Entrevista

Em sintonia com as necessidades do mercado

 

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A Taranto é uma empresa argentina que atua no Brasil há 25 anos. Fabricante de juntas, retentores, embreagens, parafusos. Para crescer, investe em tecnologia e desenvolvimento de produtos para o mercado nacional. Recentemente entrou no pouco explorado segmento de tuchos. Jurandir Defani está na gerência geral da empresa. Com 20 anos de atuação no mercado de aftermarket, nesta entrevista exclusiva ele fala sobre as estratégias da empresa e o relacionamento com o mecânico independente.

 

Revista O Mecânico: A Taranto chegou ao mercado brasileiro em 1998, quando o país tinha quatro marcas de veículos leves em evidência. Hoje tem 25. Como a empresa acompanha este desenvolvimento do mercado e qual a quantidade de itens que ela têm no portfólio hoje em dia?
Jurandir Defani: Quando a Taranto veio para o Brasil, chegou com um portfólio diversificado porque já tinha itens desenvolvidos para o mercado argentino, como a linha Renault e Peugeot. Atualmente, todo lançamento de veículos tanto no Brasil quanto na Argentina é acompanhado de perto para que não fiquemos com nossa linha defasada em relação à demanda de mercado. Em 2008, tínhamos em torno de 180 aplicações de jogos de juntas, atualmente estamos passando de 280.

O Mecânico: Os itens comercializados no Brasil são de produção local ou importados da matriz argentina? A filial brasileira exporta para a matriz e outros países?
Defani: São importados da matriz na Argentina, onde estão nossas plantas industriais. Hoje contamos com dez plantas industriais. Nossa exportação para outros países é feita diretamente da Taranto Argentina, aqui no Brasil possuímos um Centro de Distribuição, locado na cidade de São Paulo, que é exclusivamente destinado a fornecer nossos produtos para os clientes brasileiros, além de oferecer todo suporte técnico.

 

O Mecânico: Quais as diferenças e semelhanças do mercado de reposição argentino e o brasileiro?
Defani: Atualmente, a frota circulante no Brasil e Argentina é muito similar e nossa atuação também é bastante parecida. Possuímos um centro de distribuição em Buenos Aires e um em São Paulo, que são responsáveis pela comercialização e distribuição dos nossos produtos cada um em seu País.

 

Em relação ao mercado de reposição em geral, no Brasil, a estrutura da cadeia independente está baseada no distribuidor, lojas de autopeças e oficinas de reparação. Na Argentina, a estrutura é similar, porém muitos distribuidores se especializaram em fornecer produtos de uma única montadora, devido à grande variedade de motores existente na frota circulante daquele país.

 

O Mecânico: Qual é a estratégia da empresa ao desenvolver produtos?
Defani: Verificamos sempre os lançamentos de motores nos veículos comercializados no Brasil e Argentina. Assim que um novo motor entra no mercado, fazemos um estudo de potencial de vendas para priorizar o desenvolvimento de produtos para esta nova aplicação.

 

O Mecânico: A Taranto fornece para as fabricantes de veículos no Brasil e Argentina?
Defani: Contamos com uma estrutura comercial locada na nossa unidade em São Paulo e uma estrutura logística para fornecer nossos produtos para as principais montadoras do Brasil. Nossa área de desenvolvimento do produto trabalha em sintonia com as necessidades do mercado brasileiro e com as montadoras, assim, quando um motor novo é lançado, nossa engenharia já está desenvolvendo produtos que serão aplicados quando estes motores precisarem de manutenção.

 

O Mecânico: Quantos lançamentos de produtos a empresa promoveu neste ano?
Defani: A Taranto este ano lançou em torno de 140 novos itens para o mercado de reposição. Dentro desses lançamentos estão duas novas linhas de produtos: os tuchos de válvulas hidráulicos e os atuadores hidráulicos de embreagem.

 

O Mecânico: A atual situação econômica do Brasil interfere nos investimentos da empresa?
Defani: A crise trouxe um cenário de instabilidade nas vendas de autopeças no país em um momento de grande concorrência entre produtos nacionais e importados. As empresas, para continuar competitivas, estão sendo obrigadas a investir em gestão e pensar em maneiras para diminuir custos.

 

A Taranto continua seguindo sua estratégia de gestão, com o investimento na melhoria contínua de seus processos e produtos e nos lançamentos de novos itens para melhor cobertura de linha. Assim acreditamos que poderemos manter o crescimento neste momento de crise.

 

O Mecânico: Qual a importância do mecânico independente para a Taranto?
Defani: O mecânico independente é extremamente importante na cadeia da manutenção da nossa frota circulante, pois, além de fazer a manutenção de grande parte desta frota, eles são responsáveis pela geração de muitos empregos diretos. A maior parte dos nossos produtos é consumida
pelas oficinas independentes, por isso, a Taranto busca fornecer produtos com a máxima qualidade para que as oficinas se sintam seguras ao fazer a manutenção dos veículos de seus clientes.

 

O Mecânico: A Taranto desenvolve ações de relacionamento com os mecânicos independentes?
Defani: A Taranto desenvolve um forte programa de treinamento para os mecânicos independentes. Temos percorrido o país levando informações sobre nossos produtos para os mecânicos, e recebendo em contrapartida o retorno deles sobre nossos produtos. Também estamos desenvolvendo ações nos nossos PDV’s (pontos de venda) para aumentar nosso relacionamento com o consumidor, além do contato com os mecânicos ativamente nas nossas redes sociais. São ações que nos aproximam do profissional da oficina e transpassam confiança a ele, pois o que queremos é que todos tenham segurança na qualidade de nossos produtos e isso estamos conquistando com muito sucesso.

 

O Mecânico: Qual a expectativa da Taranto para o mercado brasileiro nos próximos cinco anos? E o mecânico, o que pode esperar da empresa nesta caminhada?
Defani: Esperamos que, a partir de 2017, os efeitos da crise política e econômica comecem a diminuir e o mercado brasileiro retome seu crescimento.

 

A manutenção dos veículos novos que entram na cadeia de reparação independente também deve gerar uma série de novas oportunidades nos próximos anos para todo o mercado independente de reposição de autopeças.

 

O mecânico pode ter certeza que a Taranto continuará a desenvolver e comercializar produtos com a máxima qualidade, além de estar próximo a cadeia de reparação independente, sempre com ouvidos atentos as necessidades de quem aplica e realmente conhece nossos produtos a fundo.

 

“A Taranto continua seguindo sua estratégia de gestão, com o investimento na melhoria contínua de seus processos e produtos e nos lançamentos de novos itens para melhor cobertura de linha. Assim acreditamos que poderemos manter o crescimento neste momento de crise”