Primeira turma da VW do Brasil de Mecatrônica com diploma reconhecido pela Alemanha

A Volkswagen do Brasil acaba de formar a primeira turma de técnicos em Mecatrônica da indústria brasileira com o mesmo nível de qualificação da Alemanha e diploma reconhecido pela Confederação Alemã das Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK). As aulas são ministradas no Centro de Formação Profissional VW SENAI, localizado na fábrica Anchieta da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo/SP. Além de jovens empregados da própria empresa, a turma de 19 alunos conta com colaboradores das empresas Grob, ZF, Mahle, Thyssen Metalúrgica e Thyssen Elevadores, que são parceiras no projeto de qualificação.

 

Chamado de Duale Ausbildung (Sistema de Ensino Dual, porque integra prática e teoria), o programa é resultado de uma parceria entre a Volkswagen do Brasil e Governo da Alemanha, por meio do Ministério para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico da Alemanha (BMZ – Bundesministerium für wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung), e a Câmara de Comércio e Indústria Brasil – Alemanha (AHK).

A cerimônia de formatura contou com a presença do Cônsul Geral da Alemanha em São Paulo, Axel Ulrich Zeidler, do Vice-Presidente de Recursos Humanos da Volkswagen do Brasil e Região SAM (América do Sul, Central e Caribe), Nilton Junior, do Diretor de Assuntos Corporativos e Relações com a Imprensa da Volkswagen do Brasil, André Senador, do responsável pela Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável da AHK, Bernd dos Santos Mayer e da Diretora do Centro de Competência e Formação Profissional da AHK, Patrícia Caires, entre outros convidados.




Coluna Alta Roda: APOSTA DUPLA

Por: Fernando Calmon

A suvinização, neologismo para a crescente aceitação de modelos do tipo SUV ou mesmo de crossovers inspirados neles, continua sacudindo o mercado brasileiro. De pouco adianta argumentar que são veículos pesados, gastam mais combustível, têm menor desempenho e centro de gravidade desfavorável. As projeções, no entanto, apontam crescimento, nos próximos três anos, de 15% para 20% na preferência do consumidor. E o fenômeno se repete até na Europa, onde alcançaram 25% das vendas totais.

Renault resolveu apostar duplamente nesse segmento: primeiro com o Duster, de desenho mais rústico, e agora com o Captur, ambos partilhando a plataforma mecânica. O segundo foi desenvolvido no Brasil e seu estilo vai inspirar a atualização de meia geração do homônimo francês (menor e derivado do Clio IV) já nesse ano. O Captur tem linhas suaves, atuais e dispensou o indefectível rack de teto. Há luzes diurnas em LED. A pintura em duas tonalidades, opcional de R$ 1.400, é uma aposta do fabricante, que prevê procura superior a 80%.

 

Certas características do novo modelo – vão livre, 21 cm; ângulos de entrada e saída, 23° e 31°, respectivamente – sugerem um visual para agradar quem aprecia posição elevada ao volante. O interior tem projeto atualizado, plásticos bons só na versão de topo Intense e novo quadro de instrumentos (velocímetro digital). Mas o volante só dispõe de regulagem de altura e continua a cair pesadamente ao ser destravado. Alguns botões no assoalho são de acesso e visualização ruins. Porta-malas de 437 litros está entre os melhores do segmento (Duster, 475 litros, mas acesso é menos fácil).

 

A versão de entrada Zen (R$ 78.990) recebeu o novo motor SCe de 1,6 L/120 cv (etanol), com 2 cv a mais do que outros Renault. Câmbio automático do tipo CVT será opcional daqui a três meses. Com câmbio manual de cinco marchas tem desempenho aceitável, porém menos ágil que o Duster, 60 kg mais leve. Essa diferença é perceptível tanto em cidade quanto em estrada, apesar de o fabricante ter tentado compensar com relação de quinta marcha mais curta. Internamente é espaçoso graças à distância entre eixos de 2,67 m.

 

A versão mais cara (R$ 88.490) oferece para os novos bancos mais anatômicos um revestimento parcial em couro. São pormenores desse tipo que ajudam a mantê-lo acessível, nem sempre fácil de perceber. Pelo menos oferece rodas de liga leve de 17 pol. que ajudam o compor bem o seu perfil. Dispõe do motor de 2 L/148 cv (etanol) e apenas câmbio automático convencional de quatro marchas. Mesmo sendo um projeto antigo, houve nítida evolução tanto em uso normal, quanto no modo de seleção manual. O conjunto motriz, de fato, não é o melhor do segmento, sem chegar a decepcionar.

 

SUV de linhas atraentes a preço competitivo, o Captur deve conquistar espaço logo que disponibilizar todas as opções. Terá de enfrentar, pelo menos, seis rivais diretos: Hyundai Creta, Suzuki Vitara, Jeep Renegade, Honda HR-V, Nissan Kicks e Chevrolet Tracker, entre outros. O Jeep Compass, de entrada, seria o sétimo competidor pelo critério puramente monetário. E ainda sem contar o novo EcoSport, que promete endurecer o jogo, a partir de junho próximo.

 

 

RODA VIVA

POR APENAS 25.000 unidades o Brasil não caiu para décima colocação no ranking mundial de vendas de automóveis e comerciais leves. Ficou em nono, em 2016, com o Canadá logo atrás. Se acrescentados caminhões e ônibus, a classificação sobe para oitavo. Ainda assim distante da quarta colocação que já ocupou antes da atual crise iniciada em 2013.

 

RENOVAÇÃO estilística da segunda geração do Porsche Panamera chega ao Brasil, pouco mais de 6 meses depois da Europa. Inspiração no 911 é clara, enquanto o interior agora passa uma sensação melhor de acomodação para os quatro passageiros do sedã-cupê de quatro portas. As três versões têm tração 4×4 e preços básicos vão de R$ 758.000 (V-6) a 981.000 (V-8).

 

SOLUÇÃO mecânica interessante do Panamera é a modularidade dos motores V-8 (4 litros) e V-6 (2,9 litros), ambos com diâmetro e curso iguais e turbocompressor. V-8 entrega 550 cv e 78,5 kgfm. Ignora as quase 2 t de peso para acelerar de 0 a 100 km/h em 3,6 s. Câmbio automatizado de oito marchas também está no V-6 (440 cv/56,1 kgfm) e 0 a 100 km/h em 4,2 s.

 

HYUNDAI CRETA, na versão de topo Prestige 2 L/166 cv (etanol), deixa boas impressões quanto à dirigibilidade, espaço interno e bom porta-malas de 431 litros. Banco do motorista tem providencial ventilação no assento para dias de calor. Consumo, principalmente em cidade, é alto. Pacote de segurança inclui controle de estabilidade (ESC) e bolsas de ar laterais.

 

APLICATIVO para telefones, de início Android e depois iOS, facilita avaliação de carro usado no ato da compra. Com sugestivo nome Auto Vistoria Evita Mico, permite identificar sinais de adulteração. Gratuito para avaliação interna e externa do veículo; R$ 59,00 para cruzar seu histórico e analisar ruído de motor (usando microfone do aparelho).

 

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2




Fábrica sustentável da GM em Santa Catarina já produziu mais de 350 mil motores

A fábrica da GM do Brasil em Joinville completa quatro anos de operações nesta segunda-feira, dia 27 de fevereiro. Segundo divulgado pela empresa, ela é referência mundial em sustentabilidade e preservação do meio ambiente. A unidade catarinense já produziu mais de 350 mil motores nas versões 1.0 e 1.4 litros, destinados à fábrica da GM em Gravataí/RS.

Os propulsores são utilizados nos modelos Onix e Prisma. Nestes quatro anos de atividades, a produção atingiu 354.129 unidades (até dezembro de 2016) e 136.276 no acumulado do ano passado. Em março de 2014, a unidade de Joinville foi a primeira fábrica do setor automotivo da América do Sul a conquistar a certificação internacional de construção sustentável Leadership in Energy and Environmental Design (Leed Gold) e a segunda a receber a certificação entre as fábricas da GM no mundo. Em outubro do mesmo ano, atingiu o status zero resíduo para aterro, reciclando, reusando e convertendo em energia todos os resíduos das suas operações diárias.

 

A utilização de módulos fotovoltaicos, o uso racional da água e da energia elétrica, tratamento de esgotos por meio de jardins filtrantes e tratamento de água por osmose reversa integram alguns dos processos relacionados à sustentabilidade. O inédito sistema implantado em Joinville, conta com a instalação de 1.280 módulos fotovoltaicos que ocupam uma área de 2.115 metros quadrados, e gera energia para toda a unidade industrial. A energia gerada por este sistema equivale ao consumo de 220 casas.

A fábrica também reutiliza 26 mil metros cúbicos de água/ano, volume equivalente ao consumo de cerca de 100 residências. Os jardins filtrantes ocupam uma área de 650 m² do total dos 3.500 m² ocupados pelo sistema de tratamento de efluentes e geram economia de energia elétrica, – superior a 60% se comparado a uma instalação convencional de 124 MWh/ano – deixa de gerar 3,6 toneladas de CO2 por ano, além de o custo de implementação ser bem menor que uma convencional do mesmo porte.




Ford prepara novo centro de testes aerodinâmicos e climáticos

A Ford anunciou que terá um novo centro global de testes aerodinâmicos de última geração, com tecnologia para atender tanto carros de produção em série como veículos de competição. Esse novo complexo funcionará em Dearborn, no estado americano de Michigan, sede mundial da empresa, incluindo túnel de vento e câmaras climáticas superavançados. O objetivo do projeto, com investimento de US$200 milhões, é desenvolver tecnologias e aprimoramentos de design com foco no desempenho e economia de combustível.

 

“O investimento nessas instalações de classe mundial destaca o compromisso da Ford de ampliar nossa capacidade para continuar a oferecer veículos da mais alta qualidade para os nossos consumidores. A sua construção será iniciada ainda este ano e, quando pronto, estará apto para atender globalmente o mundo Ford”, diz Raj Nair, vice-presidente de Desenvolvimento do Produto Global da Ford.

 

O complexo será instalado numa área de mais de 50.000 metros quadrados, perto do campo de provas da Ford em Allen Park, nas proximidades de Detroit. O novo centro terá ferramentas inovadoras para os engenheiros testarem aprimoramentos no design dos veículos. Seu túnel de vento contará com um novo sistema acionado por cinco correias para reproduzir de forma realista o arrasto aerodinâmico. Com isso, em vez de ter de levar o carro para rodar na pista, a Ford poderá trazer a pista até o veículo.

Para os testes de economia de combustível, cada roda contará com uma correia de acionamento individual. Uma quinta correia, maior, instalada no centro e embaixo do veículo, será capaz de gerar um fluxo de ar de até 250 km/h. O equipamento incluirá ainda um guindaste para alternar os sistemas de uma ou cinco correias – combinando dois tipos de teste na mesma instalação.

O sistema de correia única terá capacidade de operar a até 320 km/h, inaugurando uma nova era para os testes de carros de corrida e alto desempenho. Junto com a pista de rolagem, o novo túnel de vento será capaz de simular o fluxo de ar em ambientes extremos, em velocidades de até 250 km/h ou 320 km/h, para avaliação do design dos carros com maior precisão e repetibilidade. Sua câmara climática poderá produzir temperaturas desde 40°C negativos, mais frio que o Polo Ártico, até 60°C, mais quente que o Deserto do Saara.




BMW  faz recall de airbag em modelos da Série 3

A BMW do Brasil convoca os proprietários dos veículos BMW modelos 320i, 323i, 325i, 325i Coupé, 330i, 330i Cabrio, 525i, 530i, 540i, 540i M Sport, M3, M5 e X5 3.0i e X5 4.4i, fabricados entre 2 de junho de 2000 e 31 de janeiro de 2003, a comparecerem a uma concessionária autorizada da marca para a verificação do airbag do motorista e, se necessário, substituição do componente gratuitamente.

 

Segundo a empresa, apesar de os veículos indicados não terem sido fabricados com airbags defeituosos, não se descarta a possbilidade de terem sido empregados componentes defeituosos posteriormente à sua fabricação, como peças de substituição.

 

Tais veículos podem apresentar falha no funcionamento do airbag do motorista, em decorrência de contato prolongado do gerador de gás do airbag com umidade e/ou da própria fabricação do gerador de gás. Ocorrendo a falha, em caso de acionamento do sistema do condutor em situação usual, um aumento na pressão interna do gerador de gás pode ocorrer, o que vai gerar rompimento da bolsa de ar e projeção de peças de metal através do airbag. Neste caso, não se descarta a possibilidade de ocorrência de danos físicos e materiais ao motorista, aos demais ocupantes do veículo e a terceiros.

 

A BMW estima que a substituição do airbag do condutor ocorra em menos de 2% (dois por cento) dos veículos afetados. A BMW do Brasil destaca também que, até o presente momento, não tem conhecimento de nenhum acidente no Brasil envolvendo os veículos da marca  objeto desta campanha de recall por consequência da falha de funcionamento no airbag do condutor.

 

Essa medida corretiva visa garantir a segurança dos clientes BMW. Os serviços poderão ser realizados a partir de 27 de março de 2017 e o tempo gasto na sua realização é de aproximadamente 25 (vinte e cinco) minutos.

 

 

Os chassis não sequenciais envolvidos são:

 

MODELO DE ATÉ
BMW 320i CF31594 KK70726
BMW 323i FM85046 FM86081
BMW 325i FV85046 KL45965
BMW 325i Coupé JW20336 JW21589
BMW 330i FZ00546 PE00521
BMW 330i Cabrio EH30480 EW01843
BMW 525i GY20382 GY29371
BMW 530i CE59900 CJ52768
BMW 540i BX60469 BX60522
BMW 540i M Sport GG89624 GG91863
BMW M3 JP75142 JP80220
BMW M5 GJ20478 GJ21832
BMW X5 3.0i LM33595 LT41338
BMW X5 4.4i LP00344 LP12277

 

Para verificar se o seu veículo está dentro do sequenciamento de chassis desta campanha ou para mais informações, por favor, acesse www.bmw.com.br/recall, ou entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente BMW, exclusivo para Recall, 0800 019 7097, de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas.

 

 




Empresa alemã desenvolve teto solar de plástico

A utilização de materiais leves na produção de veículos é um dos principais desafios da indústria automotiva, para atender às exigências internacionais de redução do consumo e, consequentemente, as emissões de carbono dos carros. Líder mundial na produção de tetos solares e panorâmicos, a Webasto inova no desenvolvimento de tecnologias e alternativas que auxiliam esses processos. A empresa desenvolveu o equipamento feito em policarbonato.

Esse plástico é transparente, extremamente resistente a impactos e não quebra nem se estilhaça. E mesmo assim é muito leve. Por terem a metade da densidade do vidro, os componentes em policarbonato pesam até 50% menos que peças de vidro idênticas em estrutura. A alta resistência a impactos faz com que ele seja importante principalmente na área do teto, protege os passageiros em caso de acidentes ou pedras que caem no carro, mesmo em tombamentos. No Smart Fortwo, modelo comercializado no Brasil, o sistema pesa apenas 7,6 kg – cerca de 50% mais leve. Outra vantagem é o revestimento em verniz, que permite uma alta resistência a riscos, durabilidade e resistência a influências climáticas.

Mais um destaque técnico é a sua capacidade de absorver a energia solar, evitando o aquecimento excessivo no interior do veículo. Esse efeito pode ser atribuído aos receptores de raios infravermelhos integrados ao policarbonato e no material granular dos quais os painéis são produzidos. A absorção também é benéfica do ponto de vista ecológico, pois contribui para reduzir o consumo do automóvel.




Vela de ignição desgastada aumenta consumo de combustível e causa falhas no motor

A NGK, empresa fabricante de sistema de ignição, lembra o amigo mecânico que a manutenção preventiva das velas auxilia o motorista a economizar combustível.

 

A vela de ignição é o componente responsável por garantir a queima do combustível de forma correta, sem desperdício. Por isso, o bom funcionamento da peça tem influência direta no consumo de gasolina ou etanol. “Além do gasto excessivo de combustível, as velas desgastadas podem causar falhas no motor, dificuldades na partida e até um aumento de emissões de poluentes”, explica o consultor de Assistência Técnica da NGK, Hiromori Mori.

Segundo o especialista da NGK, devido à evolução tecnológica dos veículos, nem sempre o motorista percebe quando a vela de ignição começa a dar problema e a consumir mais combustível. “Por isso, a checagem é tão importante”, diz Mori.

 

A vela de ignição com funcionamento irregular também pode causar danos em outros componentes como cabos, bobinas e catalisador. “Em geral, o valor da troca dos componentes é sempre superior ao da revisão preventiva. Por isso, indicamos a checagem das velas a cada 10 mil quilômetros ou conforme orientação da fabricante do veículo”, alerta o consultor de Assistência Técnica.




Desde 1º de janeiro, o selo do Inmetro é obrigatório para comercialização das autopeças

O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, organismo de certificação acreditado pela CGCRE (Coordenação Geral de Acreditação) do Inmetro, alerta mecânicos e varejistas para a obrigatoriedade da comercialização de componentes automotivos certificados, conforme a Portaria Inmetro n° 301, de 21 de julho de 2011.

As peças listadas nesta portaria são: amortecedores de suspensão, bombas elétricas de combustível para motores do ciclo otto, buzinas ou equipamentos similares utilizados em veículos rodoviários, pistões de liga leve de alumínio, pinos e anéis de trava (retenção), anéis de pistão, bronzinas e lâmpadas para veículos automotivos.

 

A vigência das obrigatoriedades teria início em 25 de julho de 2014, mas após reivindicações do setor por novos prazos em função dos altos estoques na distribuição e no varejo, a Portaria Inmetro n° 29, de 22 de janeiro de 2015, estabeleceu que as exigências previstas para o varejo passariam a vigorar em 1º de janeiro de 2017.

Segundo Mario Guitti, superintendente do IQA, a Portaria Inmetro n° 301 é uma das primeiras de uma série de portarias a proporcionar maior segurança ao consumidor de autopeças. “O principal objetivo é garantir que os produtos de reposição aplicados aos veículos atendem os parâmetros de qualidade estabelecidos pelo programa do Inmetro”, afirma Guitti.

 

Assim, as lojas de autopeças que descumprirem as exigências da portaria, sobre a certificação compulsória dos produtos comercializados no mercado de reposição, poderão sofrer penalidades como advertência, multa, interdição, apreensão e inutilização.

 

Os mecânicos e varejistas interessados em esclarecer dúvidas e obter mais informações podem contatar o IQA no telefone (11) 5091-4545 ou no e-mail negocios@iqa.org.br




Expositores aprovam unificação de setores leves e pesados na Automec 2017

A unificação dos setores de mecânica e serviços de veículos “leves” e “pesados” da indústria automobilística na Automec 2017 – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços deverá trazer mais facilidades aos expositores, aumentar o número de visitantes e otimizar as ações que ocorrerão durante o evento. Grandes fabricantes como Tramontina, de ferramentas industriais, Grupo Randon, de produtos para implementos rodoviários de carga, Delphi, de equipamentos eletrônicos para veículos, Wimpel, de equipamentos para pintura, têm ótimas expectativas quanto à unificação da Feira.

 

A importância da unificação dos setores na Automec vem em bom momento de acordo com o diretor comercial do Mercado de Reposição e Marketing de Autopeças do Grupo Randon, Paulo Gomes. “Todas as nossas empresas têm procurado otimizar as ações, unindo forças, reduzindo custos e focando no melhor atendimento ao cliente”, destaca Gomes, afirmando ainda que esse tipo de atuação do grupo vai justamente ao encontro do novo formato da Feira.

Na Tramontina, o entendimento da diretoria é o de que a unificação facilitará muito seu processo de interação com marcas, expositores e visitantes, uma vez que a empresa fornece ferramentas tanto para representantes de leves quanto para de pesados. A mesma avaliação é feita por José Vitorino de Arruda Filho, proprietário da Wimpel. “Para nós, esse formato ficou muito melhor”.

Nas palavras do diretor de vendas da Delphi, divisão Aftermarket, Arnaldo Leonardo, todos os anos, o grupo leva para a Automec seu portfólio completo de produtos e serviços destinado ao mercado de reposição. São mais de 5 mil itens em produtos de injeção eletrônica, ignição, diesel, climatização & arrefecimento, equipamentos e suspenção & direção, além de serviços para as linhas leve e pesada. “Dessa forma, a reunificação da feira contribui diretamente com a estratégia da Delphi e transforma o evento em uma oportunidade ainda mais rica para os negócios da empresa”, afirma.

 

Entre as marcas que já confirmaram participação na Automec 2017 estão Bosch, ZF Service, Schaeffler, Continental, Dana, Dayco, Magneti Marelli, Mann+Hummel, MTE Thomson, Gedore, Sabo, Mahle, Motul, Delphi e Valeo.

 

Serviço:

Automec 2017 – 13ª Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços

Data: 25 a 29 de abril de 2017

Horário: das 11h às 20h (terça à sexta-feira) / das 9h às 17h (sábado)

Local: São Paulo Expo Exhibition&Convention Center.

Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – Vila Água Funda

Mais informações: www.automecfeira.com.br




Cuidados ao instalar os discos de freios para não deixar folgas

A Nakata, fabricante de autopeças para o mercado de reposição automotiva com uma linha completa de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, faz recomendações para a correta instalação do discos dos freios. Confira as dicas do departamento de qualidade e serviços da fabricante:

 

Preparo – Antes da instalação do disco de freio em veículos, é importante que o mecânico siga algumas instruções para eu não haja folga na instalação mostra como fazer o procedimento em etapas.

 

Limpeza – Limpe as faces de contato entre o disco de freio e o cubo da roda com uma lixa de ferro ou escova de aço para remover qualquer sinal de oxidação ou rebarbas. O acúmulo de resíduos nesse local pode provocar vibrações ou pulsações no pedal durante a frenagem. Lave os discos com desengraxante para remover a película protetora. Não deixe a pinça de freio pendurada pelo flexível. Prenda-a com um gancho resistente para evitar danos no flexível.

 

Cuidados – Examine as pinças quanto a vazamento, o funcionamento dos êmbolos e o deslizamento dos pinos – guia. Se identificar qualquer irregularidade substitua o(s) componente(s). Sempre que trocar os discos as pastilhas também devem ser substituídas e mantenha sempre as mãos limpas durante a instalação para não contaminar as pastilhas.

 

Torque – Mas atenção, o torque excessivo nos parafusos de roda pode provocar empenamento no conjunto cubo/disco/rolamento podendo resultar em trepidações ou pulsações no pedal durante a frenagem. O empeno máximo do conjunto disco/cubo/rolamento na linha leve não deve ser superior a 0.10 mm. Se estiver acima dessa medida remova o disco e coloque a ponta do relógio comparador na borda do cubo. Gire o cubo vagarosamente e faça a leitura. Se for maior que 0,04mm pode ser que o cubo esteja empenado ou os rolamentos com folga excessiva. Faça as substituições necessárias para a correção do problema antes de instalar os novos discos de freio.

 

Alerta – Folgas entre os componentes da direção e suspensão como os terminais axiais podem provocar vibrações ou golpes no volante durante frenagens induzindo o reparador a um diagnóstico incorreto de disco empenado. Após a substituição das pastilhas e discos os freios não devem ser solicitados bruscamente (exceto em emergências) durante os primeiros 400 km. Essa quilometragem é  necessária para permitir o assentamento do material de atrito.