CESVI lança ferramenta que promete acelerar processo de orçamentos no mercado de reparação



O CESVI BRASIL/MAPFRE (Centro de Experimentação e Segurança Viária) apresentou uma nova funcionalidade do sistema ÓRION Orçamentos para os mercados de seguros e reparação que agiliza a realização de orçamentos de veículos. Chamada de Smart, a ferramenta promete reduzir em até 47% o tempo de processo de orçamento.

Inédita no Brasil, a funcionalidade tem como diferencial a utilização de um banco de dados técnico com mais de 1 milhão de sinistros. O banco de dados da Smart contém informações sobre quase 14 mil versões de carros, cerca de 10 mil peças distintas, 1.000 variações de colisões e uma base histórica de oito anos de informação.

“Essa funcionalidade traz uma inovação sem precedentes ao segmento, contribuindo para o aumento da produtividade ao reduzir etapas. A otimização do processo de orçamento traz ganhos operacionais para as companhias seguradoras e reguladoras, assim como para as reparadoras de veículos”, afirma o diretor executivo do CESVI BRASIL/MAPFRE, Almir Fernandes.

Ao selecionar o modelo, o ano do veículo e a região do impacto (se dianteira, traseira ou lateral), a solução apresenta, por meio de um algoritmo que analisa informações históricas do banco de dados do sistema Órion, um pré-orçamento, sugerindo as peças a serem trocadas e seus custos, tempo de reparo e o valor da mão de obra. A partir disso, o usuário tem a possibilidade de alterar os dados conforme sua expertise e particularidades do sinistro.

“A solução possui um algoritmo extremamente eficiente e com um elevado nível de assertividade justamente por ter sido construído sobre a base estruturada do nosso banco de dados”, explica o executivo.




Lançamento: Renault Kwid



Subcompacto com características de SUV é a aposta da Renault para o mercado brasileiro; motor 1.0 de 3 cilindros é uma versão diferente da que equipa Sandero e Logan

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Divulgação


O Renault Kwid foi oficialmente lançado no Brasil no dia 2 de agosto, em São Paulo/SP. Construído sobre a nova plataforma CMFA da Aliança Renault-Nissan, o subcompacto de 3,68 metros de comprimento foi originalmente concebido para o mercado indiano. Porém, 80% de suas peças foram redesenhadas para o Brasil. Isso inclui reforços na carroceria, tratamento acústico e eixos dianteiro e traseiro mais robustos, estes visando melhoria de estabilidade.

Os sistemas de suspensão são McPherson na dianteira e eixo rígido em “U” na traseira. Para compensar a ausência da barra estabilizadora, os amortecedores dianteiros ganharam mola contractiva montada dentro dos tubos. A altura elevada do solo (180 mm) e os generosos ângulos de ataque (24°) e saída (40°) são os motivos pelos quais a Renault chama o Kwid de “SUV dos compactos”.



Mecânica eficiente
Seu motor SCe 1.0 de três cilindros não é o mesmo que equipa a linha Sandero/Logan. É uma derivação simplificada (código BR10LS), cuja mudança mais significativa está no cabeçote, que não possui comando variável de válvulas. Com isso, desenvolve 66 (G)/70 cv (E) de potência a 5.500 rpm e 9,4/9,8 kgfm de torque a 4.250 rpm.



O câmbio SG1 é manual de cinco marchas. Todas as versões possuem o indicador de troca de marchas (GSI) no quadro de instrumentos, além de um indicador de estilo de condução abaixo do velocímetro. Por meio de barras com três níveis de cores (verde, amarelo e laranja), mostra se o motorista está dirigindo de forma econômica ou não.

De acordo com o Inmetro, o Kwid entra no ranking de carros mais econômicos do Brasil. Na cidade, faz 14,9 km/l com gasolina e 10,3 km/l com etanol. Na estrada, 15,6 km/l com gasolina e 10,8 km/l com etanol.


Custo/benefício
A fabricante confirmou que, por enquanto, o subcompacto continua com os mesmos preços agressivos da pré-venda. A linha começa na versão básica Life por R$ 29.990, que tem direção mecânica, rodas de aço 14″, airbags frontais e laterais duplos, alerta visual e sonoro de não-utilização do cinto de segurança do motorista, abertura interna do porta-malas, banco traseiro rebatível, desembaçador do vidro traseiro, indicador de estilo de condução e de troca de marcha.

A intermediária Zen, que custa R$ 34.990 (com o rádio fica R$ 35.390), deve corresponder a pelo menos 60% das vendas totais do modelo. Em adição aos equipamentos da versão Life, traz de série direção com assistência elétrica (ao invés de mecânica), ar-condicionado, sensor de estacionamento, rádio com USB e bluetooth, trava elétrica das portas, vidros dianteiros elétricos, alerta sonoro de faróis acesos, limpador do vidro traseiro, retrovisor interno com função dia/noite e revestimento interno do porta malas.

A versão top de linha é a Intense+Pack Connect, por R$ 39.990. Além do sistema multimídia MediaNav com câmera de ré, vem com retrovisores com ajustes elétricos, computador de bordo, roda flexwheel 14″, faróis de neblina, retrovisores pintados, apoio de cabeça traseiro central e chave canivete.



Os preços devem ser mantidos pela Renault até o mês de outubro, quando a versão Life terá a opção de vir com ar-condicionado e direção com assistência elétrica. Já a versão Intense, vendida apenas em sua configuração completa, “perderá” itens como MediaNav com câmera de ré, que se tornarão opcionais.

O Renault Kwid tem três anos de garantia, mais a extensão de dois anos para quem optar pelo financiamento pelo Banco Renault. A fabricante oferece plano de manutenção com preços fixos nas revisões até os 60 mil km: R$ 349 na versão Life e R$ 388 nas versões Zen e Intense.



Ficha Técnica
Renault Kwid



Arquitetura
Carroceria monobloco, monovolume, 5 passageiros, 5 portas

Motor
Quatro tempos, três cilindros em linha, 12 válvulas, injeção multiponto, bicombustível (etanol e/ou gasolina) e refrigeração por circuito de água sob pressão
Potência máxima (ABNT): 66 cv (gasolina) @ 5.500 rpm / 70 cv (etanol) @ 5.500 rpm
Torque máximo (ABNT): 9,4 kgfm @ 4.250 (gasolina) / 9,8 kgfm @ 4.250 (etanol)
Cilindrada: 999 cm³

Pneus/rodas
Roda de aço com calotas
Ppneus 165/70 R14

Suspensão
Dianteira: Tipo MacPherson, triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos telescópicos e molas helicoidais
Traseira: Suspensão traseira composta por eixo rígido, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais
Freios: Sistema ABS, com discos sólidos na dianteira e freios traseiros com tambores.
Direção: mecânica (versão Life) e com assistência elétrica (Zen e Intense)

Transmissão
Câmbio: Manual de 5 velocidades
Relações de marcha
1ª……… 3,769:1
2ª……… 2,048:1
3ª……….1,290:1
4ª……….0,949:1
5ª……….0,791:1

Dimensões
Tanque de combustível: 38 litros
Porta-malas: 290 litros
Carga útil: 375 Kg
Peso (em ordem de marcha): 780 Kg (Versão Life), 786 Kg (Zen + rádio) e 798 Kg (Intense + Pack Connect)
Entre-eixos: 2.423 mm
Comprimento: 3.680 mm
Altura: 1.474 mm
Largura (sem retrovisores): 1.579 mm
Altura livre do solo: 180 mm
Ângulo de entrada: 24°
Ângulo de saída : 40°

Desempenho (dados de fábrica)
Aceleração: 0 a 100 km/h: 15,5s (gasolina)/ 14,7s (etanol)
Velocidade máxima: 152 km/h (gasolina)/ 156 km/h (etanol)




Mercedes apresenta novo serviço de telediagnose e kit de peças para pesados



A Mercedes-Benz apresentou à imprensa, na última quarta-feira (2), novos serviços para sua linha de veículos comerciais. Entre os destaques, estão uma nova funcionalidade de telediagnose do sistema FleetBoard e o lançamento de kits de peças originais por segmento. As novidades serão lançadas oficialmente na Fenatran 2017, que acontece em outubro de 2017.

A nova funcionalidade do sistema de gestão de frota e rastreamento FleetBoard, a telediagnose, é capaz de identificar eventuais falhas durante a operação do veículo e, por meio da central de relacionamento com o cliente, aciona o gestor da frota para propor a melhor solução imediatamente e preservar o veículo. Segundo a empresa, o sistema pode detectar até 3.280 combinações de falhas.

A telediagnose capta todas as falhas geradas nos diversos módulos do caminhão (motor, câmbio, embreagem, freio e outros) e possui equipe de monitoramento contínuo, 24 horas por dia. O serviço está disponível para os veículos que possuem o sistema FleetBoard pelo valor de R$ 20,00/mês (em adição à mensalidade do FleetBoard, de R$ 140/mês).

“A cada dia, o nosso desafio é apresentar soluções diferentes e cada vez melhores para os clientes”, afirma o vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Leoncini.

Kits de peças
Outra novidade é a oferta de mais de 200 kits de peças genuínas por segmento, que, de acordo com a Mercedes, proporcionam economia de até 15% em relação à aquisição de peças avulsas. Os kits estão disponíveis para cinco derivações de transporte de carga pesada: graneleiros, madeireiros, canavieiros, ônibus urbano e ônibus rodoviário.




Lançamento: JAC T40



Novo modelo da marca chinesa fica no meio caminho entre um SUV e um crossover; é equipado com o mesmo motor 1.5 flex do T5 e câmbio manual de cinco marchas

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Divulgação


Desenvolvido sob a direção do Grupo SHC, que administra a JAC Motors no Brasil, o JAC T40 é o responsável por estrear o novo logo da marca chinesa, aposentando a estrela de cinco pontas que a caracterizava anteriormente. Com 4,13 de comprimento, tem o mesmo motor 1.5 flex de 127 cv de potência e 15,7 kgfm de torque (no etanol) que equipa tanto o T5 quanto algumas versões da linha J3.



Projetado em cima de uma nova plataforma da JAC, inédita no Brasil, o conjunto mecânico se destaca também pela suspensão com barras estabilizadoras dianteira e traseira, freios a disco nas quatro rodas (ventilados na frente e sólidos atrás) com pinças pintadas em vermelho e rodas de liga leve de 16 polegadas. Ainda traz de série controle de estabilidade (ESP), assistente de partida em rampa, assistente de velocidade de cruzeiro (cruise control), controle de tração, assistente de frenagem de emergência, direção elétrica progressiva e sensor de pressão dos pneus.



O SUV/crossover foi desenhado no centro de design em Turim, na Itália, levando em conta o gosto do consumidor brasileiro, que ainda compra “carro por metro”, opina o presidente do Grupo SHC, Sérgio Habib. “Eu queria um carro que tivesse uma maior impressão de tamanho”, conta o executivo.

Para demonstrar o resultado, no evento de lançamento aos jornalistas, Habib colocou o T40 lado a lado com unidades de modelos como Aircross, Peugeot 2008, Ford EcoSport, VW Golf e até o próprio JAC T5. Na comparação visual, o T40 parece realmente maior que os citados, mesmo sendo mais curto no comprimento e tendo distância entre os eixos (2,49 m) equivalente ou menor. Os trunfos aqui são a largura de 1,75 m (igual à do Honda Civic) e a altura de 1,56 m.



Automático em 2018
Por enquanto, a única opção de câmbio é a caixa manual de cinco marchas. Habib promete trazer o T40 com caixa automática CVT já no começo de 2018, o que acresceria R$ 5.000 ao preço do modelo.

Mesmo sendo essa a versão mais esperada, Habib justifica a demora pela cota limitada de venda de veículos imposta pelo programa Inovar-Auto a importadores até o final de 2017. O Grupo SHC pode vender até 4.800 carros até o final do ano, e o T40 com CVT faria essa marca estourar. A expectativa da empresa é vender 300 unidades por mês do T40 até o final de 2017.



Preços
Custa R$ 56.990 em sua versão básica. Porém, a versão que chega às concessionárias inicialmente é a de R$ 58.990, com central multimídia, câmera de estacionamento traseira e câmera dianteira de segurança – pela qual o proprietário pode gravar as imagens do percurso em um cartão de memória, tal qual virou moda em outros países, como a Rússia.

O preço vai a R$ 60.980 com a pintura bitom – na verdade, uma película da 3M aplicada aqui mesmo no Brasil, que pode ser preta (com a cor laranja) ou prata (com a cor vermelha).


Ficha técnica
JAC T40 1.5 VVT 16V JetFlex

Motorização
Tipo de motor: 4 cilindros em linha
Deslocamento volumétrico (cm3): 1.499
Diâmetro (mm):75
Curso (mm): 84,8
Comando de válvulas: DOHC 16V VVT
Potência Máxima (cv/rpm): 125/6.000 (Gasolina) e 127/6.000 (Etanol)
Torque Máximo (Nm/rpm): 152/4.000 (Gasolina) e 154/4.000 (Etanol)
Taxa de compressão: 10:1

Transmissão
Manual, com 5 marchas
Relações
1ª: 3,769
2ª 2,053
3ª 1,393
4ª 1,031
5ª 0,778
Ré 3,25
Diferencial: 4,056

Suspensões
Dianteira: Independente, tipo McPherson, com molas helicoidais e barra estabilizadora
Traseira: Semi-independente, eixo de torção, com molas helicoidais e barra estabilizadora

Freios
Discos ventilados na dianteira e discos sólidos na traseira

Rodas
Pneus: 205/55 R16
Rodas: Em liga de alumínio 16″

Dimensões
Comp./ Larg. / Alt.(mm): 4.135 × 1.750 × 1.568
Entre eixos (mm): 2.490
Peso em ordem de marcha (kg): 1.155
Capacidade do porta-malas (L): 450
Capacidade do tanque de combustível (l): 42




Escola do Mecânico tem primeira unidade inaugurada em São Paulo

Texto: Gustavo de Sá
Fotos: Gustavo de Sá



Criada há seis anos, a Escola do Mecânico, que oferece cursos de capacitação profissional, inaugura sua primeira unidade em São Paulo nesta segunda-feira (24). O espaço fica na rua Alferes Magalhães, 200, no bairro de Santana. O prédio conta com pátio (que simula uma oficina mecânica) para aulas práticas e cinco salas para aulas teóricas, além de auditório para palestras, com capacidade para 100 pessoas.

A unidade paulistana oferece cursos de mecânica automotiva com até 144 horas de duração, com foco em diversos sistemas de veículos leves, como suspensão, freios, motor, transmissão, elétrica e injeção eletrônica. Também há oferta de cursos de mecânica de motocicletas e de balconista de autopeças.

“Oferecemos capacitação em ambiente favorável ao aluno, com professores especializados, grande carga de aulas práticas e equipamentos modernos. Este conjunto, somado à vontade de aprender do aluno, propicia a formação de excelentes profissionais”, afirma um dos sócios da franquia da Escola do Mecânico em São Paulo, Everton Nespolo.

A Escola
A Escola do Mecânico foi fundada em Campinas/SP, em 2011, pela empresária Sandra Nalli. Apaixonada por carros e com experiência em lojas de serviços automotivos, enxergou a dificuldade em admitir mecânicos com capacitação como uma oportunidade de negócio.

“A Escola do Mecânico nasceu para atender a uma crescente demanda do mercado por mão de obra especializada. Ao longo dos anos, percebemos a necessidade da expansão do modelo de negócio da Escola. Após investimentos em novas tecnologias e a realização de inúmeros testes didáticos e técnicos, encontramos o modelo ideal e sustentável para ser replicado através do modelo franquia, viabilizando a transferência do nosso know how e a expansão da Escola do Mecânico em território nacional”, revela Nalli.




Mopar inaugura novo centro de distribuição de peças em Hortolândia



A Mopar inaugurou um novo Centro de Distribuição de Peças, em Hortolândia, no estado de São Paulo para expandir a presença da marca no país.

Foram investidos R$15 milhões na reforma e estruturação de um armazém alugado com área de 42 mil m² para abrigar o novo PDC (Centro de Distribuição de Peças), que vai gerar cerca de 300 empregos para os munícipes.

O novo centro, que tem capacidade para operar 2 milhões de peças por mês, será fornecedor, em conjunto com o PDC de Betim/MG, das concessionárias Fiat, Jeep e Chrysler do estado de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre. As peças serão importadas dos Estados Unidos e Europa.

A cidade de Hortolândia foi escolhida pela localização privilegiada em relação às principais rodovias do país e pela sua proximidade com o aeroporto de Viracops, o que contribui fundamentalmente para o objetivo da empresa que é diminuir o tempo de entrega das peças. No novo modelo de logística, o WCL (Worlds Class Logistics), que é utilizado pela Mopar mundialmente para reduzir perdas e desperdícios, em um raio de 1.000 km, as entregas serão feitas em um dia.

Segundo o diretor da Mopar para a América Latina, Francesco Abbruzzessi, o novo PDC trará uma redução de 34% do tempo médio de entregas para as concessionárias, algo em torno de 2 dias. A média anterior era de 3,4 dias.




YPF lança óleos de motor Elaion TAS com aprovações de montadoras



Fabricante argentina reforça importância de atender às exigências dos motores mais modernos com o lançamento de linha TAS, composta por lubrificantes homologados pelas montadoras de automóveis

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Divulgação


A YPF renova no Brasil sua linha de óleos de motor Elaion. Os lubrificantes agora carregam a sigla TAS (Tecnologia Anti-Stress), que representa o pacote de aditivos contido em cada produto. A linha tem 11 óleos diferentes entre si, desenvolvidos para atender às necessidades requeridas por cada fabricante de automóvel.

Ao falar sobre os lançamentos, o diretor da YPF do Brasil, Ramiro Ferrari, afirmou que não é só a viscosidade correta que importa num óleo de motor, mas também as aprovações de montadora que possui. No caso da linha Elaion, são sete óleos sintéticos (quatro 5W-30, dois 5W-40 e um 0W-20), dois semissintéticos (10W-40 e 15W-40) e dois minerais (15W-40 e 20W-50), cada qual com sua formulação específica.

“Diferentes montadoras possuem diferentes necessidades para seus motores. Por exemplo, a General Motors precisa de um óleo que não forme bolhas de ar na região do cabeçote, pois, isso afeta o acionamento no comando de válvulas. Por isso, existe um pacote de aditivos específico naquele óleo para que consiga a aprovação Dexos”, detalha Ramiro.

Outros exemplos são citados por gerente de Serviço Técnico da YPF, José Luis Duran: a Ford pede atenção especial ao sistema de distribuição do motor, enquanto a Volkswagen exige bom desempenho anti-corrosão no virabrequim e as fabricantes japonesas focam em economia de combustível.

Lista de homologações de montadora e classificações de desempenho está no rótulo de cada lubrificante


Duran explica que as exigências impostas ao óleo lubrificante estão aumentando devido ao downsizing dos motores. “Hoje, o óleo de motor tem que suportar uma temperatura mais alta, maior compressão e uma combustão mais próxima. Tem que suportar esse estresse maior e, ainda, proporcionar maior quilometragem entre as trocas”, explica.

Por conta dos altos níveis de desempenho requeridos atualmente, conclui o especialista, as especificações técnicas da linha TAS se preocupam não só em atender às melhores classificações API (mercado americano) e ACEA (europeu), mas também às particularidades das montadoras para conseguir as respectivas homologações.

Os óleos da linha Elaion TAS são produzidos pela YPF para o mercado brasileiro na fábrica de Diadema/SP, adquirida pela petroleira argentina em 2015. A unidade também produz lubrificantes marítimos para uso agrícola, naval e industrial.


Confira as especificações da linha YPF Elaion TAS:

Elaion F50d1
Viscosidade 0W-20, Sintético

Atende às especificações: API SN/SN-RC, ILSAC GF-5, General Motors DEXOS1

Elaion F50d1
Viscosidade 5W-30, Sintético

Atende às especificações: API SN/SN-RC, ILSAC GF-5, General Motors DEXOS1

Elaion F50d2
Viscosidade 5W30, Sintético

Atende às especificações: API SN, ACEA C3, General Motors DEXOS2, MB Approval 229.31, BMW Longlife-04

Elaion F50E
Viscosidade 5W-30, Sintético

Atende às especificações: API SL, ACEA A5/B5 e A1/B1, Ford WSS-M2C913-D e C, Renault RN0700

Elaion F70E
Viscosidade 5W-30, Sintético

Atende às especificações: ACEA C3, VW 504.00/507.00, MB Approval 229.51, BMW Longlife-04, Porsche C30

Elaion F50
Viscosidade 5W-40, Sintético

Atende às especificações: API SN, ACEA C3, VW 502.00/505.00/505.01, MB Approval 229.31, BMW Longlife-04, Renault RN0700/RN0710, Porsche A40

Elaion F50 plus
Viscosidade 5W-40, Sintético

Atende às especificações: API SN, ACEA A3/B4, VW 508.88/509.99, MB Approval 229.5 e 226.5, Renault RN0700/RN0710, Porsche A40

Elaion F30
Viscosidade 10W-40, Semissintético

Atende às especificações: API SN, MB Approval 229.1

Elaion F30
Viscosidade 15W-40, Semissintético

Atende às especificações: API SM

Elaion F10B
Viscosidade 15W-40, Mineral

Atende às especificações: API SN, MB Approval 229.1

Elaion F10B
Viscosidade 20W-50, Mineral

Atende às especificações: API SN, MB Approval 229.1

(Viagem à convite da YPF do Brasil)




Primeira edição do Automotive Techday discute eficiência energética e emissões

Texto e fotos: Gustavo de Sá



As mais recentes tecnologias utilizadas para maximizar a eficiência energética e reduzir as emissões foram discutidas por cerca de 150 especialistas do setor automotivo de veículos leves e pesados no 1º Automotive Techday, realizado na última semana, em São Paulo. O evento foi organizado pelo Laboratório de Energia Térmica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em parceria com a IAV do Brasil, empresa de engenharia voltada à indústria automotiva.

As perspectivas de evolução na regulamentação do setor automotivo brasileiro foram discutidas no encontro pelos engenheiros Francisco Nigro, da Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo, Marco Isola Naufal e Rafael Rodrigues de Mello, do Laboratório de Motores do IPT.

Uma visão própria sobre os processos que devem levar ao estabelecimento de novas etapas na regulamentação do setor automotivo brasileiro foi dada por Francisco Nigro.

O titular da pasta estadual de Energia e Mineração falou sobre a nova política industrial para o segmento, o Rota 2030, além do programa Renovabio e as novas fases do Proconve para os veículos leves e pesados. “É fundamental que os todos os ministérios trabalhem juntos. Caso contrário, a indústria automotiva saíra prejudicada”, afirmou.

O objetivo do Renovabio é ter uma estratégia com foco em biocombustívieis e na enpansão da sua produção no Brasil. “O programa tem dois braços: criar metas de emissões de CO2 equivalentes para o mercado de combustíveis e vender certificados de combustível limpo”, explicou Nigro.




Lançamentos: EcoSport 2018 vem cheio de novidades



Ford apresentou o novo EcoSport; geração revitalizada será vendida no Brasil a partir de agosto

Texto: Fernando Naccari
Fotos: Divulgação


Não há como esconder que o mercado de SUVs é o mais disputado atualmente e, praticamente todos os meses, temos uma novidade para mexer com o mercado em todos os seus subsegmentos. Quando o EcoSport balançou o mercado em 2003, quando inaugurou o segmento de SUVs de entrada, reinou absoluto até que outras fabricantes acordassem e oferecessem modelos que rivalizassem com o Ford.



Há cinco anos, quando a segunda geração do EcoSport foi lançada, houve mudanças importantes, mas já tinha uma estrutura defasada perante rivais mais atualizados. Agora, a montadora abriu os olhos e decidiu revitalizar seu SUV, deixando-o mais atrativo visualmente, com nova mecânica e, principalmente, com um habitáculo mais agradável.

Quando falamos em design, a dianteira deixa de ter o filete existente entre os faróis e passa a ter uma grade única. Os para-choques cresceram e contam com novos faróis de neblina. Os faróis principais também são novos e são maiores que os utilizados na última versão. O modelo passa a contar com novas rodas de 17” e desenho exclusivo.

Outra evolução apresentada pela equipe de engenharia da Ford foi o trabalho aerodinâmico, que permitiu uma redução no Cx de 0,39 para 0,35. Para que isso foi possível, foram utilizados “flaps” que auxiliam na passagem do ar pelo veículo e uma nova grade frontal com controle ativo, tecnologia originária do Fusion.



Quem sofreu mudanças também foi o motor 2.0 Flex. No EcoSport, passou a oferecer injeção direta de combustível e agora vem potência de 175 cv e torque de 22,5 kgfm. Basicamente, é o mesmo motor utilizado no Focus, mas perde cerca de 2 cv devido à diferenças nas dimensões da caixa de ar e do escapamento. O novo EcoSport também será oferecido com o motor 1.5 Flex de três cilindros e 137 cv de potência.

Não haverá mais a opção pelo câmbio de dupla embreagem Powershift. No EcoSport 2.0 o conjunto mecânico casa agora com uma nova transmissão automática com conversor de torque e seis velocidades, com opção de troca por aletas atrás do volante.



Por dentro, nova central multimídia com tela sensível ao toque de 8 polegadas e sistema SYNC 3, com alto-falantes da marca Sony. O painel de instrumentos vem com nova tela presente entre o velocímetro e conta-giros e traz as informações do computador de bordo. O volante também tem visual semelhante ao Focus e tem melhor empunhadura.



Novidades também com novos comando do ar-condicionado com botões emborrachados, bancos com ajustes elétricos de altura, profundidade e apoio lombar, bem como novo acabamento em couro claro. Segundo a Ford, esta opção faz com que o EcoSport tenha uma percepção de carro mais luxuoso perante à concorrência.



Também como novidades, o modelo recebe agora opção de teto solar elétrico; sistema anticapotamento, onde sensores de inclinação monitoram a rolagem da carroceria até 100 vezes por segundo e atuam diretamente nos freios e no torque do motor, a fim de evitar que o veículo saia da trajetória de maneira perigosa; monitoramento de pontos cegos, de tráfego cruzado e de pressão dos pneus.





Conheça o câmbio CVT do Renault Captur



SUV da marca francesa ganha a nova versão da caixa de câmbio CVT X-Tronic nas versões equipadas com motor SCe 1.6 de 120 cv

Texto: Fernando Lalli
Fotos: Fernando Lalli/Divulgação


Lançado em fevereiro de 2017, o Renault Captur já vai ganhar um reforço em sua linha. Disponível inicialmente com duas combinações de trem de força (1.6 com câmbio manual e 2.0 com câmbio automático), agora o SUV tem uma terceira opção: a caixa de câmbio CVT X-Tronic acompanhando o motor SCe 1.6 de 120 cv de potência.

Caixa CVT X-Tronic foi atualizada e calibrada especialmente para o uso no Captur



A caixa de transmissão que equipa o novo SUV é uma evolução: está 13% mais compacta e 10% mais leve do que aquela que, no Brasil, estreou no final da década passada na linha Nissan.

Alavanca é semelhante a de um câmbio automático convencional



Veio para ficar
O câmbio CVT (Continuously Variable Transmission) consiste na adoção de duas polias de diâmetro variável ligadas entre si por uma correia. Uma das polias está ligada ao motor pelo conversor de torque (polia principal) e a outra ao sistema diferencial (polia secundária). Conforme uma das polias diminui seu diâmetro “abrindo”, a outra aumenta seu diâmetro “fechando”, o que altera a velocidade de rotação de seus eixos – a grosso modo, pode ser comparado ao sistema de marchas em uma bicicleta, só que sem escalas determinadas.

Correia é formada por dois anéis de metal e centenas de lâminas de aço, semelhantes a grampos, dispostas horizontalmente



No caso da caixa CVT da Renault-Nissan, a diferença para os demais é que, entre o diferencial e polia secundária, está o pacote X-Tronic, que funciona como uma caixa de redução e, também, contém em si a marcha-à-ré.

Sistema X-Tronic funciona como uma caixa de redução na saída para o diferencial



A relação de diâmetro entre as polias, e a variação de velocidade de rotação, determina a força que é transmitida para as rodas. Diz-se que o câmbio CVT tem relações de marcha infinitas, porque não há as escalas de marchas que existem em câmbios mecânicos ou automáticos convencionais. Isso faz com que o motor, teoricamente, sempre trabalhe na rotação mais próxima da ideal de acordo com a demanda de aceleração.

Conversor de torque em corte



No caso da caixa do Captur, há a simulação de seis velocidades, através de relações determinadas entre as polias que estão pré-programadas na unidade de gerenciamento eletrônica da caixa.

Unidade de gerenciamento eletrônica da transmissão está localizada na caixa de velocidades



Considerando os números oficiais, a Renault afirma que a caixa CVT melhorou a economia do Captur com motor 1.6 em 3,5% em percurso rodoviário, quando comparado ao mesmo veículo com câmbio manual. Em regime urbano, por sua vez, houve uma piora em 3%, mas manteve a nota “A” do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro entre os veículos de sua categoria.


Detalhe do diferencial



Lubrificação pilotada
Além do pacote X-Tronic, segundo a engenharia da Renault, outra diferença do câmbio do Captur para outras caixas do tipo CVT é o sistema de lubrificação. Ao invés da correia e polias rodarem imersos no óleo, a X-Tronic tem uma bomba de óleo pilotada que lubrifica o mecanismo de acordo com a demanda. Essa medida reduz o atrito do movimento das peças em 30%, afirma a fabricante.

Filtro deve ser trocado juntamente com o óleo no período de 100 mil km. Observe a localização do resfriador de óleo e a canaleta do circuito de lubrificação



Vai virar padrão?
A Aliança Renault-Nissan, hoje, fabrica mundialmente 1 milhão de caixas de câmbio CVT X-Tronic por ano. No mercado brasileiro, a fabricante aplica a tecnologia nos modelos Sentra, Kicks, Fluence e, agora, no Captur. A Renault aposta que as duas versões do Captur 1.6 CVT (Zen e Intense), juntas, correspondam a 50% das vendas daqui em diante.



Outras marcas, como a Honda, também apostam no CVT como uma alternativa mais simples às caixas automáticas convencionais, que são mais caras e complexas. Para se ter uma ideia, em nível mundial, as vendas de veículos equipados com câmbios CVT devem atingir 12% do total até o ano de 2020, conforme os dados da IHS Automotive. Assim, amigo mecânico, é bom prestar atenção a esta tecnologia, porque, se ainda não apareceu, ela pode desembarcar na sua oficina em breve.