Evento

1º Congresso Brasileiro do Mecânico

 

Evento inédito para o setor leva muita informação técnica direcionada a um público altamente qualificado: o mecânico automobilístico

Texto: Alessandro Reis e Raíssa Jorgenfelth
Fotos: Demetrios Cardozo e Rafael Guimarães

 

No último dia 21 de outubro, exatos 1.304 participantes prestigiaram a primeira edição do Congresso Brasileiro do Mecânico, realizado pela Revista O Mecânico no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, na capital paulista. A iniciativa, voltada a difundir conhecimento e troca de experiências para os mecânicos, além de estimular negócios entre os participantes, reuniu 60 palestrantes, provenientes das principais montadoras, da indústria de autopeças e de equipamentos e também, é claro, donos de oficinas.

 

O evento teve uma estrutura inovadora, em uma área de mais de 4.000 m², ofereceu quatro auditórios com palestras simultâneas aos participantes, que puderam escolher a qualquer momento os painéis do seu interesse com o uso de fones de ouvido – bastava trocar o canal para acompanhar o assunto desejado. Além disso, os visitantes tiveram a chance de tirar dúvidas com especialistas sobre assuntos relevantes à profissão ao final de cada palestra. Uma oportunidade única no setor.

 

Cada auditório teve um mediador fixo: o Auditório A “Tecnologias do Futuro“, teve mediação do editor das Revistas O Mecânico e CARRO, Edison Ragassi. Já o Auditório B, “Segredos da Oficina”, teve Fernando Lalli, repórter de ambas as revistas. O Auditório C “Por Dentro da Mecânica “ foi moderado por Fernando Naccari, consultor técnico das publicações. E o Auditório D “Graxa na Internet” teve Gustavo de Sá, também repórter das Revistas O Mecânico e CARRO.

 

Paralelamente, o Congresso contou com uma feira de negócios com 20 expositores de marcas consagradas, as quais proporcionaram ambiente para fazer relacionamentos e até para encaminhar novas oportunidades de negócio, tudo de forma organizada e com foco no que interessa: a informação técnica, que faz a diferença no dia a dia dos profissionais.

 

O evento, que contou com a apresentação de Michelle de Jesus, também teve automóveis em exposição, incluindo o Chevrolet Camaro, o novo Volkswagen Polo, Toyota Prius, Audi Q3 e Fiat Argo, que os visitantes puderam conferir de perto, permitindo aos profissionais terem uma ideia da reparabilidade de modelos que recém-chegaram ao mercado – o Polo, inclusive, foi mostrado aos mecânicos no Congresso antes de ser vendido ao consumidor final.

 

Palestra motivacional

 

 

Para abrir os trabalhos, o Congresso contou com uma palestra motivacional com a participação do mágico Marco Zanqueta, que fez um parelelo entre a própria profissão e o dia a dia dos mecânicos nas oficinas, com o desafio de “encantar” e fidelizar seus clientes. “Nunca tinha feito nenhum trabalho com essa magnitude. A profissão do mecânico muitas vezes não é lembrada. Quando fui entender o que realmente o mecânico faz, as suas adversidades no dia a dia, percebi que o mágico é como o mecânico: a gente faz o que parece ser impossível todos os dias”, analisou o palestrante.

 

Importância dos Mecânicos para a Montadora

 

 

Às 11h, aconteceu a rodada inicial de palestras simultâneas. No Auditório A, o público pôde conferir o debate “A Importância dos Mecânicos para a Montadora”, que abordou a necessidade de as montadoras apoiarem o profissional independente dando acesso às informações técnicas dos lançamentos recentes de veículos. Teve as presenças de palestrantes da Ford, FCA-Fiat Chrysler Automóveis, General Motors e Volkswagen.

 

“A gente sempre sentiu falta de um contato maior com esse mercado de pós-venda. O evento foi fantástico, com tamanho adequado. Uma iniciativa muito legal, espero que prossiga nos próximos anos. Quanto à palestra, a Ford veio com a ideia de divulgar seu novo motor 1.5 Dragon, porque o público aqui realmente é formador de opinião”, avaliou Marcos Fregoneze, supervisor do time de Engine Performance Development da Ford.

 

Já Rodrigo Facini, gerente de Operações Comerciais e Relacionamento com Cliente da Volkswagen, disse que ficou impressionado com a iniciativa do Congresso. “O mecânico hoje e o mercado independente para nós montadoras é um público extremamente importante. Acredito que os mecânicos podem, sim, ser nossos parceiros no dia a dia para a gente atender juntos toda essa faixa de consumidores que estão utilizando nossos veículos”, opinou o executivo da Volkswagen.

 

Por sua vez, Ricardo Carreira, líder na área de Marketing de Peças e Acessórios (Mopar) da FCA, parabenizou a realização do Congresso. “Essa iniciativa tem tudo a ver com o território de relacionamento. A gente tem um portfólio muito grande de informação a ser passada e o grande desafio talvez seja como organizar e priorizar o que o mecânico precisa para atender bem o cliente que eventualmente não está mais vindo para nossas concessionárias. Tem que ser uma relação forte de ganha-ganha”, destacou.

 

Para Marcelo Santiago, líder de e-commerce da marca Chevrolet no Brasil e na América do Sul, o evento “veio de encontro às ações que a General Motors vem executando no mercado, que é criar proximidade com o mecânico independente”, disse “A palestra foi uma oportunidade para mostrar que a GM não só se preocupa não apenas em liderar o mercado e ter o veículo mais vendido do Brasil, como também em criar relacionamento com uma parcela tão importante do negócio que é o mecânico independente”.

 

Capacitação 

 

 

Simultaneamente, acontecia no Auditório B a palestra “Capacitação”, que tratou dos desafios para a qualificação e formação de mecânicos automotivos. Teve como palestrante Mauro Alves dos Santos, coordenador pedagógico da Faculdade de Tecnologia SENAI Conde José Vicente de Azevedo. “Para o SENAI é um orgulho participar desse evento. A impressão já na chegada foi muito boa. Tudo muito organizado, com casa cheia e uma multiplicidade de temas pertinentes sendo abordados de forma simultânea. A estratégia de permitir a interação com o público nos intervalos também está de parabéns”, afirmou Azevedo.

 

Quanto ao tema da palestra, o representante do SENAI esclareceu que “é obvio que um veículo recém lançado terá prioritariamente a manutenção feita na concessionária, mas boa parte da frota, em um segundo momento, passa a ter o serviço realizado pelas oficinas independentes. As montadoras sabem disso e contam com várias iniciativas do SENAI para capacitação de mecânicos, seja proporcionando recursos tecnológicos, veículos e informações técnicas, seja com ferramental específico”, explicou.

 

Turbos

 

 

Já no Auditório C, também às 11h, começou a palestra “Turbos”. A palestra abordou informações técnicas para a manutenção de motores turbinados, tecnologia que tem ganhado força no mercado brasileiro por conta da tendência do “downsizing”, que é criar motores tão ou mais potentes que unidades de maior cilindrada com menor consumo e emissões reduzidas.

 

“O preconceito com o mecânico já ficou no passado. O mecânico que antes era chamado de ‘bolinho de graxa’ hoje não existe mais. Hoje ele é um técnico altamente especializado, muitos têm nível superior e precisam dessa qualificação porque o veículo atingiu um grau de complexidade tecnológica tão grande que, se ele não tiver essa base, ele não consegue entender os procedimentos de reparação do veículo”, destacou Fernando Landulfo, mestre em engenharia mecânica pela Unicamp, professor da FMU e consultor das revistas O Mecânico e Carro.

 

Já Newton César Juliato, supervisor de Desenvolvimento de Produtos e Assistência Técnica na BorgWarner. deu sua opinião sobre o evento: “foi ótima a iniciativa, em uma data muito adequada porque tivemos essa semana a Fenatran em São Paulo e muitas pessoas que vieram de fora para visitá-la tiveram a oportunidade de ficar um dia a mais e assim participar do Congresso. Todas as palestras tiveram participação massiva”. Quanto à palestra, Juliato detalhou o funcionamento do turbo, os cuidados principais relativos à manutenção e as novas tecnologias da BorgWarner, especialmente relativas a motores menores e com tecnologia flex.

 

Leandro Santos Vieira, engenheiro de serviços sênior da Cummins Turbo Technologies, considerou “importante” a oportunidade de esclarecer para os mecânicos independentes dúvidas técnicas sobre os produtos da marca. “O turbo gera muitas dúvidas, especialmente no que se refere aos seus modos de falha. Vai aumentar nos próximos anos a demanda por conhecimento de motores turbo. Hoje não temos somente turbinas mecânicas como também unidades com assessoria eletrônica e o mecânico precisa de maior conhecimento para diagnosticar e resolver o problema do cliente”.

 

Como Divulgar sua Oficina

 

Enquanto isso, acontecia no Auditório D a palestra “Como Divulgar sua Oficina”. A apresentação trouxe ao público dicas e orientações para o empreendimento atrair maior visibilidade e fidelizar clientes. “Fiquei bem impressionada com a estrutura, a mecânica dos auditórios simultâneos funcionou como um relógio e tudo esteve bem organizado, sem filas, nota dez”, declarou Erika Fischer, dona da agência de comunicação MXK9, a respeito do Congresso. Quanto ao teor do painel, Fischer explicou como usar as redes sociais como ferramenta de divulgação e promoção de empreendimentos, especialmente a plataforma Google Meu Negócio. “Os mecânicos ficaram superempolgados, depois do painel muitos vieram tirar dúvidas”.

 

Futuro da Mobilidade

 

 

Já no meio-dia, começou nova rodada de palestras simultâneas, mais uma vez com assuntos quentes e pertinentes para o dia a dia dos mecânicos. No Auditório A, houve a apresentação “Futuro da Mobilidade”, tratando dos rumos que os automóveis e o mercado de oficinas mecânicas estão seguindo – como a chegada dos carros híbridos e, daqui a alguns anos, modelos autônomos, capazes de rodar sozinhos.

 

“O evento é importante porque a oficina independente deveria receber muito mais informação e ser mais apoiada por todas as fabricantes automobilísticas. Se você der um treinamento adequado, ajudar esse profissional, e mostrar a ele que eventualmente tem certos vícios, você estará protegendo a sua própria marca e, principalmente, o próprio cliente. As oficinas pequenas e médias fazem muito esse trabalho de aproximação com o cliente, explicando o que acontece com o carro dele, inclusive os que trazem tecnologias mais avançadas”, opinou Lothar Werninghaus, instrutor internacional certificado pela Audi.

 

Alex Lourenço Simões, instrutor de treinamentos técnicos e atendimento ao cliente da Toyota, fixou sua palestra mais nas tecnologias presentes do modelo Prius. “Nós da Toyota consideramos um evento como esse importantíssimo. Temos nossa rede de concessionárias, mas todo mundo tem o seu mecânico de confiança, alguém que vou consultar antes de fazer algo no meu carro. Hoje eu vi mais de mil mecânicos independentes aqui que em algum momento vão ser questionados sobre a tecnologia híbrida e devem estar preparados, independentemente da relação com a montadora”.

 

Gestão

 

 

Também às 12h, começava no Auditório B a palestra “Gestão” que teve como tema o mecânico como empreendedor e os fatores cruciais no gerenciamento do seu negócio para aumentar os ganhos e fidelizar clientes, passando por temas como atendimento, marketing e finanças. “O mecânico dono de oficina é um empresário, que, no entanto, também se envolve em um trabalho muito operacional no dia a dia, ainda não lidando de forma efetivamente empresarial com seu negócio. Esse é um dos desafios a serem enfrentados. Também tratei dos controles para avaliar a saúde do empreendimento”, explicou Reginaldo Andrade Santos, gestor de Projetos no Sebrae-SP. Quanto ao Congresso, Santos considerou os temas propostos “muito interessantes”.

 

 

Lubrificação

 

A faixa horária do meio-dia também teve, no Auditório C, a palestra “Por Dentro da Mecânica – Lubrificação”. Ele tratou das novidades para o setor de lubrificantes automotivos e procurou esclarecer dúvidas dos mecânicos após a apresentação. “O evento foi muito importante para tirar dúvidas e trazer a informação técnica ao mecânico, que é formador de opinião e aquele que está em contato todos os dias com os lubrificantes, o motor e todos os seus componentes. Também foi uma oportunidade de mostrar a tecnologia que está por trás dos lubrificantes. Abordei a lubrificação geral de motores a combustão interna, especialmente de viscosidade mais baixa, além das principais especificações e a importância de seguir as recomendações no manual do fabricante do veículo”, disse Fábio Giovani da Silva, especialista na gestão e desenvolvimento da Total Lubrificantes.

 

Comprando e Vendendo Autopeças pela Internet 

 

 

Já no Auditório D aconteceu, na faixa horária do meio-dia, a palestra “Comprando e Vendendo Autopeças pela Internet”, que tratou da tendência de comércio on-line e das suas vantagens no cotidiano dos mecânicos independentes. “Na palestra, abordei a compra e venda de autopeças pela internet, hoje uma realidade no mercado brasileiro. É um setor que tem muito a crescer e já é importante no dia a dia para consulta de preços”, analisou Vinicius Dias, CEO do Canal da Peça.

 

Leandro Ribeiro, do Mercado Livre, também viu no Congresso uma chance para troca de informações e experiências entre colegas do setor. “A gente precisa de eventos como esse para mostrar um pouco do potencial da internet, aqui está nosso público e buscamos uma sinergia entre quem compra e quem vende, não só os mecânicos, como a indústria como um todo. Precisamos de mais iniciativas como essa”, disse Leandro Ribeiro, chefe da categoria autopeças do Mercado Livre.

 

Por sua vez, Fabrizio Cascianelli, diretor de Vendas Corporativas da VTEX, considera “um dos pilares fundamentais de qualquer segmento de negócios o compartilhamento de informações porque você ter um público, no caso o mecânico mais preparado aumenta a produtividade do setor como um todo”. O palestrante destacou que o Congresso também foi uma oportunidade de fazer “networking” e fechar negócios dentro da sua área de atuação, que é o comércio on-line de autopeças.

 

Futuro da Manutenção

 

 

Depois do intervalo para almoço e troca de experiências e informações entre os participantes do 1º Congresso do Mecânico, a maratona de palestras foi retomada às 14h30 com mais quatro temas simultâneos nos quatro auditórios do Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte. No Auditório A, o painel “Futuro da Manutenção”, retomou o tema da evolução tecnológica dos veículos, com foco específico nos desafios da manutenção automotiva.

 

“Fiquei impressionado com a estrutura do Congresso, com a quantidade de participantes e com a forma como os temas foram organizados”, disse Estevam Barna Junior, responsável pelo Marketing de Produto da Magnetti Marelli. A respeito da palestra, Barna Junior destacou que “o consumidor está com acesso a mais informações sobre o automóvel e, com isso, ficou mais exigente. A oficina tem que acompanhar essa mudança de comportamento do cliente, suas expectativas, que não são mais as do passado”.

 

José Roberto Silveira, consultor técnico da Continental, elogiou o público que compareceu ao Congresso. “Empresas como a nossa gostam de estar em eventos como esse porque têm um público focado, que vem buscando conhecimento”, declarou. “Tratamos na palestra do conceito que está mudando nas oficinas, que precisa ser diferenciado, até pelo tipo de carro e de público. Abordamos, por exemplo, novas tecnologias de correias, como as banhadas em óleo”, contou o especialista.

 

Amaury Oliveira, diretor executivo de aftermarket da Delphi, avalia que “é muito importante os profissionais se darem as mãos para quando o futuro chegar, que está vindo muito mais rapidamente e desafiador do que no passado”. “Tive a oportunidade de falar de mobilidade no futuro e dessa fase de transição, com várias vertentes e teorias sobre como será o setor automotivo. Nessa nova fase, com muito mais tecnologia, a eletrônica embarcada será muito grande, mas ainda haverá a necessidade de manutenção e de profissionais qualificados.”

 

Já Marcelo Lima, gerente de Marketing de Produto e Engenharia da Bosch, acredita que o Congresso e sua proximidade com o mecânico foram importantes “no sentido de trazer tendências, mostrar novas tecnologias e como isso vai gerar novos negócios para as empresas e oficinas. Boa parte do público presente é formada por proprietários, gestores de oficinas que vieram no intuito de aprender e olhar o futuro”. Na palestra, Lima abordou “como a conectividade do nosso mundo e as novas tecnologias nos carros vão impactar a manutenção”.

 

A Voz do Mecânico

 

 

No mesmo horário, acontecia no Auditório B o painel “Segredos da Oficina – A Voz do Mecânico”, um dos mais concorridos por trazer como palestrantes representantes do público ao qual o Congresso foi criado: os próprios mecânicos. “Existem várias empresas prestadoras de serviço que acreditam no ideal. O ideal é o básico, é o ético que tanto prego. Temos de reaprender que o errado é errado e o certo é o certo no atendimento a nossos clientes. Encontrei aqui profissionais altamente qualificados, éticos, além de outros que estão procurando fazer a diferença”, avaliou Edson Roberto de Ávila, o Mingau, proprietário da oficina Mingau Automobilística de Suzano/SP.

 

O colega Roberto Turatti, dono do Centro Automotivo Investauto, do Balneário Camboriú/SC seguiu a mesma linha ao falar da palestra e do Congresso. “O evento foi uma oportunidade de aprendizado para o mecânico, o fabricante e o distribuidor. Se a gente souber aproveitar o que esse encontro tentou nos mostrar, se conseguirmos colocar em prática o que falamos aqui nas nossas empresas, vamos ter uma evolução muito grande. Não dá para cobrar dos organizadores melhor evento que esse”, disse o mecânico e empresário.

 

Ricardo Cramer dos Santos, sócio-proprietário da oficina Aires & Filhos, localizada em Santos/SP destacou que a palestra “foi exatamente o que a gente precisava discutir. No Brasil inteiro é a mesma coisa: existe falta de união da categoria. Sem isso, a gente não consegue compartilhar como gostaria a informação, a experiência de atendimento e a ética. Achei o Congresso superdinâmico, adorei os fones e a possibilidade de acompanhar várias palestras ao mesmo tempo”, opinou.

 

Alberto Martinucci Junior, sócio-proprietário do centro automotivo Motorfast, de São Paulo, fez coro aos colegas de profissão. “O Congresso já é um sucesso. Não existe hoje no Brasil uma iniciativa com essa objetividade e foco no atendimento ao mecânico, aposto que hoje a Automec perdeu esse sentido. Foi uma responsabilidade muito grande participar do painel porque ele representou a voz da maioria dos profissionais do setor”, avaliou. “Nossa categoria precisa de mais representatividade e união que represente os anseios do mecânico, que trabalha muito sozinho”, concluiu.

 

Elétrica e Eletrônica Embarcada 

 

 

Na faixa das 14h30, o Auditório C recebeu o painel “Por Dentro da Mecânica – Elétrica e Eletrônica Embarcada”, tratando especificamente de informações referentes à manutenção de veículos modernos, cada vez mais auxiliados e gerenciados por computadores embarcados. “O profissional da área mecânica é carente de informações e Congressos como esse são uma forma de vários fabricantes levarem informação ao cliente ao mesmo tempo”, apontou Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK do Brasil. “Até por conta do Inovar-Auto, nos últimos cinco anos tivemos uma grande evolução tecnológica dos motores no Brasil, trazendo sistemas como start-stop e flex start, novidades para as quais o profissional precisa estar qualificado”, afirmou o especialista.

 

Já Werner Heinrichs, analista de Engenharia Sênior e especialista em Treinamentos da ATE Freios e VDO, considera que “o Congresso foi de altíssimo nível” e considerou fundamental transmitir conhecimento aos mecânicos, o que foi possível com a presença das fabricantes convidadas. “Minha palestra versou sobre os sensores de oxigênio, as sondas lambda, dos tipos ‘finger’ e ‘planares’, além dos universais. Hoje o grande desafio dos profissionais de manutenção é o correto diagnóstico desses sensores”, explicou o especialista.

 

Para Arnaldo Leonardo, diretor Comercial da Delphi Soluções em Produtos e Serviços, sua palestra no Congresso foi uma chance de mostrar ao público “o que o mecânico fazia, o que o profissional atual está fazendo e o que o do futuro fará. Nós, da indústria, temos participação expressiva nisso e viemos mostrar quais são as tendências de mercado”. A respeito da palestra, Leonardo tratou de temas como as tecnologias que já estão presentes em automóveis na Europa e que no futuro estarão também nos veículos produzidos em massa no Brasil.

 

YouTube: Uma Ferramenta de Transformação para o Setor Automotivo

 

 

Também às 14h30, começou no Auditório D o painel ” YouTube: Uma Ferramenta de Transformação para o Setor Automotivo”, trazendo como palestrante um mecânico “youtuber”, que se especializou em produzir vídeos didáticos de mecânica na rede social e com isso agregou à profissão o papel de comunicador, multiplicando possibilidades de negócio.

 

“Vejo o Congresso como o primeiro passo para um novo momento do setor, discutindo a união do profissional de manutenção automotiva, questionando processos e estimulando a troca de informações, tudo com a participação da indústria”, foi a avaliação dada por Tales Domingues, o “Doutor Carro”, dono do canal de mesmo nome que traz dicas técnicas automotivas para consumidores e profissionais de oficinas independentes. O “Doutor Carro” também destacou o canal de YouTube como “uma ferramenta muito boa para divulgar o trabalho do próprio profissional, bem como uma forma de evoluir tecnicamente com os comentários dos internautas. Todos os mecânicos do Brasil deveriam ter seu canal no Youtube”, concluiu.

 

Revolução da Transmissão e dos Eixos

 

 

Às 15h30, o Auditório A retomou o assunto “Tecnologias do Futuro”, dessa vez voltado especificamente à “Revolução da Transmissão e dos Eixos”. “Acredito que esse seja o primeiro evento no país voltado ao aplicador e essa iniciativa, além de trazer as novidades do mercado, abre um relacionamento mais próximo com os profissionais da ponta, trazendo informações e dicas”, foi a opinião de Eduardo Manzano Lazzari, supervisor de Vendas e Assistência Técnica da Meritor do Brasil. “Hoje, o profissional que busca excelência precisa investir em equipamentos e capacitação, sair da zona de conforto”, complementou o especialista.

 

Marcelo Ricardo Ernesto, gerente de Serviços de Campo para a América do Sul da Eaton, se disse impressionado com o tamanho do evento e a estrutura de palco com palestras simultâneas. “Na palestra, passamos a mensagem que as novas tecnologias estão chegando e o profissional tem de se preparar e se atualizar. Tratei de transmissões automatizadas, cuja base mecânica é a mesma das manuais, porém o diagnóstico tem de passar por treinamento, literatura e ferramentas especiais, sem espaço para aventureiros”, complementou.

 

Já Peter Herbsthofer, responsável por treinamentos e suporte técnico da ZF Aftermarket América do Sul, avaliou o evento como “muito positivo”. “Em nosso estande, nos surpreendeu que muita gente veio pedindo informação técnica, queriam de fato saber das coisas. Bem diferente de outros eventos do tipo, nos quais os visitantes vão para beber cerveja e encher o bolso de panfletos. Aqui vem a nata, o pessoal que trabalha com isso no dia a dia, e não meros curiosos”, disse o especialista, que abordou na palestra a evolução das transmissões, passando pela mecânica, a automatizada e a automática.

 

Crédito

 

 

Também às 15h30, teve início no Auditório B a palestra “Segredos da Oficina – Crédito”, que tratou de um assunto importante para os donos e gestores de oficina: como obter acesso a crédito para a manutenção e a realização de investimentos para a ampliação do negócio. “Crédito é um assunto delicado, principalmente para o microempreendedor, que precisa tanto desse auxílio”, declarou Maria Clara Moraes Arra, diretora Comercial da First Data Corp., responsável pela marca BIN. “O que fica de recado aos profissionais que assistiram à palestra é que o mecânico tem de aprender usar uma máquina para fazer a cobrança do seu serviço, pois proporciona segurança em receber o dinheiro, poder receber esse dinheiro antecipadamente e ter poder de negociação com fornecedor, aumentando seu mix de produtos e seu faturamento, sem contar a satisfação do cliente em não precisar pagar com dinheiro, o que ajuda a fidelizá-lo.

 

Equipamentos de Diagnóstico

 

 

No mesmo horário, começou no Auditório C a palestra “Por Dentro da Mecânica – Equipamentos de Diagnóstico”. Entre todos os palestrantes, um tema em comum: ficar por dentro das últimas novidades sobre scanners e equipamentos de diagnóstico, hoje uma ferramenta fundamental no dia a dia do mecânico.

 

“O Congresso foi uma grande oportunidade do mecânico conversar com outros mecânicos e com os fornecedores, essa interação no campo é extremamente importante. Aqui foi uma coisa muito mais focada no profissional”, analisou Alberto Gomes, gerente de Vendas e Suporte ao Cliente da Snap-On e da SUN Diagnósticos. Na palestra, o especialista apresentou o Zeus, novo equipamento de diagnóstico dotado de banco de dados baseado em boletins técnicos e informações de outros mecânicos já usado no exterior, que a empresa planeja lançar futuramente no Brasil.

 

José Carlos Barreira, gerente de Projetos da Raven, avaliou o Congresso como “uma iniciativa que tem de se repetir mais vezes”. Na palestra, ele tratou do novo Osciloscópio que a empresa apresentou na edição deste ano da Automec. “Viemos falar das vantagens do aparelho, que traz como vantagem a conexão a uma rede social para compartilhamento de informações entre todos os reparadores que utilizam o equipamento”, explicou.

 

Rafaelle Ventieri Neto, gerente Comercial da Alfatest, saudou o clima de seriedade e busca por informações que viu de parte do público que compareceu ao evento. “Foi fantástico ver esse compartilhamento de conhecimento de parte do público. Na palestra, passamos uma mensagem de segurança, pois, por mais que as tecnologias estejam evoluindo, a Alfatest está acompanhando as novidades para manter essa parceria que já dura 25 anos com o mecânico”, ressaltou o especialista.

 

Para Rodrigo Jacob, chefe de Vendas de Equipamentos de Teste da Bosch, a organização foi “bem feliz no formato e no conteúdo do evento, a plateia está realmente ligada nas palestras. Juntar a parte da informação com uma feira de negócios também foi algo proveitoso tanto para o mecânico quanto para nós, fornecedores. “Procurei demonstrar o quão importante é o meu produto para o negócio do mecânico”, completou.

 

Lorenzo Piccolli, diretor executivo da Tecnomotor, afirmou que “o mecânico veio em peso ao Congresso. Essa roupagem moderna, conectada à internet e com conteúdos pertinentes, é algo de que o mecânico independente precisa e se interessa”, analisou. “Há 30 anos, os mecânicos se adaptaram à injeção eletrônica e agora o grande desafio é se adaptar a novas tecnologias que virão, como carro compartilhado, que não é mais de uma pessoa e sim de uma empresa. Atender esse cliente será um dos desafios das oficinas”.

 

Ferramentas para Fidelizar o Cliente

 

 

Também às 15h30, o público pôde acompanhar no Auditório D o painel “Graxa na Internet – Ferramentas para Fidelizar o Cliente”, com a participação do palestrante Eliel Bartels, gestor do CTTI (Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação Automotiva), vinculado à rede de serviços automotivos DPaschoal. “O público aqui presente é extremamente profissional, que está em busca de verdade de conhecimento, que veio na ânsia de sair diferente do que chegou. Isso estimula os palestrantes e os expositores nos estandes a contribuir para uma performance ainda melhor neste evento”, opinou Bartels. Na sua palestra, o representante do CTTI tratou do novo sistema “KD a Peça”, que, de acordo com ele, permitirá localizar a peça desejada de forma rápida e fácil, inclusive com precificação, classificada por ele como uma “plataforma de gerenciamento de estoque”.

 

Caso de sucesso

 

 

Às 17h30 o Grande Auditório, formado pela plateia dos quatro auditórios, recebeu a apresentação “Caso de Sucesso” a cargo do mecânico Alexandre Dias Generoso, o “ADG”, dono da franquia de oficinas mecânicas High Torque, que ganhou fama e milhões de acessos com seus vídeos técnicos veiculados pelo YouTube. A palestra justamente focou a importância crescente das redes sociais para o dono de oficina ganhar mais clientes e para o mecânico divulgar e compartilhar conhecimento, além de divulgar seu ganha-pão.

 

“O que me chamou a atenção é que foi um evento voltado de fato para o mecânico, com tantos eventos que se dizem direcionados a esse profissional que na verdade foram criados para as empresas. No Congresso os mecânicos puderam trocar experiências, ouvir de outros colegas conhecimentos e, com isso, aprender um pouco mais. O primeiro evento foi maravilhoso, imagina como será o segundo”, opinou Generoso. Sobre a palestra, ADG contou “um pouco sobre a experiência com a High Torque e dizer para o mecânico não desanimar, para acreditar no caminho da honestidade, de prestar um bom serviço e de procurar se diferenciar no mercado”.

 

Cambagem: Fazer Ou Não Fazer?

 

 

Por fim, para fechar o Congresso, nada melhor que um tema relevante e também polêmico, igualmente realizado no Grande Auditório: “Cambagem: Fazer Ou Não Fazer?”, na verdade uma mesa redonda que contou com a participação de nove convidados. Edison Ragassi foi o mediador do debate, que teve como objetivo estimular a troca de opiniões e de diferentes pontos de vista sobre um assunto que tem ganhado muita atenção dos mecânicos após veiculação de reportagem no programa “Auto Esporte” defendendo que o serviço não é aplicável em veículos novos – apesar de ser largamente oferecido nas oficinas. A cambagem, basicamente, consiste em ajustar a inclinação das rodas em relação ao plano vertical, onde fica a banda de rodagem dos pneus, para evitar seu desgaste irregular.

 

De um lado, Adilson Garcia, diretor comercial da Gaho Ferramentas e Eliel Bartels, da DPaschoal, defenderam que a cambagem é um procedimento que, sim, pode ser realizado e defenderam seus benefícios. “Represento uma das empresas fabricantes de ferramentas que faz exatamente esse serviço, que colegas criticam, porque querem trocar peças. Respeito as opiniões, mas essa é uma prática realizada há 27 anos”, afirmou Garcia, cuja empresa fabrica os equipamentos chamados popularmente de “ciborgues”, usados para desentortar componentes da suspensão que eventualmente afetam a cambagem, evitando, com isso a substituição dos componentes defeituosos. “Há componentes que empenam e isso pode ser revertido, dentro de um limite, e isso é apenas uma forma de executar o serviço. São 70 mil equipamentos funcionando, fazendo esse serviço”.

 

Eliel Bartels, da DPaschoal, também defende que a cambagem é um serviço real e que traz benefícios concretos ao consumidor. “Fazemos cambagem há 68 anos nas nossas quase 170 oficinas que fazem atendimento a carros de passeio. Fazemos alinhamento em uma média de 52 mil veículos por mês, utilizando ferramenta de desempenamento hidráulico, em um percentual pequeno, de 1 a 2%, bem como ferramentas específicas para correção, além da experiência técnica da companhia. A cambagem é fundamental e faz parte da geometria veicular, fazemos o alinhamento total”, defendeu o especialista.

 

O gerente de Engenharia de Amortecedores da Magneti Marelli Cofap para o Aftermarket, Manoel Farias, afirma que o fato da ferramenta hidráulica acertar o ângulo do pneu não quer dizer que o problema da suspensão foi corrigido. “As possíveis pancadas que afetam os elementos da suspensão criam deformações em vários planos diferentes. Essa ferramenta faz uma nova deformação para acertar paliativamente o ângulo no plano em que se mede o câmber. Só que o problema da suspensão pode estar em outro plano, ou mesmo na carroceria. O proprietário vai ficar com o câmber corrigido, mas com um potencial de problema de segurança, de durabilidade e de performance da suspensão”, observa.

 

O professor Fernando Landulfo, por outro lado, defendeu que fazer ou não cambagem depende de alguns fatores. “Cada caso precisa ser analisado. O ângulo de câmber existe, mas não é ajustável na maioria dos carros mais novos. Se o carro estiver fora das medidas aceitáveis, primeiramente deve-se analisar como foi feita a medição, pois cada modelo de veículo tem um procedimento específico. Também é preciso observar o estado do equipamento utilizado para o diagnóstico, se está aferido e funcionando corretamente. A terceira coisa a se observar é a causa da cambagem estar fora das especificações, os componentes que podem estar causando isso”, alerta o especialista.

 

 

Já Cesar Urnhani, piloto de testes do programa “Auto Esporte” da TV Globo, foi um dos palestrantes a ver o serviço de cambagem com ressalvas. “Se o carro tiver regulagem de cambagem original de fábrica, ela deve ser feita. Se o veículo não tiver esse ajuste e a cambagem estiver fora das especificações de fábrica, o profissional deve identificar o componente que está tirando as rodas do posicionamento correto e trocá-lo, sem cobrar pela cambagem”, opinou o piloto de testes, repetindo o teor da reportagem do programa “Auto Esporte”, da qual participou. Quanto ao Congresso, saudou o evento por tratar o mecânico como protagonista, promovendo troca de informações e experiências.

 

Denis Marum, engenheiro, colunista do G1, consultor técnico do “Auto Esporte” e ex-dono de oficina, ponderou que “tecnicamente não se deve fazer a cambagem”. “O grande problema não está em executar ou não. O problema está no fato de o mecânico não ser seduzido para comprar equipamento muito caro, com preço em torno de R$ 80 mil, mediante financiamentos, para oferecer a cambagem aos clientes. Muitos não conseguem pagar e ficam ‘amarrados’, precisam vender o serviço para pagar as prestações”, destaca.

 

 

 

Já Lothar Werninghaus, da Audi, afirma que os modelos recentes da marca e também de outras fabricantes não trazem ajuste de cambagem, que, portanto, não deve ser oferecido nas oficinas. “Quando está fora das especificações, algum componente da suspensão ou até o monobloco está entortado ou fora do padrão. Colocar um sistema hidráulico e entortar tudo não está certo. Existe a resistência dos materiais. Se você desentortar, aquele metal estará muito mais fraco do que quando entortou e a possibilidade de novo empenamento é muito grande”, opinou.

 

Por sua vez, Diego Riquero, responsável pelo Centro de Treinamento Automotivo da Bosch, também contesta a oferta do ajuste. “Como responsável por um centro de treinamento automotivo, sempre sigo o procedimento técnico. Claramente fazer uma intervenção não programada no projeto original do veículo o descaracteriza, ainda mais por se tratar de um sistema de segurança, que é a suspensão”, defendeu. Riquero aproveitou a polêmica para defender uma padronização dos procedimentos mais comuns nas oficinas. “Está mais que na hora de trabalhar em conjunto com a indústria e especialistas automotivos para trazer uma série de regulamentações normativas, que hoje não existem”, completou.

 

 

Juliano Caretta, gestor das áreas de atendimento, treinamento e pós-vendas da Tenneco/Monroe, disse que “a gente sabe que a cambagem existe, hoje qualquer máquina de alinhamento traz o ângulo para ser corrigido. O que a gente defende é que a forma mais usual de fazer a cambagem é utilizar aquela ferramenta hidráulica para entortar o amortecedor e outros componentes. Quando você entorta o amortecedor, você automaticamente desvia toda a linha de trabalho dele, o ângulo em relação ao coxim, desgastado a haste e forçando outros elementos. Na verdade, você transfere o problema para outros componentes, você não corrige. O correto é substituir as peças defeituosas ou desgastadas”, recomendou.

 

Tales Domingues foi outro crítico do procedimento. “Estamos falando de segurança, de colocar em risco familiares por conta dessa prática com um acidente causado pela deformação de componentes, que perdem sua resistência e durabilidade e podem se romper com o veículo em movimento”, alertou.

 

 

EXPOSITORES

 

Além de todo esse conteúdo, o 1º Congresso Brasileiro do Mecânico também visou a aproximação dos profissionais presentes com a indústria automotiva. Por meio de estandes, os patrocinadores puderam expor suas peças, produtos, serviços, equipamentos e interagir diretamente com os mecânicos.

 

BIN

 

Apresentaram condições especiais de pagamento para os convidados do Congresso que tivessem interesse em adquirir máquinas de cartão de débito e crédito. “O segmento de oficinas mecânicas é um setor bom para a nossa empresa e está em expansão. A gente acredita que pode ser uma boa parceria, tanto para nós, quanto para os mecânicos conseguirem crescer em 2018”, declarou o gerente de Marketing da First Data Brasil, Lucas Mancini Guedes.

 

 

BOSCH

 

Exibiu filtros de ar, óleo e combustível, pastilhas e fluído de freio, e o aparelho de diagnóstico KTS 590, preparado para tecnologias futuras, como o DOIP (Diagnostic Over IP). Outro dispositivo apresentado é o leitor de OBD que permite a entrada no diagnóstico eletrônico do veículo. “Para 2018, o setor de equipamentos Bosch pretende trazer soluções para transmissões automáticas. Nós percebemos esse mercado em crescimento e pretendemos trazer máquinas para a manutenção dessas transmissões”, declarou o gerente de Marketing de Produto da Bosch, Marcelo Lima.

 

CONTINENTAL

 

Apresentaram o lançamento mais recente: kit com bomba d’água, que é tendência no mercado de reposição. Para o consultor técnico da Continental, Denis Marques Ferreira, o evento foi bom e demonstrou o interesse dos mecânicos em entender os produtos da empresa. “Nós esperamos crescimento do mercado para o ano 2018, principalmente com os kits, que são os produtos que estamos apostando desde 2014”, completou.

 

 

DAYCO

 

Apresentaram a linha de mangueiras de arrefecimento, kits com bomba d’água e correias teflonadas. O coordenador do Departamento Técnico da Dayco, Davi Cruz, explica que a empresa está otimista com o mercado de reposição, que tem apresentado crescimento e que eventos como o Congresso contribuem muito com isso. “O encontro é muito bom porque a gente está frente a frente com os mecânicos que podem dar um feedback dos nossos produtos”, completou Cruz.

 

 

DELPHI

 

Como novidade, mostrou velas de ignição importadas da Europa e o portfólio completo de filtros e ignição. “Para o próximo ano, estamos apostando na continuidade dessa fase boa porque, neste segundo semestre de 2017, tivemos um aumento considerável. A Delphi tem a sua composição de aproximadamente 50% de leves e 50% de pesados e a tendência é que nós continuemos com esse equilíbrio”, afirmou o diretor executivo da Delphi, Amauri Ferrari de Oliveira.

 

 

GATES

 

Levaram as principais ferramentas de auxílio para os mecânicos e um folheto com toda a extensão da linha, que abrange desde correias, tensionadores, kits e mangueiras até ferramentas de apoio, como medidores de desgaste de correia, cartões de indicação de dicas técnicas e pôsteres técnicos. “Nossa intenção é multiplicar e difundir a informação técnica que o mecânico precisa para poder utilizar bem o nosso produto”, explicou o gerente de marketing para a América da Sul da Gates, Fabio Murta.

 

 

HENGST

 

Levou seu portfólio de linha leve, com destaque para o filtro de cabine BlueCare, que é capaz de filtrar partículas ainda mais finas de poeira. Os filtros WM, conhecidos como multi, e a linha completa para pesados também foram expostos. “Nossa ideia de participar do Congresso é se aproximar do público final. Como somos uma marca recente no Brasil, queremos nos aproximar do mecânico e tirar dúvidas técnicas que eventualmente eles possam ter”, acrescentou o supervisor de Vendas da Hengst, João Bernardo Leal Ayroso.

 

KD A PEÇA

 

O foco da DPK no Congresso foi apresentar o KD a Peça, um catálogo eletrônico que inclui a venda e revenda de peças. “Nosso objetivo é ter uma ferramenta que facilite o acesso do aplicador às peças. Nosso catálogo tem mais de 70 fabricantes, onde o mecânico pode buscar peças por meio de uma busca Google e o sistema mostra para ele todas as opções. Ele também consegue observar quanto pagou e gerir os preços de compra e venda”, explicou a gerente de Marketing da DPK, Marcia Helena Bonfim Carinhana.

 

 

KYB

Apresentaram alguns modelos da linha de amortecedores que integram o portfólio de mais de 650 peças. “Esperamos conseguir mais reconhecimento no setor porque atuamos no Brasil há 15 anos, mas só há quatro no mercado de reposição. Então esperamos que através dos eventos e do dia a dia da atuação dos consultores nós consigamos expandir nosso nome”, declarou o gerente regional de vendas da KYB, Lauro Gomes.

 

 

SUN

 

Divulgou sua linha de aparelhos de diagnóstico, entre eles o termovisor, que foi sorteado no final do evento. Além disso, a linha de químicos também esteve no estande com o CAR80, Carlube, Carflusing, limpa contatos e os silicones que são lançamentos. “O evento vai de encontro com a filosofia da SUN que é estar em contato direto com o cliente. Nós não temos um distribuidor, então todas as nossas ações são pensadas no cliente final e o Congresso do Mecânico vem fazer isso de uma forma em massa”, declarou o gerente de Produto da SUN, Rafael Bissoto.

 

 

TAKAO

 

Levou os itens que são mais procurados na empresa, como bomba d’água, correia, tensor de correia, pistões, anéis, kit de corrente, jogo de juntas, válvulas e guia de válvula. “Dentro da nossa categoria de especialistas em motor, em uma venda técnica com um produto técnico, estar perto do mecânico é fazer com que a gente leve mais informação e atualização em cima das tecnologias que a gente tem no nosso negócio. No próximo ano, a Takao irá entrar no segmento de linha pesada”, declarou o diretor de Marketing e Relações Institucionais da Takao, Cassiano Braccialli.

 

 

TECFIL

 

Levaram filtros, entre eles os de curva A e curva B, e apresentaram as novas embalagens dos produtos. “Nós estamos bastante otimistas para 2018, esperamos crescer ainda mais e o evento tem o mesmo foco que a empresa. Nós queremos atingir a ponta final do mercado e o Congresso facilita nosso contato com os mecânicos”, acrescenta do Marketing da Tecfil, Ricardo Araujo.

 

 

TOTAL

Levaram para o Congresso a linha de lubrificante automotivo para motores flex e GNV. “Nossa expectativa para 2018 é ter um crescimento de 5% a 10% no segmento de reposição já que pudemos observar um aquecimento da economia e um crescimento do setor este ano”, declarou o assessor comercial da Total, Eduardo Simplício Alves.

 

 

URBA e BROSOL  

 

Mostraram um item que, pelo menos na reposição, resiste ao tempo: o carburador da marca Brosol. Além disso, levaram bomba de óleo e bomba d’água do Volkswagen up!, que segundo o engenheiro mecânico da assistência técnica da Urba e Brosol, Orlando Fernandes, tem tido alguns problemas e tem sido bastante requisitada no mercado de reposição.

 

 

VDO

 

Apresentou bobina e cabo de ignição, corpo de borboleta, sensor de oxigênio, pastilhas de freio, cilindro de rodas e cilindro-mestre da linha VDO. A empresa recentemente lançou a linha diesel e pretende em 2018 divulgá-la ainda mais. “Nosso maior foco é atingir o canal do mecânico, mostrar mais a nossa marca porque trabalhamos a parte de mercado original também e às vezes a ampliação da linha não chegou até o mecânico ainda”, afirmou a analista de produtos na VDO, Daiane de Oliveira Pereira.

 

VOLKSWAGEN 

 

Mostrou a linha Economy Parts, que são peças voltadas a veículos fora do período de garantia da fábrica  (com três anos de uso ou mais). As peças são vendidas nas concessionárias e têm o preço competitivo se comparado com as peças de série. “Muitos mecânicos ainda não conheciam a linha Economy e o evento está nos ajudando a divulgar. A linha atende toda a frota de veículos leves da Volkswagen, desde o Santana até Gol, Parati e alguns importados. Os principais itens são os de desgaste natural, como pastilhas, óleos, aditivos e palhetas”, explicou o consultor de Produto da Volkswagen, Antonio Alexandre Feleto.

 

 

WIX FILTERS

Mostraram os principais lançamentos da marca de filtros, tanto da linha leve quanto pesada. “Nós viemos falar do relançamento da marca no Brasil, além de trazer as novidades das aplicações e
fazer uma interação com o público para ficar mais próximo e conhecer um pouco melhor o mercado”, relatou a analista de marketing da Wix Filters, Luciana Steffen.

 

 

ZF

 

Levou para o estande algumas ferramentas para freios que ajudam no dia a dia da oficina e agilizam o serviço de diagnóstico, como o Teste Fácil e o Sangra Fácil. “Além disso, apresentamos o Amigo Bom de Peça, que é um programa de suporte a mecânicos com vídeos, palestras e passo a passo da manutenção das linhas que a ZF trabalha”, acrescentou a head de Marketing na América do Sul da ZF, Fernanda Giacon. Por meio do site www.amigobomdepeca.com.br, é possível se cadastrar e ter acesso gratuito a todo o conteúdo.

 

 

Schaeffler

Levou o kit de aplicação de rolamento SmartSET e rolamento de roda da FAG, kit de polia da INA,  Biela da Ruville e embreagem dupla e sistema de acionamento semi-hidráulico da LuK. “Estamos muito confiantes em relação a 2018. O mercado está mostrando uma boa recuperação, inclusive ultrapassando as expectativas de crescimento para o setor. Por isso, nossa aposta prossegue com o bom desempenho no Aftermarket”, afirmou o Vice Presidente Sênior de Aftermarket da América do Sul, Rubens Campos.