Lançamento: Chevrolet Cruze Sport 6 com motor turbo

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Hatch médio tem visual aprimorado para diferenciar-se do sedã. As calibrações de suspensões também são especificas para reforçar a esportividade do modelo

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação


Dia 09/12 a General Motors mostrou para a imprensa especializada brasileira o Chevrolet Cruze Sport6, a versão hatch do sedã lançado no mês de junho.

O hatch médio utiliza o mesmo propulsor Ecotec 1.4L turbo flex do irmão sedã, ele é montado com bloco e cárter de alumínio e comando de válvulas variável. O cabeçote possui coletor de escape integrado. Utiliza ainda injeção direta, controle eletrônico de aceleração (ETC), turbo compressor e sistema Stop/Start.

Entrega potência de 150 cv (G) a 5.600 rpm /153 cv (E) a 5.200 rpm. O torque é de 24 kgm (G) a 2.100 rpm/ 24,5 kgfm (E) a 2.000 rpm.

Segundo dados de eficiência energética do Inmetro recebeu nota A. Consome 11,3 km/L de gasolina na cidade e 13,6 km/L na rodovia. Abastecido com etanol chega a 7,6 km/L e 9,3 km/l, respectivamente. Na média, é cerca de 30% mais econômico que o modelo de geração anterior, equipado com o propulsor 1.8L aspirado.

Completa o trem de força a transmissão automática de 6 velocidades com Active Select para trocas manuais.

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A suspensão dianteira é do tipo independente McPherson, com barra estabilizadora ligada a hastes tensoras e molas helicoidais com carga lateral. Na traseira é do tipo eixo de torção, semi-independente e molas helicoidais. Elas têm ajustes diferentes dos utilizados no sedã, pois a marca privilegiou a condução esportiva, o que significa que eles não compartilham estas peças na reposição. A calibração da direção elétrica também é exclusiva.

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Mudanças visuais e dimensões Cruze Sport6
Na dianteira o Cruze hatch traz faróis e grade superior integrados com entradas de ar bipartidas. O para-choque dianteiro é de estilo “RS” norte-americano, com aletas exclusivas, faróis auxiliares horizontais e spoiler integrado à base pintado em preto fosco.

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A traseira é alta, com lanternas que lembram as do Camaro, pela disposição das lâmpadas e assinatura luminosa que criam à noite, ela é 217 mm mais curta que a do sedã. O para-choque tem acabamento exclusivo e elementos inspirados no da versão “RS”. Traz defletores nas extremidades, moldura fosca e saída de escape alargada.

Na parte superior da tampa do porta-malas um aerofólio que integra a terceira luz de freio.

As laterais são marcadas pela curvatura do teto que vai do para-brisa até os pilares posteriores. As rodas de alumínio aro 17 com raios em forma de “Y” completam o conjunto.

No total, o Cruze Sport6 mede 4.448 mm de comprimento, a largura é de 1.807 mm, para uma distância entre os eixos de 2.700 mm. A capacidade do porta-malas é de 290 litros e o tanque de combustível recebe até 52 litros.

Cruze Sport 6, versões equipamentos e preço sugerido
O interior do hatch médio Chevrolet teve os painéis de instrumentos e das portas redesenhados, os consoles com porta-objetos foram redistribuídos. Permanece o conceito “dual-cockpit” que separa a área do painel destinada ao motorista e ao passageiro. No volante há regulagem de altura e profundidade. Ele é multifuncional, agrupa teclas na parte dianteira e traseira.

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O quadro de instrumentos traz os principais dados do veículo e vem com um computador de bordo de última geração.

A versão LT tem preço sugerido de R$ 89.990. Ele traz de série o controle eletrônico de tração e de estabilidade, freios ABS com EBD (distribuição da força de frenagem) e PBA (frenagem de emergência), direção elétrica progressiva, luz de condução diurna, controle de cruzeiro, abertura e fechamento dos vidros por controle remoto, tomada de 12V também para os ocupantes traseiros, revestimento premium dos bancos, OnStar, air bags frontais e laterais, cintos de segurança de três pontos e sistema isofix de fixação de cadeirinha infantil. Assistente de partida em rampas, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, sistema de áudio de alta definição, multimídia MyLink com Android Auto e Apple CarPlay.

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A opção topo de linha LTZ custa R$ 110.990, tem a mais o teto solar, airbags de cortina, faróis com regulagem de altura, luz de condução diurna em LED, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, sensor de chuva, sensor crepuscular, abertura das portas por sensor de aproximação na chave, partida por botão no painel, acionamento da ignição por controle remoto, retrovisores externos com rebatimento elétrico e aquecimento, retrovisor interno eletrocrômico, multimídia MyLink tela de 8” com GPS integrado e mapas 3D, acabamento da grade e das maçanetas externas em cromo, rodas com acabamento escurecido.

O modelo pode vir equipado opcionalmente com os seguintes itens:

– Assistente de permanência na faixa
– Alerta de colisão frontal
– Alerta de ponto cego
– Sistema de estacionamento semiautomático
– Farol alto inteligente
– Carregador de celular sem fio
– Banco do motorista com ajustes elétricos
– Monitoramento da distância do veículo à frente.

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A expectativa da Chevrolet é alcançar a liderança do segmento dos hatches médios.




Lançamento: Fiat Toro motor 2.4 Flex Tigershark

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FCA incluiu no mix de produtos a picape Toro com propulsor 2.4 Tigershark Multiair. A versão Freedom da picape lançada em 2016 ainda conta com a transmissão automática de 9 velocidades e direção com assistência elétrica

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação


A Fiat mostrou para a imprensa especializada em São Paulo a picape Toro Freedom com motor 2.4 Flex Tigershark Multiair Flex 16v e transmissão automática AT9 com direção de assistência elétrica progressiva. Sua potência é de 186 cv (E)/ 174 cv (G) a 6.400 rpm e torque de 24,9 kgfm (E)/ 23,5 kgfm (G).

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O nome Tigershark é uma homenagem ao Tubarão Tigre e também a um avião caça-bombardeiro americano.

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Apesar de ser um projeto global da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), o propulsor passou por desenvolvimento especifico para o Brasil, por causa do sistema Flex. É inteiramente em alumínio, inclusive o bloco, os quatro pistões de altura reduzida contam com pinos flutuantes, além de revestimento especial (Diamond-Like Carbon).

Estes pistões se ligam a um virabrequim forjado, de maior resistência e durabilidade. Segundo a fabricante, todos os componentes internos deste motor foram especialmente projetados para trabalhar com o Start/Stop que, com múltiplas partidas no trânsito urbano, exige mais das especificações do motor.

Vários outros componentes foram aperfeiçoados, tanto para diminuir consumo como para aumentar rendimento do motor. Utiliza o sistema MultiAir2, responsável por variar o tempo e abertura das válvulas de admissão por um sistema eletro-hidráulico (comandado pelo gerenciamento eletrônico do motor). Ele melhora a eficiência da queima do combustível e reduz as emissões de escape.

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Componentes e tecnologias do motor Tigershark
• Bobinas de ignição aplicadas diretamente nas velas, que tem eletrodos de platina e irídio
• Ventilador do radiador e bomba de combustível, que contam com gerenciamento eletrônico tipo PWM
• Alternador inteligente, que aproveita momentos de desaceleração ou frenagem do veículo para recarregar a bateria com mais intensidade e economizar combustível
• Comando de válvulas acionado por corrente metálica, a qual não necessita de reposição
• Correia de acessórios com tensionador automático
• HCSS (Heated Cold Start System), desenvolvido pela Magnetti Marelli que dispensa o reservatório de gasolina suplementar para partida a frio em um sistema flex.
• Start/Stop que desliga o motor de forma instantânea quando o carro se encontra parado e volta a ligá-lo automaticamente quando o motorista aciona novamente o acelerador
• Tecla Sport localizada no centro do painel, ela muda o mapa de calibração do motor, deixa a picape mais ágil e com um comportamento mais esportivo.

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Suspensões e freios Fiat Toro motor Tigershark
A picape Toro utiliza suspensão dianteira tipo McPherson com rodas independentes, braços oscilantes em aço estampado fixados ao subchassis e barra estabilizadora. Na traseira ela é independente Multi-link com links transversais e longitudinais e barra estabilizadora. Os amortecedores são hidráulicos, telescópicos de duplo efeito e as molas helicoidais.

Os freios são a disco ventilado (Ø de 305 mm) com pinça flutuante na dianteira e a tambor (Ø de 254 mm) com sapata autocentrante e regulagem automática de jogo na traseira.

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Preço sugerido e itens de série
A picape Fiat Toro Freedom com motor 2.4 Tigershark tem preço sugerido de R$98.730. Entre os itens de série traz:

ASR (Controle de Tração)
Abertura elétrica bocal de abastecimento
Alarme antifurto
Alertas de limite de velocidade e manutenção programada
Alça de segurança traseira com luz de leitura incorporada
Três apoios de cabeça traseiros
Ar-condicionado
Banco do motorista com regulagem de altura
Bolsa porta-objetos nas portas e porta-copo na lateral traseira
ESP (Controle Eletrônico de Estabilidade)
Hill Holder (sistema ativo freio com controle eletrônico que auxilia nas arrancadas do veículo em subida)
HSD (High Safety Drive) – Airbag duplo (motorista e passageiro) e Freios ABS com EBD
Gancho universal para fixação cadeira criança (Isofix)
Ganchos para amarração de carga na caçamba
Lanterna traseira a LED
My Car Fiat (personaliza várias funções do carro)
Para-choque dianteiro com pintura parcial na cor do veículo
Para-choque traseiro com soleira cromada
Piloto automático com controlador de velocidade
Porta-escadas
Porta-luvas iluminado
Porta-óculos
Quadro de instrumentos 3,5″ com relógio digital, calendário e indicador de temperatura externa multifuncional em TFT, personalizavel
Radio Connect (RDS, entrada USB/AUX (no console central), Viva-voz Bluetooth e função Audio Streaming)
Retrovisores externos com comando manual
Retrovisores externos com luzes indicadoras de direção integradas
Retrovisores externos elétricos com memoria (Tilt down /rebatimento / luz de conforto)
Revestimento de caçamba
Revestimento externo na coluna central das portas
Rodas de aço estampado 6.5 x 16″ (Super Spoke) + Pneus 215/65 R16
Sensor de estacionamento traseiro
Travas elétricas (Travamento automático a 20 km/h, indicador de portas abertas, luz interna com temporizador e tampa do combustível)
Vidros climatizados verdes
Vidros elétricos dianterios e traseiros com one touch e antiesmagamento lado mororista
Volante EAS – Energy Absorbing System
Volante com alavancas de seleção das marchas tipo borboleta
dTPMS (Sensor de pressão dos pneus).




Lançamentos: Mobi com motor 3 cilindros

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Subcompacto da Fiat ganha versão Drive, ela é equipada com o novo propulsor Firefly 1.0 três cilindros que entrega 77 cv de potência

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação


Dia 23/11, em Tuiuti (SP), a FCA-Fiat Chrysler Automóveis apresentou o Mobi Drive. Ele é equipado com o novo propulsor 1.0 de 3 cilindros 6 válvulas Firefly montado em bloco de alumínio. Entrega potência de 72 cv a 6.000 rpm (G)/ 77 cv a 6.250 rpm (E) e torque de 10,4 kgfm (G)/ 10,9 kgfm (E) a 3.250 rpm, o mesmo utilizado no novo Uno.

Motor 1.0 Firefly de três cilindros

Motor 1.0 Firefly de três cilindros


Trata-se de um propulsor global do Grupo FCA- Fiat Chrysler Automóveis, nele a câmara de combustão foi redesenhada. Utiliza taxa de compressão alta (13,2:1), corrente de comando e óleo do motor de baixa viscosidade (0W20).

As válvulas de admissão são responsáveis, em parte, pela aspiração da mistura ar-combustível para dentro dos cilindros, enquanto as válvulas de escape auxiliam a expulsão dos gases resultantes da combustão. A quantidade de válvulas não é a única determinante para o fluxo dos gases. Outros fatores influenciam esta dinâmica, como o desenho e o formato dos dutos de admissão e escapamento e a configuração do comando de válvulas.

O conjunto valvetrain, que consome menos energia por contar com menos elementos, se beneficia do sistema de roller finger. O dispositivo adota um rolamento exatamente na posição de maior atrito do conjunto, ou seja, no ponto de contato com o came (ressalto do eixo de comando). Esta solução reduz a perda de energia e, com menos força para se movimentar internamente, mais potência e torque sobram às rodas do veículo. E isto também se converte em redução de consumo e menos emissões.

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O sistema de ignição Top Coil possui uma bobina por cilindro, elas são dedicadas e operam com energia de 70 mJ. As velas de ignição utilizam eletrodo composto por liga de irídio com eletrodos mais finos e pontiagudos.

A movimentação dos pistões e virabrequim foi otimizada. Tradicionalmente, a linha central dos pistões de um motor fica alinhada com o centro do eixo do virabrequim. Isso faz com que o ângulo entre a biela e a parede do cilindro seja igual, tanto na expansão, quando é aplicada uma grande força na cabeça do pistão depois da queima da mistura ar/combustível, quando esta força é bem menor. Para diminuir o atrito entre pistão e cilindro, ele possui um offset de 10 mm entre o eixo do virabrequim e o centro dos pistões. Este deslocamento reduz o atrito do conjunto, o que resulta em mais energia final.

A bomba de óleo é de deslocamento variável e altera o fluxo de acordo com a necessidade do motor para demandar menos potência e reduzir consumo e emissões.

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O propulsor utiliza comando de válvulas roletado e o CVCP (Continuously Variable Cam Phaser – variador contínuo do comando de válvulas).

A vareta de óleo é integrada à tampa e passa por dentro do motor, o que evita vazamentos de óleo e facilita a manutenção. Além disto, o filtro de óleo é posicionado embaixo do carro, protegido entre o cárter e o suporte do compressor do ar-condicionado para facilitar a troca.

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Mobi Drive, preço sugerido e itens de série
Com preço sugerido de R$ 39.870 ele é equipado de série com direção elétrica, a qual traz a função City, ativada por meio de um botão no painel. Ela reduz a necessidade de esforço durante as manobras de estacionamento e é desativada automaticamente em velocidades maiores.

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No interior, o painel tem tela de LCD de alta resolução junto ao quadro de instrumentos, com diversas funções, como velocímetro digital, econômetro, trip A e B, alerta de lâmpadas queimadas, temperatura e número de horas em funcionamento do motor, entre outras.

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Traz ainda, o ar-condicionado, chave canivete com telecomando, vidros elétricos nas portas dianteiras e trava elétrica nas quatro portas com função one touch e antiesmagamento, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, abertura interna da tampa do tanque de combustível e do porta-malas, volante com regulagem de altura, cintos de segurança dianteiros com regulagem de altura, banco traseiro bipartido, cargo box, lane change, ESS, sinalização de frenagem de emergência, e pneus “superverde” com alta durabilidade e maior aderência.

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Mobi Drive itens opcionais
A Fiat oferece para o subcompacto propulsor 3 cilindros o Live On. Por meio de um exclusivo app, transforma um smartphone comum na central multimídia do veículo, que pode ser acessada pela própria tela do aparelho ou pelo volante multifuncional, via Bluetooth.

Ele oferece navegação intuitiva, incorpora os aplicativos mais usados no smartphone quando o usuário dirigi em um único menu. Tem suporte retrátil no painel do veículo com acabamento em preto brilhante e entrada USB, que pode ser usada para carregar a bateria do smartphone.

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Além de acessar aplicativos de trânsito e de músicas como o Spotify, rádios, fotos, internet e realizar e receber chamadas, traz ainda uma série de aplicativos exclusivos que auxiliam o motorista, como o EcoDrive, que orienta a dirigir o veículo com economia de combustível e redução de emissões, e o Onde Parei?, que informa o último local em que o veículo estacionou, isso facilita a localização.

Há ainda rádio Connect com Bluetooth com entradas USB e auxiliar, retrovisores elétricos com Tilt Down e luz de seta integrada, sensor de estacionamento traseiro, volante multifuncional, faróis de neblina, alarme com telecomando, console de teto com espelho auxiliar e rodas de liga leve 14 polegadas. Bancos com acabamento premium, porta-óculos, porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros, apoio para o pé e detalhes com acabamento em preto brilhante, central multimídia com TV Digital e retrovisor interno com câmera de ré.

A projeção é de que o Mobi Drive represente 20% do total das vendas do subcompacto.




Lançamentos: Renault lança novos motores 1.0 e 1.6

Produzidos no Paraná, os motores 1.0 3 cilindros e o 1.6 quatro cilindros integram a nova família global de propulsores da fabricante francesa

Texto: Edison Ragassi
Foto: Divulgação


Em Curitiba (PR), a Renault mostrou para a imprensa especializada brasileira, dia 01/12, os novos motores 1.0 SCe (Smart Control Efficiency) para a linha Sandero e Logan e 1.6 SCe para Sandero, Logan, Duster e Duster Oroch. Eles foram desenvolvidos no Brasil pela Renault Tecnologia Américas (RTA), algumas das soluções utilizadas vieram da Fórmula 1.

Motor 1.0 SCe no Sandero

Motor 1.0 SCe no Sandero


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O 1.0 SCe 12v de três cilindros traz duplo comando de válvulas variável na admissão e escape. Todo em alumínio, segundo divulgado é 20 kg mais leve que o antecessor. Os anéis de pistão, tuchos e polias variáveis (VVT) são revestidos em DLC (Diamond Like Carbon), um composto de carbono com propriedades de dureza muito altas por causa da sua estrutura similar ao diamante (daí a inspiração para o seu nome).

Motor 1.6 SCe no Sandero Stepway

Motor 1.6 SCe no Sandero Stepway


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No 1.6 SCe, 16v de quatro cilindros, esses elementos são revestidos em PVD (Physical Vapor Deposition), o comando de válvulas é duplo e variável na admissão. Os injetores foram posicionados no cabeçote, também em alumínio. Segundo divulgado é 30 kg mais leve que o utilizado anteriormente.

Outra solução encontrada para melhorar a eficiência é a bomba de óleo variável (1.0 SCe). Ela surgiu nas pistas de competições e chega aos carros de rua, ajusta automaticamente o fluxo de óleo enviado de acordo com a rotação e a carga do motor. Como resultado, o propulsor absorve menos energia e, consequentemente, fica mais econômico.

Incorporaram em ambos os motores o sistema ESM (Energy Smart Management) de regeneração de energia, o qual já equipa Duster e Oroch com o motor 2.0 desde a metade do ano. Durante a desaceleração do carro, quando o motorista retira o pé do acelerador, o motor continua girando sem consumir combustível. Nesse momento, o alternador automaticamente passa a recuperar energia e enviá-la para a bateria, que aumenta sua carga sem consumo de combustível. Quando ocorre a aceleração, o alternador não precisa “roubar” energia do motor para enviar à bateria, já que houve a carga na desaceleração. Esse sistema garante um consumo até 2% menor.

Sandero Vibe, Sandero Stepway e Logan

Sandero Vibe, Sandero Stepway e Logan


O sistema de direção passa a ter assistência eletro-hidráulica com esforço variável. Ele se ajusta de acordo com a velocidade, fica mais pesada em altas velocidades. A bomba da direção passa a ser acionada por um motor elétrico à parte, e não pelo motor do carro, isso evita a perda de potência e se reduz em até 3% o consumo de combustível.

Motor 1.6 SCe no Logan

Motor 1.6 SCe no Logan


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Nos modelos 1.6 SCe do Sandero e Logan, incluíram o Stop&Start que desliga o motor automaticamente quando o veículo para em semáforo/congestionamento. Ele religa automaticamente quando o motorista começa a pressionar o pedal da embreagem, o que segundo as medições da fabricante, economiza até 5% de combustível. Pode ser ativado/desativado conforme a necessidade por meio de um botão à esquerda do volante.

O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), avaliou o consumo de Sandero e Logan com os novos propulsores 1.0 SCe e 1.6 SCe. O hatch 1.0 chega a 14 km/l de gasolina, enquanto que no sedã 1.0 o consumo é de 13,8 km/l ao utilizar o combustível mineral. O motor 1.6 no hatch atinge 12,8 km/l e o sedã 13 km/l. Já no Duster 1.6 o consumo é de 11,3 km/l.

Equipados com os novos propulsores o Sandero tem preço inicial de R$ 42.400 (1.0L) e R$ 49.770 (1.6L). O Logan custa R$ 46.300 (1.0L)/ R$52.750 (1.6L). O Duster sai por R$ 69.200 e a picape Duster Oroch R$ 69.620.

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Destaques do motor 1.0 SCe:
– Duplo comando de válvulas variável
– Bloco do motor, cabeçote, pré-cárter e cárter em alumínio
– Comando de válvulas por corrente no lugar de correia
– Polias, tuchos e anéis de pistões com revestimento em DLC (Diamond Like Carbon)
– Tampa de cabeçote plástica com bolhas de ar
– Coletor de escapamento integrado ao cabeçote
– Bielas fraturadas
– Bielas forjadas em aço
– Virabrequim de aço forjado
– Bomba de óleo de vazão variável

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Destaques do motor 1.6 SCe:
– Bloco do motor, cabeçote, cárter e pré-carter em alumínio
– Duplo comando de válvulas variável na admissão
– Comando de válvulas por corrente no lugar de correia
– Injetores posicionados no cabeçote
– Pistões e anéis com baixo atrito
– Coletor de escapamento integrado ao cabeçote
– Bielas forjadas em aço
– Virabrequim de aço forjado
– Sistema de acessórios com acionamento través de correia elástica

Assista em nosso Facebook ao vídeo que fizemos na apresentação desses motores clicando aqui.




Lançamento: JAC T5 com câmbio automático

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SUV compacto da JAC Motors quer conquistar mercado pelo custo-benefício: motor 1.5 flex de 127 cv agora tem a companhia de câmbio automático do tipo CVT

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Divulgação


A JAC Motors lançou no Brasil em novembro sua grande aposta para 2017: o modelo T5 com câmbio automático. Depois de ter estreado no mercado no mês de março, o SUV compacto agora ganha transmissão CVT, de variação contínua, mas com opção de trocas manuais graças ao modo de simulação de 6 marchas sequenciais.

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Somadas as vendas de todos os modelos desse segmento, a procura por câmbio automático entre os SUVs compactos ultrapassa os 75% do mercado. Por isso, o presidente da JAC Motors do Brasil, Sérgio Habib, durante o lançamento, chegou a apontar para o modelo e declarar: “essa é a nossa vida, agora”. Limitada a vender 4.800 carros por ano devido ao Inovar-Auto, a empresa espera vender pelo menos 300 unidades do T5 CVT por mês. Tanto que a estratégia de lançamento é vender as duas versões, manual e automática, pelo mesmo preço: R$ 69.990.

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De acordo com a fabricante, o ajuste do modelo para o mercado brasileiro demandou 600 mil km rodados em testes, culminando em uma nova calibração da TCU (Transmission Control Unit, ou Unidade de Controle da Transmissão), visando gerar maior agilidade de resposta aos comandos do acelerador, deixando o carro mais ao gosto do público local.

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O T5 CVT possui motor de 1,5 litro, com quatro válvulas por cilindro, comando de admissão variável (VVT) e sistema JetFlex que dispensa o uso do tanquinho de gasolina para as partidas a frio. É capaz de gerar potência máxima de 125 cv (gasolina) e 127 cv (etanol), ambos a 6.000 rpm. O torque máximo é de 152 Nm (gasolina) e 154 Nm (etanol) a 4.000 rpm.

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Câmbio belga
Desenvolvida pela empresa belga Punch Powertrain, a caixa de transmissão CVT que equipa o JAC T5 CVT possui três modos de uso: Drive (modo automático convencional), Sport (modo esportivo, com mudança de relações em rotações do motor mais altas) e Sequencial (com a simulação de seis marchas à frente, comandadas pela alavanca no console central, nas posições identificadas por “+” e “-”). Esta caixa ainda tem a função WIN, que proporciona mais aderência em pisos escorregadios, bloqueando o câmbio numa relação mais longa para evitar que as rodas motrizes patinem nas arrancadas.

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O JAC T5 CVT traz uma lista considerável de itens de segurança e auxílio à direção, como o cruise control (piloto automático acionado por teclas no volante), ESP (controle eletrônico de estabilidade), TCS (controle eletrônico de tração), HSA (assistente de partida em rampas), EBD (distribuidor eletrônico de frenagem), BAS (assistente para frenagens de pânico), BOS (pedal “inteligente” de freio, que anula a aceleração quando os dois pedais são pressionados simultaneamente) e luzes diurnas de LED. A direção possui assistência elétrica e os freios são a disco nas quatro rodas.

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Ainda traz sensor de monitoramento de pressão dos pneus (TPMS, Tyre Pressure Monitoring System), que identifica quando algum dos pneus está com calibragem 20% abaixo da recomendada. Outros itens de série são o sensor de estacionamento e os faróis com regulagem elétrica de altura.

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Destaque também para o kit multimídia (fornecido pela Foxconn), com mirror link e tela de 8 polegadas, totalmente em português. Possui conexão HDMI e Bluetooth, leitor de MP3, entradas USB e SD Card e oferece a função “Link”, que permite conectar, espelhar e operar todas as funções de alguns modelos de smartphones ou tablets através do touchscreen da tela. O sistema incorpora também a câmera de ré.

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Ficha técnica

JAC T5 CVT
Dimensões
Comp./ Larg. / Alt.(mm): 4.325 × 1.765 × 1.625
Entre eixos (mm): 2.560
Bitola Diant. / Tras. (mm): 1.480 / 1.475
Peso em ordem de marcha (kg): 1.220
Capacidade do porta-malas (L): 600
Capacidade do tanque de combustível (l): 45

Motorização
Versão: 1.5 VVT 16V JetFlex
Tipo de motor: 4 cilindros em linha
Deslocamento volumétrico (cm³): 1.499
Diâmetro (mm): 75
Curso (mm): 84,8
Comando de válvulas: DOHC 16V VVT
Potência Máxima (cv/rpm): 125/6.000 (Gasolina) – 127/6.000 (Etanol)
Torque Máximo (Nm/rpm): 152/4.000 (Gasolina) – 154/4.000 (Etanol)
Taxa de compressão: 10:1

Transmissão
Tipo CVT, com 6 marchas virtuais

Suspensões
Dianteira: Independente, tipo McPherson, com molas helicoidais e barra estabilizadora
Traseira: Semi-independente, eixo de torção, com molas helicoidais e barra estabilizadora

Freios
Discos ventilados na dianteira e discos sólidos na traseira

Rodas
Pneus: 205/55 R16
Rodas: Em liga de alumínio 16″

Performance
Velocidade máxima: 192 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,3 segundos




Lançamento: Camaro 2017 com novo motor e câmbio

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O Muscle Car da Chevrolet ganhou trem de força mais potente, uma nova arquitetura, ficou mais leve e recebeu novo visual

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação


“O mais potente Camaro SS de todos os tempos”, assim a General Motors define a 6ª geração do Chevrolet Camaro que chega ao Brasil. O modelo foi apresentado para a imprensa especializada, dia 26/10 na cidade de Mogi Guaçu/SP.

Ele é equipado com o novo motor V8 6.2L, o mesmo do Corvette Stingray, porém, cerca de 20% dos componentes foram desenvolvidos para atender às especificações do Muscle Car, o que inclui um sistema de escapamento tubular em forma de “Y”.

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Camaro com motor mais potente e econômico

Segundo divulgado pela GM, este propulsor está até 20% mais econômico, isso graças as tecnologias avançadas, como a nova geração do sistema AFM (Active Fuel Management), a qual desliga automaticamente os cilindros. Em velocidades de cruzeiro, como em uma viagem tranquila por uma rodovia, o sistema de gerenciamento do motor desativa metade dos cilindros para poupar combustível.

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Ainda traz sistema de injeção direta de combustível e comando de válvulas continuamente variável.
Comparado ao modelo de geração anterior, a linha 2017 do superesportivo recebeu mais 55 cavalos de potência e 7 kgfm de torque. Ao todo são 461 cv a 6.000 rpm e 62,9 kgfm a 4.400 rpm. A tração é traseira, como em carros de competição.

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Nova transmissão automática de 8 marchas

Não foi só o motor que recebeu evoluções. A transmissão automática também é nova. Traz agora 8 marchas, de relações curtas para oferecer trocas rápidas e fluídas. O motorista pode optar por fazer a troca manualmente, por meio de aletas atrás do volante.

O Camaro ainda traz um sistema de ressonadores que intensifica o ronco do som do motor dentro da cabine em giros mais altos.

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Suspensões independentes na dianteira e traseira


A suspensão dianteira é independe do tipo McPherson com barra estabilizadora. Na traseira, também independente, o sistema é Multi-link.

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Freios para carros de competição

Para segurar a cavalaria, freios Brembo antiblocante (ABS) com EBD, a discos ventilados de alta performance com 4 pistões nas 4 rodas.

Os pneus são mais largos atrás, as medidas são 245/40 ZR20 (D) e 275/35 ZR20 (T). Por serem do tipo Run Flat, podem rodar emergencialmente mesmo furados por uma determinada quilometragem. As rodas são de alumínio aro 20 polegadas.

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Visual renovado segue o desenho global da Chevrolet

A nova geração do Camaro tem faróis retangulares ressaltados por DRL na parte inferior. A grade está mais fina e os spoilers dianteiros maiores.

Nas laterais os vincos foram acentuados para reforçar a musculatura do carro.

A traseira manteve as lanternas horizontais de dois elementos, além do novo desenho, recebeu efeito dos LEDs. O aerofólio é exclusivo do modelo SS passa a ser do tipo suspenso, sustentando por três pilares. A empresa declara que o novo formato da peça ajudou a elevar em 50% o “downforce” traseiro.

O para-choque posterior foi redesenhado e ganhou vincos nas extremidades. Na parte inferior, um aplique escuro para agrupar a dupla saída de escape e a luz de ré na parte central.

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Desenho interior do Camaro preserva visual retrô

No interior, o quadro de instrumentos com o “canhão” do conta-giros à esquerda e o do velocímetro à direita, ambos analógicos foram preservados.

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A novidade é uma tela de alta definição, de oito polegadas, entre os dois mostradores. Configurável, a tela pode exibir informações adicionais de performance, navegação, do multimídia e do computador de bordo.

– Informações gerais do veículo: velocidade instantânea; odômetro parcial; consumo médio; velocidade média para duas viagens; autonomia; consumo instantâneo; vida útil do óleo; monitoramento de pressão dos pneus; média e melhor consumo nos últimos 50, 100 e 650 km; cronômetro; horas do motor; horas marcha lenta do veículo
– Informações de performance: indicador de força-g; cronômetro de desempenho; cronômetro de volta; temperatura do óleo; pressão do óleo; temperatura do fluído de transmissão; indicador de temperatura dos pneus
– Informações do áudio: navegação pelas músicas, entre estações favoritas e seleção da fonte de áudio
– Informações do telefone: realização de chamadas telefônicas; visualização dos contatos; indicador da bateria e sinal do celular pareado
– Informações de navegação: informações de rota ativa no navegador do Chevrolet MyLink
– Opções: função de aviso de velocidade; seleção das telas a serem exibidas em Informações Gerais do Veículo e Informações de Performance, por exemplo

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Outra tela, de 8 polegadas, posicionada na parte central do painel e sensível ao toque, exibe as funções do multimídia MyLink, com Android Auto e Apple CarPlay, comando de voz e sistema de navegação com mapas em 3D.

No console central os comandos do sistema de ar-condicionado (dual zone) foram incorporados às molduras das saídas de ventilação e o freio de estacionamento passa a ter acionamento elétrico.

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O Novo Camaro permite ainda a customização da iluminação dos LEDs internos que contornam o multimídia, os painéis de porta e o porta-copos central. São 24 opções de cores disponíveis.

A cor ambiente também muda quando o motorista troca os modos de condução. Na posição “Passeio”, indicado para uma condução mais tranquila, a iluminação fica azul clara. No modo “Pista”, que deixa o comportamento do carro completamente arisco, a iluminação fica vermelha.

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Os bancos dianteiros estão mais anatômicos e confortáveis, receberam sistema de ventilação interno e ajuste elétrico com três opções de memória, válidas também para os retrovisores externos. O volante foi redesenhado traz base reta.

Ainda tem partida remota pela chave ou por botão no painel, sistema de destravamento das portas por aproximação (keyless), carregador de celular wireless, sistema de som Bose, 8 airbags, alerta de movimentação traseira, alerta de ponto cego com sensor de aproximação repentina e alerta de pressão e temperatura dos pneus, entre outros.

O acabamento interno é premium, com maior atenção às partes em que os ocupantes têm contato, como os apoios de braço, bancos, console central e inserto do painel. Há superfícies soft touch e costuras pespontadas em cor de destaque, elas contrastam com o revestimento predominantemente escuro do habitáculo.

A alavanca do câmbio conta com aplique em alumínio fosco e a assinatura Camaro no topo e na base.

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Camaro edição comemorativa 50 anos

O superesportivo da Chevrolet comemora cinco décadas de produção. Para isso, a marca da gravata dourada preparou 500 unidades numeradas, das quais 100 são comercializadas no Brasil.

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Ofertada apenas na carroceria cupê, a série especial comemorativa ao cinquentenário do Camaro tem preço sugerido de R$ 297.000 traz itens específicos:

Exterior
– Pintura Cinza Graphite
– Faixas decorativas no capô e na tampa traseira
– Grade versão “50th” com detalhes cromados
– Defletor dianteiro na cor do veículo
– Emblemas decorativos “Fifty” nas laterais do veículo
– Roda de alumínio aro 20″ com design especial e calota personalizada “50th”
– Pinça de freio laranja

Interior
– Acabamento em dois tons: preto e cinza escuro
– Bancos e detalhes com costura laranja e emblema “Fifty”
– Painel dianteiro com acabamento customizado
– Soleiras iluminadas com emblema comemorativo “50th”

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Os compradores receberão uma identificação com a numeração de cada veículo. Em 2017, a GM do Brasil passa a comercializar os modelos cupê SS e conversível.




Lançamento: Fusion Hybrid 2017 ganha equipamentos

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Sedã grande da Ford com motor elétrico e a combustão recebe tecnologia semiautônoma e pequenas mudanças visuais

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação


No Rio de Janeiro, a Ford lançou dia 25/10, o sedã grande Fusion Hybrid 2017. Importado do México, o modelo possui um motor a combustão 2.0L (HEV iVCT) de ciclo Atkinson movido a gasolina, com comando independente variável de válvulas. Ele entrega potência de 143 cv a 6.000 rpm e torque e 17,85 kgfm a 4.000 rpm e um motor elétrico, alimentado por bateria de alta tensão. O gerenciamento dos dois propulsores é feito pela transmissão continuamente variável e-CVT, a potência combinada é de 190 cv.

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Bateria autocarregável


A bateria de íons de lítio que alimenta o motor elétrico tem capacidade de 1,4 kWh. É autorrecarregável e não necessita ser alimentada na rede externa de energia.

O sistema de freios regenerativos aproveita a energia das frenagens para recarregar a bateria. Ele atua de forma modulada, simula o freio-motor (marcha reduzida) no primeiro estágio para desacelerar o veículo suavemente. Já nas frenagens bruscas funciona como os freios convencionais, sem regeneração.

Para aumentar a eficiência aerodinâmica, a grade dianteira recebeu controle ativo o novo recurso auxilia na economia de energia. Ela se fecha automaticamente quando não há necessidade de refrigerar o motor para reduzir o arrasto de ar.

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Transmissão e-CVT com seletor

A transmissão e-CVT vem com o novo seletor rotativo E-Shifter, que substitui a alavanca de câmbio tradicional. Ele agrega novas funções, no modo Low, acionado por um botão no console, ajuda a segurar o carro em descidas usando o freio-motor. Mantém a velocidade selecionada pelo motorista e otimiza o carregamento da bateria, atua como uma marcha reduzida.

Há também uma função de segurança. Quando a porta do carro é aberta, o comando da transmissão entra automaticamente no modo de estacionamento (P).

A direção com assistência elétrica sensível à velocidade e o compressor elétrico do ar-condicionado são outros itens que contribuem para a eficiência energética. Com tanque de combustível de 52,7 litros, ele pode ter uma autonomia de até 885,6 km.

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As suspensões são independentes, McPherson na dianteira e Control Link na traseira, desenvolvida e patenteada pela Ford. As calibrações de molas e amortecedores são especificas para a versão Hybrid, assim não compartilham estas peças com os modelos Flex e Ecoboost.

Os freios são a discos nas quatro rodas e sistema eletrônico para o de estacionamento acionado por botão.

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O painel é interativo com “Ecoguide”, um recurso que permite várias interações com o veículo. Composto de duas telas de LCD configuráveis, de 4,2 polegadas, traz informações como nível de carga da bateria, consumo de combustível e autonomia. O Ecoguide sinaliza quando o motorista dirigi de modo mais sustentável, com aceleração suave e sem freadas bruscas, com desenhos de “folhas de eficiência” na tela.

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Outra função exclusiva do Fusion Hybrid é o Ecoselect. Acionado por um botão no console, ele prioriza o consumo de combustível e a redução de emissões, o que torna as acelerações mais suaves e otimiza a carga da bateria pelo sistema de frenagem. Quando usado junto com o piloto automático adaptativo ele atua da mesma forma e ativa o EcoCruise.

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A interatividade é reforçada pelo modo EV+, um sistema inteligente que reconhece os destinos mais frequentes por meio do GPS integrado ao SYNC 3 e prioriza o uso do motor elétrico e a economia de combustível. Ele necessita de duas a quatro semanas de uso para processar os registros e otimizar as rotas, reconhecer a topografia e velocidade de cada trecho.

Ainda é equipado de série com controle eletrônico de estabilidade e tração (AdvanceTrac), freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem, assistente de frenagem de emergência e assistente de partida em rampas.

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Visual igual das versões EcoBoost e Flex e tecnologias semiautônomas

As principais novidades incorporadas no hibrido são iguais as das versões EcoBoost e Flex, o sistema de alerta de colisão com assistência de frenagem, sistema de detecção de pedestres e piloto automático adaptativo com “stop and go”, faróis full LED, sistema de estacionamento automático de segunda geração, sistema de conectividade SYNC 3 e as lanternas traseiras.

A assistência de frenagem com detecção de pedestres auxilia a prevenir potenciais acidentes. Equipado com radar e câmera, ele detecta veículos e pedestres em velocidades acima de 3,6 km/h e emite um alerta sonoro e visual em caso de risco de acidente. A detecção de pedestres funciona em até 80 km/h.

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Se o motorista não tomar nenhuma ação, o sistema desacelera e pode até parar o veículo automaticamente. No entanto, ele é programado para sempre dar prioridade aos comandos do condutor feitos no pedal do acelerador e no volante.

O piloto automático adaptativo com “stop and go” é um sistema inteligente que monitora o veículo à frente e ajusta a velocidade para manter uma distância segura. Ele utiliza radar e câmera para detectar veículos em movimento e permite a parada total, retornando à velocidade programada quando o trânsito volta a fluir. É uma evolução do controlador de velocidade convencional, trazendo mais conforto e segurança para o motorista.

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O Fusion Hybrid tem preço sugerido de R$ 159.500, a única versão de acabamento é a Titanium. Na cidade de São Paulo é isento do rodizio e paga metade do valor de IPVA.




Lançamento: Golf Variant e Tiguan com motor 1.4

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Volkswagen lança Tiguan e Golf Variant com motor 1.4L TSI turbo. No SUV, ele é movido a gasolina e na station wagon, Total Flex. A transmissão também é diferente nos dois veículos

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação


A Volkswagen lança versões de entrada para o utilitário esportivo Tiguan e station wagon Golf Variant. Ambos os modelos são equipados com propulsor 1.4L TSI turbo. No Tiguan ele é movido a gasolina, entrega potência de 150 cv a 5.000 rpm e torque máximo de 25,5 kgfm disponíveis a 1.500 rpm. É equipado com transmissão automática de 6 marchas DSG com dupla embreagem embebida em óleo e tração 4×2.

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Segundo divulgado pela VW, esta opção é 84 kg mais leve do que a versão com propulsor 2.0L 4 Motion (tração nas quatro rodas).

Com preço sugerido de R$ 125.990, entre os equipamentos de série traz 6 airbags, freios ABS com EBD, bloqueio eletrônico do diferencial (EDS), controles eletrônicos de estabilidade (ESC), tração (ASR), freio eletrônico de estacionamento com função auto-hold, sistema Star/Stop e monitoramento da pressão dos pneus. Tem ainda o ar-condicionado, central multimídia com tela de 6,3 polegadas, App-Connect, Bluetooth e USB, Isofix, retrovisores externos elétricos com aquecimento, sensores de estacionamento traseiros e rodas aro 17.

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No Golf Variant, o motor 1.4 é Total Flex

Diferente do Tiguan, no Golf Variant, o motor 1.4L turbo aceita gasolina, etanol ou a mistura dos dois em qualquer proporção, ou seja, é Flex. A potência e o torque são iguais as do suv, porém passou por modificações.

Para receber o combustível vegetal, o 1.4 TSI recebeu melhorias e tornou-se Total Flex. A central eletrônica do motor (ECU) tem novos software e hardware. Os pistões e anéis foram redimensionados, recebeu um catalisador especificamente calibrado para ele. Outras novidades são a guia de válvula que agora tem dupla vedação e a sede de válvulas do cabeçote e as válvulas injetoras com tratamento específico para operarem com o Etanol.

A sonda lambda passa a ser linear, o que proporciona melhor controle na combustão. Por causa das características do etanol, o sistema de injeção de combustível do motor 1.4 TSI Total Flex utiliza 250 bar de pressão (o 1.4 TSI a gasolina trabalha com 200 bar). Com isso, a galeria de combustível foi modificada e está ainda mais robusta.

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Ainda no sistema de ignição, as velas contam com grau térmico específico e geometria diferenciada para funcionar em qualquer mistura de etanol ou gasolina. As velas são de dupla platina, o que proporciona ignições e faíscas mais rápidas com menos energia.

O Golf Variant é fabricado no México e deixa de ter a transmissão DSG e suspensão multilink, o câmbio é automático de 6 marchas com conversor de torque e eixo de torção na suspensão traseira.

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Na versão de entrada Comfortline, o preço inicial é de R$ 101.880 e R$ 113.290 na Highline. A Comfortline tem de série 7 airbags, bloqueio eletrônico do diferencial, controles de estabilidade e tração, retrovisores elétricos com aquecimento, sistema Start/Stop, rodas aro 16, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e central multimídia com App-Connect, USB e Bluetooth. A Highline vem a mais com volante multifuncional, ar condicionado digital, sensor de chuva e faróis automáticos.




Lançamento: Ford Fusion chega com evolução nos motores

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Aprimoramentos nos propulsores 2.0 EcoBoost turbo e 2.5 Flex deixaram o carro mais leve e econômico

Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação


A linha 2017 do sedã grande Fusion recebeu motores evoluídos, o EcoBoost 2.0L turbo entrega potência de 248 cv e o torque de 38,04 kgfm a 3.300 rpm. Segundo a empresa, o carro ficou 7% mais econômico. Já o motor Duratec 2.5 Flex ganhou sistema de partida a frio sem tanquinho e novos componentes de atrito no conversor de torque. Ele manteve a potência de 175 cv (E)/ 167 cv (G) a 6.000 rpm e torque de 24,07 kgfm (E)/ 23,25 kgfm (G) a 4.500 rpm. Segundo a Ford, com etanol, ele faz 6,0 km/l na cidade e 8,5 km/l na rodovia e, com gasolina, roda 8,6 km/l na cidade e 12,3 km/l na rodovia.

Motor Duratec 2.5 flex gera 175 cv de potência e 24,07 kgfm de torque, ambos com etanol

Motor Duratec 2.5 flex gera 175 cv de potência e 24,07 kgfm de torque, ambos com etanol


Para melhorar a eficiência do propulsor EcoBoost incluíram um novo turbo pulsativo “twin-scroll” e coletor de escape integrado ao cabeçote com duas câmaras independentes, além de taxa de compressão elevada.

Aprimoraram o sistema de injeção direta e componentes de baixo atrito. O balanceador dinâmico de alumínio é novo, ele contribuiu para reduzir em 2,75 kg no seu peso. Conta também com sistema de desligamento e acionamento automático nas paradas (Auto Start-Stop) para economizar combustível. O equipamento não desliga o motor se o ar-condicionado estiver no máximo ou a bateria apresentar baixa carga e pode ser desativado pelo usuário.

Motor 2.0 Ecoboost gera até 248 cv de potência e 38,04 kgfm de torque

Motor 2.0 EcoBoost gera até 248 cv de potência e 38,04 kgfm de torque


A grade dianteira é nova, recebeu controle ativo para melhorar a eficiência aerodinâmica. Suas aletas abrem ou fecham automaticamente de acordo com a necessidade de refrigeração do motor. Quando a entrada de ar não é exigida, o fechamento ajuda a reduzir o arrasto do vento.

O bloco e cabeçote são de alumínio, com duplo comando de válvulas variável, a Ford divulga consumo de 8,6 km/l na cidade e 11,7 km/l na rodovia.

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Câmbio automático com seletor rotativo

Outra mudança promovida pela Ford na linha 2017 do Fusion foi na transmissão automática de 6 marchas. Tanto no EcoBoost como no Flex o comando ocorre por seletor rotativo E-shifter, ele substitui a alavanca de câmbio no console, que oferece dois novos recursos, na versão 2.5 Flex, conta com a função Low, que ajuda a segurar o carro em declives usando o freio-motor. Na versão 2.0 EcoBoost, ele traz a função Sport, com trocas em rotação mais alta para uma direção esportiva e “paddle shift” para trocas manuais.

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Suspensões e freios

As suspensões são independentes, na dianteira do tipo McPherson e na traseira Control Link. Elas foram recalibradas e levemente elevadas em 12 mm. Essa revisão incluiu também a adoção de novas molas e amortecedores. Os freios são a discos na dianteira e traseira.

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Poucas mudanças visuais

No visual, o Fusion teve a grade dianteira redesenhada, ganhou faróis Full LED, as lanternas traseiras cresceram e as passam a ser de 18 polegadas. O interior recebeu novo acabamento e combinação de cores, com a opção Soft Ceramic, em preto e branco, na versão Titanium AWD.

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Tecnologias semiautônomas

A linha 2017 do Fusion traz soluções tecnológicas como o assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres. O sistema é operado por radar e sensores que auxiliam a evitar atropelamentos e colisões.

Tem ainda, piloto automático adaptativo com “stop and go”, alerta de colisão com assistência de frenagem autônoma e estacionamento automático de segunda geração. E o novo sistema de conectividade SYNC 3 com tela de 8 polegadas e acesso a Apple CarPlay e Android Auto.

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Equipamentos, preços e versões

O Ford Fusion 2017 versão 2.5 Flex SE tem preço sugerido de R$ 121.500 vem com: chave com sensor de presença, acesso inteligente e partida sem chave (Ford Power), faróis com luz diurna de LED, rodas de liga leve 18”, sensor de monitoramento individual de pressão dos pneus e sistema de conectividade SYNC 3 com 11 alto-falantes, compatível com Apple CarPlay e Android Auto.

Com o motor 2.0 EcoBoost, a linha passa a oferecer a versão SEL. Ela vem equipada também com sistema de desligamento e acionamento automático do motor (Auto Start-Stop), partida remota e novas rodas de liga leve, por R$125.500. O teto solar é opcional, custa R$4.000.

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A versão 2.0 EcoBoost Titanium FWD (tração dianteira) custa R$ 138.000 tem a mais: faróis Full LED, novas rodas de liga leve 18”, sistema de conectividade SYNC 3 com Sony Premium Sound e 12 alto-falantes, sistema de monitoramento de ponto cego com alerta de tráfego cruzado, sistema de permanência em faixa, farol alto automático, ajuste elétrico do banco do passageiro em 10 direções, bancos dianteiros aquecidos e refrigerados, sensor de chuva, sistema de personalização da luz ambiente e aerofólio, o teto solar é opcional.

E a topo de linha 2.0 EcoBoost Titanium AWD sai por R$ 154.500, com tração integral inteligente, piloto automático adaptativo com “stop and go”, alerta de colisão com assistente autônomo de frenagem, assistente autônomo de detecção de pedestres, estacionamento automático de segunda geração e teto solar.




Lançamentos: Golf ganha motor 1.0 com 125 cavalos

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Hatch médio da VW recebe propulsor 1.0 de 3 cilindros, derivado do up!, que chega a 125 cv. Para atingir esta potência, entre outras soluções, mudaram o turbo

Texto: Edison Ragassi/ Fernando Lalli
Fotos: Divulgação


A Volkswagen lança mais uma motorização para o modelo Golf. Feito em São Carlos (SP), o motor 1.0 TSI Total Flex, da gama EA211, tem três cilindros e 999 cm³ de cilindrada, ele combina injeção direta e turbocompressor. Conforme os dados de fábrica, pode render 116 cv a 5.500 rpm, quando abastecido com gasolina, e de 125 cv à mesma rotação, com etanol. O torque máximo é de 200 Nm (20,4 kgfm), com gasolina ou etanol, a partir de 2.000 rpm. Aos 1.500 rpm já oferece 175 Nm (17,8 kgfm) com o combustível vegetal.

O desempenho declarado pela fábrica aponta que o Golf Comfortline TSI, produzido em São José dos Pinhais (SP), acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 194 km/h, quando abastecido com etanol. Já os números de consumo de combustível, aferidos pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, apontam que, com gasolina, ele percorre 11,9 km/l na cidade e 14,3 km/l na rodovia. Com etanol, são 8,4 km/l no ciclo urbano e 10,1 km/l no ciclo rodoviário.

Motor 1.0 TSI que equipa o Golf

Motor 1.0 TSI que equipa o Golf


Motor diferente do up! TSI

Este propulsor possui várias diferenças se comparado ao 1.0 TSI que equipa o sub-compacto up!. Segundo a VW, na versão aplicada no Golf, o turbo trabalha com temperaturas mais elevadas e maior pressão, o que eleva o volume de ar que é enviado ao motor. Para isso, adotou-se nova carcaça, feita de liga de aço, para aumentar ainda mais a robustez. Também são novos o compressor e a turbina.

Turbo passou por modificações na carcaça e na válvula wastegate

Turbo passou por modificações na carcaça e na válvula wastegate


O intercooler do motor TSI é do tipo ar-água e está integrado ao coletor de admissão. Essa proximidade aumenta a eficiência de todo o conjunto, reduz as perdas e dominui substancialmente o chamado “turbo lag”, explica a fabricante. A refrigeração do próprio intercooler é feita por um radiador auxiliar, que também faz o resfriamento da turbina (com circuito específico de líquido de arrefecimento) por meio de uma bomba elétrica, comandada pela ECU, e que pode funcionar independentemente do motor.

Intercooler integrado ao coletor de admissão

Intercooler integrado ao coletor de admissão


A válvula wastegate possui abertura variável, controlada eletronicamente. Para o Golf, foram adotados novos parâmetros de comando da válvula, o que aumenta a velocidade do turbo e, assim, gera maior pressão, porém, garante a VW, mantem sempre o turbo abaixo de seu limite estrutural.

Injeção direta chega a atingir pressão de 250 bar nesta versão

Injeção direta chega a atingir pressão de 250 bar nesta versão


Na injeção direta, a versão chega a atingir pressão de 250 bar. O sistema de injeção conta com um sensor de etanol, posicionado antes da bomba de alta pressão, que identifica o combustível que vai ser queimado. Esse sensor trabalha em conjunto com a sonda lambda (posicionada junto ao catalisador), ele aumenta a precisão na leitura da combustão da mistura ar-combustível, preveni a ocorrência de picos de pressão e auxilia na partida a frio. Aliás, o motor dispensa qualquer sistema auxiliar de partida a frio.

Velas de ignição são novas para o Golf,  com eletrodo central de irídio

Velas de ignição são novas para o Golf, com eletrodo central de irídio


Já as velas de ignição são novas, com eletrodo central de irídio. A fabricante detalha que o cabeçote é usinado de forma a garantir que a vela de ignição, que é colocada em posição central (entre as válvulas de admissão e escape), tenha seu eletrodo sempre direcionado para o injetor, o que, segundo a VW, facilita a formação da frente de chama e dá maior velocidade e eficiência à queima da mistura ar-combustível.

Cabeçote é usinado de forma a garantir que a vela de ignição tenha seu eletrodo sempre direcionado para o injetor.

Cabeçote é usinado de forma a garantir que a vela de ignição tenha seu eletrodo sempre direcionado para o injetor.


O sistema de arrefecimento foi redimensionado para sua aplicação ao Golf e utiliza radiadores principal (para o motor) e auxiliar (para o intercooler) de maior capacidade, medida necessária por causa do maior calor gerado pela potência elevada. Este motor possui duplo circuito de arrefecimento, que permite temperaturas diferentes para o bloco e para o cabeçote – o sistema utiliza duas válvulas termostáticas.

Bloco possui temperatura de arrefecimento diferente do cabeçote

Bloco possui temperatura de arrefecimento diferente do cabeçote


O bloco é arrefecido por uma bomba d’água acionada mecanicamente e é dimensionado para atingir maior temperatura de funcionamento para o bloco, tornando o óleo mais fluido e garantindo menor atrito entre os componentes. Já a temperatura de arrefecimento do cabeçote precisa ser menor, para minimizar a possibilidade de detonação, melhorando o desempenho do veículo e diminuindo o consumo de combustível. Por isso, ali foi adotado um circuito de baixa temperatura, alimentado por uma bomba elétrica, que circula líquido de arrefecimento para o resfriador (intercooler) e a carcaça da turbina, conforme necessário.

Válvula termostática

Válvula termostática


Duplo comando de válvulas montado na tampa do cabeçote

Duplo comando de válvulas montado na tampa do cabeçote


As duas árvores de comando de válvulas são acionadas pelo virabrequim por meio de uma correia dentada. As polias de acionamento dos eixos de comando de válvulas de admissão e de escape têm desenho trioval, o que permite estabilização da força na correia dentada e de sua flutuação angular. Esse recurso, além de minimizar atrito e vibração, aumenta a durabilidade do sistema.

Polias de acionamento de comando de válvulas de admissão e de escape têm desenho trioval

Polias de acionamento de comando de válvulas de admissão e de escape têm desenho trioval


Transmissão também muda

O Golf Comfortline TSI é equipado com transmissão manual de 6 marchas de código MQ200 GA. Em comparação à MQ200 de 5 marchas aplicada ao up! TSI, recebe novo diferencial (relação de 4,353:1, ante 3,625:1 do up! TSI) e se beneficia do conceito chamado downspeeding, que representa a redução das rotações do motor, com consequente redução do atrito e do consumo de combustível, por meio da adoção de marchas mais longas.

O downspeeding é possível graças à oferta de torque em baixa rotação e às ações realizadas no motor para aumento da eficiência de funcionamento do turbo e ao design do sistema de admissão. Em 6ª marcha (relação 0,646:1), a 100 km/h, o motor gira a menos de 2.500 rpm.

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Suspensões e freios

No Golf 1.0 TSI a suspensão dianteira é independentes do tipo McPherson. A traseira utiliza sistema interdependente com braços longitudinais, as molas são helicoidais. Os amortecedores e molas utilizam carga especifica para esta versão.

O sistema de frenagem é composto por discos ventilados com diâmetro de 288 mm na frente e discos sólidos na parte de trás com diâmetro de 253 mm.

Eles atuam em conjunto com o programa eletrônico de estabilização, sistema de auxílio à direção (ESC), ABS + EBD com assistência de freio (BAS), ASR, EDS e XDS.

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Preços e versões

O VW Golf com propulsor 1.0 TSI turbo e câmbio manual de 6 marchas é comercializado somente na versão Comfortline. O preço sugerido para a venda é de R$ 74.990. Entre os itens de série ele traz: cintos de segurança automáticos de três pontos em todos os assentos, faróis de neblina com luz de conversão estática e sistema Isofix de fixação de cadeirinha de criança com top tether (que permite a fixação da parte superior da cadeirinha), 7 airbags (2 frontais com desativação do lado do passageiro, 2 laterais e 2 do tipo cortina e 1 de joelho para o motorista).

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A direção tem assistência elétrica, volante revestido em couro, ar-condicionado, vidros elétricos e função “um toque”, travamento central por controle remoto, rodas de liga leve de 16”, freio de estacionamento com o sistema “Hill Assist”, sensores de aproximação dianteiro e traseiro, retrovisores externos com ajuste elétrico, aquecíveis, com luz de seta integrada (side blinker) e função “tilt down”. Sistema de infotainment “Composition Media” com App-Connect (MirrorLink, Apple CarPlay e Google Android Auto).