Alta Roda | Transição Para O Futuro

Por Fernando Calmon


Conectividade, automação, compartilhamento e eletrificação são assuntos do momento e, como esperado, dominaram os trabalhos técnicos, conferências e debates no 26º Congresso SAE Brasil, em São Paulo, na semana passada. Essas quatro vertentes, na verdade, estão em verdadeira ebulição no mundo, provocam discussões algumas vezes acaloradas e inúmeras soluções alternativas. Tudo distribuído em 17 painéis e 151 relatórios, sendo 116 inéditos.

O tema central do congresso este ano foi “A mobilidade inteligente e a transição para o futuro”. A transição, realmente, é o que gera muitas dúvidas ou mesmo especulações. Uma das preocupações, externada por palestrantes, aponta para segurança dos dados em um mundo conectado. Ainda pairam desconfianças sobre a tal “blindagem” contra hackers do mal ou, simplesmente, falhas tecnológicas.

A solução de veículos autônomos, por exemplo, pode passar por regiões segregadas de tráfego urbano ou rodoviário onde todos os veículos – não apenas alguns – teriam condições de trocar informações em tempo real e evitar muito provavelmente 100% dos acidentes.



No último dia do Congresso ocorreu a primeira colisão leve, em Las Vegas, estado de Nevada (EUA), entre um estreante micro-ônibus autônomo em viagem oficial (semicomercial) e um caminhão. Nada além de arranhões nos dois veículos, porém sem tempo de fazer parte dos debates aqui.

Mais alguns avanços são necessários, entre eles mapas digitais extremamente precisos e roteadores de tráfego de confiabilidade superior. Neste campo, aproxima-se uma batalha entre Google Maps e a Here (pertencente ao trio de ferro alemão Audi, BMW e Daimler).

Até o momento Google e seu braço Waze conseguiram posição de destaque indiscutível no mundo e no Brasil. Mas já se notam falhas de rotas em ambas as plataformas, algumas mesmo inaceitáveis, que irritam e provocam atrasos desnecessários, quando se buscava exatamente o oposto. Nada como a boa e esperada concorrência para que todos ganhem.

Doug Patton, presidente da SAE International, admitiu a falta de um modelo pronto de compartilhamento de automóveis aplicável em todo o mundo. Na opinião da Coluna trata-se de um ponto bastante relevante. Realidades e contrastes são tão diferentes até mesmo dentro de um país, como o Brasil, que é preciso relativizar a apontada “falta de interesse dos jovens pelos automóveis”. Em grandes cidades pode ocorrer graças às opções existentes, entretanto nas médias e pequenas o cenário indica ser outro.

Na exposição agregada ao Congresso, empresas tinham o que mostrar ou mesmo indicar tendências. A brasileira Moura, fabricante de baterias convencionais, tem projetos para as de íons de lítio, mas por enquanto visa apenas nichos de mercado em parceria com chineses. Por outro lado, a Eaton exibiu um sistema de redução de emissões evaporativas durante o abastecimento em postos de serviço. Essa é uma fonte primária de formação de ozônio, porém implica modificações de projeto nos veículos que demandam tempo e aumento de custos. É um problema a equacionar no futuro breve, além de modificações tanto nos postos, como nas refinarias e nos caminhões-tanque.

RODA VIVA
EMBORA sem revisar todas suas projeções para este ano, Anfavea admite que maioria dos indicadores – vendas, produção e exportação – podem ser superados. Mercado externo baterá recorde histórico graças à Argentina. Isso levou a aumento expressivo de 28,5% de produção, nos 10 primeiros meses de 2017. Em breve deixarão de existir trabalhadores afastados nas fábricas.

RENAULT anunciou meta estratégica de participação de mercado no Brasil. Dos atuais 8%, a marca francesa espera subir para 10% em 2022. Parece pouco, mas é ambicioso. Projeções da empresa apontam que os SUVs responderão por até 22% das vendas totais de automóveis no País. Detectou, ainda, certo limite para crescimento contínuo deste segmento por razões de preço.

JAGUAR F-Pace combina interior bem projetado a comportamento dinâmico que, sem ser o mais refinado, atende à maioria das situações. O SUV tem acerto de suspensão de certa forma exagerado em “esportividade”. Silêncio interno surpreende por se tratar de motor Diesel (agora de fabricação própria) de 180 cv. Boa visibilidade. Banco merece maior apoio lombar.

DURANTE evento no Haras Tuiuti, interior de São Paulo, a Mercedes-Benz demonstrou um recurso muito interessante para redução dos efeitos do estresse causado pelo ruído de colisão. Ao detectar situações perigosas, o sistema emite preventivamente o chamado “ruído rosa” com 80 dB a 86 dB entre 0,4 s e 3 s. Disponível, de início, só no novo Classe E.
APLIQUES, cor azul exclusiva e detalhes de bom gosto na edição especial da S10 comemorativa do primeiro século de produção mundial de picapes Chevrolet. Destaque para logotipo estilizado na grade. As 450 unidades numeradas (preço único de R$ 187.590 é elevado) podem se valorizar em médio prazo. Já foram fabricadas 85 milhões de picapes Chevrolet desde 1917.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2




De Carro Por Aí | E a Caoa comprou a Chery

Por Roberto Nasser


Caoa Montadora, instalada em Anápolis/GO, onde faz carros e pequenos caminhões Hyundai, foi aceita pela chinesa Chery para a compra de 50,7% de suas ações na Chery Brasil, dona de fábrica de automóveis, fundição, centro de distribuição de peças. Os chineses comunistas pensavam em fórmula para conviver com a má experiência capitalista no Brasil: implantaram instalação industrial de primeira grandeza, mas não tem conseguido programar ou executar programas de produção, pois o sindicato dos metalúrgicos no Vale do Paraíba executa greves e paralisações constantes, interrompendo o fluxo industrial, o fornecimento dos carros à rede revendedora. Sem saber lidar com o problema, desistiram, anunciando a decisão de vender a operação Brasil, e sair do mercado encolhido pela crise, acachapado por seus problemas internos.

Bom negócio. A fábrica tem 400 mil metros quadrados de área construída; capacidade de produzir de 50 mil unidades anuais, e o valor pedido, segundo gente do ramo, é inferior ao custo. Aspectos importantes a considerar, para a CAOA compra abre novo patamar para negócios; 1 – é desconhecida mas há data de vigência dos contratos de produção dos Hyundai pela CAOA. Ter os chineses é garantia de, à data, permanecer na atividade; 2 – dá-lhe condições de viabilizar construção de carro próprio, antigo sonho de seu polêmico controlador, o empresário originalmente médico Carlos Alberto de Oliveira Andrade, cujo acróstico batiza o grupo.

Início
Para trocar o pneu furado com a bicicleta andando, gestão é do novo patrão. Não há definições sobre cortes de pessoal ou sinergias, mas nestes dias de informática todos os serviços administrativos de ambas as marcas tendem a se concentrar em apenas uma. Ante o fato de o sindicato paulista agir como inimigo do patrão pode sinalizar cortes de pessoal na Chery em Jacarei, SP, e transmissão de funções para a base CAOA.

Produtos
Nova empresa, de acordo com comunicado público, chamar-se-á CAOA Chery, fundindo operações e instalações, com previstas alterações industriais para harmonizar meios e produtos. Passos iniciais, aparentemente para medir a temperatura do relacionamento com o sindicato paulista, CAOA Chery desviará para Anápolis, GO, a produção de novos veículos de origem chinesa, fazendo Nestes a escolha decorrerá de acordo com a os equipamentos industriais existentes na fábrica goiana, as oportunidades de mercado, e evitar concorrência predatória de veículos de marcas diferentes feitos sob o mesmo teto. Decisões com aplicação imediata, válidas para para 2018, um deles pode ser a substituição do utilitário esportivo Tiggo, anteriormente previsto pelos chineses para ser produzido na Chery, pela novidade mais recente da marca, o RUIHU 5x – que nome … -, atualizado em estilo e conteúdo, com realce à conectividade. Emprega motor 1,5 turbo, e tração nas 4 rodas.
Soma da capacidade produtiva de Anápolis, GO, 87 mil veículos/ano, e da Chery arranha as 140 mil/unidades anuais.

RUIHU 5x – nome de é automóvel ou fórmula homeopática?



Mostrada vem aí
Quer assustar o pessoal da Fiat ? Pergunte sobre o Mostrada. E o que seria o eventual produto correspondente a tal designação ? Composição irônica indica a soma de cabine do Mobi com a plataforma do bom picape Strada.

Na prática o negócio é a necessidade de criar novo ciclo de vida para o bem vendido Strada, respeitados dois limites: conter o preço para não escapar à competição no mercado; e não se aproximar dos valores do Toro, maior picape da empresa, criador de novo segmento, de vendas e lucros estelares.

Algumas formulas foram tentadas, protótipos moldados, e concluiu-se por uma: usar a estrutura da cabine do modelo Mobi, até a Coluna B, e adequá-la a parte de carga. Não se trata apenas de fazer soldas juntando partes, e daí o arrepio do pessoal da Fiat ante a citação do nome: não quer ver o Strada identificado como um picape da família Mobi. Relativamente à atualmente empregada, a cabine tem melhor administração de espaços, absorve mecânica mais moderna, como a família 1400, e não será aplicada simploriamente. Terá cara própria, mantidas estrutura e medidas, mas com identificação visual diversa, para evitar tal associação – aparentemente para lamas, capô, grade, grupo óptico frontal, grade, tudo será diferente, e tais formas motivarão mudar a caçamba em medidas e no desenho das laterais. É o Projeto X6P – e chegará rápido.

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E o Cactus também
Nome espinhoso pode ser curioso – mas não será impedimento às vendas no país onde rede hospitalar se chama D’Or -, e descreve veículo muito interessante.

Limpo em estilo, grande superfície envidraçada, carroceria sem vincos ou ângulos, primorosa administração de espaço interno, o Cactus representa a volta da Citroën à sua corajosa linha de conceito estético. Terá 2,60m como distância entre eixos, ótimo espaço em sua classe; bancos largos inspirados em sofá, e controle de infodiversão e conectividade por tela de 20 cm ao centro do painel.

Primeiros protótipos produzidos e em final de testes. O automóvel a ilustrar a notícia foi fotografado em Itatiaia, RJ, cidade ao lado de Porto Real, onde será feito. Lançamento primeiro semestre de 2018 já com a evolução exibida na segunda série, como mudança de grade frontal, no grupo óptico. Mecânica variada, do motor 1,2 aspiração simples, ao 1,6 turbo.

Cactus disfarçado em Itatiaia, RJ ( Foto Margite Alvares )



Toyota Prius lidera vendas de elétricos
Sem produção ou montagem locais, sem incentivo oficial, Toyota está mudando o conceito e o mercado de híbridos elétricos: seu Prius é o mais vendido – supera a soma de todos os demais concorrentes -, assinalando média mensal de 300 vendas. Resultado surpreendente, explica Miguel Fonseca Vice Presidente encarregado do projeto, está assentado em três pilares: tornar o veículo conhecido; garantir assistência técnica superior; ter preço competitivo. Toyota começou o projeto com a série 3, logo substituída pela atual, ao tempo em que treinava mecânicos para conhecer o produto com profundidade, esforço para atingir todo o país, forma de tornar os profissionais os primeiros divulgadores de sua superioridade; a disponibilidade de unidades nas revendas, para ser testadas pelos clientes aguardando serviço em produto da marca tem auxiliado a divulgar e vender. Por si só o Prius é de uso extremamente agradável, ao ser construído sobre plataforma própria, aproveitando o espaço interno. Atrativos outros, como a larga garantia de 8 anos para os componentes do sistema híbrido, e a consciência do avanço da eletrificação como caminho próximo da mobilidade auxilia fomentar vendas, feitas a preço competitivo – em torno de R$ 130 mil. A Toyota acredita nas condições e capacidades brasileiras para desenvolver importante braço de tecnologia neste período de abandono dos combustíveis fósseis pelos renováveis. Mesmo Fonseca crê, houvesse uma linha de política de estado, o carro híbrido/elétrico, auto carregável por motor flex ou a álcool, colocaria o país na vanguarda tecnológica. Hoje, nas discussões para estabelecer nova política industrial para automóveis, o Rota 2030, o tema da mudança de combustível vem sendo tratado com distância, sem ser objetivo a ser atingido.

Não há incentivo para a importação, mas apenas tratamento tributário diferenciado. Prius e outros híbridos elétricos recolhem 4% de imposto de importação, contra 35% dos demais importados, mas não há incentivo no IPI relativamente aos veículos movidos por motores de combustão interna.

Prius, líder entre os elétricos



Roda-a-Roda
Minguou – Renault desistiu de vender seu sedã Fluence na rede de concessionários. Agora apenas frotistas. Automóvel é muito bom em seu segmento, o melhor para Uber e que-tais, porém marca nunca o fez competitivo.

Questão – Marca francesa padece do mesmo problema da italiana Fiat: não sabe vender carros maiores e mais caros. Última geração do Mégane feita em Curitiba e sua camioneta Grand Tour, os melhor dotados do setor, nunca se impuseram.

Ocasião – Automóvel se expõe no Salão do Automóvel. Correto? Talvez coerente, mas há exceçõesnestes tempos vale tudo para promover marca e vendas. Isto explica Audi expor seu RS3 no Salão Duas Rodas, para motocicletas.

Audi – Foi pré estréia, com vendas a iniciar em dezembro. É o sedan A3, com tração nas 4 rodas, poderoso motor de cinco cilindros, 2,5 litros de cilindrada e 400 cv, o mais potente do mundo em sua cilindrada. Ficou exposto no stand Ducati, marca pertencente à Audi.

Referência – Fonte de consulta sobre preço de veículos, o Kelley Blue Book chegou ao Brasil. Difere-se das tabelas convencionais por considerar mais informações para novos e usados, e trazer classificação em três zonas de valor indicando se é bom negócio ou está cima do preço de mercado. Nos EUA, onde existe há 90 anos, lidera em registro de acessos/mês.

Fraternidade – Considerado o mais elegante dos encontros de automóveis antigos, o Pebble Beach Concours d’Élegance, realizado em Monterey, CA, acaba de doar US$ 1,7M a entidades pias de sua região.

Institucional – BMW apoia restauração de avião Junkers JU 52 de 1934, ora em processo de salvamento pela Força Aérea Argentina. O alemão Junkers empregava motor aeronáutico BMW. Área de memória da empresa auxilia colecionadores salvar seus produtos. Não há notícias deste apoio aos restauradores de automóveis ou motos no Brasil.

Avião Junker, de 1934, motor BMW



Gente – Daniel Simonetti, jornalista conhecedor de automóveis na Fiat, concretude. OOOO Deixou a empresa e foi-se à MRV, construtora de edifícios. OOOO A cada vez se torna mais difícil encontrar jornalistas apreciadores de automóveis para trabalhar nas assessorias das marcas. OOOO Marco Greiffo, comunicólogo, ascensão. OOOO Assessor de imprensa aos negócios da Volvo – exceto automóveis. OOOO Antes fazia comunicação interna. OOOO Repõe espaço aberto com saída de Milena Miziara. OOOO




De Carro Por Aí | Classe X, a picape Mercedes para 2019

Por Roberto Nasser


Mercedes-Benz mostrou a jornalistas sul americanos a picape Classe X produzido na Espanha, a ser replicado pela Nissan na Argentina, junto com seu Frontier e a cópia Renault Alaskan. Porta a essência do mercado brasileiro no segmento: picape, cabine dupla, motor diesel, opção de tração total e simples.

Não é igual às Frontier e Alaskan, com diferenças inculcadas por seu DNA em isolamento termo acústico, bitolas maiores, permitindo melhor composição com as caixas de rodas, e rodar mais confortável. Ao lançamento, em 2019, três versões de decoração e motorização – o engenho Nissan 2,3 litros com um ou dois turbo compressores.
Como vender uma picape quase igual com três marcas diferentes?

Esta é a missão das diretorias comerciais das três marcas. Nissan, já presente no mercado, terá mais facilidade – apesar de resultados tíbios em vendas e da má fama de tirar produtos de fabricação; Renault deve contornar a falta de tradição no produzir e vender picapes, com a maior rede revendedora, mas seu Presidente diz ser o maior desafio entender quem é o comprador do Alaskan; Mercedes não imagina ver sua versão estrelada arrancando toco ou levando transformador de energia nas grimpas do morro. Daí diferenciou-o em rolagem, uso e decoração, pretendendo o comprador para o qual o uso extremado das capacidades é coisa secundária. Pretenderá o conforto, a boa decoração, e o intangível valor de ter uma estrela na grade frontal.

Classe X, Mercedes, 2019



E mais, um SUV para Nissan e Renault. Mercedes?
A operação da Nissan na Argentina – dentro da pioneira fábrica Ika e agora Renault em Córdoba –, não será apenas o tosco processo industrial de fazer picapes. Mas projeto para o futuro, onde as picapes e utilitários esportivos prometem presença palpável e rentável.

Leitor da Coluna soube por antecipação mundial, a Nissan produziria uma picape com sua marca e montaria outros para a associada Renault e a avençada Mercedes. Fábrica iniciará produzir em 2018. Inicialmente com o Frontier adequado ao Brasil – atual versão mexicana se ressente da falta de ajustes -; a picape Alaskan ao meio do ano; e o Mercedes ao final, como modelo 2019.

Operação ambiciosa soma evidências ao projeto de instalar a marca na Argentina, transformada em fornecedora de picapes para a América do Sul. Produto adicional pode ser utilitário esportivo construído sobre o chassis do Frontier, recentemente apresentado na China. Leva o nome de Paladin – em mandarim nada significa … Seria produzido na Espanha pela fábrica Nissan onde além do Nissan Frontier e do Renault Alaskan, iniciou há dias fazer a picape Mercedes Classe X. Pode ser igual opção na operação América do Sul – exceto Mercedes pois nas entrevistas de apresentação tal possibilidade foi negada.

Como produto utiliza o chassis da picape. Vindo à produção re-editaria o fugaz e mal acertado X-Terra, então construído sobre o Frontier duas gerações anteriores. A fórmula é simples, mas é apenas adotada pela Toyota no fazer seu lucrativo SW4 sobre o chassi da picape HiLux.

Nissan Paladin ( foto sítio Burlappcar)



VW resgata Taigun – será T Track
Condições diversas – projeto de ter um SUV ou SAV em cada segmento do mercado; busca por retomar vendas e participação no mercado doméstico; surpreendente demanda pelo recém lançado Renault Kwid, na mesma proposta -, instigaram a Volkswagen buscar nos recônditos de sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP, o protótipo do Taigun. Foi mostrado no Salão do Automóvel de 2012, prometido para produção – e sumiu.

Mercado é dinâmico, mutante, e atuais condicionantes, como novos projeto de gestão; presidente, Pablo Di Si no maior desafio de sua carreira, e presença no Brasil de Marco Antonio Pavone, designer do up! facilitam o projeto. O então dito Taigun será construído sobre o próximo up!, com mudanças incluindo pequeno aumento de comprimento seguindo o mercado, e alteração frontal para absorver a tralha periférica do novo turbo compressor aplicado ao motor 1,0 TSi, para gerar 123 cv. Pela atual denominação dos utilitários esportivos da VW, teria a inicial T e a complementação Track. No segmento o grande diferencial estará no motor TSi, patrono de grandes alegrias no conduzir. Tração dianteira; possibilidade de caixa automática de 6 velocidades; produção em 2020.

Enfim
Corajoso projeto de retomada da Nova Volkswagen, contando com um representante com cara aventureira em cada segmento, formaria uma escada: T Track; T-Cross, sobre o Polo, produção no Brasil em 2018; Tharu, sobre o Golf na Argentina; Tiguan mexicano, 7 lugares; Atlas, com mesma lotação; Touareg.

Taigun revisto e melhorado será T Track em 2020



Roda-a-Roda
Correção – Chery QQ sofreu aumento de preço a R$ 26.990, ainda o mais barato do país. Marca enfrenta séria oposição do sindicato dos metalúrgicos, detendo seriadamente a produção de automóveis, a mais irregular do país.

Revisão – Suzuki reviu e melhorou seu Jimny, no país o 4×4 com menor preço. Na mecânica, pinças de freios a discos frontais foram elevadas. Conforto por volante com três raios; painel de instrumentos com novo grafismo, tela digital na versão 4Sport – R$ 76.690; 4Work Off Road R$ 75.290; 4All R$ 68.890.

Posição – Ante vendas, em torno de 200 unidades mensais – volume não justifica operação industrial -, fica clara uma verdade: se quem diz entender de jipe realmente o fizesse, vendas seriam muito maiores.

Suzuki Jimny, melhor que as vendas (foto Divulgação)



Desacerto – Após anos de concreta parceria azedou o relacionamento entre a FCA e a Abracaf, associação dos revendedores Fiat: desentendida com a nova direção da companhia, intentou demanda judicial.

Na prática – Quer ressarcimento pelo corte de produtos, não substituição, e ausência por esvaziar vitrines, vendas, lucros. Também, por operação legal pela Fiat, com redução de impostos, sem diminuir o preço final dos veículos.

E ? – Atual gestão Fiat inicia desacelerar e, assim, eventual condenação recairá sobre resultados operacionais de sucessor (es).

Luxo – Final do mês Ford anunciará importação do Mustang. Hoje já não é tratado nos mercados extra EUA como exceção, mas como Carro Universal, apto a clientes em todo o mundo, como o foi seu pioneiro antecessor Modelo T. Idem – GM busca traçar ações para vender o concorrente Camaro. Contratou Carlos Ferreirinha, festejado consultor de Luxo, para desenhar apresentação e colocação do produto no mercado.

Questão – Marcas não têm continuidade nos programas de importação. Trazem um lote, vendem, desistem, e proprietários ficam sem apoio. Tomara mudem.

Lembrança – Jornal Folha de S. Paulo na 27a edição do prêmio Top of Mind – pesquisa nacional onde se pergunta marcas de produtos mais lembradas.

Quem – Em carros Volkswagen ganhou com melhor performance em relação a 2016. Em caminhões, deu Mercedes-Benz; motos Honda; Pirelli como pneu; Petrobras como gasolina e o seu lubrificante Lubrax.

Mudança – Aparentemente Ford rompeu o perigoso ciclo de prejuízos na América do Sul: tem lucros há quatro trimestres. Último, US$ 1,5B antes dos impostos, significa ter vendido 14% a mais.

Gente – Célio Galvão, jornalista, sai da Ford após 40 anos de serviço e invejáveis resultados para a marca. OOOO Quer continuar no ramo. OOOO Carlos Eugenio Dutra, engenheiro, deixa Diretoria de Estratégia de Produto América Latina na FCA Fiat/Chrysler. OOOO Aposentadoria após 38 anos na empresa. OOOO Substituído por Bruno Kamei, 36, na Fiat desde 2003. OOOO Missão: planejar próximos veículos Fiat e Jeep para América Latina. OOOO Erick Boccia, gerente de imprensa da Toyota, outro telefone. OOOO Deixou a japonesa. OOOO Mistérios corporativos. OOOO
Kwid puxará fila na Renault

Renault projeta Kwid como seu líder em vendas



Fábrica paranaense surpreendida e satisfeita com os bons resultados das vendas iniciais do sub compacto Kwid projeta-o como o futuro líder de vendas da marca, superando o Sandero. Para facllitar tal definição e criar espaço industrial, empresa agiu paralelamento: alterou o fornecimento do Duster para o mercado argentino. Em vez de enviá-los do Brasil, fa-lo-á com os de produção colombiana – montados com peças brasileiras. Além do mais, dá retoques finais em fábrica para injeção de alumínio para motores 1,6 e os 1,0 estes empregados no Kwid.

No pacote está o atingimento da meta definida há alguns anos, ter 10% do mercado nacional de veículos leves. Marca hoje tem 7,8% no universo dos carros O Km, prevendo atingir 8% nos próximos meses.

Um décimo do mercado doméstico brasileiro equivale superar a Ford, sempre em 4ª posição, atrás de Volkswagen, Fiat e Chevrolet. Atual percentual situa-a atrás de Hyundai e Toyota.

Mercado nacional ainda é indefinido, e as vendas do primeiro mês do Kwid, elevando-o. Hoje demanda continua plena, sem disponibilidade para recebimento imediato; as encomendas são para dois meses de espera. O lançamento, entretanto, enfatiza Luiz Pedruccii, o primeiro brasileiro a presidir a Renault, foi de maiores atração e maior retorno de mídia espontânea no mercado nacional em 2017. Para 2018 o executivo projeta o Kwid correspondendo a 1/3 da capacidade de produção da fábrica.




De Carro Por Aí | Indústria automobilística, um longo olhar de 50 anos

Por Roberto Nasser*


Um dos dizeres no colecionar automóveis antigos, o antigomobilismo – neologismo no Dicionário Houaiss – define, o automóvel escolhe o dono – e sabe para onde conduzi-lo.

Válido para mim e minha vida profissional. No caso, um sofrido sedã DKW Vemag fez-me privilegiado observador de 50 anos da indústria do automóvel, levando-me às Olivetti e à banca de advogado especializado.

O residir em Brasília pós inauguração auxiliou muito. Não apenas pelo aspecto institucional, quando a autoridade do Executivo ou do Judiciário – o Legislativo tinha autonomia restrita no período – podia ser seu vizinho de porta, quanto pelo fato de o Plano Piloto reunir a maior concentração de carros nacionais, a frota mais nova do país. Era consequente ao incremento à renda do funcionalismo transferido e do início da democratização do automóvel. Havia a considerar, era a única cidade do país onde o esporte preferido era o automobilismo.


Agente de evolução, o motor do gasto Vemag azul de teto prata foi submetido a receita publicada numa revista. Dois sem-noção, o agora saudoso Aruí Pinheiro de Souza e eu, cometemos doméstica tentativa para melhorar seu rendimento.

Se deu certo? E podia? Era uma mão de obra para funcionar. Primeiro, tirar as velas de gama térmica fria e colocar as quentes. Virar o arranque sem acelerar; depois, com o afogador puxado; ao pegar, mantê-lo afogado até ameaçar morrer inundado de gasolina. Aí, leve pressão no acelerador e um minuto com o pé suave para limpar o excesso de combustível. Após, desligar o motor e trocar as velas quentes por outras médias. Repetir o processo, esperar o marcador de temperatura iniciar seu caminho pelo quadrante; desligar; trocar as velas pelas ditas frias. Aí, então, podia-se apontá-lo para a Universidade de Brasília.
Era coisa de 15 minutos toda manhã, com filtro de ar e ferramentas sobre a grama em frente à portaria social do bloco K, mãos sujas e o formidável cheiro do Castrol R, lubrificante para corridas, amostra olorosa e de intimidade com o ambiente esportivo.

O Ari Cunha, hoje Condômino e Vice-Presidente dos Diários Associados, era editor do Correio Braziliense, vizinho no primeiro andar – e compulsório participante pelo barulho, fumaça e odor da mistura gasolina+óleo queimada. Um dia, saindo do prédio, ao cumprimentar, falou: “- Se você escrever a metade do que faz em mecânica, precisamos de você no Correio. Quero fazer uma coluna sobre automóveis.” Foi na manhã da segunda-feira, 30, outubro, 1967.

Na quinta-feira, 2, novembro, feriado de Finados, saía a primeira. José Helder de Souza, editor do segundo caderno, alma boa atrás de cara brava, recebeu-a, sequer retocou. Começou assim, há 50 anos.

Cenário
Época de muitas mudanças, encerrando-se o segundo ciclo de motorização no país. O governo revolucionário mudou as regras de instalação, cancelou o projeto de criar carros brasileiros por empresas nacionais e fomentou sua venda. As então nacionais Willys, Vemag, Simca, FNM passaram a controladoras estrangeiras – Ford, VW, Chrysler, Alfa Romeo. A Coluna ajudou moldar minha vida e especialidade como advogado após formado. Em início era indefinida em espaço e periodicidade, mesclou cobertura do tema, lançamentos de novos participantes, e movimento de corridas. O novo ciclo incluiu lançamento do motor VW 1.300, apto a expandir cilindrada, insuflou preparação, construção de protótipos, novos pequenos fabricantes com a arquitetura mecânica Volkswagen. Não era bem-comportada. Era palpiteira, crítica, personalista, escrita na primeira pessoa do singular, num auto desafio: fazer cobertura tão bem informada quanto os jornais cariocas e paulistas, onde à época estavam as indústrias de automóveis. Caminhões não eram tema, por coerência e falta de vivência ou leituras específicas. Isto mudou num dia, chegado da UnB para entregar meu texto na redação, o dito Zé Helder informou ser necessário dar mais cobertura a caminhões. Não entendo disto – como se entendesse de automóveis … – expliquei. Não posso fazer. É ordem do Edilson, explicou. Edilson para ele, Dr. Edilson Cid Varella para mim, presidente da S/A editora do Correio. Conhecia-o com superficialidade. Morávamos na mesma quadra, meus pais e ele tinham amigos em comum. Fui à sua sala, recebido sem complicações, expliquei não poder atender ao pedido. Ganhei aula gentil: Caminhões podem ser bons anunciantes, e os anúncios é que pagam as contas, até o seu salário. Assim, se você não entende, gostaria de ponderar que passe a entender. Entendi a ordem. Foi um outro DKW Vemag na minha vida. O conhecimento absorvido teve resultado impensado. Após laureado em Direito saber do que falava ajudou-me a conquistar clientes do ramo, e para estes obter medidas legais como o aumento do comprimento dos caminhões, do peso bruto sobre eixos, reclassificação fiscal, por aí.

A operação automobilística no Brasil tem marca mundial: a rentabilidade elevada, desde sempre. Teve até CPI na Câmara. E outra, escolhas de produto nem sempre felizes. Ford é bom exemplo: o Gálaxie, então modelo de mais luxo no país, foi um tiro n’água: nunca decolou, seu maior ano de vendas foi o do lançamento. Terceiro produto, o Maverick, insistiu na escola norte-americana, quando o desenho do país mudara às preferências europeias, como mostrava o Corcel, um Renault. Companhia, a primeira a vir para o país, quase deixou-o na década de ’80, mantendo-se associada à Volkswagen sob o rótulo de Autolatina. Da liderança hoje trópica do quarto lugar para baixo.

De operações industriais, três têm especial relevo: a Fiat revolucionou com o motor transversal e itens pouco sabidos, especificações em folgas e tolerâncias. Mostrou como o país estava atrasado no convívio com os automóveis. Os óleos lubrificantes de então tinha classificação limitada a SD – hoje está próxima ao final do alfabeto. Outra conquista como advogado. Das novas, o ciclo Toyota deflagrador de qualidade no país, e a surpreendente Hyundai e o HB20, o mono produto mais vendido do país.

Período rico em mudanças, e a utilização do álcool como combustível foi oportunidade perdida em liderar produção e tecnologia mundiais. O governo federal não o tocou como questão de Estado, mas apenas como de varejo. Daí, sabemos produzir. Usar, não!
Nossos veículos são inquestionavelmente resistentes – é o grande know-how nacional -, mas a indústria do automóvel é tratada como coisa isolada, sem integrar planos de governo. Usa alíquotas anti importação em seu limite máximo para impedir a sadia concorrência dificultando a entrada dos importados, cultivando a ineficiência, rentável aos fabricantes, lesiva ao país. A última aventura, o Inovar-Auto, nada inovou ao permitir montagem de veículos com percentuais de nacionalização idênticos aos praticados ao início dos anos ’50, antes da implantação da indústria automobilística. A abertura dos portos à importação, pensada desde o governo Sarney, corporificou-se com o de Collor. Ato de coragem, acabou travado pela aplicação de taxas em seu teto máximo.

A presença dos importados a preços inicialmente competitivos acabou com as pequenas indústrias locais, usualmente utilizando plataforma VW. Sem voz corporativa não quiseram negociar forma de sobrevivência e acabaram se estiolando. Sobrou a única com projeto completo de produto e construção, a Gurgel. No governo Itamar, sucessor, criou-se a fórmula do carro popular, com motor 1,0 litro, para dinamizar vendas e produção. Solução política de razões esvaídas no tempo sobrevive. A Gurgel foi-se num embrulho não explicado.

Dentre as conquistas nacionais, inequivocamente quem puxa a fila do orgulho são os pilotos de corridas. Entre o Brasil instalar a primeira indústria e produzir o primeiro campeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi, em 1972 decorreram apenas 15 anos. Temos 8 títulos na categoria – 2 Emerson; 3 Piquet; 3 Senna -, inúmeros em outras categorias. Brasília detém a maior quantidade de pilotos de Fórmula 1 por população ou área: 2 Piquets, 1 Alex Ribeiro, 1 Pupo Moreno. E fizemos um carro de Fórmula 1, o Copersucar Fittipaldi, criticado como tudo brasileiro, mas à época com resultados superiores a equipes tradicionais, Ferrari inclusive. Brasil desperdiça talentos sem política de desenvolvimento tecnológico pelas corridas.

Gente
No período observado, o setor teve gestores marcantes, em especial os responsáveis por sua implantação num país sem vivência ou infraestrutura; prazo para atingir 90% de nacionalização – sem indústria de autopeças. Depois, também, e destes, ao meu ver o de maior proeminência foi o recentemente desaparecido Wolfgang Sauer, da VW – a Coluna atropelou os jornais paulistas e deu sua indicação como furo -, fazendo a transição do velho Fusca para os motores modernos e dianteiros; trocando Passats por petróleo iraquiano; exportando Voyages aos EUA. Mais recente, Cledorvino Belini, em processo de longo prazo, fazendo o impensável: tornar a Fiat líder no mercado local – única liderança no mundo -, extremamente rentável. Das muitas autoridades talvez o engenheiro Celso Murta, presidente do Contran tenha sido o mais profícuo: levei a ele sugestões para tornar obrigatórios o uso de capacete por motociclistas, e de cinto de segurança por motoristas e passageiros – aceitou, tornou-as regra, salvou muitas vidas.

Coluna me levou a ser o redator da parte de automóveis na CPI do Consumidor, na Câmara dos Deputados, e à oportunidade de sugestões de segurança veicular posteriormente adotadas.

De líderes setoriais a quatro dedico especial referência: Alencar Burti, da distribuição de veículos, incansável em visão social; André Beer, da indústria automobilística. Quando presidente da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, defendia a causa brasileira, e após sua gestão, para o governo permanecia como referência em confiabilidade, como também o era o advogado Célio Batalha. Célio foi-se muito novo quando presidia a entidade – uma das melhores pessoas que tive a sorte de conhecer e privar. Hoje deve ser santo sem diploma. O engenheiro Rogélio Golfarb, também ex-presidente da Anfavea tenho como o sujeito mais preparado no mesclar indústria e economia. Fiz amigos, contatos, conhecidos, gente boa de trocar impressões e conhecimentos.

Coluna teve projeção nacional, integrando prêmios e juris sobre produtos, como o da Abiauto e o Auto Preferita.
Internacionalmente, o da FIPA de jornalistas latino americanos, e o International Engine of the Year. Neste, dentre os quatro jurados brasileiros sou o único não-engenheiro. Minha biblioteca, supera 10 mil livros do setor, ajudou muito.

No Correio, a Coluna se transformou no Jornal do Automóvel, caderno especializado. Em paralelo e por pequena sociedade, foi desafio para escrever no JOSÉ, jornal da semana inteira, marcante semanário sobre política e atualidades. Mesmos temas, público mais pontual, abordagens e redações diferentes. Após, iniciou-se período de expansão, com a Gazeta, em Vitória, ES; com a Gazeta de Alagoas; depois no Jornal de Brasília e na Gazeta Mercantil. Hoje está em 45 veículos diferentes e tem médios 10 milhões de acessos mensais. Muito? Pouco? Números impensáveis há pouco tempo, e com certeza aumentarão.

Num balanço, tenho convicção de tê-la feito socialmente útil, honesta com o leitor em busca de informação, e com direito a medalha por assiduidade: nunca deixou de sair, nem férias, nem hospital, nem UTI a detiveram.

Ricardo Reys, o chileno conhecido como Pablo Neruda, tem livro interessante, Confesso que vivi. Modestamente atrevida, a Coluna diria: Confesso que vi.

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As estradas falam, a Mercedes ouve – e é Top of Mind
Um dos melhores slogans para definir o projeto de uma companhia – As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve -, indica a ação de ouvir operadores de transporte e adequar produtos às sugestões dos profissionais. A marca tem feito mudanças em seus caminhões, criado caminhos para facilitar a manutenção baixando custos de peças, criando facilidades para usuários. E sua iniciativa, forte marca da gestão de Philipp Schiemer com vice presidência de Roberto Leoncini, tem fornecido resultados numéricos e institucionais. Deste, um dos mais importantes é o prêmio Folha Top of Mind edição 2017, organizado pelo jornal Folha de S Paulo, abrangendo pesquisa nacional. Nela a Mercedes-Benz é a marca de caminhão mais lembrada do Brasil. Neste ano a Mercedes foi indicada por 22% – mais de 1/5 do universo pesquisado, 7.300 pessoas, 220 cidades – com pergunta espontânea: Qual a primeira marca de caminhão que lhe vem à cabeça? A segunda colocada ficou 10 pontos percentuais abaixo.

Schiemer, modesto no comando da recuperação da Mercedes após a enorme contração de mercado, situa o resultado como consequente ao atendimento das expectativas dos clientes e de todos os ligados ao setor de cargas, trabalho conjunto da marca, da rede de concessionários e parceiros.

Marca tem inovado em produtos, peças, serviços e conectividade, e ao fazer o sugerido pelos clientes e receber o Top of Mind crê estar no caminho certo.




Alta Roda | Criatividade ao ousar

Por Fernando Calmon


Aberto ao público no sábado passado, o Salão do Automóvel de Tóquio, organizado a cada dois anos, é uma exposição curta e predominantemente voltada ao próprio mercado. No entanto, tecnologias do momento que incluem carros autônomos, híbridos e elétricos são motivos de desafios que a engenharia local adora enfrentar. Considerando a chamada inteligência artificial (IA) fundamental daqui para frente, as marcas japonesas – aliás, em pleno processo de consolidação, pois não há futuro para nove fabricantes – têm muito a contribuir.



Como maior fabricante do país, a Toyota tinha muitas atrações, a principal o carro-conceito Fine-Comfort Ride. Segue a diretriz do governo nipônico que prefere veículos elétricos movidos por pilha a gás hidrogênio, no lugar de baterias. Sua autonomia chega a 1.000 km, maior portanto que a do Mirai hoje à venda. Há alguns exageros como o estranho Tj Cruiser, um crossover conceitual misto de van e SUV.

A Toyota surpreendeu ao anunciar no salão que não pretende importar ou fabricar aqui o crossover médio C-HR (porte do RAV4). Talvez tenha considerado as linhas ousadas demais para sua imagem mais contida no Brasil. Porém, acenou com um modelo de sua subsidiária Daihatsu, o DN Trec, de fato bem interessante e de tamanho menor. “Está em estudos”, admitiu Steve St. Angelo, presidente para América Latina.

Quatro modelos conceituais, todos elétricos, foram apresentados pela Honda. O mais interessante, Neu-V, aprende as preferências e humor do motorista graças à IA. Aproveitou para lançar o novo CR-V híbrido e confirmar que importará do Canadá, em meados de 2018, o excitante cupê Civic Si com motor 1,5-L, turbo de 208 cv e câmbio manual. A marca anunciou que dois terços de suas vendas em 2030 serão de elétricos ou híbridos, sem informar como se dividirá a preferência dos consumidores entre as duas ofertas. Há razões para híbridos predominarem, sem descartar um gerador a combustão para carregar baterias em tração puramente elétrica.

Nissan, por sua vez, acertou ao redesenhar o Leaf, primeiro elétrico a tentar um espaço no mercado mundial. Confirmou que vai importá-lo para o Brasil em 2019. Agora tem estilo palatável e capacidade de ser controlado com apenas um pedal para acelerar e frear (pedal de freio continua para casos extremos). A fábrica acredita que por volta de 2025 será possível um automóvel elétrico ter o mesmo preço de um convencional, mas não disse se com ou sem subsídio governamental. Um dos protótipos mais interessantes em exibição é justamente o IM-x, que integra seu conceito de mobilidade inteligente. Entre os convencionais confirmou a volta X-Trail ao País, um SUV médio que faz falta à marca.

Como todas as edições do salão japonês, há projetos sobre o inusitado. Destaque desta edição é o Flesby 2, monoposto diferente com grandes almofadas externas que o protegem em pequenas colisões e minimiza ferimentos em caso de atropelamento. Carros convencionais também atraem visitantes. O Mazda Vision Coupe Concept antecipa como poderia ser um topo de linha de um fabricante pequeno, em busca de sobreviver. Para muitos, o modelo mais bonito em exibição.

RODA VIVA
QUANDO chegar ao Brasil, em meados de 2019, primeira picape Mercedes-Benz Classe X vai impressionar pelo requinte de acabamento e alto nível de isolamento acústico. Será produzida na Argentina (compartilha chassi e carroceria com Nissan Frontier e Renault Alaskan) com o mesmo motor diesel. Mas a topo de gama terá um V-6, 258 cv, 56 kgfm, da própria Mercedes.

PROGRAMA Brasileiro de Etiquetagem Veicular trará novidades a partir de janeiro de 2018. Considerado como certo mais um aperto para reduzir consumo de combustível (etanol e gasolina), política que deu ótimos resultados até agora com prazos factíveis. Também haverá nova metodologia de cálculo de consumo e duas novas categorias se somarão às 14 atuais.

HATCH de teto alto, JAC T40 é crossover com surpreendente evolução em estilo por preço muito bom. A marca chinesa explorou materiais mais nobres e melhorou acabamento. Espaço interno e visibilidade (inclusive espelhos) destacam-se. Motor 1,5 L, flex, 125 cv, poderia ter mais potência. A melhorar: sensibilidade da direção e suspensão menos ruidosa em desníveis.

PERÍODO mínimo de suspensão da carteira de habilitação sobe de um para seis meses a partir do dia primeiro deste mês. Penalidade se aplica para quem acumula 20 ou mais pontos por infrações cometidas em 12 meses. Por outro lado, códigos e nomes de agentes de trânsito responsáveis por autuações estarão disponíveis na internet. Decisão (correta) é do Contran.

BASF desenvolveu tintas automobilísticas de cores escuras que mantêm a temperatura como se fossem claras. Para o Brasil faz todo o sentido. A empresa oferece no mundo paleta de 2.300 tonalidades. Dois terços da produção usam variações de apenas três cores básicas: preto, cinza e branco. No terço restante, destacam-se azul e vermelho.

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De Carro Por Aí | Cronos, o Argo sedã

Por Roberto Nasser


Fiat se aproxima do fechamento de ciclo para renovação de produtos. Medida corajosa. No caso o veículo para tal movimento era o conhecido até a manhã do dia ultimo dia 20, sexta feira, como Projeto X6S. Logo em seguida, às 14h divulgou-se o nome oficial, Cronos. Coisa mítica, o mais novo dos Titãs, filho de Urano, o céu, com Gaia, a Terra. É o Deus do Tempo, regente dos destinos.

O Cronos quer integrar o processo de modernização da marca, quase fechando o ciclo de mudanças iniciado pelo picape Toro, pelo Mobi e pelo hatch Argo. Fiat desenvolve um arremedo de jipe pequeno, ausente em seu leque de produtos.

Produção será na fábrica de Ferreyra, Córdoba, Argentina, após investimento de US$ 500 milhões para atualizá-la. O Cronos terá concorrente bem próximo de suas medidas e características, o Virtus da Volkswagen. No leque Fiat substituirá Gran Siena e Linea. No mercado em fevereiro.

Ainda disfarçado, o Cronos Fiat (foto Autoblog.com.ar)



Mico antigomobilistico: Juíza apreende carro falso no Autoclasica

Réplica Cisitalia exibida como original (foto Autoblog.com.ar)



Dra. Sandra Arroyo Salgado, juíza federal de San Isidro, beiradas de Buenos Aires e em cujo hipódromo se realiza o Autoclasica, maior encontro antigomobilista da América Latina, ao seu encerrar mandou apreender uma de suas maiores atrações, um Cisitalia – falso.

Questão básica, o automóvel exposto pelo proprietário não era autêntico e como indicado modelo 202 MM de 1947, mas réplica construída em Mercedes, grande Buenos Aires. Juíza determinou remoção a depósito público.

O crime
Constitui crime expor réplica de carro clássico? Claro que não.
O bom sítio argentino Autoblog explica, ante a estrutura legal do país vizinho, de conceito assemelhado no Brasil, o crime de falsificação ocorre quando o proprietário não informa claramente tratar-se de recriação de modelo antigo. Caracterizando a situação, o expositor informou, nos cartazes e material sobre o evento, tratar-se de exemplar construído na Itália há mais de meio século. Mas a réplica foi montada poucos meses antes.

O processo deverá aclarar o responsável pelo divulgar de informação falsa: o organizador do Autoclasica, o Club de Automobiles Clasicos de Argentina ? O patrocinador Motul, fábrica de lubrificantes, entregando ao proprietário identificação com os dados irreais?

Exibia o selo da FIVA, a Federação Internacional de Veículos Antigos, certificando a nível internacional a originalidade dos veículos expostos no evento. Os jurados de prestígio da FIVA aprovaram essa falsificação? Ou o selo foi usado sem autorização? É outro ponto a ser apurado pela Justiça.

No Autoclásica, é comum exibir e vender réplicas de automóveis históricos, como bem o faz a Pur Sang, construtora de réplicas de Bugatti e Alfa Romeo. E no evento há prêmio especial para as melhores recriações de época para este tipo de veículos.
Chamam-no “Artesanias Argentinas”.

Prêmio excita os jurados de tal forma que, muitas vezes, se opõe ao gosto do público. Este ano, por exemplo, recompensaram um carro esporte, o “Rubén García” (com motor Fiat 128 dos anos 1970). Na cerimônia esqueceram de premiar ou mencionar o carro mais atrativo no show: Ferrari ex Schumacher da Fórmula 1, cedido pela família Perez Companc. Uma cópia original, é claro, não uma réplica. (Coluna passada apontou o estranho comportamento e a aparente abrasão entre os dois maiores colecionadores de lá).

Mas para serve uma réplica? Com os preços elevados dos carros clássicos, esses artesanatos permitem experimentar as sensações de condução transmitidas pelos veículos vintage. É passatempo divertido, e não é crime.

A Lei proíbe, no entanto, sejam esses modelos vendidos ou exibidos com informações falsas sobre origem ou fabricante. Para ser claro: é bom vender um Ruben Garcia 2017, mas ilegal seria vendê-lo dizendo ser García re encarnação de Enzo Ferrari. O uso de marcas registradas também é penalizado sem a devida permissão do licenciado.

Cisitalia era famosa marca italiana no pós Guerra, com projetos estão entre os mais puros e atraentes dessa época. Além disso, brilhava nas competições, com pilotos como Tazio Nuvolari e Piero Taruffi.

Fundada pelo empresário italiano Piero Dusio, que terminou casualmente seus dias na Argentina, direitos da marca pertencem à sua filha. (sobre o texto de Carlos Cristófalo na Autoblog.com.ar)

Roda-a-Roda

Polestar, Volvo chinês para mudar conceitos



Nova escrita – Chinesa Geely adquiriu a sueca Volvo, surpreendeu o mundo crescendo vendas e sinergia com sua co-irmã chinesa Geely, e apresentou o primeiro produto de nova marca de luxo performático, a Polestar.
Como – Cupê 2+2, o Polestar I desenvolve híbridos 592 cv e foca sobre alemão BMW I8 e norte-americano Tesla Model S, o elétrico queridinho do momento. Contra a maior promessa da Tesla, o Model 3 haverá o Polestar 2. Construção na China sobre plataforma modular Volvo.
Refinamento – A nobre fibra de carbono reduziu 230 kg em relação ao modelo Volvo S90, sócio na mesma plataforma. Muita eletrônica, Poderosos freios Akebono, com discos de 400 mm e pinças com seis pistões.
Outro nível – Apenas 500 unidades anuais. Sistema comercial corajoso lembra o do automóvel mais exclusivo, imbatível em refinamento construtivo, o mítico Bugatti Royale: não terá revendedores, e comprador especificará e personalizará o produto direto à fábrica. Leasing por dois ou três anos, sem entrada e juros contidos. A conservadores, 80 concessionários no mundo civilizado.
Novo tempo – Mudará imagem do carro chinês: refinado e caro: R$ 550 mil. Lá.
Esperado – Honda trará do Canadá o Civic Si. Conhecido por oferecer confiável performance, enzimatizada por nova plataforma e motor turbo. Cupê, motor 1.500 cm3, turbo com injeção direta, duplo comando de válvulas com abertura variável, 208 cv e 26,5 m.kgf de torque, 70% disponível a 2.300 rpm.
Fórmula – Aços mais leves, reduzen peso e aumentam resistência à torção,uma alegria a quem busca esportividade. Segundo semestre 2018. Sem preço.
Avanço – FCA – Fiat Chrysler Automobiles ajustou-se com a PUC Minas no primeiro Centro de Simulação de Dinâmica Veicular na América Latina. Fica no Campus da Universidade, em Belo Horizonte, o SIMCenter reúne o pico da tecnologia mundial para pesquisas em segurança de veículos, pessoas, vias.
Negócio – Para manter, conquistar e encantar clientes Mercedes-Benz dá outro passo sedimentando a campanha Mercedeiros de Verdade, atraindo usuários dos caminhões da marca. Aplica a crescente conectividade com motoristas, frotistas, gestores com um programa de fidelidade e recompensas.
Ocasião – Se tens recursos sem receio de expô-los, e gosta de automóveis performáticos e quase exclusivos, incorporadora BRG quer te dar um presente: um dos 14 exemplares do Aston Martin Vulcan cujo valor, por construção, performance e marketing, é de US$ 2,3 milhões – uns R$ 7,3 M.
Presente – Automóvel competente em rendimento, 570 cv nascidos a 7.000 cm3 em motor V 12 e construção de materiais leves como fibra de carbono, é homologado para andar apenas em circuitos.
Condição – Para tê-lo em garagem próxima ao circuito de Homestead, a 55 km de Miami, basta apenas adquirir a cobertura triplex na Aston Martin Residences, projetada pela marca inglesa e a brasileira incorporadora G and G Business. Empreendimento visitável por agendamento em www.beyondrealtygroup.com.
Quanto ? Se perguntou não tens os US$ 50 M demandados…
Registro – Dia 20 marcou 90 anos do início de produção do Ford Modelo A, carinhosamente dito Fordinho ou Fordeco. Missão inglória, suceder o mítico Modelo T, responsável por dar rodas aos EUA, primeiro automóvel mundial.
Confusão – Desenvolvimento atropelado, não programado, consequência da cabeça dura de Henry Ford, insistindo nas limitações do T, em apavorante queda de vendas, ante as exigências do consumidor por rendimento.
Corrida – Entre parar o T e iniciar fazer o A, a grande fábrica do Rouge ficou fechada seis meses, muitos revendedores quebraram. A apresentação, às vésperas do Natal juntou congeladas filas nas vitrines dos revendedores.
Padrão – Foi das melhores máquinas construídas no século passado, confiável como o revólver Smith and Wesson, a máquina de datilografia Remington, o isqueiro Zippo. Fizeram-se entre o final de 1927 e 1931, mais de 4 milhões de unidades – o T superou os 15M. É o retrato do automóvel antigo no Brasil.

Ford A, Fordinho, Fordeco. Retrato do antigomobilismo brasileiro.


Audi A8, quase autônomo


Novo Audi A8, pré autônomo
Audi Brasil iniciará importar ao início do ano o novo A8. Recém apresentado no Salão de Frankfurt e de vendas iniciadas na Europa, o maior dos sedãs da marca se assinala pela classificação de Nível 3 em informatização. Na prática é o sedã mais completo em semi-independência. Na escala aplicada à agregação de dotes o Nível 4 indica ser um Veículo Autônomo. A par de constituir-se no ultimo degrau pré autonomia, deve ser visto sob outros rótulos: bandeira tecnológica da marca; referência para a democratização destes itens ao restante da gama de produtos – e dos carros sob o controle da holding Volkswagen; sinal da evolução da Audi, de fabricante de veículos a empresa de mobilidade.

A ampliação da interconectividade muito amplia o conforto do uso. Há três grandes telas com comandos, maior delas digital, 31 cm, e duas outras para os passageiros do banco traseiro, e facilidades foram incorporadas, como a capacidade se ser programado para cumprir um destino, de oferecer informações sobre o que encontrar no caminho, sobre as vagas disponíveis para estacionamento antes da chegada, permitindo parquear autonomamente e, neste quesito outra evolução: nas vagas de ediíficos e torres de estacionamento é capaz de identificar o espaço a ser utilizado, manobrar para entrar e posteriormente sair por comando externo.

Mantém os sistemas já aplicados pela marca, capaz de seguir um fluxo à velocidade de deslocamento, frear ante a proximidade de obstáculos. De origem terá outras facilidades, entretanto operacionais apenas nas vias com boa sinalização a ser lida pelos sensores do A8.

Duas versões em carroceria, com a L indicando maior distância entre eixos, nitidamente um automóvel para chofer; disposição interna para 4 ou 5 lugares, confortos como temperatura de bancos e massagem para costas e pés; apurada vedação termo-acústica. Motores V6, com duplo comando de válvulas, injeção direta de gasolina, 3.000 cm3, projetados 310 cv, monumentais 600 Nm de torque, transmissão automática de 8 velocidades e tração nas quatro rodas.

Carroceria em alumínio e partes em fibra de carbono.




Alta Roda | Equinox equilibrado em tudo

Por Fernando Calmon


A participação dos SUVs no mercado brasileiro subiu de 6,8% em 2012 para nada menos de 17,4% em 2017. Do alto desses números nenhum fabricante pode deixar de atacar com mais e mais produtos. Foi exatamente o que a GM fez. Para defender sua liderança fechou a lacuna existente entre o Tracker e Trailblazer ao decidir importar do México o médio Chevrolet Equinox em sua versão de topo, a Premier.

Esse segmento inclui mais de 15 competidores, desde os nacionais Jeep Compass (este o líder em vendas destacado), Hyundai ix35 e New Tucson e até modelos mais caros da Volvo e Land Rover. No entanto, a marca americana mirou na faixa central de preço médio ponderado por vendas, que representa 50% do mercado.

A primeira surpresa é justamente o preço único de R$ 149.900. Substitui com vantagem o descontinuado Captiva por oferecer nível de equipamentos bem superior. Mesmo isento de imposto de importação, seu preço parece subsidiado pelo fabricante. Para se ter ideia o mesmo modelo, com todos os opcionais, é vendido nos EUA por cerca de R$ 120.000 (em conversão direta). Com a carga fiscal muito maior no Brasil, preço sugerido deveria superar R$ 160.000.



Seu estilo atrai, mesmo sem ousadias. A cabine tem acabamento similar ao do Cruze, com o qual partilha arquitetura. Por isso, à exceção dos bancos de couro mais requintados, há plásticos duros em excesso, porém a “pobreza” para por aí. Oferece teto solar panorâmico com abertura até o banco de trás, controle de ruído via de cancelamento por ondas sonoras, duas memórias de regulagem elétrica do banco do motorista, vedação tripla das portas, central multimídia de oito pol. com Android Auto e Apple Car Play, além de carregamento de celulares (compatíveis) por indução. Tampa do porta-malas pode ser aberta ao passar o pé por baixo do para-choque.

Apresenta um bom pacote de itens de segurança. Além de seis airbags e assistência de frenagem de emergência, há alertas de colisão frontal, ponto cego, esquecimento de pessoas ou objetos no banco traseiro e de tráfego transversal ao dar ré. Interessante é o assoalho traseiro plano, apesar de vir com tração integral. Este sistema acionado por botão pode variar de 0 a 100% a distribuição de torque não só entre os eixos, como também entre os lados direito e esquerdo.

Motor 2-litros turbo com injeção direta de gasolina entrega 262 cv, 37 kgfm e se integra de forma perfeita a um câmbio automático de nove marchas. Esse conjunto permite acelerar de 0 a 100 km/h em 7,6 s, mais rápido que a maioria dos concorrentes. A potência flui de forma contínua, com troca de marchas pouco perceptíveis. A 120 km/h, o motor quase sussurra a apenas 1.600 rpm. Por isso, o ótimo consumo anunciado de 10,1 km/l na estrada e 8,4 km/l na cidade.

Direção e suspensões muito bem calibradas conseguem lidar bem com 1.693 kg de massa total e 4,65 m de comprimento. O Equinox, apesar de altura típica de um SUV, tem dirigibilidade próxima a de um automóvel. Pena o freio de estacionamento elétrico não ter acionamento automático nas paradas, muito útil no trânsito.

RODA VIVA
APESAR de nova rodada de pressões das concessionárias Fiat para lançamento de um SUV de maior porte com base na picape Toro, está difícil a marca italiana ceder. Alega que no Grupo FCA cabe à Jeep os utilitários esporte e não haveria razão para dividir mercado com o Compass. Na Itália, porém, Jeep Renegade e Fiat 500 X saem da mesma linha de montagem.

DURANTE Fórum Brasil-Alemanha de Mobilidade Elétrica, semana passada em São Paulo, afloraram novas dificuldades para implantação no país: custo alto das estações de recarga rápida (R$ 200.000), legislação para permitir “varejo” de abastecimento em eletropostos, falta de padronização dos plugues de recarga e transição para veículos elétricos lenta demais.

DESTAQUE para o motor Booster Jet do Suzuki Vitara e sua integração com câmbio automático tradicional de seis marchas. Trata-se de um 1,4-L turbo de 146 cv e 23,5 kgfm que assegura grande agilidade ao garantir relação peso-potência de 8 kg/cv. Pareamento de telefones via wi-fi é muito prático, sem fios para atrapalhar e ótima tela multimídia central de 10 pol.

PRIMEIRO Congresso Brasileiro do Mecânico, organizado pela Infini Mídia (revistas O Mecânico e Carro), em São Paulo, mostrou público-alvo bastante interessado em novas tecnologias e de se aproximar do corpo técnico dos fabricantes de autopeças. Palestrantes abordaram todo o setor e houve até “desentendimentos” em certos aspectos mais polêmicos.

INAUGURADO em São Paulo o Museu da Imprensa Automobilística (Miau), de responsabilidade do jornalista Marcos Rozen. Ambiente aconchegante e de muito cuidado com detalhes, inclusive cafeteria temática, promove verdadeira viagem no tempo sobre a história do setor pelo lado da comunicação especializada. Entrada a R$ 15, por tempo limitado. Contato: miau.museu@gmail.com.

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Alta Roda | De olho no consumo

Por Fernando Calmon

A utilização de recursos eletrônicos nos automóveis modernos levou à crescente disponibilidade de medidores de consumo de combustível. No começo a precisão não era grande, mas agora os resultados permitem ao motorista avaliar consumo médio e instantâneo em várias condições de utilização. Tornou-se dispositivo relativamente barato, presente em computadores de bordo até de modelos compactos.

Em tempos de preços altos e preocupações com emissões de CO2, é um dispositivo bastante útil. Afinal, única forma de combater o efeito estufa provocado por esse gás é economizar combustível. Filtros ou catalisadores não servem, no caso. Ao final, um monitoramento que traz vantagens pecuniárias.

Hoje os controles de consumo e emissões para homologação são feitos em testes padronizados em laboratórios, a fim de garantir repetibilidade. Este cenário começa a mudar na Europa com obrigação, em breve, de certificação nas ruas e estradas em condições reais de uso, o que trará mais credibilidade aos números.

O Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e agora Opel) se adiantou. No final de 2015 começou a desenvolver um protocolo de aferição em colaboração com duas ONGs e o Bureau Veritas. Frota de 60 veículos rodou mais de 40.000 quilômetros, numa iniciativa inédita no setor automobilístico, e tornou possível agora estimativas com respeitabilidade para mais de mil versões de modelos das três marcas.



Trabalho semelhante foi anunciado semana passada no Brasil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano do Sul (SP), porém com intuito específico de comparar consumo de gasolina e etanol em motores flex. Foram escolhidos quatro modelos: Fiat Uno 1,0 manual, Hyundai HB20 1,6 automático, Renault Duster 2,0 automático e Toyota Corolla 1,8 automático. Depois de instalados medidores de combustível, percorreram 15 vezes o mesmo percurso, em cidade e igual número, em estrada.

O resultado demonstrou que, na média, consumo de etanol ficou entre 70,7% e 75,4% do observado com gasolina. As referências do Programa Brasileiro de Etiquetagem estão entre 66,7% e 72,1%, porém com gasolina padrão que contém 22% de etanol anidro. Nos postos de serviço está autorizado até 27% de etanol anidro, o que aumenta um pouco o consumo de gasolina. Daí a utilidade da medição do computador de bordo para aferir o gasto em cada modelo e não deixar de economizar ao abastecer. Outra forma seria fazer cálculos entre abastecimentos ou usar aplicativos com essa função.

No entanto, deve-se observar que adição de etanol à gasolina não aumenta o consumo de forma absolutamente direta à diferença de poder calorífico (energético) entre os dois combustíveis. Etanol proporciona melhores rendimentos térmico e volumétrico ao motor. Este pode aproveitar melhor as diferenças, se bem projetado.

Testes recentes feitos na Alemanha pela Clariant em três modelos Mercedes-Benz, por 12 meses, indicaram que se o volume adicionado de 10% de etanol de cana ou celulose à gasolina alemã subisse para 20%, o consumo seria exatamente o mesmo. E ainda ajudaria na redução de CO2 no ciclo de vida do combustível. Nesse aspecto específico (CO2) rivalizaria com um motor Diesel.

RODA VIVA
COMO se esperava, novo programa de diretrizes de longo prazo à indústria automobilística vai atrasar. Batizado de Rota 2030, esperado para 1º de janeiro próximo, cria estímulos para melhorar segurança e economia dos produtos. Renúncia fiscal seria de apenas 0,5% do que recebe o conjunto do setor industrial. Ainda assim, ministérios envolvidos não se entendem.

DOS recentes boatos nos bastidores do setor um é particularmente curioso. O Grupo CAOA, que tem instalações industriais completas e corpo próprio de engenharia, aproveitaria incentivos do Rota 2030 para produzir em Anápolis (GO), além dos atuais produtos Hyundai, um automóvel elétrico de projeto próprio. A empresa nega, mas sem tanta ênfase.

AUDI Q7 tem dimensões generosas (cinco e sete lugares), mas se comporta com agilidade de um SUV menor. A começar pelo diâmetro ideal do volante, posição de guiar e respostas vigorosas do silencioso motor diesel com torque de nada menos que 61,2 kgfm. Há modo de condução semiautônoma, nível 2, sujeito a limitações de nossas ruas: faixas estreitas e mal sinalizadas.

AINDA falta aprovação em plenário da Câmara dos Deputados, mas o projeto de efeito suspensivo de multas de trânsito até última instância, ou seja, depois de julgada pela Junta Administrativa de Recursos de Infração, merece total apoio. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro estimula o motorista a não recorrer, ao firmar prazos inviáveis, burocracia e até oferecer descontos.

ENTRE aplicações mais ousadas de inteligência artificial, uma vem sendo desenvolvida pela japonesa Sumitomo, dona das marcas Dunlop e Falken. Trata-se do sensoriamento das atividades dos pneus em movimento para um futuro não tão distante. É um algoritmo planejado para medir o desempenho em tempo real, a partir de vibração e rotação geradas.

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Alta Roda | De Olho No Consumo

Por Fernando Calmon

A utilização de recursos eletrônicos nos automóveis modernos levou à crescente disponibilidade de medidores de consumo de combustível. No começo a precisão não era grande, mas agora os resultados permitem ao motorista avaliar consumo médio e instantâneo em várias condições de utilização. Tornou-se dispositivo relativamente barato, presente em computadores de bordo até de modelos compactos.

Em tempos de preços altos e preocupações com emissões de CO2, é um dispositivo bastante útil. Afinal, única forma de combater o efeito estufa provocado por esse gás é economizar combustível. Filtros ou catalisadores não servem, no caso. Ao final, um monitoramento que traz vantagens pecuniárias.

Hoje os controles de consumo e emissões para homologação são feitos em testes padronizados em laboratórios, a fim de garantir repetibilidade. Este cenário começa a mudar na Europa com obrigação, em breve, de certificação nas ruas e estradas em condições reais de uso, o que trará mais credibilidade aos números.

O Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e agora Opel) se adiantou. No final de 2015 começou a desenvolver um protocolo de aferição em colaboração com duas ONGs e o Bureau Veritas. Frota de 60 veículos rodou mais de 40.000 quilômetros, numa iniciativa inédita no setor automobilístico, e tornou possível agora estimativas com respeitabilidade para mais de mil versões de modelos das três marcas.

Trabalho semelhante foi anunciado semana passada no Brasil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano do Sul (SP), porém com intuito específico de comparar consumo de gasolina e etanol em motores flex. Foram escolhidos quatro modelos: Fiat Uno 1,0 manual, Hyundai HB20 1,6 automático, Renault Duster 2,0 automático e Toyota Corolla 1,8 automático. Depois de instalados medidores de combustível, percorreram 15 vezes o mesmo percurso, em cidade e igual número, em estrada.

O resultado demonstrou que, na média, consumo de etanol ficou entre 70,7% e 75,4% do observado com gasolina. As referências do Programa Brasileiro de Etiquetagem estão entre 66,7% e 72,1%, porém com gasolina padrão que contém 22% de etanol anidro. Nos postos de serviço está autorizado até 27% de etanol anidro, o que aumenta um pouco o consumo de gasolina. Daí a utilidade da medição do computador de bordo para aferir o gasto em cada modelo e não deixar de economizar ao abastecer. Outra forma seria fazer cálculos entre abastecimentos ou usar aplicativos com essa função.



No entanto, deve-se observar que adição de etanol à gasolina não aumenta o consumo de forma absolutamente direta à diferença de poder calorífico (energético) entre os dois combustíveis. Etanol proporciona melhores rendimentos térmico e volumétrico ao motor. Este pode aproveitar melhor as diferenças, se bem projetado.

Testes recentes feitos na Alemanha pela Clariant em três modelos Mercedes-Benz, por 12 meses, indicaram que se o volume adicionado de 10% de etanol de cana ou celulose à gasolina alemã subisse para 20%, o consumo seria exatamente o mesmo. E ainda ajudaria na redução de CO2 no ciclo de vida do combustível. Nesse aspecto específico (CO2) rivalizaria com um motor Diesel.

RODA VIVA

COMO se esperava, novo programa de diretrizes de longo prazo à indústria automobilística vai atrasar. Batizado de Rota 2030, esperado para 1º de janeiro próximo, cria estímulos para melhorar segurança e economia dos produtos. Renúncia fiscal seria de apenas 0,5% do que recebe o conjunto do setor industrial. Ainda assim, ministérios envolvidos não se entendem.

DOS recentes boatos nos bastidores do setor um é particularmente curioso. O Grupo CAOA, que tem instalações industriais completas e corpo próprio de engenharia, aproveitaria incentivos do Rota 2030 para produzir em Anápolis (GO), além dos atuais produtos Hyundai, um automóvel elétrico de projeto próprio. A empresa nega, mas sem tanta ênfase.

AUDI Q7 tem dimensões generosas (cinco e sete lugares), mas se comporta com agilidade de um SUV menor. A começar pelo diâmetro ideal do volante, posição de guiar e respostas vigorosas do silencioso motor diesel com torque de nada menos que 61,2 kgfm. Há modo de condução semiautônoma, nível 2, sujeito a limitações de nossas ruas: faixas estreitas e mal sinalizadas.

AINDA falta aprovação em plenário da Câmara dos Deputados, mas o projeto de efeito suspensivo de multas de trânsito até última instância, ou seja, depois de julgada pela Junta Administrativa de Recursos de Infração, merece total apoio. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro estimula o motorista a não recorrer, ao firmar prazos inviáveis, burocracia e até oferecer descontos.

ENTRE aplicações mais ousadas de inteligência artificial, uma vem sendo desenvolvida pela japonesa Sumitomo, dona das marcas Dunlop e Falken. Trata-se do sensoriamento das atividades dos pneus em movimento para um futuro não tão distante. É um algoritmo planejado para medir o desempenho em tempo real, a partir de vibração e rotação geradas.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2





De Carro Por Aí | Supresa boa. Citroën entrará no mercado de comerciais

Por Roberto Nasser*


Jornalistas presentes à apresentação do furgão médio Citroën Jumpy se surpreenderam. Estavam preparados para ouvir usual torrente de elogios, descrição da fórmula de imbatividade, explicações sobre a superioridade do produto. Coisas usuais. Afinal, tais colocações fazem parte das repetitivas apresentações de novos produtos. Leitores da Coluna já conheciam o Jumpy, nela divulgado desde a decisão da PSA, a holding reunindo Peugeot-Citroën-Dongfeng em montá-lo e a seu espelho Peugeot Partner no Uruguai.

Ve-lo foi interessante, conduzi-lo instigante pois as sensações são automobilísticas – fácil entender, é a plataforma do Peugeot 3008 esticada, reforçada e adequada ao novo trabalho. Curiosidade estava no pacote de providências já tomadas para a holding aumentar substancialmente sua participação no mercado de comerciais. PSA e Citroën apostam no torcer do parafuso da ecologia, restringindo circulação dos atuais VUC – veículos urbanos de carga, representados por Mercedes Sprinter, Renaults Master, Kias e Hyundais – pelos VUL, veículos urbanos leves. São menores, mais baixos, mais confortáveis, mais camionetes e menos caminhões.

Citroën Jumpy quer liderança



Razões
Pretensões elevadas no caso da Citroën – a Peugeot não exibiu seu produto. Quer passar dos atuais 1,3% de participação nas vendas a 6% em 2018 e 12% – quase 10 vezes mais – até 2021. Comerciais leves tem previsão de representar 15% das vendas no país.

Mescla das marcas Peugeot e Citroën terá produtos equivalentes: grandes Boxer e Jumper; médios Expert e Jumpy, pequenos Partner e Berlingo. Produtos fazem uma liga das nações: maiores importados da Itália – são Iveco, empresa Fiat, mudada do Brasil; médios com material importado e montados no Uruguai; leves produzidos na Argentina. Como Peugeot haverá um picape médio – como Coluna também antecipou, projeto franco-chinês previsto para 2020. Na América Latina querem saltar de 200 mil unidades vendidas para 300 mil até 2021. Crescer 50%.

Citroën
Marca montou operação continental para distribuir produtos pela América Latina, e no mercado interno acertou o Jumpy para as condições nacionais, controlando preço inicial para ser o menor do mercado; revisões com preço prévio; seguro de assistência; garantia de atendimento rápido; carro reserva. Importações iniciadas com furgão, diferenciado pelas largas portas traseiras abrindo a 180 graus; porta lateral corrediça; arte para bascular para cima o banco lateral e permitir colocar carga comprida – como tábuas, escadas ou o que tiver até 4m. Transformadoras brasileiras já criaram ambulância, carro de presos, transporte escolar. Haverá versão passageiros em seis meses.

Iniciativa continental tem base europeia, onde as marcas vendem mais de 1/5 do mercado, e garantem ótima saúde financeira – o lucro para fazer e vender os comerciais supera o de automóveis com preço assemelhado.

Mecânica moderna. Monobloco, motor diesel 4 cilindros, 8 válvulas, turbo, bloco e cabeçote em alumínio. Produz 115 cv e 30 Nm de torque, transmitindo movimento às rodas dianteiras. Diz a Citroën ser o mais econômico do mercado – deve ser pela menor cilindrada -, 11,4 km/l na estrada e autonomia de 820 km. No preço inferior, no menor consumo, na prioridade nas oficinas, quer se vender a empresários de comércio e indústria.

Não tem refinamentos construtivos para barrar os preços: iniciais R$79.990 e após lançamento R$ 83.990. Com ar condicionado, faróis de neblina e o ModuWork – o basculamento do banco -, R$ 87.990 logo evoluídos a R$ 91.990.

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Mercedes constata. Fundo do poço tem mola.
O ditado do interior parece ter inspirado o alemão Phillip Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO da América Latina. Com vendas e produção caídas pela metade, funcionários sobrando, convenceu seus chefes na mesa diretora da matriz a realizar investimentos na operação brasileira. Aplicará R$ 2,4 bilhões para nova etapa de modernização de suas fábricas no país. Exceto a de Iracemápolis, SP, onde monta automóveis, a grande operação de São Bernardo do Campo, SP, base produtora de caminhões, e de Juiz de Fora, fabricante de cabines, merecerão investimentos para aumento de produtividade e incremento de operações automatizadas, incluindo o novo patamar operacional para indústrias, o revolucionário Indústria 4.0. Dedicar-se-á, também, a desenvolver novos veículos, tecnologia de serviços e conectividade.

Houvesse apenas visão do presente, Schiemer teria comprado caixas de lenços para enxugar as lágrimas advindas dos maus números. Atualmente os da Mercedes são desanimadores: queda de vendas e ociosidade de 50%; excesso de mão de obra. Na prática tem o operacional entre gente e máquinas, mas com produção contida para evitar fazer estoques.

Cruzamento de números de fim da queda econômica, expansão das exportações, crença no crescimento do mercado interno deram a chave para preparar-se a atender as novas demandas dos clientes. O investimento se incorpora aos atuais R$ 730M para modernizar as usinas de São Bernardo e, como lá se pronuncia, J’iz difora. Outros R$ 70M estão direcionados a construir um campo de provas para caminhões e ônibus no antigo canavial integrando a área de Iracemápolis, para ser o maior e mais completo do Hemistério Sul.

Schiemer. Depois da crise, a recuperação


Roda-a-Roda
Espaço – Volkswagen iniciou homeopática divulgação de seu próximo sedã, o Virtus. Sobre plataforma multi dimensionável, bons traços, terá vendas iniciadas em janeiro, com apresentação à imprensa nos próximos dias.

sedã compacto VW Virtus.



Mercado – Mercado dá sinais de recuperação – 24% de aumento relativamente a setembro de 2016. Motivos, melhora conjuntural da economia, queda de juros. JAC deu salto pontual. Dobrou vendas em setembro com vendas do SUV T40.
Fusão – Patrocinadora da carioca escola de samba Unidos de Vila Isabel, a Renault-Nissan-Mitsubishi levou o carnavalesco Paulo Barros a conhecer a área de design avançado da Renault, e direito a papo com o holandês Laurens Van Den Acker, seu designer maior.

Futuro – Foi no Technocentre, o centro de pesquisa e desenvolvimento da marca, perto de Paris. Ideia foi ajudar o carioca a moldar o desfile de Carnaval neste ano sob o tema Corra que o futuro vem aí.

Social – Ford Grã-Bretanha aceitou proposta da Strawberry Energy para instalar 20 bancos inteligentes nas ruas de Londres. Oferece graciosamente rede Wi-Fi e recarga de celulares e tablets .

Herança – Poucas motocicletas são tão referencias quanto as quase cinquentenárias Honda quadricilíndricas. Com base na CB 750 surgida em 1969 e derivações, retocou geração atual, CB e CBR 650F. Numeral indica cilindrada.

Ganhos – Potência ganhou 1,5 cv, passando a 88,5 cv, câmbio de seis velocidades encurtou 2a, 3a 4a privilegiando aceleração nas arrancadas e enfatizando característica auditiva: marcante som dos quatro cilindros DOHC.

Quanto – Duas versões: CB 650 F (R$ 33.900) e CBR 650 F (R$ 35.500); postos São Paulo, + frete e seguro. Diferença decorativa, com a versão R com carenagem sugerindo motos de corrida. Cores vermelho e azul metálicos.

Quase cinquentonas, inteiraças



Enfim – Ipiranga de Petróleo tem nova gasolina, a Octapro. Mantém a oxigenação pela adição de álcool, e série de aditivos para elevar a octanagem a 96 e outros para ajudar a limpar os resíduos e a porcariada provocada pela queima da mistura ar/gasálcool. Agora as maiores distribuidoras já tem a gasolina adequada aos veículos com elevadas taxas de compressão.

Direcionada – Não é para o motorista cuidadoso, mas a donos de automóveis com elevada taxa de compressão, de 10:1, por exemplo e, especial uso de turbo alimentador. Motores com reduzida taxa de compressão não aproveitarão sua capacidade anti detonante. Octapro suprimiu produção da Premium.

Lei – Subcomissão de Regulamentação do Recall, da Câmara dos Deputados redige Projeto de Lei para unificar chamadas de recall, as responsabilidades dos fabricantes de veículos, e as omissões legais.

Quem – Deputada Christiane Yared (PR-Pr) autora do requerimento, tem 29 propostas de legislação de trânsito, lidera o esforço. Desde 2015 4,5M de veículos foram chamados a correções, e em 2016, dentre os 130 havidos para produtos industrializados, 105 – 3/4 – eram de veículos.

Sugestões? dep.christianedesouzayared@camara.leg.br

Carona – Deputado Alexandre Valle (PR-RJ) propôs suspender a comercialização de veículos com re call anunciado. Entende ser a maneira de evitar a consequência das falhas motivadoras do re call.

Cheiro – Mercedes-Benz Parfums trouxe ao Brasil versão de sua água de colônia, marcada por cítricos – toronja, tangerina e laranja brasileira, mais pimenta rosa, gengibre, madeiras louras, vetiver e almíscar. Eau de Toilette vaporizador de 120 ml. Preço ? R$ 363,00. Coerente.

Pretensão – Empresários goianos liderados pelo deputado Alexandre Baldy (PODE), foram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sensibilizá-lo à proposta de implantar em Anápolis um polo industrial para materiais de Defesa Nacional.

Razão – Ancoram o pedido pela cidade ser a base aérea de apoio à Capital; de receber os futuros caças Gripen; de ter estrutura e mão de obra a atividades de metal mecânica; oferecer incentivos fiscais. Lá opera uma das fábricas Hyundai.

Remédio – Quem imagina o passar do tempo induzindo serenidade, Gazet Van Antwerpe relata multa aplicada a octogenária senhora belga. Para acabar com a insônia, em vez de chá e sessão da madrugada, foi dar uma volta em seu Porsche. Apreendida a 236 km/h, Juíza não relevou: US$ 4 mil de multa e suspensão do direito de dirigir por três meses.

Do meio do canavial para mercados interno e externo



Polo Jeep festeja 30 meses de produção, liderança e exportação
Trinta meses após ter transformado um canavial em fábrica de veículos, o Polo Automotivo Jeep festeja produção de 300 mil veículos – destes, 40 mil exportados desde Goiana, Pe, para a América Latina.

Fábrica introduziu o topo dos sistemas de administração e produção, o World Class Manufacturing (WCM), uma das especialidades de Stefan Ketter, presidente da FCA no Brasil e América Latina. Operação festeja a implantação em local de mão de obra despreparada; colocar três produtos na linha de produção – picape Fiat Toro, Jeeps Renegade e Compass; conseguir liderança setorial com o Toro, e alternância através dos produtos Jeep. Um recorde industrial.

Chamá-lo Polo indica o fato de reunir, além do negócio FCA, 16 fornecedores de auto peças em torno da operação industrial para obter rapidez e produtividade, melhor indicativo do sucesso do projeto.

O Polo não é apenas uma fábrica no meio do nada no nordeste de Pernambuco, mais próximo a João Pessoa, na Paraiba, que da capital pernambucana. Pela localização é uma usina para fornecimento mundial, iniciando com a América Latina, iniciando suprir o mercado mexicano, recém lançando o Compass na Argentina, maior mercado de exportações no Continente. Os negócios para venda a outros países coloca os veículos construídos em Goiana como os três produtos com maior volume de exportação pelo porto de Suape no primeiro semestre deste ano.