Edição 272 – Dezembro 2016

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Entrevista

O mecânico merece atenção

 

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Nesta entrevista exclusiva, Daniel Morroni, gerente executivo de Operações Comerciais de Pós-Vendas da Volkswagen do Brasil, fala sobre a importância do mecânico independente

 

Revista O Mecânico: As vendas dos veículos novos sofreram queda significativa neste ano. Por causa disto, ocorreu maior volume de serviços no segmento de pós-vendas?
Daniel Morroni: De fato, houve um crescimento no volume de negócios e serviços no segmento de pós-vendas. Muitos clientes estão se programando para trocar de veículo em outro momento e, com isso, investindo mais na manutenção das condições do seu carro usado. Esperamos ter em 2016 um crescimento na venda de peças no varejo e de serviços da ordem de 5 a 7% na rede de concessionárias da marca, na comparação com o ano passado.

O Mecânico: É possível crescer no segmento de pós-vendas? Quais ações devem ser realizadas para se conseguir crescer?
Morroni: Temos certeza de que existe um grande potencial de crescimento do negócio de pós-vendas. Para atingi-lo é vital ter uma estratégia clara de retenção do cliente nas oficinas, assim como o fornecimento de peças para oficinas independentes. Hoje esta estratégia se baseia principalmente na busca pela satisfação do cliente, transparência e vendas com valor agregado.

 

O Mecânico: A satisfação do cliente com os serviços prestados é fundamental para que haja retorno. Nas pesquisas feitas pela Volkswagen, o que é possível identificar dos clientes? Eles estão satisfeitos com os serviços que a empresa presta?
Morroni: Sim. Podemos perceber nos resultados de nossas pesquisas uma melhoria na satisfação do cliente com relação ao serviço prestado em média de 15%, quando comparado ao ano anterior, e uma diminuição dos índices de retorno de serviços
executados. Contudo, temos nos dedicado a melhorar, cada vez mais, os pontos abordados pelos clientes em nossas pesquisas. Este é um processo contínuo de evolução da Volkswagen.

 

O Mecânico: O número de clientes que continua a realizar serviços na rede autorizada depois que termina a garantia cresceu nos últimos anos?
Morroni: Houve um crescimento de passagens de carros fora de garantia nas oficinas das concessionárias, porém é sabido que o maior volume de entrada destes veículos é realizado nas oficinas independentes. O crescimento é de aproximadamente 8%. Existem duas razões para esse fato: a idade média da frota ter aumentado e a necessidade de a rede de concessionárias atrair clientes fora do período de garantia.
 

O Mecânico: No último ano a tecnologia embarcada nos veículos cresceu. Assistimos à entrada do motor turbo em modelos de baixa cilindrada, sistemas multimídia interativos, novas opções de câmbio automatizado, entre outros. Como estas tecnologias irão impactar o pós-vendas?
Morroni: Com a evolução da tecnologia nos veículos, cada vez mais as oficinas em geral precisarão se preparar e estruturar para atender veículos com essas novas características. Através do novo Portal Clube do Reparador, temos a possibilidade de criar um canal de relacionamento com o mecânico independente disponibilizando conteúdos técnicos para o seu dia a dia.
 

O Mecânico: E o programa Clube do Reparador para os mecânicos independentes, lançado em 2016, qual o resultado desta ação? Em 2017 o programa continua? Quais as novidades programadas?
Morroni: Um dos principais resultados desta ação foi a aproximação da Volkswagen com esse público e o estabelecimento de um canal de comunicação com ele, provendo conteúdo técnico de reparação e informações relevantes ao seu trabalho. Lançamos também a campanha “Peça Dá Sorte”, na qual conquistamos um aumento de 6% em nossas vendas para os mecânicos. O projeto irá continuar em 2017 e devemos cada vez mais disponibilizar conteúdos que o auxiliem no dia a dia da oficina.

 

O Mecânico: Qual a importância do mecânico independente para a Volkswagen na cadeia que envolve o setor automotivo?
Morroni: Os mecânicos independentes são cada vez mais importantes para a Volkswagen. Como a frota circulante está ficando com idade maior, principalmente de três a sete anos, vemos um grande potencial de venda de peças por meio do atendimento ao nosso cliente no mecânico independente. A aplicação de Peças Originais realizada por esse público nos veículos Volkswagen também assegura a qualidade, desempenho e garantia do serviço aos seus clientes. Além disso, ao recomendar um veículo da marca aos seus clientes, esses profissionais têm um papel fundamental na decisão de compra do consumidor.
 

O Mecânico: Dia 20 de dezembro é o Dia do Mecânico. Deixe uma mensagem para este profissional tão importante do setor automobilístico.
Morroni: Em primeiro lugar, parabenizo e agradeço a todos os mecânicos pelo carinho que têm com a marca e também pelos serviços prestados ao mercado automobilístico. Gostaria de reforçar nossa preocupação com todos os profissionais independentes e pontuar que estamos investindo bastante para continuar a estreitar este relacionamento, criando programas e canais de comunicação específicos para atender os desejos deste mercado. E se nós continuarmos fazendo isso de forma adequada, não há dúvida que isso continuará a retornar positivamente para a Volkswagen de alguma forma, seja na venda de carros ou peças. Há mais de seis anos, estamos construindo uma relação sólida e duradoura com este importante público. Já estamos felizes com os resultados alcançados, mas queremos melhorar a cada dia. Podem esperar, pois mais novidades estão a caminho. A Volkswagen deseja a todos ótimas festas e um próspero 2017.




Motor

Motor Puretech da PSA sem segredos Parte 1

 

Propulsor 1.2L Puretech de 3 cilindros do Grupo PSA Peugeot Citroën traz duplo sistema de refrigeração, correia sincronizadora banhada em óleo, entre outras soluções

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Alexandre Villela

 

Em abril de 2016, a Peugeot passou a utilizar no compacto 208 o propulsor 1.2L Puretech de 3 cilindros. Em junho foi a vez da Citroën equipar seu compacto com o mesmo propulsor. Fabricado na França, ele é montado em bloco de alumínio, recebeu sistema de injeção Flex, que aceita etanol, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção. Para isso, aumentaram a taxa de compressão (de 11:1 para 12,5:1), reforçaram os pistões, mancais e sedes de válvulas. Incluíram aquecimento dos bicos injetores para a partida a frio. O comando é variável na admissão e escape, tem duplo sistema de arrefecimento para bloco e cabeçote.
 

O coletor de escapamento é integrado ao cabeçote e a correia sincronizadora banhada em óleo, entre outras soluções.
 

O nome técnico dado pelo Grupo PSA Peugeot Citroën é EB2M FF que entrega 90 cv (E) /84 cv (G) a 5.750 rpm e torque de 13,0 kgfm (E) /12,2 kgfm (G) a 2.750 rpm.
 

Nesta edição, Renato Borbon, responsável pelo treinamento pós-venda da rede de concessionárias das marcas francesas, mostra os detalhes técnicos e de construção deste propulsor que figura entre os mais avançados do mundo.

 

Sensores de sistema

 
Estes sensores funcionam como os da injeção eletrônica dos motores convencionais.
 

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1. Sensor de oxigênio (Sonda lambda). A peça pré-catalisador está localizada na parte superior do motor.

 

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2. Sensor de pressão absoluta do coletor de admissão e temperatura do ar de admissão.

 

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3. Conjunto do corpo de borboleta e coletor de admissão. Na parte interna, os dois potenciômetros da borboleta.

 

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4. Sensor de pressão do óleo do motor.

 

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5. Pressostato de climatização para a medição da pressão do sistema de refrigeração.

 

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6. Sensor de fase do comando de admissão.

 

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7. Sensor de fase do comando de escapamento.

 

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8. Sensor de temperatura do líquido de arrefecimento.

 

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9. Sensor de detonação colocado na parte traseira do motor.

 

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10. Sensor de fase do escapamento.

 

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11. Sensor de temperatura do líquido de arrefecimento.
 

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12. Sensor de fase de admissão.

 

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13. Sensor de pressão do óleo.

 

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14. Sonda pós-catalisador.

 

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15. Sensor que monitora a depressão do servo-freio.

 

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16. Sensor de rotação do motor.

 

Atuadores

 

17. Três bobinas individuais.

 

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18. Corpo de borboleta com o atuador elétrico.

 

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19. Alternador com gestão eletrônica, participa das informações na rede multiplexada.

 

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20. Eletroválvula do comando do variador de fase de admissão.

 

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21. Eletroválvula do comando de escapamento.

 

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22. Eletroválvulas injetoras de combustível com resistências aquecedoras.

 

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23. Eletroválvula do variador do comando de admissão (VVT).

 

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24. Eletroválvula do escapamento.

 

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25. Eletroválvula da purga do cânister.

 

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26. Bomba de combustível.

 

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Calculadores

 

27. Módulo de injeção eletrônica fornecido pela Valeo (modelo AV46) com três conectores.

 

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28. Central de serviços do motor.

 

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29. Bateria. Sempre obedecer a especificação correta da fabricante do veículo ao substituí-la, pois, uma bateria errada compromete todo o sistema elétrico do veículo.

 

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30. Calculador localizado no polo negativo da bateria (caixa de carga da bateria). Faz a gestão do que entra e sai de carga, trabalha diretamente com o outro calculador que é o alternador. Recomenda-se, ao utilizar carga auxiliar, que o conector deve ser colocado na chapa e não direto no polo, pois pode queimar o calculador.

 

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31. Caixa de serviços inteligentes localizada no interior do veículo.

 

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32. Conector de diagnósticos (OBD).

 

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33. IHCU – Central de controle do sistema de partida a frio com dois conectores, localizada no lado esquerdo atrás do para-choque dianteiro.

 

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34. Calculador do ABS.

 

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Estratégias de funcionamento do sistema de injeção eletrônica Para auxiliar no arranque quando o carro sai da inercia, ao acionar a embreagem, a rotação do propulsor elava-se de 750 rpm para 1.200 rpm. Ao acionar a embreagem e o freio, a rotação volta ao regime de marcha lenta.

 

Veja na próxima edição (nº 273) da Revista O Mecânico a Parte 2 desta matéria, mostrando a estrutura do motor, com as peças móveis, sincronismo e muito mais.

 

Colaboração técnica – SENAIIpiranga “Conde José Vicente de Azevedo”.




Mecânica Diesel

Conserte ECUs de motor diesel em sua oficina

 

Aprenda a fazer o reparo de unidades de gerenciamento eletrônico de motores diesel com as ferramentas dedicadas para a função. Essa modalidade de manutenção pode se tornar um grande negócio para o seu estabelecimento

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Alexandre Villela

 

Caminhões e ônibus evoluíram de forma absurda nos últimos 20 anos. Não foi fácil acompanhar: até mesmo a mais antenada oficina especializada em mecânica diesel teve que correr atrás de conhecimento, treinamento de funcionários e ferramental adequado para lidar com as novidades. Agora tinham que lidar com novidades que iam do ABS, passavam pela injeção eletrônica e recentemente culminaram nos sistemas Euro 5 (EGR e SCR). Um baita trabalho de atualização para todo o mercado.
 

Dentro da eletrônica embarcada, a unidade do sistema de gerenciamento eletrônico do motor (popularmente conhecida pela sigla em inglês ECU = “Eletronic Control Unit”) sempre foi encarada pelo mecânico independente como uma verdadeira “caixa-preta”, quase intocável. Em caso de falha, o reparo se resumia na simples troca por uma ECU nova.
 

Pelo alto valor da peça, na ponta do lápis, compensa fazer o reparo de uma ECU danificada. Mas não basta apenas conhecimentos básicos em eletrônica. Trata-se de um trabalho complexo, que exige equipamentos dedicados especialmente para tal, dentro de um processo minucioso, seguindo uma literatura técnica. Não se trata apenas de soldar um componente novo na placa…
 

Bancada de testes

 

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Visando essa necessidade, a empresa Chiptronic desenvolveu para o setor de manutenção de veículos comerciais uma bancada completa de testes para diagnóstico e manutenção de ECUs. “É um reparo complexo, por isso, é muito importante que você tenha os equipamentos corretos e as informações necessárias para conseguir dar sequência em um trabalho como esse – que é complexo, mas muito rentável”, declara Luciano Vaz, da área de treinamentos da Chiptronic.
 

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O procedimento a seguir foi executado em um módulo Scania Euro V que, conforme reclamação do cliente, apresentava defeito no acionamento da unidade injetora de combustível nº5.
 

Neste passo a passo, foram utilizados:

 

A. Um simulador ECU Test Diesel Pro, que aciona a ECU reproduzindo os parâmetros de funcionamento do motor e do veículo em si. O simulador possui módulos auxiliares para reproduzir os sistemas de cada montadora (Mercedes-Benz,
Volvo e Scania, por exemplo, possuem módulos auxiliares específicos);

 

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B. O coordenador da ECU, que faz parte do kit de testes, juntamente com os cabos para reproduzir as ligações originais da ECU do veículo no simulador;

 

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C. Um scanner DieselDiag para ler e atestar os códigos de falha da ECU;

 

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D. Um osciloscópio, para leitura do sinal diretamente na placa do circuito;

 

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E. Software ECU Repair, que mostra a foto real do circuito com a descrição dos componentes do circuito e a função de cada um.

 

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Diagnóstico da ECU

 

1. Faça as ligações padrão da ECU de acordo com o original determinado pela fabricante do veículo.

 

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2. Uma característica importante do sistema Scania EMS S6: quando há uma falha na ECU, na ligação da Linha 15 no sistema da bancada de testes, haverá três pulsos simultâneos nos LEDs do módulo auxiliar do simulador. Para executar a função, selecione no simulador o sistema “Scania EMS S6”, depois selecione opção “Scania S6”, em seguida acione a “Linha 30” e a “Linha 15”. Neste momento, a ECU desta reportagem acusou que possuía algum erro ao fazer piscar os LEDs do módulo por três vezes.

 

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3. Para simular o funcionamento da ECU, proceda exatamente como no passo anterior, adicionando apenas o acionamento da “Partida”. O módulo auxiliar acusa agora nos LEDs o defeito em si: a ausência do acionamento da unidade injetora nº5. O efeito alegado pelo cliente era procedente.

 

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4. O passo seguinte é comprovar a anomalia da ECU no scanner. O uso do scanner é importante, segundo Luciano, porque nem todos os defeitos vão aparecer diretamente no simulador de testes. As ferramentas devem ser utilizadas em conjunto. Na leitura da memória de falhas da ECU, existiam três falhas presentes: a ausência do sensor NOx e da unidade de comando do SCR (que não estavam conectadas no sistema) e a falha da unidade injetora do cilindro nº 5.

 

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Abrindo e testando mais uma vez

 

5. Comprovada a falha, siga para a ECU. Solte as conexões dos cabos e abra a ECU para ter acesso ao circuito eletrônico. Neste caso, esta ECU Scania possuía sete parafusos de fixação do suporte em sua placa. Luciano utilizou uma pequena parafusadeira para soltá-los.
 

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6. Como a placa é colada em sua carcaça com silicone, utilize uma talhadeira para descolar as duas peças. É necessária paciência para não danificar a peça.

 

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7. Para identificar a peça que está com defeito na ECU, a Chiptronic oferece o software ECU Repair, no qual é possível ter a visão geral do módulo, ver a posição e a função em cada peça. Ao passar o mouse, é possível saber qual a função de cada peça. Comparando a imagem do computador com o circuito na mesma posição, é possível identificar o transistor que controla a unidade injetora nº 5. Ao clicar sobre a peça, o software ainda permite a visão expandida do componente, detalhando as características e funções de cada pino.

 

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8. Identificado o componente, faça o teste de sinal com o osciloscópio (escala de voltagem) para comprovar o problema. Para isso, ligue novamente os cabos de conexão na ECU e execute o teste como está no passo nº3. Enquanto o teste é executado, ligue a ponta de prova negativa do osciloscópio à massa e a ponta positiva, primeiramente, ao pino de entrada do componente defeituoso – no caso deste transistor, o terminal 1 (8a). Pelo osciloscópio, nota-se que há sinal de entrada, ou seja, o componente está sendo acionado (8b). Entretanto, mudando a ponta de prova para o terminal 6, responsável pelo sinal de saída do componente, a tela acusa que não há nenhum sinal. Isso atesta definitivamente o problema. Para efeito de comparação, fazendo o teste no mesmo pino de outro transistor de unidade injetora, sem defeito, o osciloscópio mostra o sinal de saída de aproximadamente 40 Volts (8c).

 

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Troca do transistor

 

9. Para remover o componente, devido à grande área de dissipação da placa, é preciso utilizar dois ferros de solda. Posicione os dois ferros de solda sobre o componente e espere o estanho aquecer.

 

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Obs: Pode ajudar a adição de um pouco de estanho para aquecer a área e remover a peça.

 

10. Com cuidado, remova o transistor defeituoso.

 

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11. Prepare a instalação do componente novo aquecendo o estanho na placa para deixá-lo bem liso.

 

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12. Coloque estanho na base da peça nova, aquecendo-o com ferro de solda.

 

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13. Posicione a peça no local, ela vai ficar um pouco fora de posição no início. Vá com os dois ferros novamente para travar as duas extremidades. Espere esquentar um pouco. É um passo que demanda paciência até que a peça se acomode no lugar.

 

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14. Com o componente colado corretamente, refaça o teste no simulador, primeiro como no passo nº2 (os LEDs devem piscar apenas uma vez) e depois como no passo nº3 (todos os LEDs devem piscar).

 

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15. Refaça também o teste do osciloscópio, como no passo nº 8. O sinal de saída do terminal 6 deve aparecer na tela do aparelho de medição.

 

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16. Refaça o teste do scanner tal como no passo nº4. A memória de falhas não deve mais ter o código de avaria da unidade injetora nº 5.

 

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17. Lacre novamente a ECU com silicone, antes de parafusá-la em seu suporte, para evitar infiltração de água ou umidade.

 

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Mais informações – Chiptronic Tecnologia Automotiva: (14) 3351-6060




Especial Dia do Mecânico

Uma profissão apaixonante

 

A tecnologia embarcada, mudanças nas leis, mão de obra escassa são alguns dos problemas que o mecânico enfrenta e torna a profissão desafiadora

Texto: Edison Ragassi e Fernando Lalli

 

Uma profissão que exige dedicação, comprometimento e constante busca por atualização. Assim podemos definir o mecânico de automóveis. Para José Natal da Silva, há 27 anos proprietário do MEGA CAR Centro Técnico Automotivo de São Paulo, “toda a profissão bem trabalhada vale a pena”. Atualmente, além de gerenciar com os três filhos o Centro Automotivo, é o presidente do GOE- Grupo de Oficinas Especializadas.

 

Natal considera que o mecânico de automóveis precisa ser valorizado. “Antigamente, a impressão que as pessoas tinham do mecânico era da pessoa que não conseguiu estudar e por isso foi ser mecânico. Quando falávamos em mecânico a primeira imagem que vinha na cabeça era do sujeito com macacão e as mãos sujas de graxa, pronto para enganar o cliente”, lembra ele.

 

A reflexão de José Natal é correta, nos anos de 1980, uma companhia petroleira lançou fascículos para ajudar os proprietários dos veículos a cuidar melhor do carro. Na campanha em rede nacional para divulgar o fascículo, o que auxiliava a encontrar uma boa oficina, o ator que fazia o papel de mecânico, diagnosticava o problema do carro de uma mulher como defeito na “rebimboca da parafuseta”. Ações como esta ajudaram a denegrir a imagem do mecânico.

 

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Nos dias de hoje, Natal explica que o profissional deve ser high tech. “A eletrônica embarcada nos carros obriga o mecânico também a ser técnico, não é qualquer pessoa que pode exercer a profissão. São 10, 20, 30 módulos ligados em rede por dois fios, não é qualquer um que faz o diagnóstico”, argumenta.

 

Ele fala que, “em qualquer profissão, existe o profissional honesto e o desonesto. O mesmo ocorre com o cliente, é comum ele entrar na oficina, deixar o carro para fazer um serviço e depois volta para reclamar de outro que nem foi feito. Em contrapartida, eu tenho cliente que enviou carta agradecendo os serviços prestados e isso me deixa orgulhoso”.

 

Sobre os 27 anos como proprietário de oficina no mesmo endereço, Natal não se arrepende, “eduquei meus filhos, tenho casa própria e consegui conquistar meu espaço”, afirma.

 

Dificuldades para expandir o negócio

 

Claudio Marinho Guedes, deixou o mundo corporativo, era executivo em uma empresa, e há 25 anos dedica-se em São Paulo a Autotoki – Centro Automotivo, seu sócio é o irmão Clóvis Marinho Guedes. O sentimento empresarial de Cláudio é que a oficina mecânica como negócio gera mais satisfação pessoal do que financeira. “Ter uma oficina exige muito, você tem que estar presente, acompanhar, fazer o serviço, pois, é difícil encontrar profissionais especializados para gerenciar. A responsabilidade é grande, pois um serviço feito de maneira errada pode causar acidente e matar os ocupantes do carro”, alerta.

 

O diretor da Autotoki procurou expandir o negócio, “eu abri uma outra oficina, tentei gerenciar as duas, mas não foi possível, pois tinha que estar presente nas duas. Ou seja, não dá para fazer como em uma lanchonete que você abre franquias e espalha pelo país”, afirma ele.

 

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Em qualquer ramo de atividade, o atendimento é fundamental. Ele é que determina o grau de sucesso ou fracasso. “Uma oficina precisa de pessoas boas e qualificadas, só assim você consegue satisfazer o cliente. E, no nosso segmento, quando o profissional é bom, depois de adquirir experiência, ele ai montar oficina própria, por isso é difícil expandir. Porém, apesar dos percalços, a satisfação de ver o cliente feliz com o serviço que foi prestado é muito gratificante”, declara.

 

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Exemplo da dedicação que a profissão exige é mostrado por Alberto Martinucci da Motrfast de São Paulo. Formado em administração de empresas, em 1995 deixou a indústria em que trabalhava e comprou com o pai a oficina. “Eu sempre gostei de mecânica de automóveis, quando surgiu a oportunidade, garrei. Passei a fazer cursos no SENAI para adquirir conhecimento técnico, e lá percebi que havia espaço para a especialização na linha francesa que começava a entrar no Brasil”, relata.

 

Martinucci foi buscar conhecimento e especializou-se nos veículos Renault, Peugeot e Citroën e hoje é reconhecido como um dos melhores especialistas do mercado. “Para isso, uma vez por ano viajo ao exterior em busca de novas tecnologias, informações técnicas, participo de feiras e eventos relacionados ao setor, esta é a maneira de manter-me atualizado, e atender bem o cliente”, explica.

 

Atualmente, Alberto Martinucci trabalha com o filho, Bruno Martinucci, ele fala que para ser mecânico e dono de oficina é necessário ser persistente, “estamos na terceira geração no comando da oficina, e para isso não pode desistir no primeiro obstáculo que encontrar, tem que persistir, buscar conhecimento, atualizar-se, assim o negócio fica prazeroso e gratificante, completa Martinucci.

 

Momento difícil

 

Presidente do Sindirepa do Paraná, o mecânico Wilson Bill é proprietário da Auto Mecânica Bill em Curitiba/PR. Sua experiência como empresário do setor não permite esconder que o momento é complicado para quem pretende investir em sua própria oficina. “O mercado mudou muito, inchou demais. Todo mundo quer ser empresário e quer ser dono do negócio”, declara Bill. Ele calcula que pelo menos 70% do mercado de reparação seja informal.

 

Além do alto investimento em informação e equipamentos que uma oficina moderna exige, Bill ainda cita os problemas em conseguir informações sobre os novos veículos e tecnologias que chegam ao mercado. “Nós temos mais um agravante hoje, um concorrente ferrenho, que é a própria montadora, que quer vender peça, e que está bloqueando e delimitando a informação”, argumenta o mecânico. “Chega uma hora em que você realmente se questiona: vale a pena continuar no mercado?”, lamenta.

 

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Quem relata que a manutenção do negócio não tem sido nada fácil é Renê Rubbo de Moraes Pereira Junior, atualmente dono da oficina Rubbo Junior em Niterói/RJ. Mecânico desde os anos 90, depois de ter passado por concessionárias, ele abriu sua oficina em casa e a manteve por 14 anos. Há dois, decidiu regularizar o negócio abrindo uma pessoa jurídica e agora encara a carga tributária, o aluguel do galpão e as despesas com funcionários. “Só não quebrei ainda porque tenho muitos clientes”, contou.

 

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Oficinas têm que evoluir na gestão

 

Wilson Bill vê que a grande oportunidade para as oficinas está na melhoria da gestão do negócio. “Tenho falado para os associados (do Sindirepa-PR) que é a hora de dar uma boa selecionada no perfil do cliente que você quer atender, valorizar a mão de obra qualificada que vocês têm, pagar melhor o profissional, e cobrar o preço justo que vale pelo serviço. Não adianta querer atender todo mundo que não pode pagar pelo serviço”, avalia.

 

Na opinião do mecânico paranaense, que gerencia seu negócio há 40 anos, se a oficina não tiver uma administração boa, não vai se manter no mercado. “Hoje, quem quiser sobreviver tem que vender no cartão de crédito e no pagamento à vista. Vender com cheque, com duplicata ou boleto, é um risco muito grande. O pessoal reclama: ‘ah, mas cartão é caro’. Oras, embute no preço. Tem que repassar”, aconselha.

 

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As oficinas independentes ainda têm a vantagem do custo mais baixo em relação às concessionárias. “Grande parte das oficinas estão enquadradas no Simples, têm um imposto mais barato e conseguem se manter”, aponta Bill. “Mas elas têm que ter o equilíbrio do custo operacional dela bem detalhado, porque ela não pode apostar na sonegação nem na falta de registro do funcionário, que esse é um risco que ela pode se quebrar numa ação trabalhista”, adverte.

 

Ainda vale a pena?

 

Independentemente das dificuldades em manter o negócio em tempos de crise, profissionais experientes ainda consideram que a mecânica automotiva é uma profissão apaixonante, mas quem pretende ingressar no mercado tem que gostar – e mais importante do que isso, vontade de estudar.

 

Instrutor e consultor técnico no Centro de Treinamento Automotivo do Amapá, o mecânico Osmídio Pereira Neto, da cidade de Buritizal/AP, afirma que, sim, ainda vale a pena ser mecânico, mas a exigência por conhecimento aumenta a cada dia. “Tem que estudar, tem se se aperfeiçoar, tem que fazer treinamento, estar em palestras, não perder a oportunidade de estar ligado a todos os assuntos de mecânica. Eu sempre costumo contar que, antigamente, a minha mãe dizia: ‘tu não quer (sic) estudar? Vai para uma oficina mecânica, vai aprender mecânica’. Hoje é o contrário, para ser mecânico você tem que estudar”, relata.

 

Quem faz coro a Osmídio é Renê Junior, do Rio de Janeiro. “Quando eu comecei nesse ramo, em concessionária, tinha um camarada que só mexia em freio,
o cara que só mexia em motor, o cara que só mexia em elétrica, o outro só fazia regulagem. Hoje, não. O mecânico tem que ser completo, fazer tudo. O cara tem que se preparar muito para ser mecânico e não um ‘mexânico’. Tem que gostar do que faz e ser honesto”.

 

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Wilson Bill avisa aos jovens postulantes à profissão: mecânico tem que ter vocação para o trabalho. “Tem que gostar e saber que não é uma profissão que ele vai ficar milionário. Dá para ele ter um bom padrão de vida, dá para fazer um patrimônio, dá para trabalhar honestamente, dá para ganhar dinheiro, desde que ele saiba o que está fazendo”.

 

Para quem gosta de carro, a mecânica automotiva ainda é um ofício ao qual compensa se dedicar, complementa Bill. “É aquela profissão que você sente prazer de descobrir um defeito, resolver o problema. Se for o caso de lataria e pintura, de pegar o carro todo detonado e deixá-lo impecável. Faz você sentir amor pela profissão que você tem”.

 

O mecânico tem a mesma importância que um médico na família. Ele é o responsável por manter o veículo em ordem e assim cuida da segurança das pessoas. Pode não ganhar muito dinheiro, não ter o reconhecimento necessário, mas com certeza, sente muita satisfação ao realizar o seu oficio.

 

Parabéns, mecânico, pelo seu dia!




Raio X

Toro, uma nova categoria de picape

 

Posicionada entre as picapes compactas e médias, a Fiat Toro com motor diesel oferece robustez nas suspensões e boas condições de reparabilidade

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Vanderlei Vicário

 

Em fevereiro de 2016, a FCA- Fiat Chrysler Automóveis, lançou a picape Toro. Desenvolvida no Brasil é fabricada na unidade industrial de Goiana (PE), onde o Grupo produz também o Jeep Renegade e o Compass.

 

Além de inovar no design, a Fiat incluiu no portfólio de opções o propulsor turbo diesel 2.0 16 válvulas. Ele é importado da Itália, entrega 170 cv de potência e 35,7 kgfm de torque. Há duas opções de transmissão, manual de 6 marchas e automática de 9 velocidades (AT9), com tração 4X2 ou 4X4. A direção utiliza assistência elétrica progressiva.

 

Edson Roberto De Ávila, o Mingau, da Mingau Automobilística, localizada em Suzano (SP), considera que o motor oferece boas condições de reparabilidade. “A bomba de alta está próxima à parede corta-fogo, por isso para acessar há mais dificuldade. Os eletroinjetores, a mangueira de retorno, flauta, sensor de pressão são fáceis de manusear e de retirar. Por questões de segurança há conectores para fazer a ligação, eles são soltos com uma chave de fenda e a trava é retirada manualmente. Os filtros de combustível e do ar também são fáceis de acessar, no de combustível também há uma trava de segurança e o de óleo lubrificante é do tipo ecológico”, explica Mingau.

 

No 2.0L 16v, a sincronização é feita por correia. “Junto com a correia, trabalha o tensionador e o flutuador. Ela é acoplada com a bomba de circulação do sistema de arrefecimento. Nestes motores modernos, aqui na Mingau Automobilística, quando trocamos a correia e os rolamentos, substituímos também a bomba d’água. Como eles formam um conjunto o desgaste é semelhante. Assim auxiliamos o cliente a economizar na mão de obra. E o mecânico deve ficar atento, pois para substituir a correia sincronizadora é necessário ter as ferramentas de fasagem”, relata ele.

 

Por tratar-se de uma picape, a engenheira reforçou as suspensões. Na dianteira é do tipo McPherson. A traseira é independente Multi-link. Os freios são a discos na frente e tambor na parte de trás. “A suspensão dianteira é conhecida nas oficinas, não oferece dificuldades ao realizar manutenção e substituição de itens, os pivôs são independentes e para trocar os amortecedores é necessário retirar a grade, o que facilita o acesso. E na parte traseira é necessário verificar o alinhamento”, avalia Mingau.

 

Para o diretor da Mingau Automobilística, a picape Toro com motor diesel oferece boas condições de reparabilidade, porém, “o mecânico deve ter o equipamento de diagnóstico atualizado, por causa da eletrônica embarcada”, completa ele.

 

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A versão da picape Fiat Toro avaliada nesta edição da Revista O Mecânico foi a Freedom com preço sugerido de R$ 98.730. Entre os itens de série ela traz: Ar-condicionado, controlador de velocidade, computador de bordo (distância, consumo médio/instantâneo e autonomia), quadro de instrumentos personalizável de 3,5 polegadas em TFT (com relógio digital, calendário e indicador de temperatura externa), sistema de som Connect com comando no volante (regulagem de altura e profundidade), regulagem de altura no banco do motorista, abertura elétrica do bocal de abastecimento, fixação Isofi x para cadeira infantil, vidros e travas elétricas automáticas (fecham a 20 km/h), sensor de estacionamento traseiro e revestimento de caçamba. Entre os itens de auxílio ao motorista estão o ESC (controle eletrônico de estabilidade) e Hill Holder (auxiliar de partida em subidas).

 

Ficha técnica

Fiat Toro Freedom
Motor
Tipo: 2.0 Multijet
Combustível: Diesel
Número de cilindros: 4 em linha
Cilindrada: 1.956 cm³
Taxa de compressão: 16,5:1
Injeção de combustível: Multijet II, sequencial
Potência: 170 cv a 3.750 rpm
Torque: 35,7 kgfm a 1.750 rpm
Transmissão: manual 6 velocidades
Tração: 4X2

 

Direção
Assistência elétrica

 

Freios
Dianteiros: A disco ventilado (Ø de 305 mm) com pinça flutuante
Traseiros: A tambor (Ø de 295 mm) com sapata autocentrante e regulagem automática de jogo

 

Suspensões
Dianteiros: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes em aço estampado fixados ao subchassis e barra estabilizadora.
Traseiros: Multi-link com rodas independentes, links transversais e longitudinais e barra estabilizadora.

 

Rodas e Pneus
Pneus: 225/70 R16
Rodas: 6,5JX16 em aço estampado (liga leve opcional)

 

Dimensões
Comprimento (mm): 4.915
Largura (mm): 1.844
Altura (mm): 1.690
Distância entre eixos (mm): 2.990

 

Capacidades
Volume de caçamba: 820 litros
Tanque de combustível: 60 litros




Artigo

O nosso herói urbano

 

Texto: Fernando Landulfo

 

A sociedade, como um todo, tem por hábito exaltar aqueles que costumam criar os tão desejados bens de consumo. Roupas, sapatos, telefones celulares, automóveis e até mesmo comida. Quanto mais arrojados e sofisticados são esses bens, mais admirados são os seus criadores. Afinal de contas, quem não conhece: Ferrari, Lamborghini, Saleen, Bugatti, Shelby, Pininfarina, Bertone, Ghia, Foose, Batistinha e tantos outros nomes da criação e produção automobilística. Da mesma forma, saindo do universo do automóvel: Apple, Gucci, Rolex, Armani e tantos outros. Suas obras amplamente conhecidas e desejadas. Como consequência, as pessoas que carregam ou estão ligadas a esses nomes, são rapidamente reconhecidas e, via de regra, “paparicadas” pela mídia. E não é para menos. Afinal de contas, são artistas cujas criações enchem nossos olhos e corações de beleza, sonhos e desejos.

 

No entanto, é preciso lembrar que nada é eterno. Ou seja: tudo aquilo que é usado, desgasta. E consequentemente precisa ser reparado. E não é qualquer um que pode tocar nessas obras primas. Não, de forma alguma. Um erro, e aquele tão desejado bem, pode ficar irremediavelmente inutilizado. Apenas as mãos treinadas de verdadeiros peritos podem se atrever a ajustar um terno Armani ou reparar um relógio Rolex.

 

E quando o assunto é automóvel, os cuidados redobram, pois, além da estética e da funcionalidade, é preciso levar em consideração o fator segurança. Sim, reparar um veículo não é tarefa para qualquer um. Seja qual for a marca ou o modelo. Afinal de contas, um descuido ou uma imperícia podem levar a falha de um sistema de freio, de uma suspensão ou direção. Resultado: acidente. Mesmo um motor, uma embreagem, uma transmissão, ou um sistema eletrônico embarcado mal reparado, podem provocar uma imobilização inesperada do veículo, que pode culminar em uma grande colisão. Numa situação menos trágica, um sistema de alimentação, ignição, ou mesmo, de escapamento não consertado devidamente pode aumentar expressivamente os níveis de emissão de poluentes. Como consequência, temos as doenças respiratórias, as alergias e a degradação do meio ambiente.

 

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Se levarmos em conta que os acidentes de transito, assim como as doenças provocadas pelos poluentes automotivos, causam grandes sobrecargas no sistema social (tratamentos na rede de saúde pública, aposentadorias, pensões etc), além dos problemas de mobilidade (engarrafamentos), pode-se dizer que o mecânico tem um papel fundamental dentro da sociedade. Afinal de contas, seu trabalho não só ajuda a salvar vidas, como a preservar a saúde da população e o meio ambiente.

 

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No entanto, esse profissional de verdadeira vocação, que investe anos e muito dinheiro no seu treinamento e trabalha de sol a sol, nem sempre teve o seu valor reconhecido. Sim, por muitos anos, essa honrada profissão era vítima de preconceito, sendo considerada de segunda categoria.

 

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Mas as décadas se passaram e a sociedade que agia assim, já quase não existe mais. Hoje o mecânico, ou melhor, o “Guerreiro das Oficinas”, é reconhecido como empresário. Um empreendedor que gera muitos empregos e movimenta importantes setores da economia. Muitos merecidamente já se tornaram verdadeiras grifes.

 

Mas no fundo ele é um verdadeiro herói urbano que diariamente zela pela nossa segurança e bem-estar.

 




Abílio em: Parabéns para você!

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Versão completa em PDF – Edição 272

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