De Carro Por Aí | Fiat Cronos. Quanto?

Por Roberto Nasser*


Próximos dias Fiat iniciará vender seu mais novo produto, o sedã três volumes Cronos. Utiliza parte da base mecânica do Argo, itens de decoração já comuns à linha FCA, como Fiat Toro e Jeep Renegade, e será produzido na fábrica de Pacheco, Argentina, e da qual o Brasil representará projetados 50% do volume de vendas. Sedã com cuidado trabalho de desenho liderado por Peter Fassbender, substitui os sedãs Linea e Siena, objetivando ser um dos principais concorrentes do sub segmento dos três volumes de pequenas dimensões, concorrendo com Chevrolet Prisma, Honda City.

Motores 1,3, 8v, 99cv e E.torQ 1,8 16V, 130 cv. Caixa mecânica, 5 velocidades e automática Aisin com seis. Em 2019, motor 1,5 Turbo, atualização do 1,4 turbo pioneiro no segmento, e três versões de equipamentos, sendo a mais elevada a Precision, com motor 1,8 e transmissão automática. Intermediária, a Precision com caixa de marchas mecânica, e versão de entrada Drive, motor 1,3.
Para mercado brasileiro projetam-se preços entre R$ 55 mil e R$70 mil.

Surpresa
Na apresentação na Argentina, onde será produzido: ante a presença de Maurício Macri, presidente do país, Stefan Ketter, brasileiro, CEO da FCA para a América Latina, Vice Presidente mundial para construções e sistemas de manufatura, surpreendeu. Não leu seu discurso impresso em espanhol, idioma local, do presidente argentino, mandatória pelas regras de cerimonial.

Fez curiosa escolha. Desprezou o inglês, de trato universal, e adotou expressar-se em italiano, da origem da FCA e de Cristiano Rattazzi, presidente da FCA no país. O eng. Ketter é um homem de surpresas.

Fiat Cronos



Roda-a-Roda
Marcha a ré – Anos após assumir a Daewoo, aproveitar projetos, instalações e talentos para produzir carros com sua marca na Coréia do Norte, GM resolveu fechar uma das plantas. Razão, queda de 20% de demanda, produção e desequilíbrio nas contas.

Momento -Tempos atuais não permitem jogar prejuízos para compensações futuras. Por esta razão livrou-se de antigas associadas Vauxhall, inglesa, e Opel, alemã, passando-as à PSA – Peugeot-Citroën-DS.

Citroën – Argentino sedã C4 Lounge será mostrado à imprensa brasileira nas próximas semanas. Mudanças estéticas frontais, tipo intervenções padrão para marcar o segundo ciclo do modelo: grade, farois, para choques. Atrás, lanternas.

História – A nova feição não é novidade, pois foi desenvolvida para o modelo chinês, lançado há um ano. Carro injustiçado, bom conteúdo, bom preço, porém vendas inferiores às suas qualidades.

Citroën C4 Lounge



Ajuda – Ford incluiu versão especial no leque para o EcoSport 2019. Chama-a SE Direct 1,5 AT. Mistura alfa numérica quer dizer construção e equipamentos direcionados a clientes com necessidades ou proteção especial, ou frotistas. Preço pela isenção de impostos é de R$ 68.690.

E ? – Na porta da fábrica SE é interpretado como Sem Equipamentos, copiando versão pelada dos cupês Dodge Dart em 1973; ’74; e ’75. Econômico em equipamentos para incluir como itens de série direção assistida, ar condicionado, transmissão automática com seis velocidades e conversor de torque; controle de estabilidade, central multimídia.

Humor negro – Há, também, a Assistência de Emergência, fazendo ligação direta para o SAMU em caso de acidente com acionamento das bolsas de ar ou corte da bomba de combustível. Idéia boa em país desenvolvido e responsável, risível no Brasil.

EcoSport Direct, clientes especiais



Elétrico – Nunca identificada com tecnologia de ponta, e lembrada pela baixa autonomia de seu modelo híbrido Volt, Chevrolet mudou o foco: desenvolveu carro médio elétrico, o Bolt.

Caminho – Enquanto o Volt apresentava comportamento criticável, o Bolt muda a figura. Tem medida para competir no segmento norte-americano de entrada, 4,16m de comprimento, e 200 cv de potência, e 350 Nm de torque. Arranca aos 100 km/h em 7 s, atinge 156 km/h como velocidade de pico. Ponto principal, oferece autonomia em torno de 383 km.

Surpresa – Carlos Zarlenga, argentino, CEO da companhia para a América Latina, anunciou à conterrânea Agência Télam não se surpreender se antes do término da década a companhia anuncie produzir carros elétricos no Mercosul.

Onde – Se incentivos federais e estaduais forem idênticos aos obtíveis no Brasil, deve-se entender a Argentina como dotada de amplas chances para a iniciativa, por deter parcela importante na decisão, suas reservas de lítio. É o metal aplicado na nova tecnologia das baterias.

Aqui – Mercado brasileiro vê ampla liderança dos Toyota Prius, e assiste gestões da Toyota para incentivos à produção.

Ampliação – Não só de vender carros novos vive uma fábrica de carros novos. PSA, de Peugeot, Citroën, DS, adentrou no mercado de oficinas de reparos, e adquiriu a chinesa Jian Xin, distribuidora de peças.

Porte – Vende anualmente mais de 5 milhões de partes das principais marcas mundiais de veículos. Mercado chinês tem mais de 130 milhões de automóveis.

Tempo – Salão do automóvel de Genebra, março 07 – 12, um dos mais interessantes do mundo, terá estande da fabricante de relógios TAG Heuer. Nele, carros de corrida, a lembrança de ter sido a primeira do ramo a patrocinar piloto na Fórmula 1, no caso Jo Siffert, e re lançará o modelo Monaco e sua opção de botão de corda à esquerda.

Passeio – A fim de giro pela Itália, visitando a essência do espírito e do design de carros esportivos de estirpe? Agência organiza viagem de 11 dias, desde o Lago Como – onde se realiza o talvez mais elegante encontro de antigos -, e se encerra em Modena, terra da Ferrari e do mítico restaurante Cavallino Rampante.

$ ? – Ferrari, Lamborghini, Maserati, Pagani, Pininfarina, Zagato, Italdesign, Leonardo Fioravanti, fábrica de rodas Borrani, das malas Schedoni, coleções, oficinas de restauração. Programa intenso aos do ramo. Preços US$ 12.600 dupla. U$ 8.800 single, ônibus interno, chegada e saída do aeroporto de Malpensa, entre Turim e Milão. Mais? http://www.carguytour.com/sept-car-guy-tour-fca-edition/

Atividade – Á frente do negócio e como guia turístico, Frank Mandarano, agitador, criador do Maserati Club of America e organizador do Concorso Italiano, mostra de veículos da Itália, na Holly Week – terceira semana de agosto -, onde pontifica o Pebble Beach Concours d’Élegance. Um Car Guy.

Gente – André Molnár, 35, executivo, motociclista, ideal. OOOO Novo gerente de Marketing e Comunicação da Triumph, de motocicletas. OOOO Larga experiência, sólida base acadêmica, trabalhava na Audi. OOOO Trabalhar com o que gosta é diversão remunerada. OOOO




Alta Roda | O Futuro e a Realidade

Por Fernando Calmon*


A aceitação de novas tecnologias que vão sacudir a indústria automobilística mundial nas próximas décadas ainda é motivo de incerteza em vários mercados. Para aferir a evolução de como os motoristas encaram o cenário por vir de carros autônomos e meios de propulsão alternativos, a consultoria Delloite atualizou uma pesquisa com 22.000 consumidores de 17 países. Além do Brasil, África do Sul, Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Malásia, México, Reino Unido e Tailândia.

O estudo chamado Consumidor Automobilístico Global 2018 apontou um aumento de confiança sobre o grau de segurança dos veículos que dispensam a atuação de um motorista para se locomoverem (nível 4 de automação) em relação à mesma pesquisa realizada em 2017. Deve-se notar que se trata apenas de percepção, pois a tecnologia não está pronta, nem se sabe quanto custará (consequentemente sua aceitação), como será aplicada (segregada ou aberta) e, acima de tudo, regulamentada por órgãos de trânsito e judiciais.




balanço geral apontou que, no ano passado, 67% dos participantes, em média, acreditam que automóveis totalmente autônomos não seriam seguros. Esse percentual recuou para 41% no relatório compilado este ano. No entanto, até 71% dos entrevistados disseram que a comprovação de um histórico de segurança na operação dos veículos é fator essencial para garantir a confiança. Em outras palavras, “quero ver, para crer”.

Na média, 45% dos participantes confiam nos fabricantes de veículos tradicionais para a direção autônoma, 30% apontam novas companhias dedicadas a essa tarefa e 25% acreditam nas empresas de tecnologia existentes (Waymo, Apple e outras). De acordo com Carlos Ayub, sócio da Deloitte especializado em indústria automobilística, “52% dos brasileiros (acima da média global) são mais confiantes nos produtores de veículos já conhecidos”.

O estudo também apontou algum conservadorismo quanto ao meio de propulsão nos veículos. Na média mundial, 64% dos entrevistados preferem os motores a combustão para os próximos anos. Outros 24% optariam por veículos híbridos ou híbridos plugáveis e 12% apostam em elétricos a bateria ou pilha a hidrogênio. No Brasil, 66% ainda escolheriam os combustíveis tradicionais, 13%, os híbridos e 21%, outras alternativas.

“Os preços de híbridos e elétricos ainda estão em patamar elevado, o que justificaria esse quadro em nível mundial. No Brasil, esta realidade torna-se mais marcante pela falta de infraestrutura e de uma rede para reabastecimento de carros elétricos em todo o país”, acrescentou Ayub.

Apesar de direção autônoma, mobilidade flexível e alternativa elétrica ocuparem todas as cabeças pensantes na indústria ao redor do mundo, sem ainda se saber se haverá dinheiro para financiar tudo isso ao mesmo tempo, uma enquete simples do Google nos EUA sobre o que os americanos querem nos carros de hoje foi divulgada pelo site Verge. Além do interesse pela vida a bordo dos cãezinhos de estimação, a busca frenética é por câmeras.
A procura inclui opções além de câmeras dianteira, traseira e de 360°. Agora, a demanda é grande pelas que gravam tudo à frente e atrás do veículo e mesmo o movimento periférico enquanto está rodando ou estacionado. Em caso de acidente, ajuda a descobrir os culpados, útil também para seguradoras. Tecnologia à mão e relativamente barata, pois muitos modelos já possuem telas no painel.

O futuro? Que fique para o futuro…

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De Carro Por Aí | Citroën faz festa na Rétromobile

Por Roberto Nasser


Festa maior do antigomobilismo francês, a Rétromobile, fevereiro 7 a 11, na referencial Porte Versailles, Paris, reúne o finor do colecionismo de automóveis antigos: venda de peças e acessórios para as provectas máquinas, literatura nova e antiga, e marcante leilão tocado pela Artcurial. É o maior evento francês na especialidade, e uma das referências europeias no setor.

Citroën aproveitou a ocasião, levou automóveis antigos para assinalar sua presença e, ante ocasião para festejos, lançou garatéias ao espaço histórico: dois de seus produtos icônicos tem comemoração neste ano. O mítico 2 CV marca 70 anos, e sua versão aventureira, o Méhari, meio século. E iniciou preparar festejos para sua festa maior, o centenário em 2019.

Coisa ampla, empresa arrematou com novidade de poucos conhecida: um dos quatro remanescentes do Projeto TPV – trés petite voiture -, a origem do 2 CV de produção abortada pela II Guerra Mundial.

O setentão 2 cv



Em 1948, pós Guerra em uma Europa devastada, a Citroën apresentou o 2 cv no Salão de Paris. De aparente surpresa, o curioso veículo logo mostrou seu brilho: era prático, com portas destacáveis, formas arredondadas, pequeno motor de dois cilindros, dianteiro, caixa de marchas comandada por alavanca no painel. Um exemplo de simplicidade genial. Por trás de sua criação, o engenheiro André Lefebvre – pai de quatro veículos marcantes: o Traction, no Brasil conhecido como 11 e errôneamente tratando-o como Ligeiro; seu genial sucessor ID e depois DS; o 2 CV; o furgão H. Junto, o escultor Flamínio Bertoni. Conseguiram criar veículos díspares, porém no pico máximo da utilidade.

Era o carro ideal para o pós Guerra, servindo ao agricultor para levar família e cargas; da professora; do padre. Econômico, fácil de operar e manter, refrigerado a ar, criou um mito, superando 5,1 milhões de unidades em 42 anos em fabricação – 1948-1990. Mereceu, até, produção independente na Argentina como 3 cv.

Em 1968, em meio aos protestos de jovens por liberdade numa surpreendida Paris, Citroën apresentou o Mehari. Era tão inovador em criatividade, materiais, uso e proposta quanto o 2 cv. Não era substituto, porém versão com pretensões esportivas. Carroceria em plástico ABS, como disse a Citroën em descrição muito própria em adjetivos, dava-lhe aparência fresca, desinibida, despretensiosa, rompia os parâmetros dos conversíveis da época. Pouco dinheiro para comprar e usar, um jato d´água para lavar, e a característica ímpar de andar ‘a beira mar sem sofrer oxidação. Sucesso popular.

Arte
Dada a sólida identificação dos automóveis com gerações de franceses, Citroën encomendou duas obras de arte a Stéphane Gillot, diretor de TV com hobby de reviver o imaginário em torno de objetos industriais do passado, exibindo sua visão sobre o Méhari e o 2 CV. Citroën expôs também o novo C3 Aircross e incentivou presença de clubes de marca.

Méhari, ícone jovem



Roda-a-Roda
Dupla aptidão – Porsche iniciou vender nova geração de seu Panamera, dita Sport/Turismo: características esportivas em sedã. Três versões: 4E – Hybrid, R$ 529.000; Turbo, R$ 988.000; Turbo S E-Hybrid R$ 1.212.000. Híbrido é substancialmente mais barato por não pagar imposto de importação.

Mais – Opção de bancos para dois ou três passageiros atrás; carroceria longa em versão Executive; maior capacidade no porta malas, tipo viagem familiar com espaço e performance.

Nova rodada – Segunda geração do sedã Honda City implementou visual trocando para choques, grade frontal, grupo óptico para marcar modelia e dar impressão de maior volume ao pequeno sedã.

Foco – Objetivo é mostrar-se mais equipado em relação aos novos concorrentes no segmento, Fiat Cronos – a ser lançado dia 21 -, e VW Virtus entrando em vendas – e daí implementar conteúdo, e abrir leque para cinco versões e preços.

Dentro – Ampliou equipamentos como trancas e vidros elétricos, ar condicionado, direção também elétrica, ar condicionado digital para as versões superiores, e quatro bolsas de ar frontais. Motorização padrão, quatro cilindros, 1,5 litro, flex, até 116 cv. Transmissões mecânica ou CVT de cinco velocidades.

Quanto – DX, transmissão manual: R$ 60.900,00; Personal, para clientes com necessidades especiais, CVT: R$ 68.700,00; LX – CVT: R$ 72.500,00; EX – CVT: R$ 77.900,00; EXL – CVT: R$ 83.400,00.

Novo City



4×4, Auto – Para tornar o EcoSport mais competitivo Ford formulou versão Storm com solução exclusiva em sua faixa de preço: tração quatro rodas auto aplicável e transmissão automática com seis velocidades. Motor 2,0 Duratec, 176 cv, mais potente na cilindrada. Suspensão independente nas 4 rodas.

Mais – Atenção para cuidados na decoração, grade frontal identificativa, embora com aspecto camional, e trato interno com couro, revestimento do painel macio ao toque, frisos acetinados, laranja. Preço competitivo: R$ 99.900.

Storm, a volta do Eco 4×4



Trilha – Na Europa nova versão do Ka, aqui apresentada como Freestyle – nome de série especial do EcoSport, transfpr,Ada em versão -, será chamada Ka+ Active. Será versão mundial, aqui em junho.

Logística – Fiat adiou e depois mudou local de apresentação do novo sedã Cronos, trazendo-o de Córdoba, Argentina, para a Barra da Tijuca, RJ. Descomplicou. Malha aérea para levar passageiro de fora de S Paulo à cidade argentina exige passar por Guarulhos, SP, e Santiago, no Chile. Dias 21 e 22.

Questão – O Cronos será feito em Córdoba, mas tem engenharia brasileira liderada por Claudio Demaria, o número 1 da área a partir de Betim, MG, e o Brasil será seu maior comprador, absorvendo metade da produção.

Projeto – Cristiano Rattazzi, sempre no. 1 da Fiat Argentina, grandes planos: exportar ao México parte dos 50% sobrantes. Sem o nome Fiat, mas Dodge. Segue o caminho do picape Strada, exportado como RAM 750.

Fiat Cronos



Enfim – Volkswagen acertou data de apresentação de seu picape Amarok com a novidade do motor V6, 3,0, diesel: 23 de março.
Números – Abeifa, associação dos importadores de veículos, exibiu 2.422 unidades licenciadas em janeiro. Na dança das estatísticas, crescimento de 24,5% relativamente aos números do primeiro mês de 2017. Parece bom, porém menor 27,1% ante os números de dezembro. Setor mantém o otimismo da venda de 40.000 unidades durante este exercício.

Espelho – Veículos importados deveriam cumprir função institucional de balizar o mercado ao permitir comparação entre produtos estrangeiros e os nacionais. Mas isto não ocorre. Os importados custam mais caro se comparados com nacionais do mesmo porte, e assim mercado se restringe aos publicitariamente chamados Premium, os melhor equipados e mais caros.

– Considerando as marcas sem operação local, trazidas por representantes, sua presença no mercado é pífia: 1,3%.
Surpresa – Curando as feridas causadas pela retração de mercado – que falta de saudade da Presidenta e seu governo desgovernado -, Mitsubishi surpreendeu-se com premiação. Do sítio Reclame Aqui ganhou a láurea RA 1000, como empresa de mais rápido atendimento para sanar reclamações de clientes. É a primeira fabricante de veículos a receber a láurea.

A Sério – GM quadruplicou sua fábrica de motores em Joinville, SC. Passou de 15 mil para 61,8 mil m2 de área coberta, ampliando capacidade produtiva de 120 mil para 420 mil motores.

Razão – Catarinenses agradecem novos empregos aos sindicatos do Vale do Paraíba, SP, onde movimentos grevistas convenceram a GM a buscar operação distante, porém sem maiores sustos.

Costumes – Decisão histórica da Arábia Saudita permitindo a mulheres dirigir, abriu novo mercado mundial. Nissan inaugurou temporada de conquistas com vídeo no qual incentivam mulheres a experimentar condução instruídas por parentes. O vídeo pode ser encontrado no link My.Nissan/She-Drives.

Ecologia – No Distrito Federal, dentro de um ano, os lava-jato não poderão utilizar água na limpeza dos veículos, apenas produtos ecológicos. Medida é a Lei Distrital 6,089/18, já contando prazo.

No Girls – Moças bonitas posando junto a carros de Fórmula 1 serão referências do passado. Liberty Media, atual controladora dos direitos da categoria, buscando meios de atrair maior atenção às provas, mudou o sistema.

But Kids – Em seu lugar, jovens pilotos de fórmulas inferiores e karts. Justificativa, divulgar o automobilismo e festejar os melhores pilotos – na cadeia aspiracional ‘a Fórmula 1, pico do automobilismo de competição.

Pode ser boa solução institucional, mas na plasticamente …

Fórmula 1. Clube do Bolinha



Gente – Charles Marzanasco, jornalista, 25 anos na assessoria de imprensa da Audi, detentor da cultura da marca no Brasil, saiu. OOOO Tim Kunisis, 51, executivo, novo presidente das marcas Maserati e Alfa Romeo. OOOO FCA entende completo o projeto básico de refundação das marcas com novos produtos. OOOO Enfatizará vendas nos EUA e produção SUVs, como o Maserati Levante e o Alfa Stelvio. OOOO

Curitiba, durante cerimônia com o governador do Estado do Paraná, Beto Richa; Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina; e Luiz Pedrucci, presidente da Renault do Brasil.



Crescimento sustentado no mercado brasileiro e América do Sul levaram Renault a investir R$ 750 milhões em duas fábricas dentro de sua área industrial em São José dos Pinhais, Pr. A Curitiba Injeção de Alumínio, mobilizou duas mil pessoas em equipes em 11 países, aplicou R$ 350 milhões, recebeu equipamentos e tecnologia para incrementar a produção de blocos, por injeção de alta pressão, e baixa pressão para fabricar cabeçotes SCe do motor 1,6.

O êxito no emprego dos motores 1,0 SCe e 1,6 SCe, caracterizados por baixo consumo de combustível, e ótimo torque em baixas rotações, sua perfeita adequação à variada linha de produtos justifica a aplicação de R$ 400 milhões na Curitiba Motores, CMO.

Renault tem planos de maior penetração nos mercados nacional e nos vizinhos da América Latina, e dispor de capacidade industrial é fator preponderante. A CMO já produziu 3,5M de motores, exportando 1,4M. A unidade industrial contempla novas linhas de usinagem para motores, e virabrequim em aço para os motores 1,6 SCe feitos em casa, e cabeçotes produzidos na vizinha CIA. Na grande equipe montada mundialmente chama atenção a participação dos técnicos e engenheiros da Renault Sport, cedendo tecnologia ESM – Energy Smart Management -, e a bomba de óleo com vazão variável para reduzir consumo, tecnologias absorvidas de sua equipe de Fórmula 1.

Luiz Pedrucci, presidente após larga carreira na empresa, crê na disponibilidade das novas capacidades para aumentar a competitividade e aumentar o índice de produção local. Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina, vê o investimento como incontestável prova da crença no país, sua recuperação econômica, e a importância estratégica para crescer vendas na América Latina.

Renault fará inauguração formal das novas unidades dia 06 de março.




Alta Roda | Virtus empodera compactos

Por Fernando Calmon*

Ofertas estão cada vez mais sofisticadas no mercado brasileiro. A chegada do Virtus, como legítimo representante da nova leva de sedãs compactos anabolizados (inclui em fevereiro Fiat Cronos e, mais adiante, Toyota Yaris sedã), é prova disso. O novo modelo da Volkswagen é o que mais oferece espaço interno, em especial no banco traseiro. Suas dimensões internas e externas estão bem próximas às do atual Jetta, um médio que só será substituído no final do ano pelo modelo 2019 (apresentado no Salão de Detroit), maior que o atual.

Essa coluna não tem por hábito começar a analisar um produto pelo preço. Costuma ser ponto sensível e fator determinante para muitos compradores. No entanto, a Volkswagen mostrou certa coerência no posicionamento estratégico entre seus dois produtos inteiramente novos. As versões de entrada, intermediária e superior do Polo vão de R$ 50.000 a 70.000. O Virtus foi colocado entre R$ 60.000 e 80.000. Não por coincidência o sedã Honda City fica nessa mesma faixa de preço – entre R$ 61.000 e 81.000 – e convive com o médio Civic. Portanto, há oportunidades para todos.

Uma das explicações para as variações de preços está na motorização. O Virtus tem versão de entrada com motor de 1,6 litro aspirado de 117 cv (etanol) que se enquadra em faixa de IPI maior (mais 4 pontos percentuais). As outras duas agregam motores turbo de 1 litro, 128 cv (etanol), porém no uso diário se comportam como um 2-litros aspirado. O torque de 20,4 kgfm aparece logo a apenas 2.000 rpm. Faz grande diferença na dirigibilidade e principalmente na economia de combustível. A marca alemã aproveitou para colocar a versão intermediária como sua “peça de resistência”, além do que já representa em geral no mercado.

O novo modelo, como o Polo, destaca-se por agregar tecnologias sofisticadas a exemplo do quadro de instrumentos, o manual do proprietário interativo e, acima de tudo, grau máximo em termos de segurança passiva (também recebeu cinco estrelas no teste do Latin NCAP e laurel extra por proteção ao pedestre em caso de acidente). Evidente que isso se reflete em custos maiores e simplificações foram feitas. Materiais de acabamento pobres, ausência de alças no teto, descuidos no revestimento do porta-malas (ótimos 521 litros) são alguns exemplos.

Por outro lado, há pormenores de certa sofisticação nesse segmento – apoio de braço central com regulagem longitudinal e saídas de climatização para o banco traseiro – convivendo (mal) com tampa de porta-luvas sem abertura amortecida. Molas a gás estão ausentes na tampa do porta-malas, mas há braços de articulação sem interferência com a bagagem. O Virtus também se destaca pelo estilo equilibrado e menos conservador, embora a parte dianteira seja idêntica à do Polo, solução de compromisso com o preço final. Seria desejável certa diferenciação.

Por fim, além das conspícuas vantagens de espaço interno, novas tecnologias e do modo como freia, acelera e faz curvas, volta a questão do preço. A fábrica decidiu compensar ao diminuir custos de manutenção e também de reparos, mais baratos, em caso de pequenas colisões no bem reconhecido critério do Cesvi.

 

RODA VIVA

 

TOYOTA, ao completar 60 anos de instalação no País, passa a operar em três turnos pela primeira vez. É para produzir em Sorocaba (SP) o Yaris, a partir de junho, com lançamento em agosto da versão hatch (sedã, no final do ano). A marca japonesa tem perdido um pouco de participação de mercado por evitar os três turnos. Agora está segura da reação do mercado.

LINHA de SUVs da BMW continuará a avançar na preferência dos clientes da marca alemã no Brasil. Com a chegada do X2, no segundo trimestre, e do X7 no final do ano deve aumentar para 60% a participação nas vendas. Empresa produzirá o novo X3 em Araquari (SC), onde já aplicou R$ 1 bilhão. Dependendo do programa Rota 2030, o refinado X2 também será nacionalizado.

ESPECIALISTAS nos EUA acham que as baterias não são solução definitiva para carros elétricos por várias razões, sempre comentadas neste espaço. Há inclinação para admitir pilhas a hidrogênio como alternativa mais viável por resolver o problema de autonomia. Infraestrutura, embora também cara, encontraria muitos interessados em investir bastante.

OUSAR mais, nova ordem para a Peugeot. Vai dobrar para 500 unidades por mês a importação do 3008 e assim atender toda a demanda por este SUV moderno, de harmonia incomum entre interior e exterior. Para tal acrescentou versão Griffe Pack por R$ 154.990 (R$ 9.000 extras). Vêm com rodas de aro 19, novos recursos de segurança e nível 2 de condução autônoma.

CUSTOS de produção no México são cerca de 20% menores que os do Brasil. Principal fator para o avanço da indústria mexicana na classificação dos maiores produtores de veículos do mundo, além da proximidade com EUA e Canadá. Segundo Alberto Torrijos, da consultoria Delloite, México produzirá cinco milhões de veículos em 2020 e será o quinto colocado no mundo.

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De Carro Por Aí | VW regula Virtus para o mercado

Por Roberto Nasser


É um automóvel invulgarmente bem acertado: espaçoso internamente, desenho muito feliz sugerindo atualidade e dinamismo, pioneiro no uso de inteligência artificial – tira, ao motorista, qualquer dúvida sobre o Manual do Proprietário -, motor pequeno, 1,0, turbo, 128 cv e 200 Nm de torque, transmissão automática, ou 1,6 aspirado, 117 cv, caixa mecânica de 5 velocidades. Tem dimensões assemelhadas ao Jetta, agora descontinuado. Anda rápido e no caso do motor 1,0 gasta pouco. Incomum reunião.

Projeto bem desenvolvido, com a marca dos irmãos Pavone, gêmeos designers em franca ascensão: um toca área internacional a partir da Alemanha, outro é responsável pelos produtos para a América Latina, como Virtus e Polo. Como explicação empregam plataforma modular MQB, uma espécie de grande Lego permitindo aduzir e retirar partes, de modo a conformar base de diferentes dimensões, como, por exemplo, aumentar a distância entre eixos ou o balanço traseiro para fazer o sedã Virtus ou reduzi-la para o Polo, aplicar soluções de informática, agregar sistemas de segurança. Por projetar, admite dois desdobramentos em desenvolvimento final: um SUV e um picape.

VW Virtus, atual, bem formulado



Bem situando a concorrência, além do estilo atual, flexibilizando conceitos estéticos alemães, oferece-se como maior ante concorrentes GM Prisma, Hyundai HB. Como noção, tem, sem aparentar, as dimensões do VW Jetta, agora descontinuado. Porta as condições para ser o queridinho do mercado.

Na área do charme, tentando seguir o programa interativo da GM adotou a inteligência artificial para dar mais facilidades aos usuários. Tem porte e segurança de veículos de classes superiores, graças ao emprego de aços de grande resistência, e itens de segurança como quatro bolsas de ar, frenagem pós-colisão, detector de fadiga do motorista e controle de estatilidade.

Focado no desejo do consumidor mecânica exibe a conformação prática e de menor preço com o motor 1,6 aspirado, ou o caminho do futuro aplicando 1,0 três cilindros. Suspensão para deseducadas ruas e estradas sul americanas. Rodas em três medidas: aro 15”, de ferro, versão de entrada; 16”como equipamento básico, e 17” opcional e para as de topo.

Parte de infodiversão com o atrativo sistema de interação das respostas ao Manual, tela de 20 cm. Segurança a mais recente geração do ESP, o programa de estabilidade.

Argumentos de venda, menor custo no pacote de peças para consertos, seguros, revisões, com atrativo aos compradores da primeira leva da versão Highline, sem custos para as três iniciais.

Quanto custa
VW Virtus
MSI (motor 1,6, mecânico 5M) – R$ 59.990
Comforline 200 TSi (turbo, auto 6M0 – R$ 73.490
Highline 200 TSI -R$ 79.990
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Finalmente, o Amarok V6
Volkswagen no Brasil toma providências finais para festas de apresentação de nova versão de seu picape Amarok: motor V6, 3,0, diesel – o mais potente do segmento no país. Ao contrário do divulgado, linhas não sofrerão mudanças, sendo o produto exatamente idêntico ao já vendido na Argentina, onde produzido há seis meses.

Diferença para o modelo atualmente à venda, com motor diesel, L-4, 2,0 litros, 180 cv de potência e, a nova opção tem o mesmo ciclo operacional, mas o motor V6, deslocando 3,0 litros, produz 224 cv e porta auxiliar eletrônico capaz de gerar mais 20 cv por pequenos períodos. Transmissão idêntica à da versão de topo, automática com 8 marchas, primeira reduzida. Versões com diferentes decoração e conteúdo: Trendline, Highline, e Highline Extreme.

Preço em torno da versão Highline estará em torno de R$ 215 mil. Fevereiro, 22.

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Roda-a-Roda
Emodinâmico – Combinação alfa numérica SQ5 3,0, TFSI parece endereço em Brasília, mas descreve o novo Audi: SUV, tração 4 rodas pelo sistema Quattro, motor V6, 3,0 litros de capacidade. 354 cv em potência, e 500 Nm de torque.

Dinâmico – Complementando a feição emocional, dinamicamente se impõe: de 0 a 100 km/h em 5,4s. Velocidade final cortada a 250 km/h. Epicurismo mecânico, para melhorar a combustão, substituiu o compressor mecânico da geração anterior por dois turbos, e os coletores de escape das duas bancadas estão ligados diretamente à carcaça do turbo. Surpresa, preço R$ 397.990 e opcionais: pintura metálica/perolizada R$ 2.000; Sistema Side-assist e câmera 360 graus a R$ 12.000.

Audi SQ5



Velocidade – Na Argentina, consequência do ritmo imposto ao país por um presidente empresário, norma legal determina, licenças e homologações obrigatórias para novos veículos deverão demorar no máximo 50 dias. No Brasil tempo médio é de 180. Lá, homologação de testes e emissões correm junto. Aqui, separadas.

Tentativa – Indústrias automobilísticas do Mercosul tentam fazer a homologação por um associado valha para os outros. Órgãos nacionais não aderiram.

Lotus – Legendária marca inglesa, agora com controlada malaio, volta à Argentina inaugurando loja. Não será na cidade autônoma de Buenos Aires, mas em Martinez, San Isidro, beiradas da capital. Representante é Daniel Buteller, conhecido no Brasil: foi da GM; diretor da Mercedes; presidente da Audi.

Mais – Produtos e preços em grande arco: Elise Sport, 136 cv e Evora Sport, 410 cv, de US$ 90 mil a 240 mil. No Brasil, graças ao programa Inovar-Auto e à visão torta de tratar importados como inimigos, não há mais representante.

Surpresa – Sempre cercada de versões sobre sua inviabililidade, absorsão ou fracionamento para venda, a FCA, englobando Fiat e Chrysler apresentou balanço extremamente positivo.

O que ? – Reduziu à metade a dívida industrial, agora em E 2,4Bi; cresceu margem de lucro de 6,4%; lucro líquido de E 3,8Bi, 16% antes do EBIT, o resultado pré impostos. Nos EUA lucro de 7,9%; América Latina ajudou solidamente. Em marcas, Maserati cresceu 65%, cumprindo o Plano Quinquenal, agora em seu último ano de cumprimento.

Ocasião – Toyota fez encontro restrito para comemorar seus 60 anos de Brasil; falar de bons resultados em vendas e participação; dar oportunidade ao ministro Marcos Jorge de Lima, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços contar à imprensa sobre o projeto Rota 2030 e a decisão de reduzir os impostos sobre híbridos e elétricos 7% – como os 1,0.

Antecipação – Medida estava prevista no texto propositivo do Rota 2030, programa balizador para a indústria automobilística nos próximos 12 anos, e foi institucionalizada. Híbrido elétrico mais vendido no país é o Toyota Prius.

Yaris – De passagem anunciou iniciar produzir o Yaris em junho, vendendo-o em agosto. Hatch e sedã, concorrentes de Hondas Fit e City, motorização assemelhada – 1,5 litro, situado mercadologicamente entre o Etios e o Corolla.

Toyota Yaris, produção em junho



Storm – Ford apresentará início fevereiro nova versão do EcoSport. Chama-la-á Storm, buscando sugerir habilidades para enfrentar situações difíceis. Será feita sobre a plataforma para tração 4×4, mas nada tem de especial, exceto decoração, faixas e, moda atual, detalhes em preto.

Eco Storm



Mais – Ford apresentará versão entre SAV e Crossover sobre plataforma Ka.

Depois – Fiat adiou lançamento do Cronos. Agora, pós Carnaval, dia 22.

Segurança – Latin NCAP, organismo dedicado a avaliar segurança dos carros vendidos na América Latina, em sua mais recente rodada de testes, conferiu cinco estrelas a ocupantes adultos e infantis ao VW Virtus. Chevrolet Ônix, então reprovado, aplicou reforços estruturais, e requerendo submissão a novos testes, ascendeu a três estrelas nos testes de impacto para adultos e crianças.

Lição – A quem do ramo, bela aula de direito os votos contra o recurso do ex presidente Lula contra sua condenação. Linguagem clara, de conhecimento geral, longe do hermetismo das discussões e votos nos tribunais superiores, e de caminhar na perigosa trilha do exibicionismo, como vem fazendo seus ministros.

Levaram a sério o espanhol Ortega y Gasset, filosofando: clareza é uma cortesia do legislador com seu povo.

Jurisprudência – Se vitoriosa a argumentação lulo petista apresentada pós condenação pelo recebimento de um apto tríplex em vantagens indevidas, somente será considerado ladrão o que, após furto ou roubo de veículo, transferi-lo para seu nome… Tristes tempos, aparentemente em rota final.

Melhor ? – Estudo conduzido pela Ford Europa concluiu, com base e aferição científicas, dirigir um carro esportivo diariamente para, por exemplo, ir ao trabalho, oferece mais emoções que torcer pelo time de futebol; ver um episódio do Game of Thrones; beijar a pessoa amada. Explica alguns mal educados ricos.

Na veia – No mercado automobilístico atual, marca fora dos EUA ou da China estará com futuro comprometido. PSA – Peugeot, Citroën, DS, Opel, Vauxhall – tem negócios industriais na China e plano de, em 10 anos, estar no mercado norte-americano. Instalou-se em Atlanta.

Jogo duro – Para transitar com crianças em transporte escolar, em estradas de difícil trânsito, Marcopolo desenvolveu o miniônibus Volare V8L 4×4: tração 4×2, 4×4 com reduzida; maior altura do solo; proteção ao carter do motor e tanque de diesel. Motor Cummins 3,8 Euto V, 152 cv. Leva 31 estudantes.

Festa – Comemorando o 20 de janeiro, Dia Nacional de Fusca, mais de 1.000 colecionadores da marca reuniram-se no São Bernardo Plaza Shopping, na cidade onde foi montada a maioria dos fuscas no Brasil.

Horácio, o Fusca verde Hippie, 1974, do colecionador Ervin Moretti, é o Fusca mais conhecido no meio.



Gente – Mudanças na PSA Brasil. OOOO Carlos Gomes, português responsável pela volta aos lucros, transferido. OOOO Promoção: número 1 na China, maior mercado mundial. OOOO Patrice Lucas, francês, o substituirá. OOOO Nas marcas Peugeot, Citroën e DS, quando operacional, contração. OOOO Paulo Solti, ex Citroën e quase DS será planejador de produto para a América Latina. OOOO Ana Theresa Borsari, então diretora geral da Peugeot assumirá as três marcas. OOOO Revendedores preocupados. OOOO Atribuem a Da. Theresa a criação do Peugeot 207 Mercosul, início da queda de vendas da marca, e pela participação na Stock Car, com publicidade enganosa atribuindo vitória de motor Chevrolet como se fosse Peugeot. OOOO Sir Stirling Moss, piloto inglês, 88, aposentadoria. OOOO Larga folha de vitórias em muitas categorias, incluindo Mille Miglia 1955 com Mercedes SLR. OOOO Sempre ativo em eventos de automóveis antigos, em férias em Singapura contraiu infecção toráxica e se recupera lentamente. OOOO




Alta Roda | Salão Da Transição

Por Fernando Calmon*


Ao contrário das exibições recentes na Europa, o Salão de Automóveis de Detroit, nos EUA, que continuará aberto até o próximo dia 28, deixou de enfatizar tanto os veículos híbridos, elétricos e autônomos. Claro, eles estavam lá, mas a ideia principal foi a de transição, um reflexo de dificuldades crescentes. Preços baixos dos combustíveis líquidos, grandes distâncias a exigir infraestrutura de carregamento de baterias e deficiência de geração de energia indicam mudanças bem mais lentas do que se imaginava.

Isso não impediu a Ford de anunciar, nos próximos cinco anos, o lançamento de 16 elétricos ou híbridos entre 40 produtos novos. No seu estande, porém, a ênfase estava em potências crescentes. Tanto no Mustang Bullitt (homenagem aos 50 anos do filme com Steve McQueen), quanto no SUV Edge ST. Sem contar a chegada no final do ano do Mustang Shelby GT550, mais de 700 cv, mostrado apenas em teasers (imagens provocativas) aos jornalistas.



Os automóveis, que no passado representaram pela primeira vez menos de 40% dos 17,2 milhões de veículos vendidos no país, continuam a crescer. Mesmo os médio-compactos a exemplo das novas gerações do Kia Cerato, Hyundai Veloster e VW Jetta. Este será importado do México no final do ano e terá cerca de 4 cm a mais de entre-eixos e comprimento, além de suspensão traseira por eixo de torção que ajudou a diminuir um pouco seu preço nos EUA.

SUVs e crossovers respondem por mais de 40% do mercado americano e assim o Mercedes-Benz Classe G, renovado depois de quase 40 anos, destacou-se. Mudou menos por fora e mais por dentro ao incluir enorme tela multimídia e engenhoso acesso à terceira fila de bancos. Aproveitou para apresentar o Mercedes-AMG CLS 53 Edition 1 com um alternoarranque de 21 cv que se somam aos 435 cv do 6-cilindros turbo.

BMW apresentou o elegante crossover compacto de tração dianteira X2, verdadeiro contraponto ao Mercedes GLA. Pretendia ainda mostrar o X7, mas o carro sofreu acidente de transporte. Uma de suas marcas inglesas, a MINI, recebeu uma renovação de meio ciclo de vida. As lanternas traseiras remetem ao desenho da Union Jack, bandeira do Reino Unido.

A Jeep, além do clássico Wrangler lançado dois meses antes no Salão de Los Angeles, atualizou o Cherokee sem aquela polêmica parte frontal. No entanto, o modelo fica muito próximo em dimensões ao Compass, o que gera conflito de “interesses”.

Para FCA, o lançamento mais importante foi a renovada picape pesada RAM 1500 que provavelmente será importada. Além de mais leve, introduziu avanços como sistema elétrico de 48 volts e molas pneumáticas nas quatro rodas (opcional). A Chevrolet contrapôs a Silverado 2019, aliviada em 204 kg, mas mantendo caçamba de aço. Sua tampa, porém, é de alumínio e pode receber sistema elétrico de abertura e fechamento.

A Ranger, igual à produzida na Argentina com modificações específicas para o mercado local, retornou depois de seis anos. A Ford reconheceu que picapes médias voltaram a interessar aos compradores. No ínterim a Toyota Tacoma (diferente da Hilux) se esbaldou…

A chinesa GAC também está no Salão e pretende começar a vender nos EUA em 2019. Precisa ter muita coragem e dinheiro para gastar.

RODA VIVA
PRESIDENTE da VW do Brasil, Pablo Di Si, confirmou algumas antecipações dessa coluna sobre o robusto plano de 20 produtos (novos ou modificados) até 2020/21. Serão mesmo cinco SUVs/crossovers: os importados de sete lugares Tiguan (México) e Atlas (EUA); Tarek (Argentina), base Jetta MQB; T-Cross, base Virtus MQB e T-Track (nome cogitado), base Polo MQB.

PRIMEIRA mulher a comandar um grupo automobilístico no Brasil acaba de ser nomeada. Trata-se da brasileira Ana Theresa Borsari, 46 anos. Ela liderava a Peugeot e agora acrescenta Citroën e DS (marca de grife importada), tendo passado antes pela matriz na França. Sinergia no Grupo PSA (inclui a Opel, na Europa) já existente, será aprofundada também aqui.

EMBORA pareça a GM ter reagido ao teste anterior do Latin NCAP (maio de 2017), em que o Onix zerou na escala de estrelas (máximo de cinco), na realidade a fabricante apenas atendeu às normas da ABNT, de 2013, para impacto lateral. O prazo era 2018. Agora, o Onix recebeu três estrelas em teste patrocinado. Governo brasileiro anunciou mesma exigência em 2020 (projetos novos) e 2023 (todos à venda).

INDÚSTRIA de pneumáticos reagiu bem à entrada de marcas importadas, especialmente da China. Dunlop (do Grupo Sumitomo, também dono da marca Falken) implantou fábrica inteiramente nova, em outubro de 2013, em Fazenda Rio Grande (PR). Empresa produz 15.000 pneus/dia em ambiente de competição feroz para linhas de produção de veículos e reposição.

DICA para ar-condicionado. Desligar o sistema e deixar apenas ventilação 10 minutos antes da chegada ao destino. Segundo a Mahle, isso seca condensação nos dutos de ar e do evaporador, além de reduzir a formação de bolor, bactérias e leveduras. Vantagem adicional: evita choque térmico em dias de muito calor.

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De Carro Por Aí | O NAIAS, de picapes, suvs, e híbridos

Por Roberto Nasser


NAIAS, o North American International Auto Show, não é apenas mais uma das mostras pontuais com realização periódica para mostrar lançamentos de automóveis. Difere do usual: é personalístico por ocasião, forma e conteúdo. Começa pelo fato de não ser realizado por empresa de eventos, mas união de concessionários de veículos operando em Detroit, EUA, sempre referenciada como a Capital do Automóvel por basear quantidade de atividades industriais. A particularização continua pela ocasião, ao início de janeiro, ao lado do usualmente congelado Rio Windsor, separando os EUA e o Canadá, em período de pouco turísticos gelo e neve. Neste ano temperaturas andaram menores exigindo espessa roupa invernal, casacos e botas extra pesados. Como manifestação celeste, e para tornar perigoso o trânsito em vias congeladas e de pouca aderência e muitos acidentes, ainda houve a queda de um asteroide.

Salão de picapes, suvs, crossovers … Aqui, na Mercedes



Se tão diferenciado, tem expressão mundial, sedia apresentações e lançamentos para o mercado de todo o mundo, mas é direcionado aos compradores dos EUA e Canadá. Para entender: você sabe qual é o carro mais vendido nos EUA ? Não, não é presumível sedã, como no restante do mundo, mas um picape, no caso o F 150 Ford. E os concorrentes não ficam atrasados, GM tem o Silverado, segundo mais vendido, e FCA, com a marca Dodge, o Ram 1500, terceiro na grade. Há picapes Honda e Toyota, mas não se alinham com a volumetria cúbica das marcas nativas.

Novo Ranger – por enquanto nos EUA



Não se sabe se os compradores forçaram à dedicação em picapes, ou se o mercado escolheu o caminho. Afinal, neles o lucro unitário em muito supera o de automóveis e utilitários esportivos, e este é o indutor capitalista.

Ranger chama atenções por voltar à produção no país de origem após ausência de oito anos. Estilo melhor, mais leve, menos macho-man, e construtivamente apresenta o caminho tradicional do amplo emprego de chapa de aço para moldar cabine e carroceria, ao contrário do líder F150 inovando no uso das chapas e enorme percentual de partes em alumínio. Interior cuidado em infodiversão e equipamentos de automóveis.

Ford insiste em dizê-lo exclusivo para os EUA, mas a construção simplória – vamos combinar, fazer picape é coisa primária. Um macaco bem ensinado é capaz de cometer um – permite ser repetida na Argentina, base sul americana para fazer picapes. O Ranger vendido no Brasil comemorará em 2018, 20 anos da operação regional.

FCA, iniciais da Fiat + Chrysler, tem sensíveis lucros com operação nestes veículos, os mais vendidos e lucrativos dentre os produtos de alta produção na marca – Maserati e Ferrari não contam. Picape é o rótulo, a cara do mercado norte-americano, e a previsão de vendas neste exercício é de recordistas 500 mil unidades. Outra surpresa projetada para o exercício será a ultrapassagem do Silverado pelo RAM, a melhor prova de boa gestão da marca, induzindo melhorar o produto.

Para passar a GM deve vender mais de 85.000 u/a. Novo RAM mede 22 cm acima do modelo anterior, sendo 10 cm na cabine, para maior conforto, incluindo inclinar o encosto do banco traseiro, e adições pró conforto focaram infodiversão. O chassi emprega 98% de aço de elevada resistência; motores V6, 3,6 litros e V8 5,7 litros, 15/85 e L-4 3,0 litros, diesel, transmissão automática oito velocidades; capacidade de reboque em 5,7 t. FCA passou por processo depurativo, cortou sedãs medíocres, concentrou a pouca verba restante dos grandes gastos no Alfa Romeo Giulia e Stelvio para melhorar a operação RAM, com vendas imediatas – um trimestre, ou ¼ do exercício antes da chegada do GM Silverado, com previsões de vendas no outono sobre equatorial, em três meses. Se Max Manley, à frente da RAM e autor de sua ascensão no mercado, conseguir a façanha, terá garantido sua senha para promoção na grande mudança de cargos e postos na FCA daqui a dois anos quando o polêmico Sergio Marchionne, atual CEO, deixará o cargo.

Dodge RAM cresceu em tamanho para crescer no mercado



Jogo Duro
Mostras como esta exibem a ausência de um trabalho acadêmico sobre a evolução ou involução da humanidade no consumir veículos cada vez maiores, mais pesados pela expansão do uso de maior quantidade de materiais, condenáveis ecologicamente pela crescente utilização de materiais com extração e processos nem sempre adequados ao meio ambiente, e portadores em suas vastas caçambas e espaços, da incômoda dúvida: porque são planejados para oferecer capacidade de carga e trabalho muito superiores à necessidade e ao uso?

Quem, dos visitantes sul americanos ou europeus, esperava encontrar um novo VW Amarok, decepcionou-se. Veículo já superou o ciclo de vida como produto, mas não foi revisto. Além dos picapes das três maiores participantes no mercado, houve apresentação de utilitários esportivos, como a nova geração do VW Tiguan, agora para 7 passageiros – crescendo em tamanho e preço, abrindo caminho a renca de sucessores menores. Marca terá um SUV/SAV em cada segmento.

Utilitários esportivos e crossovers representaram 10% de crescimento na Mercedes, cujo picape Classe X inicia ser vendido a partir da Espanha e, final do próximo ano, na América Latina. Tais veículos dominaram o estande Mercedes, ante realidade do crescimento ter permitido superar a rival BMW no segmento de SUVs. A demanda pelos modelos GLA e GLC fê-la o maior fabricante de carros Premium pelo segundo ano consecutivo, ao vender 620 mil unidades, ¼ das vendas da marca. A Mercedes prepara novos concorrentes com tal formato. Surpresa foi novo jipe G. Bem dotado, preço superior, apesar da Mercedes afirmar ter prejuízo com a operação de pequenos números, mudou-o completamente, iniciando novo ciclo.

Mercedes G, novo ciclo



No caminho de implementar opções em picapes, com o Ranger, Ford também incrementou o Edge, de tíbia presença no mercado brasileiro. Tomou inspiração nas versões M BMW e AMG Mercedes, preparando-o para melhor performance, incluindo desenvolvimento da transmissão automática de 8 velocidades e motor V6, 2,7 litros, duplo turbo, 340 cv.

De automóveis apresentados, o VW Jetta chegará no Brasil, produzido no México – há vertente de produção local, dentro da nova visão da empresa tornando o país líder nas exportações para a América Latina. Utiliza a racional plataforma MQB, flexível em dimensões. Aqui baseia o Golf, o Polo e o Virtus, de apresentação próxima. Cresceu, tem dimensões assemelhadas do Passat, e missão importante, apagar, fazer esquecer os problemas com as emissões ilegais dos motores diesel no tal Dieselgate. Na esteira de sedimentar-se como maior produtor mundial de veículos, VW investirá solidamente no grande mercado norte-americano – US$ 3,3Bi até 2020 – para vintena de novos produtos.

VW Jetta



Quem
Na prática, quantos dentre os modelos lançados em Detroit virão para o Brasil?

Poucos, por fatores diversos, a começar pela falta de interesse das marcas produtoras – por exemplo GM e Ford importam restritos modelos, e a importação por agências particulares nem sempre entusiasma o interessado. Dos produtos com tecnologia híbrida algumas unidades poderão ser trazidas, mas apenas como representantes folclóricos. E a legislação regulatória da indústria automobilística brasileira, de vigor recém encerrado, reduziu o mercado para os importados, e por complicações intestinas, a nova ainda não foi baixada, intranquilizando mercado e importadores por desconhecer carga tributária, gravames, penduricalhos, incidentes sobre os veículos.

Híbridos ou elétricos, exceto pelo Toyota Prius com operação bem estruturada de importação, vendas e assistência – e pedidos ao Governo Federal para impostos favoráveis à produção local -, deverão ser coisa de referência institucional, nada sólida ou densa. Afinal, para uma operação com frota elétrica, falta-nos o insumo básico, a disponibilidade de energia elétrica. Há, a se lembrar igualmente, automóvel é visto no desorganizado Brasil, sob o aspecto tributário, como bem supérfluo, daí a tributação nos portos e nas ruas, reduzindo suas vendas.

Roda-a-Roda
Gente – Mariana Romero, analista, novo rumo. OOOO Porsche Brasil procura profissional para exercitar assessoria de imprensa. OOOO Dentre empresas alemãs de automóveis VW, Mercedes e Audi fazem bem tal trabalho. OOOO Dan Gurney, 87, piloto, passou. OOOO Retrato do corredor californiano dos anos´50, alto, bem apessoado, dentadura equina, dirigiu e ganhou em quase todas as categorias, de Fórmula 1 a 24 Horas de Le Mans. OOOO Criou o gesto de aspergir champagne do podium. OOOO




Alta Roda | Vencedores e vencidos

Por Fernando Calmon


Em meio à recuperação do combalido mercado, que cresceu pouco mais de 9% em 2017, nosso ranking tradicional dos modelos mais vendidos sofreu alterações técnicas. Com pesar, caiu o segmento de peruas em razão de pouca oferta e vendas baixíssimas. O avanço dos SUVs levou ao quase desaparecimento dessa opção familiar em todos os grandes mercados mundiais (à exceção da Alemanha). De roldão, monovolumes e hatches médios também foram atingidos, porém ainda resistem. Crossovers verdadeiros serão as próximas vítimas.

Subcompactos assumiram o espaço criado dentro do quadro geral. O Mobi estreou bem nessas comparações e o Kwid pode ser ameaça ao líder em 2018. Não na forma de represamento das vendas iniciais que levaram a análises apressadas em setembro do ano passado, mas de uma disputa acirrada que merece ser observada.


Também se deve ressalvar que modelos novos, como Argo, Polo e o próprio Kwid, tiveram menos meses de vendas em 2017 e só neste semestre poderão revelar sua força efetiva junto aos compradores.

No ano passado, poucos modelos conseguiram assumir ou recuperar a liderança: Mercedes-Benz Classe C, BMW Série 5 e o surpreendente Subaru WRX. Um destaque foi o híbrido Prius aparecer em décimo lugar, no segundo mais numeroso segmento do País.

Classificação da Coluna soma hatches e sedãs da mesma família, independentemente do nome do modelo. Sedãs com entre-eixos de significativa diferença classificam-se à parte (Versa, Logan, Etios e outros). Base é o Registro Nacional de Veículos Automotores. Citados apenas os modelos mais representativos e pela importância do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Subcompacto: Mobi, 47%; up!, 30%; Kwid, 20%. Mobi, por enquanto, fácil.
Compacto: Onix/Prisma, 24%; HB20 hatch/sedã, 13%; Ka hatch/sedã, 11,3%; Gol/Voyage, 11%; Sandero, 6%; Fox, 3,9%; Etios hatch, 3,8%; Uno, 3%; Etios sedã, 2,9%; Argo, 2,6%; Logan, 2,4%; Grand Siena, 2,3%; Versa, 2,2%; Cobalt, 2,1%; Palio, 1,9%; Fiesta hatch/sedã, 1,8%; City, 1,5%; March, 1,3%; 208, 1,1%. Líder ainda avança.
Médio-compacto: Corolla, 40%; Cruze hatch/sedã, 16%; Civic, 15,7%; Focus hatch/sedã, 7%; Jetta, 5%; Golf, 2,4%; Sentra, 2,3%; A3, 1,9%; Prius, 1,5%. Corolla, sem ameaças.
Médio-grande: Mercedes Classe C, 31%; Fusion, 27%; BMW Séries 3/4, 23%. Classe C volta a liderar.
Grande: BMW Série 5/6, 38%; Mercedes Classe E/CLS, 33%; Jaguar XF, 9%. Novo Série 5 reagiu.
Topo: Mercedes Classe S, 40%; BMW Série 7, 30%; A8, 13%. Posições consolidadas.
Esportivo: Subaru WRX, 29%; Mercedes SLC, 25%; Audi TT, 23%. Subaru virou o jogo.
Esporte: 911, 42%; 718 Boxster/Cayman, 34%; F-Type, 6%. Porsche brilha.
SUV compacto: HR-V, 18%; Creta, 16%; Renegade, 15%. Honda sob ameaça.
SUV médio-compacto: Compass, 55%; ix35/Tucson, 17%; Audi Q3, 5%. Líder inconteste.
SUV médio-grande: SW4, 53%; Discovery Sport, 12%; XC60, 10%. Toyota com bastante folga.
SUV grande: Trailblazer, 34%; Mercedes GLC, 9%; Jaguar F-Pace, 8%. Preço ajuda a vencer.
Monovolume pequeno: Fit/WR-V, 54%; Spin, 33%; Aircross, 11%. Diferença aumentou.
Crossover: ASX, 66%; Range Rover Evoque, 26%; Freemont/Journey, 6%. Liderança tradicional.
Picape pequena: Strada, 44%; Saveiro, 34%; Montana, 12%. Strada recuou um pouco.
Picape média: Toro, 34%; Hilux, 22%; S10, 20%. Ganhador acelera.

RODA VIVA
CERTAS iniciativas na área de trânsito, como as da prefeitura de São Paulo, pouco acrescentam. Fiscalizar velocidade média em avenidas dentro da cidade, mesmo com fins educativos (sem multar, apenas advertir por escrito) tem eficácia limitada. No exterior, a velocidade média é controlada em poucas autoestradas na Itália e Inglaterra, nos trechos em que há abusos.

ESTUDO nos EUA indica que as metas de redução de consumo de combustível no país ajudaram a reduzir mortes em acidentes. Isso ocorre porque mais modelos utilizam estruturas e componentes em alumínio para redução de peso e, por consequência, de consumo. Esse material, em comparação ao aço, pode absorver até duas vezes mais energia numa colisão.

CHEVROLET Bolt é um elétrico puro que impressiona ao acelerar, mas também pelo modo como pode ser dirigido no trânsito: praticamente sem usar o pedal de freio. Basta escolher regeneração máxima ao retirar o pé do acelerador. Quadro de instrumentos indica autonomia otimista (até 380 km) e pessimista (diminui ansiedade ao informar ao motorista a distância restante na pior situação).

ALÉM de espaçoso e piso todo plano na frente e atrás, o monovolume produzido pela GM nos EUA tem ótima posição ao volante e comportamento em curvas superior à média por seu baixo centro de gravidade. Câmera traseira, quando acionada, reproduz imagens em grande angulação na superfície total do espelho interno. Como o Bolt é muito caro, a empresa pretende formar pequena frota de demonstração e teste no Brasil.

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Alta Roda | A Recuperação Avança

Por Fernando Calmon


Em 2017 o mercado brasileiro finalmente parou de cair e iniciou uma trajetória de recuperação. Em dezembro de 2016 já se esperava um ano melhor mesmo porque se completou um quadriênio de baixas consecutivas: um tombo de quase 50% sobre o ano recorde de 2012 com 3,8 milhões de automóveis e veículos comerciais (leves e pesados). O Brasil chegou a ser o quarto maior mercado do mundo e caiu para oitavo.

O ano passado foi em particular importante porque a produção se recuperou de forma mais rápida graças às exportações, com reflexo positivo no nível de emprego da indústria. Os 762.000 veículos enviados ao exterior marcaram um recorde histórico (mais 46,5% sobre o ano anterior). Esse volume representou 28% da produção total de 2,7 milhões de veículos. Um percentual saudável seria exportar 30% da produção, desde que o mercado interno ajudasse com números mais robustos.


Em 2017 venderam-se 2,240 milhões de veículos que significaram recuperação de 9,2% (a coluna tinha previsto 9% há pouco mais de um ano). Em dezembro último a média diária de comercialização foi de 10.633 unidades com apenas 31 dias de estoques totais, indicando bons ventos à frente. Em 2018, apesar de incertezas políticas e econômicas, a reação positiva continuará. Existe até uma rara coincidência sobre as previsões para este ano. Fenabrave (concessionárias) e Anfavea (indústria) estimam crescimento de 11,8% e 11,7%, respectivamente, do mercado interno de autos e comerciais. A Coluna aposta em percentual um pouco maior, 14,1%.

Este ano a Anfavea prevê produção de 3,055 milhões de unidades (mais 13,2%), das quais de 800.000 exportadas (mais 5%) e mercado interno de 2,502 milhões de veículos. Percentualmente a maior recuperação (em torno de 35%) ocorrerá no mercado de importados com o final do programa Inovar-Auto, em 31 de dezembro passado. Este impunha um acréscimo de 30 pontos percentuais do IPI para um volume acima de 4.000 unidade/ano para modelos que não fossem argentinos ou mexicanos.

O novo programa de diretrizes para a indústria, batizado de Rota 2030 e importante por ser mais longo, incentivar pesquisa e desenvolvimento locais, além de projetar novas metas de eficiência energética para modelos nacionais e importados, teve seu anúncio postergado para fevereiro próximo. Esse conjunto de medidas será fundamental para um crescimento sustentável e, acima de tudo, previsível sem surpresas ou trancos. Se aprovado sob os termos longamente discutidos, é perfeitamente possível que em 2022 o Brasil retorne aos níveis de mercado de 2012 completando o ciclo de 10 anos perdidos. A indústria automobilística enfrentou quatro crises graves de mercado (incluindo esta) desde seu primórdio, em 1956.

O que se pode esperar em 2018 é um ano com muitos lançamentos, tanto de produtos locais e regionais (Argentina e México), como de outras origens. Serão mais de trinta entre inéditos ou de nova geração. Destaques para os nacionais VW Virtus, Fiat Cronos, Toyota Yaris, Citroën Cactus; os importados Ford Mustang, Audi A8, BMW X3, VW Tiguan, Kia Stonic, Volvo XC 40, Jaguar E-Pace, Honda CR-V, Jeep Wrangler e Renault Alaskan. As repaginações, também numerosas: VW Golf, Ford Ka e Honda City são apenas algumas.

RODA VIVA
PRIMEIRO SUV compacto da VW estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro próximo, mas estará um mês antes no Salão de Paris. T-Cross terá produção simultânea no Brasil, em São José dos Pinhais (PR), e na Espanha. Mas o início de fabricação, segundo fonte da Coluna, é 1º de janeiro de 2019 com início efetivo das entregas, em março.

APÓS o fim do IPI adicional sobre carros importados, a Renault ainda estuda a viabilidade comercial de importar a segunda geração do seu SUV grande Koleos fabricado na Coreia do Sul. Está próximo de ser lançado na Argentina, onde a primeira geração foi importada e depois descontinuada em razão dos impostos e cotação cambial. As mesmas razões daqui.

COMPARTILHAMENTO de veículos, na modalidade aluguel temporário, ainda avança de forma moderada no Brasil. No entanto, a Moobie, que começou em 2015, conseguiu reunir uma comunidade de 30.000 participantes e 2.000 veículos cadastrados. Ideia, no caso, é ceder o carro por prazo determinado (em média R$ 70,00/dia) e assim ajudar despesas principalmente no começo do ano.

OUTRO aplicativo de compartilhamento de transporte, Zumpy, é bem avaliado em Belo Horizonte (MG) e agora lançado nacionalmente. Sua atividade se concentra em dar caronas pagas em meio urbano. Os passageiros pagam valores de R$ 4 por trajetos de até seis quilômetros, R$ 5 para viagens de seis a oito quilômetros, R$ 6 por viagens de oito a 10 quilômetros e assim sucessivamente.

RESSALVA: no Honda Fit 2018, avaliado pela coluna no dia a dia, falta regulagem de altura do banco do passageiro, não do motorista. Interessante seria acrescentar uma saída auxiliar para o sistema multimídia.

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De Carro Por Aí | O preço do Fiat Cronos

Por Roberto Nasser*


Que tal pagar uns R$ 64.000 pela versão Precision, motor 1,8, transmissão automática de 6 velocidades, topo do novo sedã Fiat, o Cronos ?
Dia 9 iniciou produzir o carro nas eradas instalações recém adaptadas em Cordoba, Argentina, e prepara-se a exibi-lo em Mar Del Plata, local onde os vizinhos festejam o verão. Lá estará, com outros fabricantes e importadores de veículos, estande, mocinhas sorridentes, folhetos, test-drives.

Para não perder a oportunidade festiva, correu a divulgar fotos de exterior e painel antes de exibi-lo publicamente, e da apresentação oficial, em fevereiro. E abriu lista de encomendas, listando três versões – veja o quadro. Embora os valores estejam em pesos e tenham diferentes imposições tributárias é possível, a grosso modo, projetar o preço da versão superior, 1,8 automática, em torno dos R$ 64.000. Base de cálculo tomou os preços em pesos e comparou-os aos do novo Polo, hatch. A diferença nas versões de topo de um e outro oferecem referência percentual e daí o valor provável.

O divulgar fotos e dados e o abrir lista de pré venda, exibe outra característica do mercado argentino. Além de ser base produtora de picapes – Toyota HiLux, Ford Ranger, VW Amarok, e neste ano Nissan Courier, Renault Alaskan e Mercedes Classe X -, e mercado sempre visto como média de ¼ do volume de vendas registrado em nosso país, Argentina vem ocupando espaço institucional no setor: lá, mês passado, VW anunciou planos e produtos para reverter a perda de vendas e mercado … no Brasil. Agora o fez antecipar divulgação.

Sinergia
Cronos tem partes de Argo/Toro, Renegade/Compass, notáveis no painel, motores e transmissões comuns a outros da marca: inicialmente motores 1,3, 8v, 99cv e E.torQ 1,8 16V, 130 cv. Caixa mecânica, 5 velocidades e automática Aisin com seis. Próximo ano, motor 1,4 Turbo.

Precision será versão de topo, e deve rever previsão de preços sondados em exposição fechada a pequeno grupo de jornalistas, entre R$ 55 mil e R$ 70 mil.

Quanto Para balizar valores e compactar com hatch VW Polo, preços argentinos são:

Preços do Cronos indicam boa disposição para conquistar clientes, exibindo motor de maior cilindrada. Nas versões de topo, com transmissão automática custa em torno de 9% abaixo do VW Polo Highline 1,6, também automático. com preço sugerido em R$ 69.915. Aplicada a diferença, versão de topo, Precision 1,8 automática, custaria em torno dos citados R$ 64.000.

Fiat Cronos



Roda-a-Roda
Caminho – Vendas do Alfa Giulia deram consistente salto no mercado norte-americano, um dos trampolins para viabilizar o automóvel – e marca. De 528 unidades em 2016, superou 14 mil ano passado. Volume em ascensão, passando de excentricidade com o 4C, a concorrente de Audi, BMW e Mercedes.

Mais – Número deve se expandir com a chegada do SUV Stelvio, e de versão maior, concorrente do agora primo Cherokee – hoje Fiat e Jeep fazem parte do mesmo grupo, o FCA, e por isto não se duvide de intimidades mecânicas a partir da comunização de plataformas.

Metade – Meio ciclo de vida, o Citroën C4 Lounge terá re-estilização para modelia 2018. Coisa pouca e típica: grade, faróis, para choques frontais. Atrás pequenos retoques. Dentro maior conectividade e infodiversão. Moto propulsão sem novidades, motor L-4, 1,6 turbo, caixa automática seis velocidades. Carro bom, vende desproporcionalmente menos a estilo, conteúdo e preço.

Caça – Hyundai fará 600 unidades de versão especial, a HB20 R spec Limited, marcada por soleiras numeradas e bancos em couro vermelho com logo da versão. Fevereiro. Tipo quem não tem novidade caça com versão.

Líder – Segmento de maior crescimento em 2017, o SAV – tipo utilitário de atividade esportiva, classificação criada pela BMW -, teve produto da marca como líder. O X1 montado em Santa Catarina vendeu 3.443 unidades.

Tempo – Expectativas de insuflar produção dos jipes Stark, da ora cearense TAC, e anunciado lançamento de picape e versões flex, sem prazo para viabilização pela chinesa Zoyte, compradora do negócio.

II – Due Diligence, termo técnico para levantamentos físicos e contábeis apurando real situação de ativos, valores a receber e pagar, impostos devidos, indicou dívidas e Zoyte aguarda situação real para assumir a TAC – ou não.

Stark, da TAC. Produção e novos lançamentos freados (foto TAC)



Mais ? – Chinesas Shaanxi Automotive Group, fabricante de ônibus e Shuaguang Group, a SG, com amplo leque – auto peças, automóveis, picapes, ônibus – pediram agenda ao Ministério do Desenvolvimento para manifestar interesse em instalar-se no país. Sondam incentivos.

Ainda não – Razões desconhecidas, governos brasileiro e argentino delongam exigência de automóveis portarem o sistema eletrônico ESP, um salva vidas controle eletrônico de estabilidade. Estava ajustado para ser na virada do ano, mas foi postergado para 1º.janeiro.2020.

Protesto – O Latin NCAP – programa de avaliação de veículos novos para a América Latina -, protestou formal e contundentemente à Presidência da Nação na Argentina, chamando a decisão de desafortunada e lamentável.

– Contesta o fato dos veículos serem desobrigados usar tal equipamento, de fábrica nos países de origem, dizendo dos acidentes a ser evitados, citando desnível de segurança entre mercados maduros e AL ser de 20 anos.

Rolou – Rota 2030, programa para a indústria automobilística, de redação não acordada, furou o cronograma, deixou lapso pós fim do projeto anterior Inovar-Auto. Surgirá depois da votação da Reforma da Previdência, nova referência temática e cronológica para o país.

Governo – Irônicos observadores da cena brasiliense dizem, se o governo montar grupo de trabalho para criar um cavalo de corridas, o resultado será, no máximo, um dromedário manco. Teme-se – sem trocadilho – pelo resultado.
Em tempo – Positivamente uma das medidas foi assumida pelo Denatran – pois de sua área: obrigatoriedade para inspeções de segurança veicular.

Aliás – Exceção está nos Veículos de Coleção, dispensados de tal verificação. Há petições internéticas para incluir na isenção os quase antigos. Coisa improvável, embora não impossível nestes dias de barganha política.

Movimento – Visando crescer como terceiro grupo automobilístico, Renault deu dois passos internacionais importantes. Com sócios básicos, Nissan e Mitsubishi, criou fundo de US$ 1bi para financiar desenvolvimento e implantação de programas de mobilidade.

Mais – Mudou fórmula associativa com a chinesa Brilliance, pela Renault Brilliance Jimbei Automotive, Ltd, para desenvolvimento e vendas mundiais de comerciais leves sob marcas Renault, Jinbei e Huasong: 150 mil até 2020.

Pesquisa – Para entender qual a percepção da marca entre formadores de opinião, inglesa de óleos Castrol faz pesquisa junto a jornalistas especializados.

Passo básico para traçar estratégia de comunicação. Voto pelo retorno do Castrol R e TT Competição, olorosas e sumidas diferenças da marca.

Felipe Nasr, pole-position. Competente. (foto IMSA)



Lugar – Brasiliense Felipe Nasr – ou Nasser, como assumiu pronunciar -, com o patrocínio da Petrobrás cortado por conta da Lava Jato -, mostrará talento no Weatertech Sportscar Championship, principal evento da Imsa, em Daytona Beach, Florida, EUA, dias 27 e 28. Nas provas de classificação cravou o melhor tempo entre 50 concorrentes, conduzindo Cadillac DPi.

Projeto – Cadillac ? O pico do luxo da GM ? É, mesma marca, buscando clientes mais novos, e corrida de automóveis é atividade para mostrar-se mais jovem. Dentre classificados, quatro primeiros lugares são Cadillac DPi, e dentre concorrentes, oito são brasileiros.

Festa – Norte-americanos são capazes de fazer festa até em enterro. Transformaram as provas de classificação em evento próprio, enchendo Daytona e cidades adjacentes. Na corrida, mais.

História – André Chum, brasileiro, comprou Fusca Itamar 1993, último ano de produção; pesquisou; achou esquisito o número do chassis ser superior ao dado como último exemplar. Fez invejável trabalho para descobrir: após o último houve o último último. Está ótimo, historiado por Alexander Gromow em http://www.autoentusiastas.com.br/2018/01/o-ultimo-fusca-brasileiro/

Rolo – Há anos brasiliense Fundação Memória dos Transportes após ir ao CONFAZ, o conselho dos secretários da Fazenda, obteve do governo do Distrito Federal isenção de pagamento de IPVA para veículos com mais de 15 anos. Distribuiu a decisão do DF nacionalmente e maioria dos estados a adotou.

Exceção – Minas, não. Cartorialmente exigiu laudo do Instituto do Patrimônio para informar se o veículo teria a idade para a isenção. Caso foi resolvido por instâncias de Antônio Monte, da Associação Mineira de Antigomobilismo, através do deputado Duarte Bechir, aprovando projeto para isentar os veículos de coleção e retirando do tal instituto a competência para emitir laudos.

Gente – Tatiana Carvalho, comunicóloga, retorno. OOOO Deixou a Fiat para MBA e doutorado, experiência em outros temas, e voltou. OOOO Ficará no escritório paulista da marca. OOOO Desafio. FCA em re estruturação na área entrelaçando comunicação, brand e publicidade. OOOO Começa com lançamento do Cronos. OOOO Albéric Chopelin, francês, pedreira. OOOO VP Sênior, Diretor de Vendas e Marketing Groupe PSA – chamará M’sieur apenas o presidente mundial. OOOO Coordenará vendas de todas as marcas do grupo – Peugeot, Citroën, DS, Opel, Vauxhall, automóveis e comerciais, todo o mundo, cuidando para não ser engolido pela sócia chinesa Dongfeng. OOOO Após mais de século de administração familiar, PSA trouxe para salvá-la o português Carlos Tavares, então VP da vitoriosa concorrente Renault. OOOO

Mercedes Classe C, mais vendido entre importados Premium



Mercedes, mais vendido entre os Premium
Número sensível, 12.474 unidades, Mercedes vendeu 38,3% nos segmentos onde participa. No total, os 7.361 produtos montados na fábrica de Iracemápolis, SP, foram responsáveis por 61,2% das vendas, com liderança pelos Classe C comercializando 4.061 automóveis – 36,3% do total.

Outro indutor das boas vendas foi pequeno SUV GLA, com 3.570 unidades – 29% dentre o total dos Mercedes automóveis e variações, e quase metade do volume de produção nacional. A atualização de itens internos e externos auxiliaram acelerar vendas.

Outros fatores responsáveis pela liderança da marca foi a presença de modelos importados, Classe A, GLC, GLC Coupé, GLE Coupé, SLC, auxiliando fazer liderança em seus segmentos e compondo o total nas vendas; e a corajosa disponibilidade dos produtos de performance elaborada, como são as versões AMG, elevando a marca como líder no segmento de elevada performance. No ano comemorativo de meio século, mudando o foco para popularizar o rendimento extra, marca assinalou 621 unidades vendidas, 14% a mais relativamente a 2016 e superior aos 10% de expansão nas vendas de automóveis, em parte pela expansão de sua rede de concessionários, de 38 para 55, incluindo 12 especializados nos AMG.

Quer resultados maiores em 2018, especialmente por novidades em produtos e por apurar os serviços dos concessionários às demandas e expectativas dos clientes.