divulgada em setembro, e desta vez o leque de produtos, anteriormente dedicados a picapes e utilitários esportivo será reduzido. Iniciará com utilitário esportivo Tivoli.

Turma – 4,19m de comprimento, motor 1,6 litro, produz 127 cv e torque de 160 Nm, câmbio manual ou automático, seis velocidades. Dimensões cuidadas, pouco menor ante o recém apresentado JAC T 40, Ford EcoSport … Mais um no pululante segmento de utilitários esportivos.

E ? – Vendas em 2018, quando do vigor de nova regra para o setor, a Rota 2030. Por ela o setor poderá importar sem o inexplicável ônus de 30 pontos percentuais calculados sobre o IPI.

Mercado – Sem adicional de imposto não se espere um galope de vendas de carros importados. Porta voz da Kia, maior no setor, é contido no pensar. Avalia, o primeiro ano será de suave crescimento.

Negócio – Com a assinatura de termo comercial entre a Colômbia e o Mercosul, Toyota Brasil iniciará exportar para o vizinho. Por enquanto Corollas brasileiros, substituindo os automóveis exportados pelos EUA. De ora em diante o abastecimento do mercado será feito pela Toyota do Brasil, parte do projeto da expansão regional da marca pelo continente.

Efeito Ônix – Avaliação informal quanto a conectividade ser pilar principal da liderança de vendas pelo Chevrolet Ônix instou Ford em aplicar a central multi mídia SYNC3 em tela de 17 cm na linha 2017 do Fiesta Sedan. Curiosamente Modelo 2017.

Mais – Motores Sigma L4 1,6 litro, 128 cv, transmissão mecânica de cinco velocidades ou a problemática Powershift. Versão de entrada SEL a R$ 66.500 inclui ar digital, direção elétrica, rodas 15”em liga leve, alarme volumétrico, sensor de ré, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e computador de bordo – sem o SYNC 3.

Exceção – Fiat retirou motor 1,6 litro do Grand Siena e padronizou aplicação de 1,4 litro. Criou exceção: motor maior mantém-se nos carros destinados a taxi.

De volta – Mesma marca, depois de fazer razia na lista de produtos, deixando vagos e ociosos os salões dos revendedores – e estes insatisfeitos pela falta de variedade de modelos – fará experiência com o pequeno 500.

Teste – Re inicia importá-lo do México, portando pequenas mudanças nos para choques apenas para caracterizar nova série. Versão básica: motor 1,4 sem cabeçote Multi Air, e sem transmissão automatizada Dualogic. Revendedores dizem preço em torno de R$ 55 mil. Encomenda inicial é de 400 unidades para sentir mercado.

Revisão – Yamaha re-edita sua motoneta NMAX 160: novas cores e itens diferenciativos como o sistema de variação na abertura de válvulas, freios a disco nas duas rodas, instrumentação digital. Preço? 11,700+ frete.




Jamaica Mangueiras promove 50 lançamentos em agosto



Fabricante de autopeças, a Jamaica Mangueiras se prepara para o lançamento de mais de 50 novos produtos da linha leve e pesada. A empresa afirma que está investindo em tecnologia capital humano para impulsionar os investimentos e acompanhar a demanda do mercado. “Estamos otimistas com o futuro do país e queremos continuar sendo o grande parceiro de nossos clientes que sempre confiaram na tradição da Jamaica Mangueiras.” diz o diretor de Operações, Erik Tominaga. A Jamaica Mangueira ainda afirma que seus números apontam crescimento de 30% no mercado de reposição.




De Carro Por Aí | O exitoso Kwid

Por Roberto Nasser*


Nunca parei para tentar quantificar quantos lançamentos assisti, no Brasil e no exterior, em quase meio século na atividade de escrevedor sobre automóveis. Foram muitos, uns dois milhares. Olho no fato, no entorno e nos resultados permitiram desenvolver sexto sentido, aquele dos advogados quando leem os autos, avaliam o cenário, e sabem se terão chance de êxito – ou se é caso perdido. Ou o dos médicos olhando paciente em risco intuem se sobreviverá ou virará estatística. Não decupo as condições, mas vale o pacote produto, forma de apresentá-lo, medida de importância perceptível nos envolvidos no projeto.
Introdução é para justificar o vaticínio: o Renault Kwid terá muito sucesso.

Renault Kwid, fórmula para o sucesso



SUV dos compactos
A favorabilidade das condições começa pela apresentação aos compradores. O slogan é muito bom nesta época de siglas variadas e distorcidas – suv, sav, luav, cuv, crossover, … -, todas imprecisas, mas Suv dos Compactos atende à moda demandada pelo consumidor, carro com jeito de músculos e força. Estilo bem definido é parcela da conta de favorabilidade. Planejamento do produto indicou a filosofia, e o grupo criador foi mandado à India, onde o Tata Nano, era o carro mais barato do mundo, comprou uma unidade e dissecou-a para entender o produto e o meio ambiente. A versão indiana ficou excessivamente leve, 600 kg e mostrou-se insegura. Aqui aplicaram mais de 100 kg em reforços estruturais. Composição é de bom planejamento: peso reduzido para faze-lo esperto com motor de 3 cilindros e um litro de deslocamento. Pouco mais de 700 kg para 70 cv de potencia, um cavalo para transportar dez quilos, ótima relação – a gasálcool potência é 66 cv. A engenharia fez nova caixa de marchas, com menos 7 kg ante o modelo anterior; e cabeçote do motor sem o variador de abertura de válvulas, reduzindo 6 kg em peso e alguns Reais em custo. Idem para o limpador pantográfico de apenas um braço, e parafusos de fixação das rodas voltando à tradição francesa: 3 por unidade – em relação aos quatro dos outros produtos faz-se economia de 4 parafusos, quatro porcas –reduzindo peso e preço. Sugestão à Renault, apertadas as porcas, há sobra de 2mm para facear com o parafuso. Podem ser reduzidas – 2mm x 12 porcas dá bem uns 20 gramas …

Preço é parcela na exitosa conta. Por R$ 29.900 leva-se a versão Life, com quatro bolsas de ar, quantitativo não existente no segmento. Carro é pelado, sem ar ou direção – venderá pontualmente. Segundo degrau, Zen, é completo: ar + direção, travas e vidros elétricos a R$ 34.990. Por mais R$ 350, radio com Bluetooth e entradas USB e auxiliar. Deve ser a mais vendida.

Acima, a Intense, R$ 39.990 inclui faróis de neblina com aros cromados, Media Nav 2,0 com camera de ré e tela de 18 cm com tela sensível ao toque. Diz a Renault é o carro de menor consumo no país. Preços para cores básicas. Metálicas, seguindo inexplicável tabela nacional, adicionais R$ 1.400.

Início de vendas pela Internet superou enormemente as previsões e os agora inscritos receberão os automóveis em novembro. Surpresa, a Renault manteve os preços da pré inscrição. Há complementação como garantia de preço contido para revisões para veículos financiados pela empresa. Garante, manutenção é inferior a R$ 1 por dia.

Mede 3,68m de comprimento, 2,42 cm entre eixos, 18 cm na altura livre do solo, ajudam a desenhar a sensação de jipinho, conceito impreciso porém considerado.

Na prática, pelo racional e pelo emocional tem tudo para fazer muito sucesso.

Virtus, o Polo 3 volumes



Polo: sedã quase pronto
Surgiu na Internet ilustração do Virtus, o sedã Polo, lançamento no primeiro trimestre de 2018, cinco meses depois do hatch Polo. Ambos construídos sobre e criativa plataforma MQB, capaz de ser esticada e contraída em comprimento e largura, e quem o viu acredita ter distância entre eixos levemente superior à do Polo. Em tal pacote, como o irmão de linha, serão presença importante no mercado, servindo como conquista aspiracional aos motoristas ascendendo em motorização, ou descenso racional a quem busca veículos menores por fora mas confortáveis internamente. Tecnicamente a plataforma é a A0, com eletrônica e conectividade em nível superior ao encontrado em veículos do mesmo segmento B.

Em arquitetura mecânica, seguirá o Polo: 1,0 litro, três cilindros em linha, transversal, turbo, injeção direta, torque e potencia elevados a 128 cv e 200 Nm, transmissão mecânica com cinco velocidades ou automática e 6. Outro será o 1,6 l, L4, dito EA211 – é empregado na versão superior do Saveiro. No picape produz 120 cv, mas VW quer melhorar rendimento e reduzir o degrau significativo entre os primos 3 cilindros turbo e 4 aspirado.

Produção na pioneira usina de São Bernardo do Campo, SP.

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Argo: sedã quase pronto
Parecia coisa arrumada – como volta e meia ocorre: uma novidade em pré lançamento estacionada em local público, atrativo a fotografias. Deu-se semana passada com o Projeto X6S, a variável sedã do Fiat Argo, substituto de Grand Siena e Linea. Cinco unidades fizeram pose na beirada do Lago San Roque, em Córdoba, no meio da Argentina, onde começou a indústria automobilística de lá. Emanuel Rock, paparazzo do Autoblog.ar fotografou.

Apresentam novidade: distância entre eixos superior à do Argo, permitindo um sedã três volumes confortável e com porta malas de boa capacidade – como o Grand Siena. Quanto à parte mecânica, idêntica ao Argo: por enquanto duas motorizações de quatro cilindros: 1,3, oito válvulas, caixa de transmissão mecânica, 5 velocidades; e 1,8 EtorQ 1,8, 16 válvulas, 135 cv, transmissão idêntica ou automática Aisin com meia dúzia.

Início de produção na Argentina ao final do ano. Vendas no Brasil em prazo desconhecido, porém curto. Direção não aguenta mais as pressões da rede de revendedores, esvaziada em produtos.

Sedã Argo, ainda sem nome. (foto Emanuel Rock/Autoblog)



Adesivado para cobrir detalhes, o Polo pré série número 00029 na Fazenda Capuava ( foto VW)



Polo mascarado: bom de andar
Disfarçado, VW fez apresentação dinâmica do Polo. Convidou alguns jornalistas a dirigi-lo. Eu estava lá. Fiquei surpreendido com o conjunto. Automóvel é fetio sobre a nova plataforma MQB, a mesma do Golf VII, Audi A 3, 4 e 5. Já o vira antes e tive boa impressão e com a sessão de dirigir confirmou minha certeza: se o preço não atrapalhar será fortíssimo concorrente no segmento, em especial porque ao momento do início das vendas, outubro, terá o bom conjunto com motorização 1,0 TSI, – turbo soprando a 1,3 bar, injeção direta, 128 cv, 200 Nm de torque -, e transmissão automática, epicicloidal, de 6 velocidades. Atenderá a quem deseja baixo consumo, ótima performance e o conforto do uso da caixa. Haverá opção de motor 1,6, mas de potencia e torque ainda em definição.

Experiência foi no circuito doméstico da Fazenda Capuava, próxima ao aeroporto de Viracopos, e embora não espelhe o tipo de uso do consumidor padrão, permitiu aferir o mínimo – aceleração, frenagem, disposição para retomar velocidade, ótimo acerto entre direção, freios a disco nas quatro rodas e a suspensão McPherson frontal e eixo de torção na traseira.

Confortável internamente – motorista com 1,75m deixa espaço para passageiro do mesmo tamanho no banco posterior. Acomodação boa, ergonomia idem, incremento em conectividade e controles, tudo ajustável em tela, em sistema mais racional e menos nerd. Porta malas pouco menor relativamente ao Golf. Em resumo, se o departamento financeiro não se entusiasmar para recuperar os prejuízos da empresa com apenas um produto, será acontecimento no mercado – ameaçando, inclusive, o futuro do Golf.

Roda-a-Roda

Baixo peso + turbo = performance econômica (divulgação Suzuki)



Surpresa – Salão de Frankfurt, setembro, novidade Suzuki: Swift Sport Turbo. Na segunda geração do bem vendido hatch reduziu peso e cilindrada, conseguindo ótimos rendimento e consumo.

Anda – Preparava conceitos e base para a terceira geração, mesma plataforma, mantido o regime de emagrecimento, pesa apenas 890 kg – na versão 4×4 pouco mais. Motor baixou a 1,4 litro e a aplicação do Turbo elevou a potência a 138 cv.

Performance – Tal desenvolvimento amplia o caminho para absorver compradores. Além da resistência e da boa construção, terá performance significante graças às ótimas relações entre peso e torque ou peso e potencia. A Suzuki continua familiar e solteira nestes tempos de casamentos e conjunções industriais.

Largou – Volkswagen iniciou produzir o Polo. Lançamento início de setembro, vendas em outubro. Na usina da marca em São Bernardo do Campo, SP.

Trilha – Bons números de venda do Ford Ranger entre os picapes médios, pela primeira vez alinhando entre os três mais vendidos – Toyota Hilux, 3.065 unidades, líder, Chevrolet S 10, 2.672, Ford Ranger, 1.559, VW Amarok, 1229 – está baseado no oferecimento de bom conteúdo, motor diesel – embora menor e menos potente – e preço.

Caminho – Toyota quer transformar picada em caminho criando versão de seu picape HiLux a menor preço. Manterá arquitetura mecânica diesel, cabine dupla, mas simplificará conteúdo e decoração. Quer atuar em faixa inferior. Lançamento em outubro.

Razão – Almoço de meia dúzia de jornalistas, David Powels, presidente da VW, pergunta: Porque o Ônix vende mais? Resposta dos seis: o MyLink. Porque? Respondeu a Coluna: pelo fato de o comprador de pouca capacidade aquisitiva se sentir acima dos demais motoristas de carros baratos, nivelado aos carros com sistemas Premium de conectividade como os Mercedes, Audi, etcoetera. A mesma mística de quem compra Hyundai HB20.

Correria – Tempos instáveis, nunca se sabe do prazo de validade dos ministros de estado, e por isto interessados na legislação Rota 20/30, a regra da indústria automobilística para os próximos anos, tem tentado audiências com o ministro Marcos Pereira do MDIC. Querem ter a regra pronta e solidificada o mais rápido possível, para evitar eventual substituição detendo o processo.

Antenas – Fabricantes instalados sob a proteção do programa Inovar-Auto, ainda em vigor, anseiam por definição. Hoje tem pífio índice de nacionalização – alguns recebem os carros pintados -, coisa ofensiva, abaixo da assinalada no Governo Vargas!, baixa produção, alto custo. Há marcas analisando fechar fabricação nacional.

Sinal – Caminho óbvio para não detonar as linhas de montagem em tempos de queda de vendas no mercado interno, é fomentar as exportações. Volkswagen tem feito isto com competência, elevando vendas externas em 52%. Argentina e México são os maiores mercados, e Gol produto mais comprado. É a maior exportadora de veículos nacionais.

Idem – Mercedes tomou mesmo caminho: exporta motores diesel da família OM 460 Euro 3, para Actros, fora de estrada Arocs e Zetros para a Alemanha. Vão para enfrentar jogo duro em caminhões exportados para África e Oriente Médio.

Gestão – Sob a condução de David Powels, o cargo de presidente da VW Brasil teve atribuições aumentadas para o Continente. E com Vice Presidência para exportações, tem incrementado pontualmente, país a país, participação da marca nas vendas. Exceto Brasil, Argentina e México nos outros 27 países importadores vendas cresceram 105% nos sete primeiros meses de 2017.

Negócio – Vender ao exterior é operação complexa, um compromisso institucional, a criação de relacionamento com importador e cliente, pois não se pode deixar o comprador sem assistência ou garantia de continuidade.

Também – Marcopolo, de ônibus, analisando crescimento de 15,3% relativamente a período idêntico em 2016, acredita ter iniciado período de recuperação no mercado brasileiro. Receita também reagiu crescendo 23,6%.

Conhece? – DAF, marca holandesa hoje controlada pelo capital norte-americano Paccar, fabrica caminhões no Brasil e acaba de entregar a unidade nº 2.000. Comprou-a a Transgobbi, cliente com 15 unidades.

Gente – Alberto César Otazú, 16, piloto de kart, revelação. OOOO Vem de série de vitórias e arrematou-as com a Gold Trophy, após melhor volta e ganhar prova no Kardódromo Ayrton Senna, SP. OOOO É esperança para em poucos anos fazer presença brasileira na Fórmula 1. OOOO Raul Randon, industrial de transporte, agro negócio, vinho e queijo, perfeccionista, aniversário. OOOO 88 anos – e trabalhando. OOOO Tem a fábrica de implementos com seu nome, vinhos e queijos RAR. OOOO




Alta Roda | Kwid Amplia Alternativas

Por Fernando Calmon*


Se o comprador brasileiro demorou um pouco a entender – e principalmente a aceitar – o conceito de subcompacto, a estreia do Renault Kwid veio para colocar ordem na casa. Faz mais até do que isso porque seus preços são bastante competitivos, além de fácil memorização: R$ 30.000, R$ 35.000 e R$ 40.000 para versões de entrada, intermediária e superior, respectivamente.

Bem interessante é o conjunto do projeto de carro acessível, sem muitos sinais explícitos de inferioridade, salvo alguns poucos itens como rodas de três parafusos (irrelevante) ou falta de apoio para o pé esquerdo do motorista (relevante).
Guarnições dos arcos de rodas na realidade formam o próprio arco, substituindo o metal para ganhar peso e ressaltar o estilo “aventureiro” da moda. Daí a classificá-lo de SUV vai certa distância, apesar de vão livre de 18 cm e bons ângulos de entrada e saída. Na classificação do Inmetro (só para efeito de consumo) outros modelos também se enquadram como SUV, sem sê-lo na prática.



A marca francesa investiu em segurança, em relação ao homônimo indiano, sobretudo reforços estruturais. Quatro airbags (dois frontais obrigatórios, dois laterais), dois engates para bancos infantis e desembaçador de vidro traseiro (tudo de série) são importantes. Ainda assim, torna-se o automóvel mais leve produzido aqui: entre 780 e 798 kg. Considerando a má qualidade de ruas e estradas, na maior parte do País, trata-se de um feito de engenharia.

Internamente, destaca-se pelo espaço para cabeça e joelhos no banco traseiro, embora limitado pela largura (só três crianças sentam atrás) e consequente incômodo para cotovelos dos passageiros da frente. Porta-malas de 290 litros permite o melhor acomodar da bagagem nesse segmento. Tanque de combustível tem 38 litros, mas sem prejuízo de autonomia. Consumos, na referência Inmetro, são de 14,9/10,5 km/l (gasolina/etanol), cidade e 15,6/10,8 km/l (idem), estrada.

Em primeira avaliação dinâmica, apenas da versão superior batizada de Intense, o Kwid demonstrou desempenho condizente. Apesar de potência e torque baixos para um motor atual tricilindro de 1 litro – 70 cv/9,8 kgfm (etanol) – a pouca massa total compensa. A sensação não difere muito de Mobi, QQ e é pouco inferior ao up! Nova caixa de câmbio manual é até melhor que a de outros Renault. A posição de guiar elevada assegura boa visibilidade, um de seus pontos altos.

A ergonomia é razoável com botões de vidros elétricos de fácil acesso no centro do painel – sem necessidade de colocá-los nas laterais de porta e duplicar os comandos. Mas pedal de freio poderia ter desenho melhor. Limpador único de para-brisa (pantográfico) mostra eficiência. O carro enfrenta com indiferença quebra-molas, valetas e desníveis de toda espécie. Relação peso-potência de 11,3 kg/cv e aceleração de 0 a 100 em 14,7 s (etanol, segundo a fábrica) estão dentro do esperado.

Garantia de cinco anos e primeiras três revisões gratuitas formam um pacote bastante adequado nessa faixa de preço. No caso quem sofrerá mais é o Mobi, pois o up! foi deslocado para cima. Também os compactos tradicionais podem ser afetados pelas limitações atuais de poder aquisitivo. Agora as alternativas se ampliam.

RODA VIVA
APESAR de notícias que o lançamento do Polo estaria marcado para 1º de setembro, a Coluna antecipa: será em 25 de setembro. Assim, só em outubro chega às concessionárias e disponibilidade plena, apenas em novembro. Conjunto mecânico foi pré-avaliado, semana passada por jornalistas, na versão de topo, 1-litro/128 cv (turbo). Dor de cabeça certa para concorrentes.

JULHO apontou diminuição de vendas de veículos pela agitação política em Brasília. Assim mesmo, estoques totais subiram apenas um dia, de 34 para 35 (normal). Anfavea resolveu esperar este mês de agosto (em geral, segundo melhor do ano) para refazer suas previsões de 2017. Exportações continuam a puxar a produção: este ano cresceu 22,4%.

AUDI A5 impressiona não apenas pelas linhas esguias e bastante atraentes. Um sedã-cupê com nível de acabamento que beira o primor. Motor também entrega desempenho ímpar com resposta em baixas rotações superior ao anterior. Precisão de direção e rapidez nas curvas faz esquecer que tem tração dianteira. Houve apenas retoques de estilo, porém convincentes.

APOSTAR em leve atualização visual para manter GLA em evidência foi opção da Mercedes-Benz para seu SUV de entrada, de forte aspecto esportivo, ano-modelo 2018. Grade, lanternas traseiras e aplique no painel podem parecer pouco, mas este modelo ainda está bem atual. Tornou-se alternativa por lembrar um hatch, fugindo da mesmice de aparência de outros.

ORÇAMENTOS mais precisos e rápidos, com menos possibilidade de recálculos que frustram os clientes, estão disponíveis em um novo aplicativo do Cesvi. Dessa forma um algoritmo, baseado em informações de mais de um milhão de carros acidentados, consegue avaliar pela internet danos e custos de reparação a partir de fotos.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2




De Carro Por Aí | O bem bolado JAC T40

Por Roberto Nasser*

Bem moldado, boa aparência, bom conteúdo, bem marcado por novidades, bem situado dentre concorrentes, preço bem definido. É o bem bolado JAC T40. Referências positivas bem o descrevem a partir da racionalidade.

Nasceu em 2011 como demanda do empreendedor nacional Sérgio Habib instigando a matriz japonesa em criar produto em seu centro de estilo na Itália. Seria, então, um hatch, solução ideal a mercado consumidor de veículos de dois volumes. Porém tudo mudou. Tendência mundial alterou linhas, com frente elevada, larga, para lembrar o Jeep e sua imbricada noção de valentia, os SUV, SAV, crossover, ou hatch dissimulado, perfil e morfologia hoje responsável por 23% das vendas de veículos leves. Desenho inicial foi retocado e iniciou ser vendido em 2015.

No Brasil a JAC planejou fábrica na Bahia para produzir o primeiro modelo da marca trazido ao país, o J3 adequado ao gosto nacional: qualidade em partes interfaceando com o comprador – palhetas do limpador de para brisas idênticas às dos Mercedes -, e conteúdo rico. Na medida do bolso, pagando impostos de importação, e bem equipado, custava o mesmo de carro nacional pelado.

Durou pouco. Por alguma coincidência o Governo Federal mudou a legislação e, para incentivar negócio hoje inviável – aos investidores e à sociedade – pelo nível de nacionalização igual ao assinalado no governo Vargas, produzir Audis, Mercedes, BMW, Land Rovers. E impôs aumento de IPI e cotas de importação. Consequência, o negócio encolheu, fechou importadoras, concessionárias, empregos. O ministro da área à época era Fernando Pimentel, queridinho de Dilma e PT, e hoje multi processado governador de Minas Gerais.

De novo
Mercado retraído, o sócio chinês foi-se, fábrica se inviabilizou. Mudou tudo, exceto o diferencial de adequar produtos ao gosto nacional e vende-los importados, equipados, ao preço de nacional simples. O T40 é assim.

Cenário atual, fábrica postergada a prazo desconhecido; necessidade de recompor perdas, JAC Brasil concentrará esforços no modelo, trazendo 300 unidades/mês. Ano próximo, finda a barreira de importação super tarifada, volume aumentará em T40. Automóveis deixarão de ser importados e exceções na linha serão um VUC, veículo urbano de carga, e picape cabine dupla.

A partir da nova regulamentação industrial, a Rota 2030, e dos resultados com o T40, será definida a montagem no Brasil, em primeiro passo aproveitando ociosidade de fábricas locais – HPE, de Mitsubishis e Chery, por exemplo.

Como é
Projeto bem ajustado, formato SUV/SAV/Crossover, quer oferecer rolagem agradável, boa aparência e habitabilidade. Consegue. As linhas são atrativas, o tratamento interno simpático aos olhos e ao tato. Bancos frontais especialmente receptivos, painel bem distribuído, comandos à mão. Os chineses aprendem, rapidamente, fazer automóveis.

Concorrentes do T40 são os veículos próximos em preço e desenho, como o Hyundai HB20X, Honda WR-V, Renault Sandero Stepway e Citroën Aircross.

Estilo desenvolvido na Itália, medidas contidas: entre eixos 2,49m, 4,13m de comprimento, 1,56m de altura e ampla largura de 1,75m, maior porta malas da categoria. Internamente, piso plano na traseira para facilitar manuseio de carga; volante revestido em couro, painel com instrumentos analógicos e pequeno mostrador digital indicando consumo e odômetro. Pouco brilho dos números dificultou a leitura e, passando por dificuldade, Sérgio Habib, presidente da JAC, chamou o engenheiro responsável para correção imediata, via programação eletrônica.

Motorização por 4 cilindros em linha, 1.500 cm3, duplo comando de válvulas com sistema de abertura variável, 125/127 cv e 15,2/15,7 m.kgf de torque, gasálcool/álcool. Transmissão de cinco marchas, mecânica, tração dianteira. Suspensão frontal Mc Pherson, traseira por eixo torcional, direção com assistência elétrica, freios a disco nas 4 rodas, expondo as pinças revestidas em vermelho para realçar o sistema.

Eletrônica de segurança, travamento automático das portas, assistente de frenagem de pânico (BAS); controle eletrônico de estabilidade (ESP), e tração (TCS); auxiliar de partida em rampa (HSA); monitoramento da pressão dos pneus; sensor de estacionamento; luzes diurnas em LEDs, sensor crepuscular; controlador de velocidade; prendedores Isofix para cadeiras infantis; retrovisores elétricos; volante com comando de som; rodas de liga leve aro 16”.

Preços
Valores competitivos. Versão de pico R$ 58.990, completa, incluindo câmera de ré e, exceção, frontal. Opcional, dois tons. Não há GPS. Diz Habib, o hábito nacional de utilizar o aplicativo Wase no celular, fez desistir da tela com GPS.
Até o final do ano, versão sem as câmeras, a R$ 56.990. Ano próximo versão superior, câmbio automático CVT, adicional por R$ 5.000,00.

JAC T40, bem bolado



Importação de carros velhos aguarda apoio
No Senado, aguardando assinaturas populares, Sugestão Legislativa para se transformar em Projeto de Lei, busca autorizar importação de automóveis com mais de 10 anos de uso. Justificativa simplória: permitir aos cidadãos a liberdade de consumir bens de consumo de um mercado globalizado, gerando oportunidades de renda, emprego e impostos no país.

Uma excrecência. Ou por ignorância ou má fé querem abrir os portos para importar veículos descartados por falta de segurança. Não serão vistosos, cintilantes, modernos, econômicos, seguros e pouco poluentes Cadillacs, Lincolns, Mercedes, Porsches, Hondas, Toyotas, mas carros refugados nas inspeções de segurança, comprados a preço de banana e importados para se tornar em perigo rodante nas ruas e estradas brasileiras.

Sucata
Veículos no exterior, com mais de 10 anos de uso são, em esmagadora maioria, reprovados nas inspeções de segurança veicular, e os reparos para torná-los aptos e seguros tem custo superior à razoabilidade. Nesta situação donos pagam a negociantes especializados para tirá-los de circulação, enviando-os a países de terceiro mundo para, sem reparos, iniciar um ciclo final.
Destes, os que conseguirem andar, não terão manutenção adequada, pois não se imagina compradores de tais refugos com saldo bancário suficiente a comprar inexistentes ou caros reparos necessários a torná-los aptos a circular com segurança. A justificativa da criação de renda, emprego e impostos é irreal.

História
Ideia recorrente. Ao início dos anos ’90 um deputado cearense fez proposta idêntica, assustando o Governo Federal. E logo em seguida importadores chilenos apareceram no então Ministério da Indústria e Comércio para conversar sobre o assunto. Sem ter a ideia acatada, indagaram nome do advogado com maiores êxitos em propostas no Ministério. Chegaram a profissional estabelecido em Brasília, apresentaram a ideia e capacidade econômica para sustentar honorários à altura. Argumentaram com o fato de importar de todo o mundo e vender para o norte do Chile, Paraguai, Bolívia e Peru 70 mil unidades/ano. E aduziram a justeza da proposta pelo fato de a Toyota fazer tal operação. Situação diversa: para não ver o mercado peruano, de seu interesse, invadido por sucatas depondo contra sua marca e imagem, a marca japonesa os importava, revisava, vendia e garantia.

Na Câmara o projeto foi rejeitado na Comissão de Economia, e fora dela o advogado explicou não trabalhar contra o país. A seu ver a enxurrada de usados desinteressaria investimentos externos para implantar ou expandir linhas de produção. E dar empregos e recolher impostos internos superava as vantagens de importadores. Poderia ser bom para meia dúzia, porém ruim para milhões. A ideia se encerrou aí.

Fênix
Não se sabe a quem interessa a proposta rediviva. Fato é, encher ruas e estradas com veículos barrados nas inspeções de segurança de outros países, com manutenção desidiosa, em nada contribui com o desenvolvimento do país, aumenta o recolhimento de impostos ou gera empregos locais. Até agora tal Sugestão recolheu 25% das assinaturas para transformá-la em PL. No link uma curiosidade: pode-se apenas assinar, sem espaço para contestar ou chamar os autores à razão.

Quanto custa o Stelvio, suv Alfa
Aguardado, proclamado, saudado, Stelvio, suv Alfa Romeo sobre a plataforma do Giulia, terá vendas em setembro. A não atingida previsão de demanda pela sedã, fez a FCA cortar números em 10% ante concorrentes Mercedes GLC e Audi Q4. Custa, na Inglaterra, 34.000 libras esterlinas – uns R$ 140 mil.

Preço para versão de entrada, motor 2,0, turbo, 197 cv, tração traseira, via transmissão automática com 8 velocidades. Intermediárias, diesel 197 cv e gasolina, topo de linha QV, V6, 2,9 litros, dois turbos, 503 cv, dito motor-de-Ferrari, tração nas 4 rodas. Quatro versões de decoração com rodas de liga leve, tela em 22 cm, sistema de infodiversão, volante revestido em couro, e refinamentos de segurança eletrônica: freio autônomo para emergências, alarme de troca de faixa.

Quase topo a Speciale, motor de 276 cv, rodas 19”, pinças de freio em vermelho, faróis em xenon, estofamento em couro, bancos frontais aquecidos.

Em estilo mantém identidade visual com o sedã Giulia, a imponente grade triangular, os traços vigorosos no capô, em projeto para aproximá-lo de um cupê e distanciá-lo de um jipe. No interior muito em disposição e componentes Giulia.

Promessa é oferecer esportivo utilitário imponente, performático, personalista.

Não há expectativa do retorno da marca ao Brasil.

Alfa Stelvio. Distante



Roda-a-Roda
Novo Rolls – Marca de escol, Rolls-Royce pouco altera as linhas de seus produtos, mas quando o faz é para valer, como agora.

Tudo – Novo Phantom 2018 mudou estética, chassis, agora em alumínio, apto a receber motorizações a gasolina, elétrica ou híbrida.

Servirá ao SUV Cullinan e a nova geração de Ghosts, Wraiths e Dawn.

E ? – Motor básico, BMW, V12, 6,75 litros, dois turbos, 563 cv. Preços na Europa, equivalentes a R$ 538.000 – lá, sem impostos.

Novo Rolls. Escol e tecnologia



Primeira? – Quieta, Aliança unindo Renault, Dacia, Nissan e Mitsubishi exibe números e concreta possibilidade de assumir liderança mundial de vendas em 2017.

Números – Vendas do grupo atingiram 5.268.079 unidades no primeiro semestre, somando veículos diesel, flex e quase meio milhão de elétricos. No total cresceu 7%: Renault e Dacia 10,4%; Nissan 5,6%.

Curiosidade – Mitsubishi 2,4%, mas registra recuperação de vendas dos modelos Kei – até 660 cm3 de cilindrada -, cujos problemas levaram a companhia a ser assumida pela Aliança.

Situação – Volkswagen e Toyota disputam a liderança carro-a-carro.
Pelo ar – Na Europa Peugeot-Citroën-DS, sob o guarda chuvas corporativo PSA iniciaram vender on line suas marcas diretamente pela Internet. Tomaram como base resultados de iniciativa da Citroën no Brasil.

Carona – Renault implementou negócio aqui: Kwid, o queridinho, será vendido apenas pela internet, ou diretamente ou acessável nos salões dos revendedores.

Menos e mais – Enfrentando prejuízos sequencial, GM vendeu as operações industriais na Inglaterra e Alemanha para a PSA, Peugeot-Citroën. Marcas foram assumidas e tem 100 dias para apresentar um projeto de atuação.

P’ra Fora – Hyundai iniciou exportar SUV Creta ao Paraguai. Cliente de caderno, foi destino dos primeiros HB20 exportados. De princípio 50 unidades mensais ao total de 260. 2016 Hyundai enviou 1.220 unidades a Paraguai e Uruguai.

Pancada – Nova avaliação do Latin NCAP, instituto testador de segurança em veículos, deu más notas ao Fiat Mobi. Em cinco estrelas, atingiu apenas uma e, diz a entidade, é fraca a proteção ao peito do adulto em impactos laterais.

Igual – Comparou o Mobi aos resultados rasteiros exibidos pelo Chevrolet Onix, justificando danos pela falta de bolsas laterais de ar e de cinto de três pontos para todos os passageiros no banco traseiro.

Parlamento – Custando caro – mais de R$ 1 milhão/hora -, nosso Parlamento deveria ser casa de saber e equilíbrio propondo medidas para melhorar país e condições a seus habitantes – eleitores de Deputados e Senadores. Não ocorre.

Caminho – Veem o mandato como nomeação para um cartório, ser quase tão poderoso quanto Donatário de Capitania quase Hereditária – em muitos casos o são. Pouco se dão às demandas populares para melhorar a administração do país, preferindo ampliar suas inexplicáveis mordomias e facilidades para se eternizar no poder.

Veículos – Exemplos de falta de compromisso com os eleitores existem em volume industrial. Mais recentes, volta do extintor de incêndio; proibição do estepe ser roda de segurança – restringindo reduzir o tamanho dos veículos.

Mais – PL na Câmara Comissão de Defesa do Consumidor proíbe alteração em veículos até um ano após licenciados, tipo lei da regulagem do mercado, como o faz outra proposta: exige cada marca manter modelo à venda por pelo menos 10 anos…

Pode? – Restringir a um ou dois o secretariado de cada deputado – hoje são até 24! -, ou cortar despesas para manter o mandato, não se propôs.

Evolução – Bomba MagiFlux 2.0, ferramenta para trocar líquidos por sistema mecânico com válvula com esfera de vidro, tem nova versão. Uso prático, rápido, seguro. Mais, www.magiflux.com.br

Gente – Christopher Podgorski, Vice Presidente mundial de vendas da Scania, localização. OOOO Novo presidente e CEO da Scania no Brasil, segunda maior operação da marca no mundo. OOOO Primeiro brasileiro, apesar do nome. OOOO Marcelo Cosentino, jornalista, progressão. OOOO De auxiliar na comunicação da Renault, é o número 1 da Cummins de motores diesel. OOOO Maira Nascimento, jornalista, ex Ford, agora é ex-CAOA. OOOO Corte interno. OOOO João Ciaco, diretor da FCA, extensão: incorporou a área de comunicação. OOOO Felipe Nicoliello, 60, paisagista e presidente do Puma Clube, passou. OOOO Conhecedor generoso foi o grande pilar de preservação da marca e originalidade dos Puma. OOOO