Edição 279 – Julho 2017

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Entrevista

Apostar no Mecânico é Crescer

 

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Participar ativamente da formação do profissional é um dos objetivos da empresa

Texto: Fernando Naccari
Foto: Rafael Guimarães

 

A fabricante nacional de componentes internos de motor, correias e tensores, tem pouco mais de seis anos no mercado de reposição, mas já conseguiu atingir uma posição de destaque. Para continuar crescendo, Cassiano Braccialli, diretor executivo da Takao, comenta nesta entrevista exclusiva que a empresa aposta na ampliação de portfólio, informação técnica dirigida ao mecânico independente e em estrutura robusta no pós-vendas.

 

Revista O Mecânico: Faz três anos que o Brasil enfrenta graves problemas econômicos e uma situação política bastante imprevisível. Como a Takao enfrenta este período difícil e quais os efeitos da crise para vocês?
Cassiano Braccialli: Para nós da Takao, desde que começamos nossas atividades há seis anos, e mais fortemente nos últimos três anos, atua fortemente com investimentos expressivos na exposição da marca – com o trabalho realizado pela nossa agência – na ampliação do nosso portfólio e, agora, ajudando na formação profissional do setor. Com isso, a crise praticamente não tem nos afetado.

 

O Mecânico:A Takao planejou ações especiais para alavancar as vendas no mercado de reposição?
Braccialli: Não. Sempre mantivemos nosso planejamento e o seguimos à risca, com a consequente ampliação de investimentos. O estouro dessa bolha de crise política não altera nossas metas que são ambiciosas. De certa forma, nosso mercado (o de reposição) está alheio a estes problemas que a indústria (OEM) enfrenta. Ampliando os investimentos em nossa estrutura, entendemos que estaremos melhor preparados ainda para um cenário que logo mudará de maneira positiva para todos.

 

O Mecânico: Tendo como base os resultados até aqui, quais as perspectivas para 2017? Já há planos para 2018?
Braccialli: Dentro do que passamos, nosso crescimento já atingiu os dois dígitos, mas não há um número definido para o ano que vem, apenas que pretendemos ampliar nossos resultados.

 

O Mecânico: Hoje a empresa tem uma grande gama de produtos para o mercado. Com isso, quanto da frota circulante a Takao atende?
Braccialli: Atualmente, comercializamos 17 mil itens que atendem a 1.200 modelos de motores. Mesmo considerando nossos concorrentes diretos, temos a maior variedade em componentes internos para motores. Nosso principal concorrente tem apenas 20% dos itens que nós temos. Costumamos dizer que temos componentes de Alfa (Romeo) a Volvo, de Arruelas a Válvulas.

 

O Mecânico: Há previsão de aumento desta gama de itens até o fim do ano, ou os lançamentos principais já foram divulgados na Automec?
Braccialli: Os lançamentos da Takao são praticamente diários. A partir do momento em que se identifica um novo motor; uma alteração em um modelo já existente ou uma demanda para inclusão de uma peça, que por algum motivo a gente não esteja fornecendo até então, realizamos estudos e passamos a produzir o componente planejado. Quando tudo está pronto, o novo componente é lançado sem que haja um motivo especial para isso. Hoje, nossos distribuidores já estão acostumados, pois sempre existe lançamento da Takao no mercado.

 

“Hoje nós temos cerca de 17 mil peças. Nosso principal concorrente tem apenas 20% dos itens que nós temos”

 

O Mecânico: A empresa já exporta? Há planos para isso?
Braccialli: O foco da Takao é reposição e somente no mercado interno. Não temos planos para expandir ao ponto de exportar, porque nós vemos o mercado nacional ainda com muita oportunidade para crescer. Nosso mercado é muito dinâmico e nos dá oportunidade de crescer sempre.

 

O Mecânico: Como a Takao se comunica com o mecânico?
Braccialli: Hoje, temos nossas redes sociais em grande ascensão, se considerarmos que nós entramos com elas há cerca de um ano, apenas. Temos canal aberto através dos nossos distribuidores e uma plataforma exclusiva para o mecânico independente.

 

O Mecânico: Como funciona esta plataforma e qual o seu objetivo?
Braccialli: É a Academia do Motor da Takao. Trata-se de uma plataforma online voltada ao mecânico e reparadores e, desde o seu início, pensada em capacitálos. Sabemos o quanto é difícil estes profissionais se especializarem em todos os carros, portanto, nossa plataforma tem o objetivo de atualizá-los sobre as novas tendências e tecnologias que estão chegando e, principalmente, fazer com que ele esteja mais “antenado” com as boas práticas da manutenção. A partir do momento em que você tem motores mais modernos e tecnológicos, é preciso que sua mão de obra seja qualificada para estes serviços e saiba como atuar de maneira correta. A contrapartida disso tudo é você ampliar o trabalho de conhecimento e aceitação da sua marca no mercado e, como consequência, reduzir o índice de garantia que, na Takao já é muito baixo.

 

“Sabemos o quanto é difícil um mecânico ser especializado em todos os carros, portanto, nossa plataforma quer atualizá-los”

 

O Mecânico: Como o mecânico se cadastra nesta plataforma e quais os tipos de conteúdo disponibilizados? O acesso é somente online?
Braccialli: Temos a plataforma online e um caminhão com uma Oficina Itinerante que, em breve, irá até o mecânico. Na plataforma online, o mecânico faz um cadastro simples e nele terá acesso a informações técnicas e cursos online, com conteúdo que eles podem baixar e ver offline, inclusive. Os temas são variados, trabalhando em duas frentes, uma técnica, com conteúdo para formação, e outra de gestão de oficina, que envolve tudo o que o mecânico precisa para abrir e gerir o seu negócio. Queremos que o mecânico se empodere de sua oficina e passe a vê-la ainda mais não como um simples local de trabalho, mas como uma empresa. Na Academia do Motor, a cada etapa que ele completa, ganha pontos que são cumulativos e, com eles, pode trocar por prêmios ou ainda usar como desconto na compra de produtos em toda a rede de distribuidores da Takao. É possível, também, trocar estes pontos por equipamentos ou ferramentas que ele precisar em sua oficina. Já a Oficina Itinerante rodará o Brasil todo, levando atualização em forma de palestras. Optamos também por esta plataforma pela praticidade, a estrutura está praticamente pronta para receber o público e é só chegar na cidade. É como um ‘food truck’ disseminador de informações técnicas. Nele, está tudo pronto, toda a estrutura, inclusive com técnicos Takao. A oficina montada também é um grande atrativo. Na Automec, a receptividade foi muito grande, pois montamos uma oficina ideal de acordo com o que o mecânico precisa em sua rotina, construindo um sonho e totalmente alcançável para ele.




Climatização

Compressor de Ar-condicionado do Chevrolet Corsa 2009

 

Confira o processo completo de manutenção do sistema de ar condicionado, incluindo a substituição do compressor e limpeza de todo o conjunto

Por: Gustavo de Sá
Fotos: Fernando Lalli

 

O sistema de ar-condicionado é um dos itens que merece atenção quando o assunto é manutenção automotiva, por estar diretamente relacionado à saúde dos ocupantes do habitáculo do veículo.

 

Uma das peças fundamentais para o bom funcionamento do sistema é o compressor. Esse componente é responsável por fazer circular o fluido refrigerante no circuito e aumentar a pressão, contribuindo para o resfriamento ou aquecimento da temperatura na cabine.

 

Trazemos nesta reportagem o procedimento da substituição do compressor do ar-condicionado em um Chevrolet Corsa 1.4 2009. O proprietário do veículo se queixava-se de ruídos no sistema. “Mesmo com o ar-condicionado cumprindo seu papel de baixar a temperatura no interior do carro, optamos pela troca do compressor por um novo devido ao ruído”, afirma o mecânico Ernesto Miyazaki, diretor técnico da oficina Arcon Ar-Condicionado Automotivo, localizada em São Paulo/SP.

 

Além da troca do compressor, foi realizada a limpeza de todo o sistema. A instalação foi acompanhada pelo contato de Vendas da divisão de Reposição da Magneti Marelli, Marcio Antonio Pereira.

 

MEDIÇÃO E DESMONTAGEM

 

1. Coloque o manômetro nos pontos de conexão das pressões alta e baixa do sistema de ar-condicionado. Para isso, remova a tampa e verifique se a borracha está em bom estado. Caso não esteja, substitua por uma nova.

 

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2. Para testar a eficiência do sistema, é necessário realizar medições de pressão e temperatura (no interior do veículo) em quatro diferentes cenários: velocidade mínima da ventilação e motor em marcha lenta; velocidade mínima da ventilação e motor acelerado a 2.000 rpm; velocidade máxima da ventilação e motor em marcha lenta; velocidade máxima da ventilação e motor acelerado a 2.000 rpm. Em todos os ensaios, a recirculação de ar deve estar ativada e a posição de saída frontal de ventilação selecionada. Veja na tabela os valores registrados no Chevrolet Corsa 1.4 2009:

 

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Obs.: Os valores estavam dentro do padrão para a idade do veículo e do compressor, ainda original de fábrica. Como o proprietário se queixava de ruído, a troca foi realizada.

 

3. Use o identificador da qualidade do fluido refrigerante para verificar se o líquido é o recomendado (R-134a). De acordo com Ernesto, existe a possibilidade de o fluido refrigerante estar contaminado ou ser de outra procedência, o que pode danificar a estação de reciclagem no momento do recolhimento, causando prejuízos à oficina.

 

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4. Conecte os engates nos sistemas de alta e baixa pressão e recolha o fluido com a estação de reciclagem. Este processo leva, em média, 25 minutos. Neste veículo, foram recolhidos 738 g de fluido ao todo.

 

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5. Por baixo do carro, retire a correia de acessórios que passa pela polia do compressor com o auxílio da chave combinada de 15 mm (no tensionador) e 17 mm (para fazer a alavanca).

 

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6. Retire as conexões ligadas ao compressor com o auxílio de uma chave estrela de 12 mm, um prolongador e um cotovelo. Depois de retirado o torque inicial, use uma chave-catraca para facilitar a remoção. Remova os três parafusos de fixação do compressor. Desconecte o conector elétrico da bobina do compressor e remova o compressor por baixo do
veículo.

 

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NA BANCADA

 

7. Prenda o compressor na morsa para iniciar o processo de desmonte da peça. Remova a embreagem com uma chave de bomba d’água e torx 30 (7a). Remova o parafuso do meio para soltar o cubo do compressor (7b).

 

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8. O retentor apresentava sinal de vazamento do fluido refrigerante do ar-condicionado. Neste caso, é indicada a troca do retentor e rolamento.

 

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9. Para fazer a troca, retire a trava elástica com a ajuda de um alicate de anel e remova o rolamento . Retire a trava elástica da bobina do compressor, liberando-a .

 

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10. Mude a posição do compressor para fixação pela base e retire os 6 parafusos que fixam a tampa com a chave L10 sextavada (10a) e remova-a (10b).

 

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11. Pela cor do óleo e a inspeção visual, esse compressor ainda poderia ser utilizado. Porém, havia marcas de atrito na tampa, mostrando a origem do ruído e a necessidade de troca desse compressor.

 

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12. Será instalado o compressor fornecido pela Magneti Marelli, de especificação 8FK 351 127-761. Antes da instalação no carro, é necessário preparar o componente. Para isso, remova o óleo que já vem no equipamento, conforme recomendação da fabricante. Prenda o compressor na morsa e use uma chave L 17 mm para soltar o parafuso da tampa do óleo (12a). Aplique o novo óleo no componente (12b) e prenda a tampa com o parafuso, utilizando novamente a chave L 17 mm.

 

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LIMPEZA DO SISTEMA

 

13. Remova o para-choque do veículo para criar mais espaço para substituir o filtro secador e remover o condensador com mais eficiência para, em seguida, fazer a limpeza do sistema de ar-condicionado antes da instalação do novo compressor. Utilize uma chave-catraca com soquete torx 25 para remover os quatro parafusos de fixação do para-choque.

 

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14. Com uma catraca com soquete 10 mm, remova os três parafusos que fixam o filtro secador e retire-o do carro. Assim como o compressor, o filtro secador antigo deverá ser substituído por um novo.

 

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15. Solte a válvula de expansão com um soquete de 8 mm, extensor e uma catraca. Com um soquete Allen 4 mm, solte os parafusos de fixação do outro lado da válvula de expansão. Retire o componente e lave-o com o produto R-141b.

 

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16. Com uma torx 20, solte o parafuso da parte superior do condensador e remova a tubulação plástica de entrada de ar. Solte o parafuso E 12 da conexão do condensador. Depois, remova o último parafuso de fixação do condensador com uma chave estrela 12 mm.

 

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17. Encaixe as ferramentas específicas nos trechos do sistema de ar-condicionado para o processo de limpeza. Retire o sensor de pressão do ar-condicionado e a válvula de pressão com o extrator de válvula.

 

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18. Com uma chave de 16 mm e um soquete importado (específico para essa tarefa), remova a válvula de alta pressão.

 

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19. Solte a mangueira de sucção com o auxílio de uma chave estrela de 12 mm, extensor e chave catraca. Retire a mangueira para fazer a limpeza.

 

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20. Para remover o óleo antigo, use o fluido de limpeza R-141B. Esse líquido é injetado no sistema do ar-condicionado utilizando-se a garrafa específica de limpeza com pistola conectada à linha de alta pressão de nitrogênio (máximo 100 psi). Coloque um pano limpo tampando as saídas de cada tubulação (tubo líquido, evaporador, tubo de sucção, e condensador) e verifique a cor do óleo lubrificante e/ou resíduos extraídos durante o processo de limpeza. É necessário realizar o ciclo de limpeza várias vezes até o momento em que não há mais sujeira ou óleo contaminado saindo pelas tubulações, evaporador e condensador.

 

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REMONTAGEM

 

O restante da montagem segue a ordem inversa da desmontagem, notando os detalhes a seguir:

 

21. O novo compressor deve ser instalado antes dos demais componentes do sistema.

 

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22. Após a montagem de todo o sistema, é preciso fazer o teste de estanqueidade, para verificar se não há vazamentos. Utilize o manômetro com nitrogênio, tomando o cuidado de inverter os engates: aplique pressão utilizando o manômetro e mangueira de alta pressão e engate da baixa pressão. “Se colocarmos a alta pressão somente pela alta, ele acaba barrado entre a válvula de expansão e o compressor, impossibilitando o teste de todo o sistema. Com a inversão, é possível testar a pressão por completo”, afirma Miyazaki. Dica: jogue detergente nas conexões para verificar se não há vazamentos e verifique pelo manômetro de alta pressão se há alguma queda da mesma. Se houver, tente identificar e efetuar o reparo. Terminado o teste, libere a pressão aplicada.

 

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23. Com a máquina recicladora, aplique o vácuo no sistema para eliminar qualquer vestígio de umidade (um processo que leva de 40 minutos a uma hora, em média). Após a aplicação do vácuo, adicione o fluido refrigerante na especificação e quantidade recomendada pelo fabricante.

 

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24. Terminado o processo de instalação, repita as quatro medições do passo nº 2 e anote os dados para comparação entre os valores do compressor antigo e novo. Confira abaixo a tabela com a medição feita após a instalação:

 

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Manutenção Preventiva

Revisão de 60 mil Km no Fiat Mille 07/08 (parte 3)

 

Acompanhe o procedimento para substituir a caixa de direção mecânica e periféricos do Fiat Mille 2007/2008

Por: Edison Ragassi
Por: Vanderlei Vicário

 

Trânsito congestionado, buracos, valetas, lombadas são comuns nas grandes cidades. Essas imperfeições comprometem a vida útil dos componentes de suspensão, freios e também a caixa de direção.

 

É o que constatamos na revisão de 60 mil quilômetros realizada no Fiat Mille 2007/2008. Além das trocas dos itens de maior desgaste como discos, pastilhas, filtros, óleo, foi constatado desgaste da caixa de direção.

 

A fornecedora original deste item é a marca TRW, do Grupo ZF, a qual participa com o técnico Laércio Pereira. O procedimento foi realizado por Roberto Montibeller do Centro Automotivo High Tech, localizado no Bairro da Lapa/SP.

 

SUBSTITUIÇÃO DA CAIXA DE DIREÇÃO FIAT MILLE 2007/2008

 

A primeira providência é verificar a referência comercial do produto e a embalagem. A garantia é de 6 meses e não é necessário fazer ajustes. Ao violar os lacres o produto perde a garantia.

 

No caso do Fiat Mille a TRW não fornece itens para reparo, como pinhão, coifas, cremalheira e buchas. O que pode ser substituído são os braços axiais.

 

A empresa recomenda que a caixa de direção seja substituída, portando disponibiliza no mercado de reposição o sistema de direção completo e articuladores axiais.

 

A aplicação deste sistema é válida para os veículos fabricados entre 1992 a 2013.

 

A caixa de direção é um importante item de segurança. Durante a substituição é imprescindível utilizar componentes de alta qualidade para assegurar o perfeito desempenho de todo o sistema.

 

RETIRADA DA CAIXA DE DIREÇÃO

 

1. Posicione o carro no elevador e retire as rodas dianteiras para ter acesso aos terminais. Solte os terminais de direção (lado direito e esquerdo). Caso a rosca esteja com muita fuligem, utilize óleo para facilitar e não danificar o terminal.

 

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2. Com o extrator, retire o pivô e saque o terminal da manga de eixo.

 

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3. Solte a porca que segura o terminal ao articulador axial e retire contando o número de voltas, isso serve para que na substituição por um novo ou até a recolocação do mesmo, auxilie para o alinhamento. Neste caso foram 14 voltas e meia.

 

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4. Retire os terminais e verifique o estado dos terminais e coifas.

 

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5. Retire o protetor de cárter para ter acesso aos pontos de fixação da caixa.

 

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6. Solte o parafuso de fixação da caixa. O parafuso superior oferece menos espaço por estar próximo ao trambulador.

 

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7. A caixa é fixada por parafusos no painel corta-fogo.

 

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8. Retire a capa que faz a proteção da caixa.

 

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9. Retire as borrachas que estão fixadas no painel corta-fogo. A coluna de direção é ligada à caixa por uma cruzeta, solte o parafuso que faz essa fixação, ele está localizado no final da coluna de direção, dentro do veiculo.

 

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10. Solte o coxim para deslocar o câmbio e facilitar a retirada da caixa.

 

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11. Centralize a caixa para retirar e colocar, isso facilita o processo de alinhamento.

 

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12. Na caixa de direção há uma borracha de vedação, retire para utilizá-la na caixa nova.

 

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INSTALAÇÃO DA NOVA CAIXA DE DIREÇÃO

 

13. Coloque a borracha de vedação na caixa nova. Ela evita que a poeira, água e ruídos invadam a parte interna do veículo.

 

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14. Coloque as duas buchas guias, lado direito e esquerdo. Verifique se elas não estão danificadas. As buchas evitam que a caixa se movimente em sentido longitudinal e suprime ruídos.

 

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15. Instale a caixa nova e posicione no painel corta-fogo.

 

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16. Coloque a borracha na posição correta.

 

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17. Fixe as abraçadeiras, apertando os parafusos de fixação por igual.

 

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18. Abaixe o carro e fixe a caixa dentro do veículo. Coloque o parafuso de fixação que une a caixa na coluna de direção pela cruzeta.

 

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19. Em seguida, conte as voltas ao colocar o terminal.

 

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20. Encoste a porca de regulagem do terminal.

 

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21. Alinhe a manga, abaixe o braço, instale o terminal e coloque a porca travante do pivô.

 

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22. Com o torquímetro, torquear a porca travante (24 Nm).

 

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23. Coloque a roda.

 

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24. Coloque o protetor de cárter.

 

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25. Faça o alinhamento das rodas.

 

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Mais informações – Central de Atendimento ZF
Telefone: 0800 011 1100
WhatsApp: 15 99619-9689
Email: aftermarket.southamerica@zf.com




Qualidade em Série

Mantenha a equipe treinada

 

Planejamento estratégico da oficina deve prever um calendário de treinamentos para os funcionários – não só os mecânicos, como também o pessoal do departamento administrativo da empresa

Texto: Fernando Lalli
Fotos: arquivo

 

Para o gestor da oficina mecânica, ter este tema em mente é essencial. O treinamento constante dos funcionários é a base para o conhecimento da empresa. Sem treinamento, nos tempos de hoje, a empresa vai ficando defasada, tanto na área técnica quanto na área de gestão de pessoas e administrativa.

 

Além disso, trata-se de um quesito fundamental na retenção de colaboradores na empresa. “Treinamento é um tema que a gente usa bastante em nossas palestras e foca bastante na auditoria”, conta Sérgio Ricardo Fabiano, gerente de Serviços do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva). Entre outras ações, o IQA, entidade acreditada pela Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO, promove certificação de oficinas automotivas em diversos escopos.

 

“Cobramos as ações referentes a treinamento na auditoria de certificação porque entendemos que investir em treinamento é um dos elementos para fixar o funcionário na oficina. Além de outras necessidades, como um bom ambiente de trabalho, bom relacionamento e trabalho em equipe também ajudam. Mas o treinamento também faz parte dessa fixação do funcionário na empresa”, apontou Sérgio.

 

PLANEJAR ANTES DE TREINAR

 

Não basta treinar o funcionário só por treinar. O treinamento tem que ser útil e assertivo para o melhor andamento dos processos da oficina. É necessário montar um cronograma de treinamento de acordo com as necessidades dos funcionários.

 

Mas, antes de fazer o cronograma, a oficina precisa ter um planejamento estratégico bem definido, com análise do mercado local, conhecimento das necessidades dos clientes e da oficina em si. “Esse é um ponto que as empresas acabam colocando em segundo plano”, advertiu Sérgio. Ele dá o exemplo de que não adianta o gestor treinar seus funcionários para mexer em um modelo de veículo que está sendo lançado, mas que terá pouca venda na região em que a oficina está inserida. “Será um investimento que pouco vai mudar o meu negócio e vai se perder”, ressaltou.

 

Conhecendo o seu negócio, seu mercado e as necessidades dos funcionários, o gestor precisa buscar no começo do ano quais cursos de atualização disponíveis devem compor o cronograma, as respectivas cargas horárias e em quais períodos do ano eles vão acontecer.

 

Além dos treinamentos pagos, seja em escolas especializadas, palestras técnicas, cursos de montadoras e/ou fabricantes de autopeças, coloque no programa também cursos à distância pela internet (EAD ou e-learning).

 

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O cronograma deve prever não apenas os treinamentos externos, como também os internos. A transmissão de informação de funcionários já treinados para os que ainda não foram atualizados também deve constar no calendário. Por exemplo: quando um mecânico é treinado para operar um aparelho de alinhamento de direção, coloque na agenda uma data para que ele possa ensinar outros funcionários sobre como trabalhar naquele equipamento. Transmitir o treinamento de um colaborador para outro evita que a informação sobre aquele procedimento se perca e, no caso de urgência, permite que outros possam operá-lo.

 

Ao traçar esse cronograma, fica mais fácil planejar o fluxo de treinamentos na oficina não só pela disponibilidade de funcionários e pelo valor do investimento, mas também por função e grau de conhecimento dos colaboradores.

 

O SEGREDO: TREINE O ADMINISTRATIVO

 

Evidentemente, os treinamentos técnicos são os mais requisitados pelas oficinas. Porém, o especialista do IQA ressalta a importância dos treinamentos não técnicos, voltados ao setor administrativo e de gestão de pessoas, que também são essenciais para o negócio.

 

“O treinamento técnico é aquele que é o foco da minha atividade, que é reparar carros. Então, eu preciso ter competência e conhecimento para reparar. Só que a gente acaba esquecendo o pessoal administrativo, ou seja, o pessoal de atendimento, os consultores e até mesmo para o dono da oficina”, declarou Sérgio, reforçando que lidar com o cliente requer treinamento. “Eu preciso saber qual é a expectativa do cliente, saber ouvir o cliente”.

 

QUAIS TREINAMENTOS TÉCNICOS A OFICINA DEVE PRIORIZAR?

 

– Sistemas do veículo de acordo com o escopo da oficina (Injeção eletrônica, undercar, transmissão etc.);

 

– Treinamentos sobre veículos/marcas mais vendidos/as na região em que a oficina está inserida;

 

– Equipamentos e ferramentas: alinhador, balanceadora, recicladora de gás de ar-condicionado, scanner, multímetro, osciloscópio, ferramentas de medição (paquímetro, micrômetro, relógio comparador, súbito etc.)

 

QUAIS TREINAMENTOS NÃO-TÉCNICOS A OFICINA DEVE PRIORIZAR?

 

– Atendimento ao cliente;

 

– Financeiro (softwares e gestão financeira);

 

– Softwares de Orçamentação;

 

– Gerenciamento da Oficina;

 

– Gestão de pessoas

 

– Gestão Administrativa.

 

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Os consultores também precisam ser treinados quanto ao software de gestão e orçamentação que a oficina usa para saber todos os recursos que oferece. Ainda, devem saber como redigir um orçamento corretamente.

 

Com a atualização dos treinamentos pelas fabricantes de automóveis, ferramentas, softwares e autopeças, o mecânico fica a par de novas tecnologias e novos produtos que podem fazer com que você atualize sua gama de equipamentos – assim como acontece sazonalmente nas feiras e eventos do setor.

 

“As empresas que se preocupam com o treinamento, não só o técnico, mas como um todo, tem uma qualidade melhor das suas ações e do seu processo interno”, complementa o gerente de Serviços do IQA. “A organização, o planejamento e a busca de treinamentos diferenciados se reflete efetivamente na melhoria do serviço prestado para o cliente, na diminuição de custos internos, no aumento de sua produtividade e, consequentemente, no retorno financeiro”.




Raio X

Chevrolet Cruze Sport 6 com motor turbo

 

Hatch médio da GM tem propulsor turbo alimentado, injeção direta de combustível, controles eletrônicos de estabilidade e tração. Exige conhecimento técnico ao repará-lo

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Vanderlei Vicário

 

Em dezembro do ano passado, a General Motors lançou o hatch médio Chevrolet Cruze Sport6. Irmão do sedã, o qual chegou ao mercado em junho de 2016, privilegia a esportividade. O propulsor Ecotec 1.4L turbo flex é montado com bloco e cárter de alumínio, o comando de válvulas é variável. No cabeçote o coletor de escape é integrado. Utiliza ainda injeção direta, controle eletrônico de aceleração (ETC), turbo compressor e sistema Stop/Start.

 

Acoplado à caixa de 6 marchas automática, entrega potência de 150 cv (G) a 5.600 rpm/153 cv (E) a 5.200 rpm. O torque é de 24 kgfm (G) a 2.100 rpm/ 24,5 kgfm (E) a 2.000 rpm. A direção utiliza assistência elétrica.

 

Um motor moderno que exige atenção do mecânico ao realizar diagnósticos e reparos. “A primeira providência é atualizar o equipamento de diagnóstico e buscar informações técnicas sobre o veículo. Já ao abrir o capô, fica fácil identificar o turbo, ele está a mostra, diferentemente de outros motores que o acesso é dificultado, porque está atrás. Esta posição facilita ao fazer manutenção na turbina e sensores”, avalia o engenheiro automobilístico Paulo Bueno, da Engin Automotiva, localizada na Zona Sul de São Paulo.

 

Outras tecnologias estão presentes no propulsor Ecotec 1.4L como a injeção direta de combustível. “O mecânico tem que ter conhecimento técnico para avaliar este sistema. A pressão é alta (200 bar), não é possível analisar com o
manômetro, a primeira avaliação é feita com o scanner, ele vai indicar a pressão do combustível”, explica.

 

As velas utilizam bobinas individuais. Na tampa, aparece a especificação do tipo de óleo (SAE 5W-30). “A preocupação dos fabricantes com o tipo de óleo é grande. Caso não seja utilizado o especificado, o consumo de combustível é maior, reduz a vida útil do motor em até 50% e o volume de ruídos aumenta drasticamente”, alerta.

 

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Segundo dados de eficiência energética avaliados pelo Inmetro, recebeu nota A. Consome 11,3 km/L de gasolina na cidade e 13,6 km/L na rodovia. Abastecido com etanol, chega a 7,6 km/L e 9,3 km/L, respectivamente. Na média, é cerca de 30% mais econômico que o modelo da geração anterior, equipado com o propulsor 1.8L aspirado.

 

MOLAS E AMORTECEDORES COM CALIBRAÇÃO ESPECÍFICA

 

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A suspensão dianteira do Cruze Sport6 é do tipo independente McPherson, com barra estabilizadora ligada a hastes tensoras e molas helicoidais com carga lateral.

 

Na traseira é do tipo eixo de torção, semi-independente e molas helicoidais. Elas têm calibração diferente das utilizadas no sedã, pois a marca privilegiou a condução esportiva. Isso significa que eles não compartilham estas peças na reposição. A calibração da direção elétrica também é exclusiva. “Para substituir as molas e os amortecedores as ferramentas são as de uso comum na oficina, porém, o mecânico precisa ficar atento ao comprar as peças que são específicas do carro com carroceria hatch”, avisa Paulo.

 

Os freios são a discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira. “Freio não é tudo a mesma coisa. Este, por exemplo, tem sensores de pastilha e o restante é tradicional. Este freio tem as placas que inibem ruídos. Caso seja montado sem elas o freio irá apresentar barulho. Outro detalhe importante sobre os discos, utilize o micrômetro e consulte a tabela para saber se está dentro da espessura mínima, se não estiver, coloque um disco novo. Isso passa segurança para o cliente ao fazer a manutenção”, comenta.

 

Na avaliação do especialista da Engin, o carro não é difícil de entender, desde que “o mecânico esteja atualizado com as novas tecnologias incorporadas aos veículos”.

 

MOLAS E AMORTECEDORES COM CALIBRAÇÃO ESPECÍFICA

 

A versão LT tem preço sugerido de R$ 91.890. Ela traz de série o controle eletrônico de tração e de estabilidade, freios ABS com EBD (distribuição da força de frenagem) e PBA (frenagem de emergência), direção com assistência elétrica progressiva, luz de condução diurna, controle de cruzeiro, abertura e fechamento dos vidros por controle remoto, tomada de 12V também para os ocupantes traseiros, revestimento premium dos bancos, OnStar, airbags frontais e laterais, cintos de segurança de três pontos e sistema isofix de fixação de cadeirinha infantil. Assistente de partida em rampas, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, sistema de áudio de alta definição, multimídia MyLink com Android Auto e Apple CarPlay.

 

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A opção topo de linha LTZ custa R$ 103.990 e tem a mais o teto solar, airbags de cortina, faróis com regulagem de altura, luz de condução diurna em LED, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, sensor de chuva, sensor crepuscular, abertura das portas por sensor de aproximação na chave, partida por botão no painel, acionamento da ignição por controle remoto, retrovisores externos com rebatimento elétrico e aquecimento, retrovisor interno eletrocrômico, multimídia MyLink tela de 8” com GPS integrado e mapas 3D, acabamento da grade e das maçanetas externas em cromo, rodas
com acabamento escurecido.

 

O custo chega a R$ 113.990, ao incluir os seguintes itens:

• Assistente de permanência na faixa;
• Alerta de colisão frontal;
• Alerta de ponto cego;
• Sistema de estacionamento semiautomático;
• Farol alto inteligente;
• Carregador de celular sem fio;
• Banco do motorista com ajustes elétricos;
• Monitoramento da distância do veículo à frente.

 

Os veículos com turbo, injeção direta, eletrônica embarcada são cada vez mais comuns, desde as versões de entrada até os top de linha. O profissional mecânico de automóveis necessita atualizar os conhecimentos para atender a esta demanda.

 

Ficha técnica

CHEVROLET CRUZE SPORT 6
Motor
Posição: Dianteiro transversal, Gas/Eta
Número de cilindros: 4 em linha
Número de válvulas: 16
Taxa de compressão: 10,01:1
Injeção de combustível: Injeção Direta e Controle Eletrônico de Aceleração (ETC)
Potência: 150 cv (G) a 5.600 rpm / 153 cv (E) a 5.200 rpm
Torque: 24 kgfm (G) a 2.100 rpm / 24,5 kgfm (E) a 2.000 rpm

 

Câmbio
Automático de 6 velocidades Active Select

 

Freios
Dianteiros: Disco ventilado
Traseiros: Disco sólido

 

Direção
Tipo: Assistência Elétrica Progressiva (EPS)

 

Suspensões
Dianteira: Independente, McPherson
Traseira: Eixo de torção

 

Rodas e Pneu
Rodas: Alumínio, 17 polegadas
Pneus: 215/50 R17

 

Dimensões
Comprimento (mm): 4.448
Largura (mm): 2.700
Altura (mm): 1.807
Distância entre eixos (mm): 1,484

 

Capacidades
Porta-malas: 290 litros
Tanque de combustível: 52 litros




Artigo

Flushing no motor: esse remédio vale mesmo a pena?

 

por Fernando Landulfo

 

Todo mundo (mecânicos e usuários) sabe, ou pelo menos deveria saber, que a utilização de um óleo lubrificante incorreto e/ou além do tempo recomendado pelo fabricante do motor, provoca a sua rápida deterioração. Como resultado aparece um resíduo negro e espesso, popularmente conhecido como “borra”.

 

Pois bem, esse famigerado flagelo, gerado pela falta de manutenção preventiva (troca de óleo) ou uma aplicação incorreta de lubrificante (o mais barato), se deposita por todo o sistema de lubrificação do motor. Um processo contínuo que acelera, à medida que o lubrificante “vencido” continua a ser utilizado, e que só é interrompido quando se dá a troca do mesmo.

 

As suas consequências são gravíssimas: entupimento de furos e galerias de passagem, impedindo a correta lubrificação dos componentes. Como sintomas mais comuns tem-se: o acionamento do alarme de baixa pressão de óleo e/ou o mau funcionamento dos tuchos hidráulicos e seu ruído característico (batida de tucho).

 

Trocar o óleo depois que a borra já está presente no motor apenas interrompe o processo de deposição. Removê-la já é outra conversa. As discussões a respeito de como tratar o problema da borra já vêm de longa data. Muito se fala, mas quase nenhuma literatura acadêmica trata do assunto.

 

As montadoras, assim como as associações de classe, recomendam a desmontagem, limpeza, inspeção e remontagem do motor (reparando aquilo que foi danificado). Uma solução eficiente, porém, cara. Dependendo da idade do veículo e do tamanho do bolso do seu proprietário, pode se tornar inviável.

 

ENTÃO, COMO TRATAR O PROBLEMA?

 

Os fabricantes de produtos químicos e aditivos, por sua vez, recomendam e defendem fervorosamente um procedimento denominado flushing (“descarga” em inglês). O mesmo consiste na introdução no motor de um produto químico no lugar, ou juntamente com o óleo lubrificante.

 

Durante o funcionamento do motor em marcha lenta, por um determinado tempo, esse produto dissolve borra. Quando o fluido é drenado todas as impurezas são removidas junto com ele. Como resultado, tem-se em pouquíssimo tempo uma limpeza interna completa de baixo custo.

 

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Esse solvente é realmente tão poderoso a ponto de dissolver e manter dispersa, em tão pouco tempo, uma quantidade tão grande de impurezas? Quais as propriedades lubrificantes do mesmo? E se é tão bom, por que as montadoras ainda não homologaram esse procedimento?

 

Por que não existe uma norma ABNT que regula esse procedimento? Existem publicações acadêmicas sobre a eficácia e segurança do procedimento?

 

Essas são apenas algumas das dúvidas que são levantadas a respeito do assunto. E o receio por parte do mecânico é mais do que justificável. Afinal de contas, quando o veículo está sob os cuidados da oficina a responsabilidade recai toda sobre a mesma. O carro não pode sair pior do que entrou. Se o fluido de limpeza não proporciona uma lubrificação adequada, durante o processo de limpeza, pode-se prejudicar as partes móveis do motor. Danos estes que só poderão ser “sentidos” depois de algum tempo. A ação desse produto junto aos vedadores e peças não metálicas é uma outra dúvida que aflige o Guerreiro das Oficinas.

 

Nesse ramo é preciso ter cuidado. O barato pode sair caro. E para piorar, os motores que estão mais sujeitos à formação de borra são os superalimentados. Ou seja, os que equipam os modelos mais caros.

 

É claro que os fabricantes desses produtos (a maioria muito séria) vão defender com unhas e dentes o procedimento. Alguns mostrarão resultados favoráveis de testes que foram especialmente encomendados. Mas o mecânico deve ficar atento. Atalhos podem levar a situações indesejadas.

 

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Pesquisa

Pesquisa de Conhecimento de Marca e Hábitos de Consumo – Parte III

 

Por: Edison Ragassi

 

Com intuito de auxiliar as fabricantes de autopeças que atuam no mercado de reposição a conhecer o mecânico de automóveis e seu comportamento ao escolher as marcas, a revista O Mecânico encomendou ao instituto IBOPE CONECTA um estudo sobre Conhecimento de Marca e Hábitos de Consumo deste profissional.

 

A pesquisa utiliza entrevistas online com três as fontes: listagem do mailing da Revista O Mecânico, portal omecanico.com.br e facebook.com/omecanico.

 

Ela aconteceu no período entre 16 de março e 06 de abril deste ano. O estudo quantitativo obteve participação de 1.150 entrevistados. Participaram proprietários de oficinas e centros automotivos, assim como profissionais que trabalham nestes estabelecimentos.

 

Segundo o IBOPE CONECTA, a margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da pesquisa, o que representa confiança de 95%.

 

O mecânico de automóveis tem a mesma importância que o médico da família. Ele é que avalia, faz o diagnóstico, mostra qual é o problema e indica a solução.

 

A opinião do mecânico na escolha das peças a serem utilizadas é fundamental, já que ele também faz as compras ou indica para o cliente qual marca deve ser adquirida.

 

Nesta edição publicamos a terceira e última parte do estudo que contempla as marcas que o mecânico conhece e compra de: bomba de combustível/ filtro de ar/ filtro de combustível/ bomba de óleo/ filtro de óleo/sonda lambda/ velas de ignição/ cabos de vela/correias/ tensionadores e polias/ juntas de motor/ componentes internos de motor.

 

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Abílio em: Proteção é Coisa Séria

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Versão completa em PDF – Edição 279

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Clique na revista para conferir a edição completa em PDF.